O Sensitivo e as outras pessoas

Com um conhecimento que vai muito além da intuição, o sensitivo sabe de coisas que nunca lhe foram ditas. Ele simplesmente sabe.

Os sensitivos são seres humanos que possuem a sensibilidade emocional mais desenvolvida. Através de estudos está provado que entre 15% e 20% da população mundial possui esse tipo de sensibilidade mais aflorada porque os seus cérebros processam informações sensoriais de forma diferente e por isso possuem sentem de maneira mais intensas que os demais.

A sensibilidade é uma das 72 faculdades mediúnicas e existem vários graus de sensibilidade, determinemos aqui uma escala de 1 a 7. 

Dependendo do grau de sensibilidade, um sensitivo sente no seu corpo as dores e doenças de outras pessoas. Um homem pode sentir as dores do parto da sua companheira a kms de distância, ou as dores de outra pessoa causadas pelo embate de um acidente.

Os sensitivos são portanto mais sensíveis a emoções, comportamentos e energias de pessoas e lugares. A presença de algumas pessoas ou a entrada em lugares específicos podem fazer com que um sensitivo se sinta mal. 

Um sensitivo facilmente sente as vibrações e presenças de seres não visíveis, pode perceber o pensamento de outra pessoa e até descodificar o passado ou o futuro de alguém.

Mas, um sensitivo é também facilmente influenciado pelas energias negativas, principalmente quando não crê, não tem fé nem desenvolve as suas outras capacidades espirituais. Por isso, é fácil encontramos sensitivos entregues ao mundo dos vícios: droga, álcool ou outros. 

É igualmente fácil encontrar sensitivos em manicómios, precisamente por serem facilmente actuados por espíritos invisíveis ao ser comum. Um sensitivo facilmente incorpora um espírito qualquer. Eles, os espíritos, sabem isso, sentem-no, e por isso irão actuar no sensitivo, por quererem sentir um vício que tinham em vida, por demanda do passado, ou simplesmente por quererem ter “um corpo físico”.

Normalmente, quem é considerado sensitivo considera isso como uma qualidade, uma habilidade positiva. Não podia estar mais errado. A sensibilidade aflorada dos sensitivos faz com que sejam normalmente excelentes ouvintes, pessoas caridosas com muita clareza de pensamento, conhecidos por darem bons conselhos.

Mas devido à sua sensibilidade emocional aumentada eles são muito influenciáveis pelo ambiente ou por pessoas, são capazes de detectar energias carregadas que estão impregnadas no lugar, detectam mais facilmente comportamentos falsos e não conseguem lidar com pessoas pretensiosas e/ou mentirosas.

São muitos os comportamentos e situações em que um sensitivo se sente mal. Todos podem ser capaz de identificar sinais de falsidade no discurso humano, os sensitivos possuem maior facilidade devido à sua extrema sensibilidade.

Lidar com alguém hipócrita ou falso pode ser tolerável para pessoas comuns, mesmo que eles saibam dessa característica da pessoa, para os sensitivos, isso é praticamente uma tortura, um desconforto intenso, doentio até.
Sentem-se cansados, sentem que a sua energia foi sugada, sentem-se frustrados, muitas vezes ficam com as mãos húmidas, com o coração palpitante e o bocejo é uma reação muito frequente em sensitivos.

Algumas situações que fazem com que um sensitivo se sinta mal:
- Falsos elogios – eles detectam logo a falsidade e mal conseguem disfarçar a sua decepção.
- Pessoas que aumentam as suas vitórias para ganhar aprovação e reconhecimentos dos outros.
- Pessoas que renunciam à sua personalidade ou tentam ser aquilo que não são para se sentirem por cima ou mais que os outros.
- Falsas delicadezas com intenção de receber algo em troca.
- Pessoas que estimulam a inveja e o ressentimento.
- Quem age de forma dura e insensível para ocultar dos outros a própria dor ou sensibilidade.

As reacções mais comuns dos sensitivos nestas situações são que muitas vezes nem conseguem explicar o porquê de estarem a sentir-se mal e o que está a causar isso nele.

Em questões de saúde, pessoas sensitivas costumam desenvolver problemas gastrointestinais e também nas costas.

Isso acontece porque o chakra do plexo solar, que é conhecido por ser a sede das emoções, tem sua base no centro do abdômen. Assim, é onde o empata sente de fato a emoção, o que acaba enfraquecendo a área e causando problemas.
Já as dores na coluna são comumente desenvolvidas quando o sensitivo desconhece suas habilidades. A falta de preparo da pessoa para receber seu dom acaba causando as dores e o sentimento constante de se estar sem chão.

Alguns conseguem identificar o foco, mas outros só conseguem pensar em afastar-se do ambiente e das pessoas que ali estão, e normalmente ouvem: “O que aconteceu? O que ele(a) te fez de mal?” sem saber explicar exatamente o porquê. Ficam nervosos, tensos e têm dificuldades em formar frases com clareza, o que em situações normais eles têm muita facilidade.

Se o sensitivo precisar estar num ambiente ou perto de alguém “que lhe faz mal”, ao afastar-se,  ele sente-se enjoado, tonto, podendo inclusive ter ânsia de vômito ou vomitar. Ficam muito calados, sem querer continuar a conversa e muitas vezes, ao afastar-se da pessoa ou do ambiente sentem um inexplicável sentimento de culpa.

Podemos ver alguns exemplos desta faculdade, em filmes como “o sexto sentido” de Outubro de 1999, com Bruce Willis, Haley Joel Osment e Toni Collette.

Em resumo: 
- As pessoas sensitivas são aquelas que costumam ser vulneráveis à presença de espíritos, além de terem fortes pressentimentos e intuições.

- Significa ter a capacidade de perceber, e também ser afetado, pela energia de outras pessoas. De sentir o estado de espírito alheio, além de ser capaz de captar mensagens que não são normalmente percebidas.

- Ser uma pessoa sensitiva não é algo limitado às emoções. Ela pode perceber sensibilidades físicas e espirituais, assim como perceber as intenções de outras pessoas.

- Com um conhecimento que vai muito além da intuição, o sensitivo sabe de coisas que nunca lhe foram ditas. Ele simplesmente sabe.

J. Coelho

Unus Pro Omnibus, Omnes Pro Uno

"O lema  na parte central do domo do palazzo federale  (palácio federal) da Suiça."
Unus pro omnibus, omnes pro uno é uma frase em latim que significa em português: "Um por todos, todos por um". 

É uma frase conhecida por ser o lema dos Três Mosqueteiros no romance de Alexandre Dumas. A 30 de novembro de 2002, seis Guardas Republicanos Franceses carregaram o caixão de Dumas do seu jazigo original no Cimetière de Villers-Cotterêts em Aisne para o Panthéon, numa elaborada mas solene procissão. O caixão estava coberto por veludo azul com a inscrição do lema.


É também o lema tradicional da Suíça. A Suíça não tem um lema oficial definido na sua constituição ou documentos legislativos. A frase, nos idiomas alemão (Einer für alle, alle für einen), francês (un pour tous, tous pour un), italiano (Uno per tutti, tutti per uno) e romanche (In per tuts, tuts per in), teve o seu uso popularizado no século XIX.


Após as tempestades de outono causarem inundações por todos os Alpes suíços no final de setembro e início de outubro de 1868, oficiais lançaram uma campanha de apoio sob este slogan, usando-o para evocar um sentimento de dever, solidariedade e unidade nacional no povo da jovem nação — a Suíça tornara-se uma confederação apenas 20 anos antes, e a última guerra civil entre os cantões, a Guerra de Sonderbund, acontecera em 1847. 


Anúncios em jornais circularam por todo o país usando o lema.  A frase associava-se crescentemente com os mitos da fundação da Suíça, que frequentemente também tinham a solidariedade como tema central, a tal ponto que "Unus pro omnibus, omnes pro uno" foi escrito na cúpula do Palácio Federal da Suíça em 1902. Desde então é considerado o lema do país. Políticos de todos os partidos e regiões reconhecem-no como lema da Suíça.


O IPE define num artigo

Comportamento: Um por todos e todos por um

Representa a união de todos num só objectivo, porém o significado dela é ainda mais profundo, porque na realidade representa a união não apenas de um por todos e todos por um, mas a defesa da união de ideais que representam acima de tudo a liberdade de um povo, cujos valores, através desses sentimentos deverão ser defendidos...


Helena Blavatsky escreveu no século 19 que “mesmo que pequeno, um grupo ou uma fraternidade só poderá ser teosófico se todos os seus membros estiverem magneticamente ligados entre si, pelo mesmo modo de, pelo menos, olhar na mesma direcção”.


Portanto “um por todos e todos por um” significa também que um grupo que queira obter algum proveito espiritual, deve estar sempre em perfeita harmonia e unidade de pensamento, pois cada um individual e colectivamente, deve ser no mínimo totalmente altruísta, gentil e pleno de boa vontade em relação a um dos outros, para não falar da humanidade, por isso não deve haver espírito de facção no seio do grupo, nem maledicência, má vontade, inveja, ou ciúmes, desprezo ou cólera; o que fere um deve ferir o outro, aquilo que alegra “A” deve encher “B” de prazer.


Dessa forma há muito tempo atrás a Helena Blavatsky, ja definia muito bem o grande significado desta frase e o que ela de facto insere em seu bojo, porque ela é a representação da verdadeira união entre pessoas e entre nações, porque se esse espírito não estiver contido nas pessoas, os verdadeiros motivos que representam a luta por um ideal maior ficam sem expressão. Em resumo ela diz textualmente:  

“ trabalhando sozinho ninguém pode conseguir isso, mas quando há vários é comparativamente fácil.”

Actualmente esta famosa frase está um pouco em desuso, até pelo facto da globalização estar presente em tudo e faz com que cada um corra mais do que outro, e que cada um se defenda da melhor forma possível, passando como um rolo compressor sobre o seu semelhante, sem se importar se está a magoar o outro ou não, esta frase hoje, para a maioria das pessoas infelizmente poderia ser escrita da seguinte maneira: “um por todos e eu por ninguém”, ou ”cada um por si e Deus por todos”, o que exprime de facto o sentimento de desunião e a incompreensão entre as pessoas, fazendo delas simples robôs, correndo atrás da própria consciência que nessa altura já se deteriorou.


Infelizmente é bastante comum, nos dias actuais verificar que o significado dessa frase realmente não tem a mínima importância, muito menos qualquer significado, ou seja, o seu significado foi totalmente distorcido, pela falta de respeito e da união entre as pessoas, basta lembrar o que  Cortella disse no seu livro “Sobre a Esperança”, que em determinado momento numa crise de táxis na cidade de São Paulo, onde se formavam enormes filas, para que as pessoas pudessem servir-se desse modo de transporte, em nenhum momento, enquanto permaneceu na fila, houve o mínimo de respeito ao próximo, pois cada um procurava furar a fila para se favorecer da situação, desrespeitando todas as normas e todos os bons costumes, tirando proveito para si em detrimento do outro.


Então, que a frase “ um por todos e todos por um” represente para todos na actual conjuntura uma verdadeira revolução para que o significado dela seja axiomaticamente respeitado e concretizado na sua essência.


namastê,

Bem Estar - Egos

E que nunca meças o teu, pelo que achas merecer ou pensas ter feito... mas sim pelas mudanças que não fazes e podes fazer.

A mudança, assim como a força de vontade está em nós. Da mesma forma que não consegues mudar outra pessoa, não existe ninguém que te possa mudar.

Só tu o podes fazer... o primeiro passo tem que ser teu. Acredita, Tem fé, junta-te a pessoas com as quais possas crescer como Ser... e não aos que te demovem e afastam do caminho espiritual, ou são indiferentes.

Só dessa forma chegarás a bom porto, só dessa forma crescerás enquanto ser, só dessa forma encontrarás a força e a motivação. Muitas vezes temos que ser confrontados connosco próprios, através do que nos dizem em prol do nosso bem-estar...

Confronta o teu EGO, não o alimentes, nem partilhes este texto porque o achas bonito... Lê, Interioriza, medita... O meu Ego não precisa ser alimentado com a tua partilha.

"Palmadinhas nas costas resolvem tantos problemas
como a sede saciada pela água que outro bebeu!"

namastê,

links de eventos e páginas de apoio
Jantar de Natal - Bazar Doar Faz Bem - A CEBE no Facebook

Como funciona o karma?

O Karma não é mau, nem pode sê-lo. Nem mesmo bom. Karma significa “reação”- a algo que aconteceu antes e que determina o que acontece depois. Podemos alterá-lo? A cada momento.
Temos o hábito de atribuir à sorte ou ao azar o facto de algo nos correr melhor ou pior… relativamente às expectativas que tínhamos. Outras vezes, culpamos ou exaltamos o Destino por aquilo que nos dá, esquecendo o nosso papel e a nossa responsabilidade em criar a nossa própria vida, independentemente de existirem ou não caminhos pré-definidos antes ainda do nosso nascimento. Ninguém pode garantir-nos se o Karma e o Destino existem, nem dar-nos certezas que só podem surgir dentro de nós. Mas uma coisa é certa: somos nós que escolhemos como reagir ao que nos acontece. Nós decidimos como agir perante o que a Vida nos apresenta.
A palavra “Karma” é frequentemente utilizada como uma espécie de sinónimo de “castigo”, mas felizmente há cada vez maior consciência sobre o seu verdadeiro significado. Karma é uma palavra de origem sânscrita – uma língua da Índia e das mais antigas da família Indo-Europeia – que significa “reação”. Reação é, por definição, uma resposta a uma ação anterior. Conforme a qualidade dessa ação - qualidade com o sentido de característica ou atributo – assim será a reação que provoca.
De acordo com esta ideia, não existem ações “boas” ou “más”, como não existem pessoas boas ou más. Existem sim, tendências positivas e negativas, dentro de todos os seres. O que chamamos de más pessoas são seres humanos que concentram em si e manifestam através suas ações uma quantidade superior de tendências negativas, que precisam de ser trabalhadas, sublimadas e transformadas em tendências positivas. E esse é um processo longo… de muitas vidas.
“Mal é ignorância, e Bem é sabedoria” (Henrique José de Souza), significa que a maldade é e advém da ignorância, ou seja, do desconhecimento do Homem relativamente às leis cósmicas e relativamente a si próprio. Sem o mínimo conhecimento de como estas leis universais se manifestam e se refletem na sua vida, o Homem terá de cair e levantar-se muitas vezes, até adquirir sabedoria, esse Bem precioso que resulta de todas as suas experiências e é fruto do seu próprio esforço.
E então o que posso fazer para alterar o meu Karma?
A cada momento, nós alteramos o nosso Karma, mesmo sem termos consciência disso. Dependendo dos nossos pensamentos - postos em prática ou apenas pensados – assim será a nossa vida. É por isso que se diz que nós criamos a nossa realidade. Daí a importância do autoconhecimento, e de nos vigiarmos, não de forma castradora e punitiva, mas de forma a nos conhecermos cada vez melhor, e a termos cada vez mais controlo das nossas emoções e da nossa mente, para que estas não andem num constante turbilhão ao sabor de elementos exteriores.
Se não está contente com a sua vida, lembre-se de que está apenas a viver o reflexo daquilo que antes criou e enviou, em atos e pensamentos. Depende de si alterar essa realidade. Para o fazer, conheça-se cada vez melhor, observe-se e observe o mundo, procure conhecer e reconhecer à sua volta as leis que regem tudo o que existe. Comece então a alterar, conscientemente, aquilo que sabe que está em desequilíbrio e que pode ser melhorado. Temos em nós todas as ferramentas de que necessitamos para trabalhar e lapidar o nosso próprio ser... somos uma obra de arte em progresso, e cada um de nós o único responsável pela sua concretização. Basta ter vontade, agir e realizar!
(texto de: Vera Vieira da Silva)

A ESPIRITUALIDADE E A PSEUDO-ESPIRITUALIDADE

Nos dias de hoje tudo à nossa volta insta a uma espiritualidade fácil, rápida e descartável, características que nada têm a ver com o despertar da consciência e que se opõe ao desenvolvimento de uma verdadeira espiritualidade.

Não nos enganemos: o caminho da espiritualidade não é fácil, não é uma fase, muito menos uma moda que chega e passa. A espiritualidade é um caminho que se escolhe, um caminho interior rumo ao despertar da nossa consciência, que como o próprio nome indica, tem implícita a concentração e o foco não no materialismo, mas no Espírito que desce e se manifesta na Matéria, animando-a de vida.

Espiritualidade vem do latim “spiritus”, que significa respiração ou sopro. Diz o Dicionário Michaelis, Espírito é o “Princípio animador ou vital que dá vida aos organismos físicos”. Num sentido mais lato, Espírito é aquilo que não tem forma, mas que sendo o Sopro, ou Verbo Divino, cria a Matéria e a anima. Por este raciocínio se depreende que é o Espírito que comanda a Matéria, e assim sendo, tudo o que nesta se manifesta - ou seja, no plano físico - tem a sua causa e princípio no plano espiritual, e não o contrário.

Seguindo esta ideia, a espiritualidade é a busca de respostas sobre os mistérios da Vida e do Cosmos por quem não as encontra no mundo material, no que lhe é explicado pela sociedade, e no que esta, de um modo geral, pratica. Essa busca, quando verdadeira, toma a forma de compromisso pessoal tomado de plena consciência, que implica uma vontade profunda de transformação e superação de si próprio, que necessita de todo o nosso empenho e de uma permanente auto-vigilância para se cumprir.

Cada vez mais nos é vendida a ideia de uma espiritualidade fácil e rápida, que passa por adquirir ou experimentar uma série de produtos e serviços que empregam em abundância termos de conotação espiritual e prometem resolver os nossos problemas, mudar a nossa vida, e ajudar-nos a nos tornarmos ”espirituais” de uma forma mais rápida. Duas coisas: nós já somos espirituais, precisamos é de tornar essa espiritualidade consciente e ativa; a via da espiritualidade não é fácil ou rápida.

A espiritualidade é um caminho longo e progressivo que tem em vista à nossa evolução. Mas não temos possibilidade de saltar etapas desse percurso. Podemos procurar acelerar o nosso desenvolvimento espiritual, o que é algo bem diferente, e que implica maior empenho e vontade, e também maiores desafios e responsabilidades. A evolução é o despertar do nosso potencial latente, do divino em nós. A existência da divindade dentro de nós - e não apenas fora de nós - é uma ideia natural em muitas partes do mundo. Um bom exemplo disso é a saudação nepalesa mais comum, “Namasté”, que significa “O deus que há em mim saúda o deus que há em ti”

Na espiritualidade, tudo tem a ver com vivenciação, pois esta não pode existir apenas em teoria, em conhecimento não vivenciado ou não aplicado. É o grande Teatro da Vida: é através das muitas experiências pelas quais passamos e de tudo o que vivenciamos ao longo de múltiplas reencarnações, que a nossa consciência vai despertando, que ocorre a transformação interior e a evolução da nossa mónada, ou seja, da nossa essência espiritual. Então, retomando o ponto anterior, não vamos saltar etapas na nossa evolução só por nos rodearmos de experiências momentâneas, símbolos e palavras que não compreendemos. Isso é uma ilusão.

De facto, cada vez mais se utilizam abusivamente palavras e símbolos sagrados sem uma compreensão do que significam, e com propósitos que por vezes nada têm a ver com esse uso, vulgarizando-os. Por vezes os símbolos são utilizados erradamente, invertendo a sua rotação, e fazendo com que o seu significado - e energia gerada - seja o oposto, passando a significar involução em vez de evolução, por exemplo.

Um dos símbolos que mais é confundido - e que ilustra bem o impacto da inversão de um símbolo - é a famosa suástica ou cruz gamada: este é um símbolo milenar, gravado em muitos templos da Índia, do Tibete, da China e de outros países com influência hindu e budista, aparecendo por vezes gravado no peito de estátuas do Buddha. Na sua obra de referência “A Doutrina Secreta”, Helena Petrovna Blavatsky - reconhecida teósofa e cofundadora da Sociedade Teosófica - explicou que a suástica é por excelência um símbolo da Evolução Cósmica.

Por isso, a suástica amplamente utilizada por Hitler que se tornou um símbolo dos ideais do nazismo não é, nem poderia ser, esta suástica, e sim uma suástica deliberadamente invertida - ou sovástica – o que inverte igualmente o seu significado, que passa a ser o de involução e caos em vez de evolução. Comparando a suástica gravada nos templos hindus com o estandarte nazi verificamos facilmente que a segunda é uma inversão da primeira. O movimento verifica-se pelo vértice, e a suástica tem um movimento no sentido dos ponteiros do relógio, enquanto a suástica invertida ou sovástica de Hitler gira no sentido anti-horário.

Antes de se utilizar um símbolo é muito importante começar por estudar a sua origem e significado através de fontes fidedignas, pois há uma imensa quantidade de informação errada, sobretudo na internet. Qualquer símbolo ou palavra representa uma ideia, princípio ou força, e os símbolos tanto são criados para construir como para destruir - a suástica invertida é um dos maiores exemplos disso. Utilizar um símbolo é invocá-lo, tornando presente tudo o que ele representa.

Por isso é preciso muito cuidado na utilização de símbolos e palavras sagradas, para não os vulgarizarmos nem utilizarmos de forma a que possam tornar-se prejudiciais para nós ou para outros, mesmo que tenhamos as melhores intenções. Energia é energia: uma vez posta em movimento, ela vai gerar resultados, independentemente da nossa consciência relativamente à forma como ela se manifesta ou nos influencia.

Por outro lado, ter conhecimento dos símbolos ou das Tradições antigas não é garantia alguma de desenvolvimento espiritual. Quem envereda por um caminho espiritual está sujeito ao erro como qualquer outra pessoa, pois todos temos tendências negativas para resolver e transformar em tendências positivas, e o caminho que cada um tem a percorrer é único. A diferença é que, à partida, uma pessoa que deseja transformar-se e procura uma orientação nesse sentido dispõe de uma maior quantidade de ferramentas para (se) trabalhar. Assim, poderá evitar cair em alguns erros mais comuns. Mas tal só acontecerá se houver vontade e for feito um esforço nesse sentido.

Quando as pessoas se comprometem interiormente com um trabalho espiritual para a evolução da sua consciência, e tanto quanto possível auxiliar outros a fazerem o mesmo, não devem esperar que tudo passe a ser perfeito, ou achar que não vão cometer mais erros, nem vão ter mais problemas familiares, nem vão mais ficar desempregados, etc. As coisas não funcionam assim. Vai continuar a acontecer tudo o que for necessário para cumprirmos o nosso caminho e crescermos em consciência através de múltiplas experiências. Às vezes, a perda de um emprego ou o fim de um relacionamento podem ser uma bênção.

Infelizmente, o que tomamos por espiritualidade é muitas vezes uma pseudo-espiritualidade. Algumas pessoas, por exemplo, utilizam os seus conhecimentos e capacidades psíquicas ou intelectuais para cultivarem o seu poder pessoal, para serem adoradas e passarem a ideia de que são criaturas perfeitas, que não cometem erros, nem se enganam, ao mesmo tempo que tratam outras pessoas como inferiores, revelando incoerência, falta de humildade e desrespeito pelos princípios e valores que, em teoria, defendem. Mas mesmo isso faz parte do seu processo pessoal. E em última análise, a “pseudo-espiritualidade” tem a sua utilidade e cumpre o seu papel, nem que seja ajudando-nos a compreender o que a Espiritualidade não é.

A partir do momento em que se inicia um caminho espiritual, verdadeiramente, não há volta atrás. Quando há um despertar da consciência, não há como perder essa consciência, nem é possível continuar a viver como antes se vivia. É como uma morte, seguida de um renascimento: simbolicamente, é mesmo isso que acontece, só não existiu uma morte no plano físico. É como se antes estivéssemos mortos, estando vivos, mas sem viver verdadeiramente. Depois de sentirmos isso dentro de nós, não há como viver da mesma forma.

Concluindo, a Espiritualidade não funciona como um botão on/off, que se acende ou apaga em algumas áreas da nossa vida conforme nos dá jeito. Se a nossa espiritualidade não se manifestar em tudo o que somos e fazemos, em todas as áreas da nossa vida e na nossa relação com os outros, não é de todo espiritualidade. Tudo pode, no fundo, resumir-se numa frase genial que circula atualmente pela internet, de autor desconhecido: “Não adianta fazer yoga e não cumprimentar o porteiro”.

(texto de: Vera Vieira da Silva)

O Arco-iris e a vida


  Num grupo de pessoas, seja uma família, um grupo de colegas de trabalho ou um grupo de amigos, existem diversas personalidades, diversas vibrações; que muitas vezes chocam entre si. Imaginemos um arco-iris: é composto por várias cores, todas diferentes na sua individualidade mas que no seu conjunto formam o arco-iris.

  Todos reparam no conjunto, na harmonia das cores do arco-iris na sua formação e pouco se repara na individualidade. Na harmonia do conjunto cada uma dessas cores dá origem a outras cores e a um sem fim de tonalidades. Isso é possível através da mistura, da fusão das individualidades. O Vermelho sem o Amarelo não consegue criar o Laranja. Mas se o Amarelo não se harmonizar com o Azul, o Verde desaparece, morre.

  Num grupo é necessário o Líder, seja o chefe de família, um chefe de trabalho ou um amigo com personalidade  mais forte. Esse Líder é a humidade do ambiente (que dá suporte à formação do arco iris, ou o Tronco desta imagem, que une todas as cores, anulando-as na sua individualidade, formando assim uma linda árvore, em que todos irão reparar.

  Ninguém irá mencionar a folha que morre, porque se achou mais que as outras folhas e decidiu isolar-se.  O grupo, saudável, irá resgatar a "cor em falta". Pois o grupo sem essa cor, deixa de ser o arco-iris.

Joaquim Coelho
(todos os direitos reservados)

A ARTE DE CALAR




 Para crescer é preciso saber silenciar e falar apenas na hora certa. A palavra é poderosa para construir ou destruir as  pessoas.

Muitas vezes será preciso calar-se:

Calar sobre a própria pessoa é humildade;
Calar na hora da raiva é sabedoria;
Calar diante da ofensa é dar a melhor resposta;
Calar sobre os defeitos dos outros é caridade;
Calar quando o outro está a falar é delicadeza;
Calar e não falar palavras inúteis é penitência;
Calar diante do mistério que não entendemos é sabedoria;
Calar quando Deus nos fala no coração é silêncio;
Calar quando não há necessidade de falar é prudência;
Calar quando estamos em sofrimento é heroísmo.

Mas há certos momentos em que é preciso falar:

Calar diante do erro é conivência;
Calar diante da injustiça é fraqueza;
Calar quando se tem a solução certa é maldade;
Calar quando o outro espera uma palavra é omissão;
Calar diante do sofrimento alheio é covardia.

namastê,

Ser Espírita - Despertar e Reflectir


Lei Justa

Esta Lei Universal diz:
Não tens o direito de pedir a alguém algo que não estejas disposto dar a outrem.

Quando se diz que devemos dar sem esperar em troca, isso determina que tenhamos mérito quando precisarmos. Ama sem esperar ser amado, ajuda sem esperar ser ajudado, ampara sem esperar ser amparado, escuta sem esperar ser escutado, e assim: pela vida eterna serás sempre amado, ajudado, amparado e escutado.


Como exemplo: Pedir que alguém me Compreenda, pedir ser compreendido e não estar disponível para compreender os outros, simplesmente não acontece. Não pela Lei directamente, mas sim indirectamente, pois "A aceitação da compreensão não reside em mim!" É a Lei em todo o seu esplendor.

Namastê,

Ir à escola ou fugir da guerra?


   "27 milhões de crianças vivem em zonas de conflito e não frequentam a escola". Li esta notícia no Público (online). Número alarmante, condição desumana.

   "As zonas onde há escolas não devem ser zonas de guerra". "Hoje, ter de se esconder não devia fazer parte dos trabalhos de casa". "Evitar as minas terrestres não devia ser uma actividade extracurricular". São frases de membros da UNICEF, para os 27 milhões de crianças que vivem nestas zonas de conflito e que não frequentam a escola.

   Poderia aqui expor as leis causa-e-efeito, kármica, etc. e que estas crianças vivem o seu karma, seja ele qual for... Não, não! Quero apenas expor o melhor e o pior dos dois lados (negativo e positivo): Pelo lado negativo porque ao ver os posts e comentários nas redes sociais sobre futilidades e egos - ECOS de pessoas - sobre pessoas, bens e animais, ocupando o tempo e a mente com lixo pessoal e alheio, e até sentimentos menos nobres, quando ali ao lado, num País qualquer (são já tantos), crianças "vão a caminho da escola saltitando entre minas terrestres, como numa coreografia ensaiada" .

   Pelo lado positivo, porque agora só me lembro de uma Lei: "AMOR". 
Todos sentem algo, mas o que fazem? quantos oram por estas crianças? pelos pais destas crianças? Onde basta um passo mal dado, "nesta dança coreografada", para morrerem ou ficarem mutilados física e mentalmente. Se podemos fazer algo, esse algo não começa na pena, mas sim na compaixão e no amor. Não começa amanhã, o amanhã é hoje. Começa no amor pelo nosso semelhante. Olhem para fora de vós, Orem por aqueles que mais precisam e que nada podem fazer para mudar a sua condição... mas nós podemos... na solidariedade, numa corrente universal de amor. Não por serem crianças, mas por serem iguais aos nossos filhos, iguais a nós e filhos do mesmo Deus. Quando não fazemos nada mais do que lamentar, algo está errado em nós, não nos outros.

namastê,

Os vidros da minha janela

A nossa mente é como os vidros da janela.

  Se estivermos centrados, focados no nosso Ego, jamais conseguiremos ter uma visão clara, objectiva e verdadeira. Uma boa visão,  para fora de nós. Estamos tão centrados em nós: nos nossos desejos, nas nossas doenças, nas invejas que sentimos, nos ciúmes que alimentamos, na falta disto e daquilo; que nada - fora de nós - nos importa ver com clareza. Tudo veremos de forma turva, suja, desfocada e sem brilho.

  O mesmo acontece com os vidros da nossa janela. Se estiver sujo, tudo o que vemos através desse vidro irá perecer-nos  sujo, deprimente, baço e turvo. Todos os que estejam connosco a ver através dessa janela, verão o mesmo que nós. Os cegos, esses simplesmente acreditarão em nós, ficando com uma imagem distorcida da realidade.

  Se usarmos de limpeza regular dos vidros da janela, quando quisermos ver através desses vidros, veremos toda a beleza que está no exterior, para lá da janela, tal como ela é... esquecendo até o vidro da janela, pois a visão é clara, bela tranquilizadora... porque estamos a ver através de uma janela com um vidro limpo, translúcido.

  Da mesma forma precisamos manter limpo o  nosso coração. O coração está para a nossa mente como o vidro está para a janela. A janela abre e fecha... também a nossa mente. Por isso conseguimos ver e analisar "sem o filtro", sem "o coração", conseguimos ver sem ser através do vidro da janela. Mas, de janela aberta estaremos expostos às tempestades da vida, às amarguras da natureza, permiti-mo-nos ser incorrectos, sem filtro.

  Para ser correcto devemos deixar que "o coração seja o guardião, o filtro, dos nossos pensamentos". Permitirmos que o coração seja esse "vidro protector", é o uso da sabedoria, da sapiência. É o que a via espiritual nos ensina.

  Devemos por isso, limpar regularmente o nosso coração, recorrendo ao uso da oração, usando da meditação, da prática dos bons costumes - e do trabalho espiritual. Assim, quando precisamos repousar, quando necessitamos "procurar o conforto da paisagem que está para lá da nossa janela", teremos uma mente filtrada por um coração limpo, desengordurado e translúcido. Por onde passará toda a Luz, toda a Paz, todo o Conforto, Beleza e Cores... até nós, atingindo-nos onde mais necessitarmos!

Joaquim Coelho

Vida

"A vida não dá nem empresta, não se comove nem se apieda. Tudo quanto ela faz é retribuir e transferir aquilo que nós lhe oferecemos."

"A vida é como lançar uma bola contra a parede. Se for lançada uma bola azul, ela voltará azul, se for lançada uma bola verde, ela voltará verde, se a bola for lançada fraca, ela voltará fraca, se a bola for lançada com força, ela voltará com força. Por isso, nunca atire uma bola na vida de forma que você não esteja pronto, preparado para a receber."

"O ser humano vivência a si mesmo, seus pensamentos, como algo separado do resto do universo - numa espécie de ilusão de óptica de sua consciência. E essa ilusão é uma forma de prisão que nos restringe aos nossos desejos pessoais, conceitos e ao afecto apenas pelas pessoas mais próximas.

A nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão e fraternidade, para que ele abranja todos os seres vivos e toda a natureza na sua beleza. Ninguém conseguirá atingir completamente este objectivo, mas lutar pela sua realização já é por si só parte de nossa libertação e o alicerce da nossa segurança interior."

Um holista, sem dúvida, mas nunca deixando de ser um cientista. Quando uma menina da escola dominical de NY escreveu a Einstein perguntando se os cientistas rezavam, a resposta foi: "A investigação científica baseia-se na ideia de que tudo o que ocorre está determinado pelas leis da natureza. Por esta razão, um investigador científico dificilmente se verá inclinado a crer que os acontecimentos possam ser influenciados pela oração, ou por um desejo dirigido a um ser sobrenatural".

Na última década da vida, Einstein não estava bem de saúde. Sentia dores muito fortes no abdómen. Após dores graves, em 1948, foi internado no Hospital Judaico de Brooklyn, em Nova Iorque, e foi-lhe diagnosticado um aneurisma na aorta abdominal (uma espécie de saco na parede externa da artéria que podia ser fatal). Einstein não ligou muito. "Que rebente", disse, segundo relata o livro Possessing Genius: The Bizzarre Odyssey of Einstein’s Brain, da jornalista canadiana Carolyn Abraham. Por volta de 1951, o aneurisma estava a crescer. "Todos os que o rodeávamos sabíamos que a espada de Dâmocles pendia sobre nós. Ele também o sabia, e esperava-a, calmo e sorridente", disse Helen Dukas, secretária de Einstein desde 1928, numa carta a Abraham Pais.

Claro que a sua opinião provavelmente mudaria se estivesse vivo hoje, em posse de dados científicos como o de Masaru Emoto e das várias experiências holísticas e espiritualistas.

A 13 de Abril de 1955, sofreu um colapso. Ainda recuperou um pouco, mas no dia 16 o seu estado agravou-se e foi internado. Resistiu a fazer uma operação: "Quero partir quando quiser. É de mau gosto prolongar a vida artificialmente; já dei o meu contributo, é tempo de partir. Fá-lo-ei elegantemente."

Depois disso tudo, só posso concordar com a charge de Herblock que foi publicada no Washington Post alguns dias após a morte de Einstein.

significado espiritual do aniversário


aniversário, do latim anniversarius, ou ano do retorno, dia em que vim à luz, é a data em que se comemora espiritualmente mais um ano da sua vinda à matéria, para cumprimento kármico. Tudo no Cosmo funciona por ciclos, neste planeta azul também assim é... seja no micro ou no macro, os ciclos estão em tudo. O aniversário é também o fecho de um ciclo e o início de um novo ciclo.


Na sua comemoração está associada a simbologia da luz e do fogo (através das velas), representando o renascimento. Em diferentes culturas o dia do aniversário de uma pessoa é comemorado de modo diferente. No ocidente, por exemplo, é muito comum o costume de se apagar velas. A chama da vela representa a vida, ao apagar a vela de aniversário apaga-se simbolicamente o ano que passou, marcando o recomeço da vida.
Muito comum também nas comemorações de aniversário, o bolo teve origem na Grécia antiga e era oferecido a Artemis, deusa da fertilidade. O bolo de aniversário simboliza ainda o que o aniversariante construiu na sua vida, e dividir o bolo entre os presente é a representação da partilha da sua vida com as outras pessoas.
Nalgumas culturas não se comemora o aniversário das pessoas individualmente - no dia em que elas nasceram - mas sim colectivamente no dia de ano novo.

Há religiões em que é proibida a comemoração do aniversário, do Natal, etc.

O presente de aniversário no ocidente é uma tradição que surgiu a partir da mitologia cristã do nascimento de Jesus Cristo e da visita que recebe dos três Reis Magos, cada um oferecendo-lhe um presente.

Espiritualidade - Egoísmo e Férias


  Todos nós gostamos muito das férias. O descanso ao fim de um ano de trabalho, a quebra da rotina diária, o repouso, a praia e o afastar das pessoas com quem convivemos durante o resto do ano, são apenas algumas das razões.

  O que tem o Egoísmo a ver com as Férias? 
"As férias mais memoráveis que tenho são aquelas em que levei comigo pessoas que de outra forma não teriam férias fora de casa."

  Quando vamos de férias, queremos lembrar tudo o que nos possa fazer falta e tornar mais feliz - hotel, bens pessoais, locais a visitar, roupa, culturas, etc. etc.. Contudo, da mesma forma que procuramos esquecer o trabalho, rotina, patrões e colegas, esquecemos também todos os que conhecemos e que possivelmente gostariam de "ter férias", lembra-mo-nos deles na hora de colocarem o famoso like nas fotos do facebook, ficamos até magoados se somos ignorados nesses posts que tanto nos alimentam o Ego.

  A espiritualidade não é nada disso, a espiritualidade não se alimenta de ego, de vaidades ou de publicações sem sentido; uma vez que o ego elimina a espiritualidade no ser (dois corpos não ocupam o mesmo espaço ao mesmo tempo).

  É admirável quando o ser mantém os níveis espirituais e de solidariedade acima do egoísmo e da prepotência pessoal. Quando a pessoa que tem X de  euros para umas merecidas férias de 10 dias, se faz acompanhar de um conhecido, sem as mesmas posses, e em vez de 10 dias goza apenas 5 dias de férias, mas, na companhia de um amigo, essas férias deixam de ser pequenas, passam a gigantes... na companhia do amigo e de Deus!

  A partilha é o bem mais benéfico, inesquecível por ambos ( o que partilha e o que recebe), é a vibração espiritual mais elevada que se conhece, é o Amor, é o teste passado com distinção. Sempre fiz férias partilhando-as - as férias e a companhia - com outras pessoas (crianças e adultos) que não tinham a mesma possibilidade. Essas crianças são homens hoje, e quando nos reencontramos comentam: "as melhores férias que tive até hoje, jamais as esquecerei...". Isso perdura no tempo porque está no coração de alguém, afinal, "só é meu aquilo que um dia dei a alguém".

Boas férias!
Namastê,




Pinóquio - História de um Boneco

Artigo que partilho pela curiosidade


"Carlo Collodi é o pseudónimo de Carlos Lorenzini (Florença, 24.11.1826 – Florença, 26.10.1890), jornalista e escritor que se tornou mundialmente famoso por ter criado o personagem Pinóquio.


Lorenzini iniciou a sua carreira escrevendo os catálogos de uma livraria florentina. Veio a tornar-se jornalista de sucesso e em breve escrevia para jornais de toda a Itália. Fundou um jornal próprio que acabou fechado pela Censura em 1848, tendo reaberto onze anos depois por ocasião do plebiscito em que se votou a anexação da cidade-estado ao Piemonte. Voluntário na Guerra da Independência italiana entre 1848 e 1860, antes havia sido comediante. Em 1856, adoptou o pseudónimo de “Carlo Collodi” que o tornaria famoso.


Publicou as obras Gli amici di casa e Um ramnzo in vapore. De Firenze a Livorno. Guida storico-umoristica, cerca de 1856. O seu primeiro livro infantil, intitulado Racconti delle fate, foi editado em 1876, no ano seguinte escreveu Giannettino e em 1878, Minuzzolo. Em 1881 iniciou a publicação do Giornale per i bambini (“Jornal para as Crianças”), o primeiro periódico italiano voltado para o público infantil. Foi ali que, em curtos capítulos, publicou originalmente a Storia di un burattino (“História de um Boneco”), o primeiro título das Aventuras de Pinóquio. Publicou ainda outros contos, como a Storia allegre, de 1887, mas nenhum deles alcançou o sucesso da sua obra-prima. Pinóquio é, sem dúvida, a criatura que engoliu o criador: o mais famoso personagem da literatura infantil conhecido em todo o planeta, tendo o seu efectivo criador, Lorenzini, falecido repentinamente em 1890 na sua cidade natal, onde foi sepultado.


A condição de maçom de Carlo Collodi, apesar de não estar confirmada por nenhum documento oficial, é indisputadamente reconhecida. Aldo Molla, reconhecido historiador oficial da Maçonaria em Itália, manifesta essa certeza ao servir-se de elementos biográficos de Carlo Collodi que parecem confirmá-la: a criação em 1848 do seu jornal chamado Il Lampione, que, como ele dizia, devia “iluminar todos aqueles que vagueiam nas trevas”; a sua participação militar nos voluntários toscanos ao lado de Joseph Garibaldi, afamado carbonário e possivelmente maçom; e, finalmente, a sua extrema proximidade ao reconhecido maçom Mazzini, de quem se declarava “discípulo apaixonado”.


Além disso, os princípios fundamentais da Maçonaria, contidos na trilogia Liberdade – Igualdade – Fraternidade, estão expressos nas Aventuras de Pinóquio: a Liberdade, porque Pinóquio é um ser livre e ama a Liberdade; a Igualdade, porque a única aspiração de Pinóquio é ser igual aos outros, e quando nasce nenhuma pessoa é superior às demais por estar em igualdade de princípios; a Fraternidade, esta que é o sentimento principal que faz agir as personagens do enredo nas diferentes situações.


Tem-se, pois, presente nas Aventuras de Pinóquio (história imortalizada pelo cineasta norte-americano Walt Disney nos meados do século XX, ele que também era maçom de alto grau) as três colunas simbólicas da Maçonaria Universal: Liberdade de pensar ou livre-arbítrio; Igualdade de princípios psicossociais; Fraternidade entre todos os seres, resultando na Concórdia Universal.


No conto infantil de Pinóquio o seu criador Collodi ocultou uma mensagem profundamente espiritual, iniciática, de desenvolvimento do aperfeiçoamento intelectual e moral individual e colectivo, apontando como caminho para o mesmo a via maçónica.


O enredo novelístico começa com o velho e bondoso carpinteiro Gepetto construindo um boneco de madeira de pinho cujo resultado final agradou-o muito. O nome Gepetto poderá ser uma adaptação ficcionada de Ghetto, “reunião de pessoas”, muito possivelmente aludindo à Fraternidade Maçónica e aos seus trabalhos. O boneco inanimado, marioneta movida por fios (semelhante ao fio da trama do destino que subjuga o ser humano enquanto não ganha a consciência de que ele próprio pode determinar o seu futuro por seus pensamentos, emoções e actos presentes), a quem Gepetto baptizara de Pinóquio (Pinocchio), ganhou vida quando a Fada Azul lhe deu o condão da animação. Esta Fada será alegoria encantadora da própria Maçonaria Azul, nome dado aos três primeiros graus maçónicos – Aprendiz, Companheiro, Mestre – e que primitivamente eram os únicos existentes, tendo a ver com três profissões básicas de construtores: Pedreiro, Carpinteiro, Arquitecto.


Tendo a Maçonaria Azul através do Grau de Companheiro/Carpinteiro dado nascimento iniciático ao Homem Novo (dotado de padrões superiores de educação intelectual e moral), no romance ele ficou conhecido como Pinocchio, palavra típica italiana falada na Toscana e que significa pinhão (em italiano padrão, pinolo). Ora o pinhão provém do pinho, e o pinheiro é tradicionalmente a árvore do Natal, aqui, do nascimento espiritual ou iniciático que acontece quando se recebe a Luz da Iniciação.


Pinóquio é dotado de vida mas não de perfeição, e se mentir ou prevaricar o nariz cresce-lhe automaticamente, ou seja, exagera até à fantasia as suas intenções e altera ou perverte a realidade dos factos. Isto acontece com muitos aspirantes ainda dando os primeiros passos no Caminho da Verdadeira Iniciação que é a da Vida com os seus Mistérios constantes, confundindo o real com o irreal a ponto de substituir a verdade pela mentira convencendo-se e querendo convencer da mesma. Para que Pinóquio não caia na ilusão da mentira irreal, acompanha-o sempre a sua Consciência Superior figurada no Grilo Falante, que admoesta-o constantemente para seu desgosto ou desilusão.


Pinóquio prefere as companhias da raposa matreira João Honesto e do gato malandro Gedeão, figurando a astúcia e a desonestidade, e também do menino mau chamado Zé Lamparina que o leva à Ilha dos Prazeres, onde o tenta induzir no vício do fumo, da bebida e do jogo, ou seja, vem a representar os maus costumes sociais que, no seu sentido último, todo o verdadeiro e honrado iniciado deve combater promovendo revoluções culturais e morais no íntimo da sociedade humana.


Tal como Jonas foi engolido por uma baleia e depois expelido, segundo o relato bíblico (Jonas, 1:1; II Reis, 14:25), também Pinóquio foi engolido pela baleia e cuspido pela mesma, acabando por afogar-se no mar. Representa o arrependimento das faltas cometidas por não ter dado ouvidos à Consciência Superior. É assim uma morte mística, sendo a água o elemento lustral de purificação interna e externa da natureza inferior de Pinóquio.



Tal como Jesus que era filho de um carpinteiro Joseph, e que morreu e ressuscitou da Cruz, também Pinóquio era filho do carpinteiro Gepetto, e que morreu afogado como boneco de madeira e logo ressuscitou como um menino de carne, sangue e ossos, dotado de alma viva, assinalando este episódio final a ressurreição mística do Mestre  no terceiro grau simbólico, o que corresponde à conquista da Perfeição de Vida que todo o iniciático, todo o ser humano no fundo, em meio aos contrastes e acidentes da sua existência mortal, procura conquistar para não mais ser um simples e vulgar Pinóquio."

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DIFERENÇA ENTRE O EU E OS EUS

  DIFERENÇA  ENTRE  O  “EU”  E  OS  “EUS”

Todas  as  pessoas  usam  e  abusam  do pronome pessoal  “eu”.  Assim, costuma-se  dizer:  “eu  gosto”, “eu estou  com  fome”, “eu estou com sono”, “eu estou doente”, etc. Ao proceder e pensar assim, a pessoa está a fraccionar-se em inúmeros “eus”, pois ora se manifesta um “eu”, a seguir outro “eu” e depois outro sempre numa sucessão ininterrupta.

O grande filósofo e psicólogo russo Piotr Demianovitch Ouspensky (1878-1947), assim se expressou sobre o assunto: 

   “Num momento em que digo “eu”, uma parte de mim está a falar, e noutro momento, quando volto a dizê-lo, é outro “eu” diferente que está a falar. Não sabemos se temos só um “Eu”,  porque  manifestam-se  muitos  e  diferentes  “eus”  ligados  aos  nossos  sentimentos  e desejos,  sem  que  nenhum  “Eu”  os comande.  Esses  “eus”  mudam  continuamente,  pois  um elimina o outro, o outro substitui um, e toda essa luta constitui a nossa vida interior. Os “eus” que vemos em nós dividem-se em vários grupos, e alguns legítimos fazem parte das divisões correctas  do  Homem,  enquanto  outros  são  completamente  artificiais criados  pelo conhecimento insuficiente e por certas ideias imaginárias que o Homem tem de si mesmo.” 

FUNÇÃO INSTINTIVA E FUNÇÃO MOTORA 
  Para  se  distinguir  o  verdadeiro  Eu  Superior  dos  inúmeros  “eus”  torna-se  necessário passar a observar os subtis processos psicológicos que animam o nosso mundo interior. Segundo os  Mestres  de Sabedoria,  o  método  mais  prático  de  se  penetrar  e  ajustar  o  nosso  mundo subjectivo  interior  é  o da  Meditação  Iniciática,  cuja  prática  é  aliás  aconselhada  por  todas  as Escolas  Iniciáticas.  Essa análise  consiste  em  perceber  os  diversos  segmentos  das  funções psicomentais. Basicamente, a nossa mente vibra sempre em função do intelecto ou animada por qualquer emoção ou sentimento. Essa polaridade está presente em todos os seres humanos. Saber distinguir entre uma coisa e outra, já é sinal de um certo avanço na Senda do Discipulado. 

  O intelecto é o responsável pela análise das questões, e por isso pensamos, comparamos, analisamos,  procuramos  explicações,  queremos  compreender  as  coisas  e  solucionar  os problemas. Tudo isso é função da Mente Concreta ou o intelecto. No outro segmento do nosso mundo  interno  temos  as  emoções e  sentimentos,  que  não  devem  ser  confundidas  com  as actividades  mentais.  As  emoções caracterizam-se  pelos  sentimentos,  tais  como  amor,  ódio, vingança,  medo,  insegurança,  etc.,  que nada  têm  a  ver  com  o  raciocínio  frio  do  pensamento intelectual. Para quem não está acostumado à análise pessoal, é comum confundir as actividades mentais  com  as  emoções.  Infelizmente,  grande  parte da  Humanidade  ainda  se  encontra  nesse estágio  evolutivo,  resultando  daí  os  desequilíbrios psicomentais  que  assolam  as  pessoas causando infelicidade e mesmo sérias doenças de cunho neurológico. 

Evolução e Progresso

A marcha da Manifestação que constitui a própria Vida segue directrizes bem definidas. A  ninguém  é  dado  violar  as  Leis  que  presidem  à  Evolução.  Segundo  alguns  autores  bem informados,  não  se  deve  confundir  Evolução  com  Progresso.  A  Evolução,  segundo  os paradigmas da Sabedoria Divina, não é uma coisa mecânica como quando algo se transforma em outro algo e este em outros algos, e assim por diante seguindo um determinismo cego. Não, a Evolução obedece a Leis sábias que escapam à compreensão do Homem. 

  No que respeita ao Homem, a sua evolução transcendente somente ocorre como fruto do esforço pessoal e intransferível da auto-realização alcançada através do estudo e pesquisa sobre si mesmo. Enquanto o Homem tiver conhecimento do mundo que o rodeia apenas pela simples consideração  do  intelecto  e  das  emoções,  jamais  evoluirá.  O  Homem  contemporâneo  pouco difere dos seus antepassados no que diz respeito à evolução. Continua sempre sendo aquele ser agressivo e egoísta, pensando somente em si e nos seus, no seu clã, tribo, raça, etc., como ocorria nos primórdios da civilização. O que houve foi apenas o aprimoramento material e tecnológico dos meios de vivência, mas isso não é evolução e sim progresso. 

  Para  que  haja  verdadeira  evolução  e  possa  sair  do  círculo  vicioso  em  que  está aprisionado,  o  ser  humano  deverá  mergulhar  na  profundeza  da  sua  consciência  e  estudar  a  si mesmo,  procurando  eliminar  uma  a  uma  as  falsas  ideias  que  envolvem  o seu  verdadeiro  Ser,  e atirar para longe  as  velhas  vestes que são  as ideias preconceituosas  nas  quais  se envolveu  ao longo de milhares e milhares de anos. Contudo, tal resolução exige um esforço sobre-humano, pois trata-se de um esforço hercúleo mas sem o qual não se dará um passo adiante, mesmo com todo o “verniz” com que se encubram as debilidades pessoais. 

Sabes quem és?

  Se te dedicares a conhecer-te bem, saberás quem és, o que terás para dar e receber. Saberás qual o teu papel no tabuleiro do xadrez da vida. Todos nós, sem excepção, somos a pessoa que queremos ser. É o uso do Livre-arbítrio, uma das 72 leis universais.

  Claro que ao "escolhermos" a pessoa que queremos ser - escolha essa que é feita e moldada a cada instante da nossa vida - escolhemos consequentemente todas as vibrações que compõem essa escolha e todas as vibrações associadas ou atraídas pelas mesmas - É a lei da atracção.

  Pelas escolhas efectuadas, consciente ou inconscientemente, assim diremos, pensaremos e faremos, de acordo com essa personalidade escolhida, criada. Isso é o que passamos a ser como pessoa, como ser humano - somos o que dizemos, fazemos e pensamos.

  Essa nossa personalidade é o que teremos para partilhar, doar, aos outros. Ninguém pode dar o que não tem. Isso fará com que alguém nos dê igual, um dia - é a Lei de Causa-e-efeito - "teremos que passar por tudo o que fizermos passar ao outro - E Será isso que transmitiremos também aos nossos filhos.

  Se as escolhas não são as melhores (relativamente a personalidade e carácter), consequentemente vamos atrair pessoas, empregos, vizinhos, amigos, dentro das mesmas características e /ou interesses. Muitos desses "amigos" invisíveis, desencarnados. Fluirão em nós dentro dos seus interesses e vontades, pois também esses têm o seu livre-arbítrio, e passarão a influenciar-nos.

  É aqui que o circulo se fecha; ao sermos influenciados pelos "desencarnados", deixamos de fazer uso do nosso Livre-Arbítrio - mas não o sabemos.

  Como consequência: doenças espirituais e mentais, males físicos verdadeiros e/ou falsos de outros, depressão, dores corporais, desvitalização e até a morte - por doença física ou suicídio. Lembremos que naturalmente o ser defende a vida, ninguém se suicida "por livre vontade".

  Percebendo que as Leis funcionam por trindades (fecha o ciclo em cada trindade), saibamos também que todas se submetem ou anulam perante a Lei Matter, a primeira Lei Universal - A Lei do Amor!

Namastê, (segue-nos no facebook)

O Corpo Casual e o Sábio

A Venerável Alice Ann Bailey, teósofa inglesa que viveu na América do Norte nos idos anos 20 do nosso século, assim se expressou:
“O homem que contacta com o abstracto pouco se importa e se preocupa com a vida dos sentidos ou das observações externas. Os seus poderes estão recolhidos, já não corre para fora em busca de satisfação. Vive calmamente o seu interior, procurando compreender as causas ao invés de deixar-se perturbar pelos efeitos. Aproxima-se cada vez mais do reconhecimento do UM que está imanente na diversidade exterior. Na proporção em que a Mente Inferior se subordina, os poderes do Ego afirmam a sua predominância.
A Intuição desenvolve-se a partir do raciocínio. O homem comum aceita o fardo kármico porque não sabe alterá-lo. Tem pouca força de vontade. O sábio apodera-se do seu destino e modela-o. O vício pertence apenas aos veículos inferiores e não ao Homem Real no Corpo Causal. Nos veículos inferiores, a repetição dos vícios pode provocar impulsos de difícil domínio. Mas eles serão cortados pela raiz se o Ego criar virtudes opostas. O Eu não pode assimilar nada de mal, porque o mal não pode tocá-lo no seu nível de consciência. O Eu não é consciente do mal, nada sabe sobre o mal, não pode ser impressionado pelo mal.
“Tudo quanto é mal, por mais forte que possa parecer, traz consigo o germe da sua própria destruição. O segredo reside no facto do mal ser desarmonioso, portanto, é contra as Leis Universais. Todo o bem – estando em harmonia com as Leis Universais – é levado para diante. Faz parte da Corrente da Evolução, jamais será destruído. Só o bom passará, o mau será rejeitado.”
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