Ir à escola ou fugir da guerra?


   "27 milhões de crianças vivem em zonas de conflito e não frequentam a escola". Li esta notícia no Público (online). Número alarmante, condição desumana.

   "As zonas onde há escolas não devem ser zonas de guerra". "Hoje, ter de se esconder não devia fazer parte dos trabalhos de casa". "Evitar as minas terrestres não devia ser uma actividade extracurricular". São frases de membros da UNICEF, para os 27 milhões de crianças que vivem nestas zonas de conflito e que não frequentam a escola.

   Poderia aqui expor as leis causa-e-efeito, kármica, etc. e que estas crianças vivem o seu karma, seja ele qual for... Não, não! Quero apenas expor o melhor e o pior dos dois lados (negativo e positivo): Pelo lado negativo porque ao ver os posts e comentários nas redes sociais sobre futilidades e egos - ECOS de pessoas - sobre pessoas, bens e animais, ocupando o tempo e a mente com lixo pessoal e alheio, e até sentimentos menos nobres, quando ali ao lado, num País qualquer (são já tantos), crianças "vão a caminho da escola saltitando entre minas terrestres, como numa coreografia ensaiada" .

   Pelo lado positivo, porque agora só me lembro de uma Lei: "AMOR". 
Todos sentem algo, mas o que fazem? quantos oram por estas crianças? pelos pais destas crianças? Onde basta um passo mal dado, "nesta dança coreografada", para morrerem ou ficarem mutilados física e mentalmente. Se podemos fazer algo, esse algo não começa na pena, mas sim na compaixão e no amor. Não começa amanhã, o amanhã é hoje. Começa no amor pelo nosso semelhante. Olhem para fora de vós, Orem por aqueles que mais precisam e que nada podem fazer para mudar a sua condição... mas nós podemos... na solidariedade, numa corrente universal de amor. Não por serem crianças, mas por serem iguais aos nossos filhos, iguais a nós e filhos do mesmo Deus. Quando não fazemos nada mais do que lamentar, algo está errado em nós, não nos outros.

namastê,

Os vidros da minha janela

A nossa mente é como os vidros da janela.

  Se estivermos centrados, focados no nosso Ego, jamais conseguiremos ter uma visão clara, objectiva e verdadeira. Uma boa visão,  para fora de nós. Estamos tão centrados em nós: nos nossos desejos, nas nossas doenças, nas invejas que sentimos, nos ciúmes que alimentamos, na falta disto e daquilo; que nada - fora de nós - nos importa ver com clareza. Tudo veremos de forma turva, suja, desfocada e sem brilho.

  O mesmo acontece com os vidros da nossa janela. Se estiver sujo, tudo o que vemos através desse vidro irá perecer-nos  sujo, deprimente, baço e turvo. Todos os que estejam connosco a ver através dessa janela, verão o mesmo que nós. Os cegos, esses simplesmente acreditarão em nós, ficando com uma imagem distorcida da realidade.

  Se usarmos de limpeza regular dos vidros da janela, quando quisermos ver através desses vidros, veremos toda a beleza que está no exterior, para lá da janela, tal como ela é... esquecendo até o vidro da janela, pois a visão é clara, bela tranquilizadora... porque estamos a ver através de uma janela com um vidro limpo, translúcido.

  Da mesma forma precisamos manter limpo o  nosso coração. O coração está para a nossa mente como o vidro está para a janela. A janela abre e fecha... também a nossa mente. Por isso conseguimos ver e analisar "sem o filtro", sem "o coração", conseguimos ver sem ser através do vidro da janela. Mas, de janela aberta estaremos expostos às tempestades da vida, às amarguras da natureza, permiti-mo-nos ser incorrectos, sem filtro.

  Para ser correcto devemos deixar que "o coração seja o guardião, o filtro, dos nossos pensamentos". Permitirmos que o coração seja esse "vidro protector", é o uso da sabedoria, da sapiência. É o que a via espiritual nos ensina.

  Devemos por isso, limpar regularmente o nosso coração, recorrendo ao uso da oração, usando da meditação, da prática dos bons costumes - e do trabalho espiritual. Assim, quando precisamos repousar, quando necessitamos "procurar o conforto da paisagem que está para lá da nossa janela", teremos uma mente filtrada por um coração limpo, desengordurado e translúcido. Por onde passará toda a Luz, toda a Paz, todo o Conforto, Beleza e Cores... até nós, atingindo-nos onde mais necessitarmos!

Joaquim Coelho

Vida

"A vida não dá nem empresta, não se comove nem se apieda. Tudo quanto ela faz é retribuir e transferir aquilo que nós lhe oferecemos."

"A vida é como lançar uma bola contra a parede. Se for lançada uma bola azul, ela voltará azul, se for lançada uma bola verde, ela voltará verde, se a bola for lançada fraca, ela voltará fraca, se a bola for lançada com força, ela voltará com força. Por isso, nunca atire uma bola na vida de forma que você não esteja pronto, preparado para a receber."

"O ser humano vivência a si mesmo, seus pensamentos, como algo separado do resto do universo - numa espécie de ilusão de óptica de sua consciência. E essa ilusão é uma forma de prisão que nos restringe aos nossos desejos pessoais, conceitos e ao afecto apenas pelas pessoas mais próximas.

A nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão e fraternidade, para que ele abranja todos os seres vivos e toda a natureza na sua beleza. Ninguém conseguirá atingir completamente este objectivo, mas lutar pela sua realização já é por si só parte de nossa libertação e o alicerce da nossa segurança interior."

Um holista, sem dúvida, mas nunca deixando de ser um cientista. Quando uma menina da escola dominical de NY escreveu a Einstein perguntando se os cientistas rezavam, a resposta foi: "A investigação científica baseia-se na ideia de que tudo o que ocorre está determinado pelas leis da natureza. Por esta razão, um investigador científico dificilmente se verá inclinado a crer que os acontecimentos possam ser influenciados pela oração, ou por um desejo dirigido a um ser sobrenatural".

Na última década da vida, Einstein não estava bem de saúde. Sentia dores muito fortes no abdómen. Após dores graves, em 1948, foi internado no Hospital Judaico de Brooklyn, em Nova Iorque, e foi-lhe diagnosticado um aneurisma na aorta abdominal (uma espécie de saco na parede externa da artéria que podia ser fatal). Einstein não ligou muito. "Que rebente", disse, segundo relata o livro Possessing Genius: The Bizzarre Odyssey of Einstein’s Brain, da jornalista canadiana Carolyn Abraham. Por volta de 1951, o aneurisma estava a crescer. "Todos os que o rodeávamos sabíamos que a espada de Dâmocles pendia sobre nós. Ele também o sabia, e esperava-a, calmo e sorridente", disse Helen Dukas, secretária de Einstein desde 1928, numa carta a Abraham Pais.

Claro que a sua opinião provavelmente mudaria se estivesse vivo hoje, em posse de dados científicos como o de Masaru Emoto e das várias experiências holísticas e espiritualistas.

A 13 de Abril de 1955, sofreu um colapso. Ainda recuperou um pouco, mas no dia 16 o seu estado agravou-se e foi internado. Resistiu a fazer uma operação: "Quero partir quando quiser. É de mau gosto prolongar a vida artificialmente; já dei o meu contributo, é tempo de partir. Fá-lo-ei elegantemente."

Depois disso tudo, só posso concordar com a charge de Herblock que foi publicada no Washington Post alguns dias após a morte de Einstein.

significado espiritual do aniversário


aniversário, do latim anniversarius, ou ano do retorno, dia em que vim à luz, é a data em que se comemora espiritualmente mais um ano da sua vinda à matéria, para cumprimento kármico. Tudo no Cosmo funciona por ciclos, neste planeta azul também assim é... seja no micro ou no macro, os ciclos estão em tudo. O aniversário é também o fecho de um ciclo e o início de um novo ciclo.


Na sua comemoração está associada a simbologia da luz e do fogo (através das velas), representando o renascimento. Em diferentes culturas o dia do aniversário de uma pessoa é comemorado de modo diferente. No ocidente, por exemplo, é muito comum o costume de se apagar velas. A chama da vela representa a vida, ao apagar a vela de aniversário apaga-se simbolicamente o ano que passou, marcando o recomeço da vida.
Muito comum também nas comemorações de aniversário, o bolo teve origem na Grécia antiga e era oferecido a Artemis, deusa da fertilidade. O bolo de aniversário simboliza ainda o que o aniversariante construiu na sua vida, e dividir o bolo entre os presente é a representação da partilha da sua vida com as outras pessoas.
Nalgumas culturas não se comemora o aniversário das pessoas individualmente - no dia em que elas nasceram - mas sim colectivamente no dia de ano novo.

Há religiões em que é proibida a comemoração do aniversário, do Natal, etc.

O presente de aniversário no ocidente é uma tradição que surgiu a partir da mitologia cristã do nascimento de Jesus Cristo e da visita que recebe dos três Reis Magos, cada um oferecendo-lhe um presente.

Espiritualidade - Egoísmo e Férias


  Todos nós gostamos muito das férias. O descanso ao fim de um ano de trabalho, a quebra da rotina diária, o repouso, a praia e o afastar das pessoas com quem convivemos durante o resto do ano, são apenas algumas das razões.

  O que tem o Egoísmo a ver com as Férias? 
"As férias mais memoráveis que tenho são aquelas em que levei comigo pessoas que de outra forma não teriam férias fora de casa."

  Quando vamos de férias, queremos lembrar tudo o que nos possa fazer falta e tornar mais feliz - hotel, bens pessoais, locais a visitar, roupa, culturas, etc. etc.. Contudo, da mesma forma que procuramos esquecer o trabalho, rotina, patrões e colegas, esquecemos também todos os que conhecemos e que possivelmente gostariam de "ter férias", lembra-mo-nos deles na hora de colocarem o famoso like nas fotos do facebook, ficamos até magoados se somos ignorados nesses posts que tanto nos alimentam o Ego.

  A espiritualidade não é nada disso, a espiritualidade não se alimenta de ego, de vaidades ou de publicações sem sentido; uma vez que o ego elimina a espiritualidade no ser (dois corpos não ocupam o mesmo espaço ao mesmo tempo).

  É admirável quando o ser mantém os níveis espirituais e de solidariedade acima do egoísmo e da prepotência pessoal. Quando a pessoa que tem X de  euros para umas merecidas férias de 10 dias, se faz acompanhar de um conhecido, sem as mesmas posses, e em vez de 10 dias goza apenas 5 dias de férias, mas, na companhia de um amigo, essas férias deixam de ser pequenas, passam a gigantes... na companhia do amigo e de Deus!

  A partilha é o bem mais benéfico, inesquecível por ambos ( o que partilha e o que recebe), é a vibração espiritual mais elevada que se conhece, é o Amor, é o teste passado com distinção. Sempre fiz férias partilhando-as - as férias e a companhia - com outras pessoas (crianças e adultos) que não tinham a mesma possibilidade. Essas crianças são homens hoje, e quando nos reencontramos comentam: "as melhores férias que tive até hoje, jamais as esquecerei...". Isso perdura no tempo porque está no coração de alguém, afinal, "só é meu aquilo que um dia dei a alguém".

Boas férias!
Namastê,




Pinóquio - História de um Boneco

Artigo que partilho pela curiosidade


"Carlo Collodi é o pseudónimo de Carlos Lorenzini (Florença, 24.11.1826 – Florença, 26.10.1890), jornalista e escritor que se tornou mundialmente famoso por ter criado o personagem Pinóquio.


Lorenzini iniciou a sua carreira escrevendo os catálogos de uma livraria florentina. Veio a tornar-se jornalista de sucesso e em breve escrevia para jornais de toda a Itália. Fundou um jornal próprio que acabou fechado pela Censura em 1848, tendo reaberto onze anos depois por ocasião do plebiscito em que se votou a anexação da cidade-estado ao Piemonte. Voluntário na Guerra da Independência italiana entre 1848 e 1860, antes havia sido comediante. Em 1856, adoptou o pseudónimo de “Carlo Collodi” que o tornaria famoso.


Publicou as obras Gli amici di casa e Um ramnzo in vapore. De Firenze a Livorno. Guida storico-umoristica, cerca de 1856. O seu primeiro livro infantil, intitulado Racconti delle fate, foi editado em 1876, no ano seguinte escreveu Giannettino e em 1878, Minuzzolo. Em 1881 iniciou a publicação do Giornale per i bambini (“Jornal para as Crianças”), o primeiro periódico italiano voltado para o público infantil. Foi ali que, em curtos capítulos, publicou originalmente a Storia di un burattino (“História de um Boneco”), o primeiro título das Aventuras de Pinóquio. Publicou ainda outros contos, como a Storia allegre, de 1887, mas nenhum deles alcançou o sucesso da sua obra-prima. Pinóquio é, sem dúvida, a criatura que engoliu o criador: o mais famoso personagem da literatura infantil conhecido em todo o planeta, tendo o seu efectivo criador, Lorenzini, falecido repentinamente em 1890 na sua cidade natal, onde foi sepultado.


A condição de maçom de Carlo Collodi, apesar de não estar confirmada por nenhum documento oficial, é indisputadamente reconhecida. Aldo Molla, reconhecido historiador oficial da Maçonaria em Itália, manifesta essa certeza ao servir-se de elementos biográficos de Carlo Collodi que parecem confirmá-la: a criação em 1848 do seu jornal chamado Il Lampione, que, como ele dizia, devia “iluminar todos aqueles que vagueiam nas trevas”; a sua participação militar nos voluntários toscanos ao lado de Joseph Garibaldi, afamado carbonário e possivelmente maçom; e, finalmente, a sua extrema proximidade ao reconhecido maçom Mazzini, de quem se declarava “discípulo apaixonado”.


Além disso, os princípios fundamentais da Maçonaria, contidos na trilogia Liberdade – Igualdade – Fraternidade, estão expressos nas Aventuras de Pinóquio: a Liberdade, porque Pinóquio é um ser livre e ama a Liberdade; a Igualdade, porque a única aspiração de Pinóquio é ser igual aos outros, e quando nasce nenhuma pessoa é superior às demais por estar em igualdade de princípios; a Fraternidade, esta que é o sentimento principal que faz agir as personagens do enredo nas diferentes situações.


Tem-se, pois, presente nas Aventuras de Pinóquio (história imortalizada pelo cineasta norte-americano Walt Disney nos meados do século XX, ele que também era maçom de alto grau) as três colunas simbólicas da Maçonaria Universal: Liberdade de pensar ou livre-arbítrio; Igualdade de princípios psicossociais; Fraternidade entre todos os seres, resultando na Concórdia Universal.


No conto infantil de Pinóquio o seu criador Collodi ocultou uma mensagem profundamente espiritual, iniciática, de desenvolvimento do aperfeiçoamento intelectual e moral individual e colectivo, apontando como caminho para o mesmo a via maçónica.


O enredo novelístico começa com o velho e bondoso carpinteiro Gepetto construindo um boneco de madeira de pinho cujo resultado final agradou-o muito. O nome Gepetto poderá ser uma adaptação ficcionada de Ghetto, “reunião de pessoas”, muito possivelmente aludindo à Fraternidade Maçónica e aos seus trabalhos. O boneco inanimado, marioneta movida por fios (semelhante ao fio da trama do destino que subjuga o ser humano enquanto não ganha a consciência de que ele próprio pode determinar o seu futuro por seus pensamentos, emoções e actos presentes), a quem Gepetto baptizara de Pinóquio (Pinocchio), ganhou vida quando a Fada Azul lhe deu o condão da animação. Esta Fada será alegoria encantadora da própria Maçonaria Azul, nome dado aos três primeiros graus maçónicos – Aprendiz, Companheiro, Mestre – e que primitivamente eram os únicos existentes, tendo a ver com três profissões básicas de construtores: Pedreiro, Carpinteiro, Arquitecto.


Tendo a Maçonaria Azul através do Grau de Companheiro/Carpinteiro dado nascimento iniciático ao Homem Novo (dotado de padrões superiores de educação intelectual e moral), no romance ele ficou conhecido como Pinocchio, palavra típica italiana falada na Toscana e que significa pinhão (em italiano padrão, pinolo). Ora o pinhão provém do pinho, e o pinheiro é tradicionalmente a árvore do Natal, aqui, do nascimento espiritual ou iniciático que acontece quando se recebe a Luz da Iniciação.


Pinóquio é dotado de vida mas não de perfeição, e se mentir ou prevaricar o nariz cresce-lhe automaticamente, ou seja, exagera até à fantasia as suas intenções e altera ou perverte a realidade dos factos. Isto acontece com muitos aspirantes ainda dando os primeiros passos no Caminho da Verdadeira Iniciação que é a da Vida com os seus Mistérios constantes, confundindo o real com o irreal a ponto de substituir a verdade pela mentira convencendo-se e querendo convencer da mesma. Para que Pinóquio não caia na ilusão da mentira irreal, acompanha-o sempre a sua Consciência Superior figurada no Grilo Falante, que admoesta-o constantemente para seu desgosto ou desilusão.


Pinóquio prefere as companhias da raposa matreira João Honesto e do gato malandro Gedeão, figurando a astúcia e a desonestidade, e também do menino mau chamado Zé Lamparina que o leva à Ilha dos Prazeres, onde o tenta induzir no vício do fumo, da bebida e do jogo, ou seja, vem a representar os maus costumes sociais que, no seu sentido último, todo o verdadeiro e honrado iniciado deve combater promovendo revoluções culturais e morais no íntimo da sociedade humana.


Tal como Jonas foi engolido por uma baleia e depois expelido, segundo o relato bíblico (Jonas, 1:1; II Reis, 14:25), também Pinóquio foi engolido pela baleia e cuspido pela mesma, acabando por afogar-se no mar. Representa o arrependimento das faltas cometidas por não ter dado ouvidos à Consciência Superior. É assim uma morte mística, sendo a água o elemento lustral de purificação interna e externa da natureza inferior de Pinóquio.



Tal como Jesus que era filho de um carpinteiro Joseph, e que morreu e ressuscitou da Cruz, também Pinóquio era filho do carpinteiro Gepetto, e que morreu afogado como boneco de madeira e logo ressuscitou como um menino de carne, sangue e ossos, dotado de alma viva, assinalando este episódio final a ressurreição mística do Mestre  no terceiro grau simbólico, o que corresponde à conquista da Perfeição de Vida que todo o iniciático, todo o ser humano no fundo, em meio aos contrastes e acidentes da sua existência mortal, procura conquistar para não mais ser um simples e vulgar Pinóquio."

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DIFERENÇA ENTRE O EU E OS EUS

  DIFERENÇA  ENTRE  O  “EU”  E  OS  “EUS”

Todas  as  pessoas  usam  e  abusam  do pronome pessoal  “eu”.  Assim, costuma-se  dizer:  “eu  gosto”, “eu estou  com  fome”, “eu estou com sono”, “eu estou doente”, etc. Ao proceder e pensar assim, a pessoa está a fraccionar-se em inúmeros “eus”, pois ora se manifesta um “eu”, a seguir outro “eu” e depois outro sempre numa sucessão ininterrupta.

O grande filósofo e psicólogo russo Piotr Demianovitch Ouspensky (1878-1947), assim se expressou sobre o assunto: 

   “Num momento em que digo “eu”, uma parte de mim está a falar, e noutro momento, quando volto a dizê-lo, é outro “eu” diferente que está a falar. Não sabemos se temos só um “Eu”,  porque  manifestam-se  muitos  e  diferentes  “eus”  ligados  aos  nossos  sentimentos  e desejos,  sem  que  nenhum  “Eu”  os comande.  Esses  “eus”  mudam  continuamente,  pois  um elimina o outro, o outro substitui um, e toda essa luta constitui a nossa vida interior. Os “eus” que vemos em nós dividem-se em vários grupos, e alguns legítimos fazem parte das divisões correctas  do  Homem,  enquanto  outros  são  completamente  artificiais criados  pelo conhecimento insuficiente e por certas ideias imaginárias que o Homem tem de si mesmo.” 

FUNÇÃO INSTINTIVA E FUNÇÃO MOTORA 
  Para  se  distinguir  o  verdadeiro  Eu  Superior  dos  inúmeros  “eus”  torna-se  necessário passar a observar os subtis processos psicológicos que animam o nosso mundo interior. Segundo os  Mestres  de Sabedoria,  o  método  mais  prático  de  se  penetrar  e  ajustar  o  nosso  mundo subjectivo  interior  é  o da  Meditação  Iniciática,  cuja  prática  é  aliás  aconselhada  por  todas  as Escolas  Iniciáticas.  Essa análise  consiste  em  perceber  os  diversos  segmentos  das  funções psicomentais. Basicamente, a nossa mente vibra sempre em função do intelecto ou animada por qualquer emoção ou sentimento. Essa polaridade está presente em todos os seres humanos. Saber distinguir entre uma coisa e outra, já é sinal de um certo avanço na Senda do Discipulado. 

  O intelecto é o responsável pela análise das questões, e por isso pensamos, comparamos, analisamos,  procuramos  explicações,  queremos  compreender  as  coisas  e  solucionar  os problemas. Tudo isso é função da Mente Concreta ou o intelecto. No outro segmento do nosso mundo  interno  temos  as  emoções e  sentimentos,  que  não  devem  ser  confundidas  com  as actividades  mentais.  As  emoções caracterizam-se  pelos  sentimentos,  tais  como  amor,  ódio, vingança,  medo,  insegurança,  etc.,  que nada  têm  a  ver  com  o  raciocínio  frio  do  pensamento intelectual. Para quem não está acostumado à análise pessoal, é comum confundir as actividades mentais  com  as  emoções.  Infelizmente,  grande  parte da  Humanidade  ainda  se  encontra  nesse estágio  evolutivo,  resultando  daí  os  desequilíbrios psicomentais  que  assolam  as  pessoas causando infelicidade e mesmo sérias doenças de cunho neurológico. 

Evolução e Progresso

A marcha da Manifestação que constitui a própria Vida segue directrizes bem definidas. A  ninguém  é  dado  violar  as  Leis  que  presidem  à  Evolução.  Segundo  alguns  autores  bem informados,  não  se  deve  confundir  Evolução  com  Progresso.  A  Evolução,  segundo  os paradigmas da Sabedoria Divina, não é uma coisa mecânica como quando algo se transforma em outro algo e este em outros algos, e assim por diante seguindo um determinismo cego. Não, a Evolução obedece a Leis sábias que escapam à compreensão do Homem. 

  No que respeita ao Homem, a sua evolução transcendente somente ocorre como fruto do esforço pessoal e intransferível da auto-realização alcançada através do estudo e pesquisa sobre si mesmo. Enquanto o Homem tiver conhecimento do mundo que o rodeia apenas pela simples consideração  do  intelecto  e  das  emoções,  jamais  evoluirá.  O  Homem  contemporâneo  pouco difere dos seus antepassados no que diz respeito à evolução. Continua sempre sendo aquele ser agressivo e egoísta, pensando somente em si e nos seus, no seu clã, tribo, raça, etc., como ocorria nos primórdios da civilização. O que houve foi apenas o aprimoramento material e tecnológico dos meios de vivência, mas isso não é evolução e sim progresso. 

  Para  que  haja  verdadeira  evolução  e  possa  sair  do  círculo  vicioso  em  que  está aprisionado,  o  ser  humano  deverá  mergulhar  na  profundeza  da  sua  consciência  e  estudar  a  si mesmo,  procurando  eliminar  uma  a  uma  as  falsas  ideias  que  envolvem  o seu  verdadeiro  Ser,  e atirar para longe  as  velhas  vestes que são  as ideias preconceituosas  nas  quais  se envolveu  ao longo de milhares e milhares de anos. Contudo, tal resolução exige um esforço sobre-humano, pois trata-se de um esforço hercúleo mas sem o qual não se dará um passo adiante, mesmo com todo o “verniz” com que se encubram as debilidades pessoais. 

Sabes quem és?

  Se te dedicares a conhecer-te bem, saberás quem és, o que terás para dar e receber. Saberás qual o teu papel no tabuleiro do xadrez da vida. Todos nós, sem excepção, somos a pessoa que queremos ser. É o uso do Livre-arbítrio, uma das 72 leis universais.

  Claro que ao "escolhermos" a pessoa que queremos ser - escolha essa que é feita e moldada a cada instante da nossa vida - escolhemos consequentemente todas as vibrações que compõem essa escolha e todas as vibrações associadas ou atraídas pelas mesmas - É a lei da atracção.

  Pelas escolhas efectuadas, consciente ou inconscientemente, assim diremos, pensaremos e faremos, de acordo com essa personalidade escolhida, criada. Isso é o que passamos a ser como pessoa, como ser humano - somos o que dizemos, fazemos e pensamos.

  Essa nossa personalidade é o que teremos para partilhar, doar, aos outros. Ninguém pode dar o que não tem. Isso fará com que alguém nos dê igual, um dia - é a Lei de Causa-e-efeito - "teremos que passar por tudo o que fizermos passar ao outro - E Será isso que transmitiremos também aos nossos filhos.

  Se as escolhas não são as melhores (relativamente a personalidade e carácter), consequentemente vamos atrair pessoas, empregos, vizinhos, amigos, dentro das mesmas características e /ou interesses. Muitos desses "amigos" invisíveis, desencarnados. Fluirão em nós dentro dos seus interesses e vontades, pois também esses têm o seu livre-arbítrio, e passarão a influenciar-nos.

  É aqui que o circulo se fecha; ao sermos influenciados pelos "desencarnados", deixamos de fazer uso do nosso Livre-Arbítrio - mas não o sabemos.

  Como consequência: doenças espirituais e mentais, males físicos verdadeiros e/ou falsos de outros, depressão, dores corporais, desvitalização e até a morte - por doença física ou suicídio. Lembremos que naturalmente o ser defende a vida, ninguém se suicida "por livre vontade".

  Percebendo que as Leis funcionam por trindades (fecha o ciclo em cada trindade), saibamos também que todas se submetem ou anulam perante a Lei Matter, a primeira Lei Universal - A Lei do Amor!

Namastê, (segue-nos no facebook)

O Corpo Casual e o Sábio

A Venerável Alice Ann Bailey, teósofa inglesa que viveu na América do Norte nos idos anos 20 do nosso século, assim se expressou:
“O homem que contacta com o abstracto pouco se importa e se preocupa com a vida dos sentidos ou das observações externas. Os seus poderes estão recolhidos, já não corre para fora em busca de satisfação. Vive calmamente o seu interior, procurando compreender as causas ao invés de deixar-se perturbar pelos efeitos. Aproxima-se cada vez mais do reconhecimento do UM que está imanente na diversidade exterior. Na proporção em que a Mente Inferior se subordina, os poderes do Ego afirmam a sua predominância.
A Intuição desenvolve-se a partir do raciocínio. O homem comum aceita o fardo kármico porque não sabe alterá-lo. Tem pouca força de vontade. O sábio apodera-se do seu destino e modela-o. O vício pertence apenas aos veículos inferiores e não ao Homem Real no Corpo Causal. Nos veículos inferiores, a repetição dos vícios pode provocar impulsos de difícil domínio. Mas eles serão cortados pela raiz se o Ego criar virtudes opostas. O Eu não pode assimilar nada de mal, porque o mal não pode tocá-lo no seu nível de consciência. O Eu não é consciente do mal, nada sabe sobre o mal, não pode ser impressionado pelo mal.
“Tudo quanto é mal, por mais forte que possa parecer, traz consigo o germe da sua própria destruição. O segredo reside no facto do mal ser desarmonioso, portanto, é contra as Leis Universais. Todo o bem – estando em harmonia com as Leis Universais – é levado para diante. Faz parte da Corrente da Evolução, jamais será destruído. Só o bom passará, o mau será rejeitado.”

Corpo Casual

MATÉRIA QUE FORMA O CORPO CAUSAL

"  O Corpo Causal é constituído de substâncias dos 1.º, 2.º e 3.º Sub-Planos Mentais, sendo que a proporção do 1.º Sub-Plano é a maior, vindo em seguida a do 2.º Sub-Plano e finalmente a do 3.º,  que é a parte menor.  Só uma pequena parcela do 3.º Sub-Plano Mental é que está activa no homem comum. Os níveis superiores da nossa mente permanecem inactivos e só se manifestarão à  medida  que  formos  evoluindo.  Assim  sendo,  os  segmentos  mais  refinados  das  nossas faculdades  mentais  ainda  estão  adormecidos,  em  estado  latente.  A  Iniciação  e  o  consequente controle mental são os únicos meios para se activar esses importantes elementos que formam a nossa Individualidade. 

  QUEDA  DO  ESPÍRlTO  NA  MATÉRIA  –  O  nosso  Eu  Divino,  a  Tríade  Superior  cria uma  Personalidade  constituída  por  matérias  do  Mental  Inferior,  do  Astral  e  do  Físico.    Isto implica num comprometimento da parte divina do ser com a parte humana. É precisamente o Corpo Mental o elemento comprometido, por ser o que estabelece a conexão entre o Eu Superior e  a  Personalidade.  Contudo,  sem  esse  comprometimento  não  haveria  como  se  processar  a evolução, embora  havendo  risco de quedas.   A  Tradição Esotérica refere-se constantemente à  “queda do Espírito na Matéria”. A “queda” referida é, precisamente, esse comprometimento da Mente Espiritual com a Mente Humana. O esplendoroso dom de pensar, no homem comum, é quase sempre posto a reboque das emoções, às vezes das mais aviltantes, de natureza astral, que não  passam  de  reminiscências  animais.  A  libertação  desse  jugo  infame  é  que  determina,  em última análise, a nossa vitória e afirmação como espécie. 

COMPROMETIMENTO DO EU 
  A  Mitologia  quando  trata  da  lenda  de  Narciso,  refere-se  ao  fenómeno  do comprometimento  da  Mónada  com  a  sua  Personalidade.  Narciso  era  um  belo  homem  que  se enamorou pela sua  própria imagem reflectida na água de um lago. Atraído pela mesma, atirou-se à água para agarrar a si mesmo e afogou-se. Narciso representa, neste caso, a Tríade Superior, o Eu Superior que mirando-se nas águas dos Mundos formais com estes se identificou através do seu aspecto Manásico, e consequentemente com os demais veículos materiais, vindo a encarnar-se. 

  FUNÇÃO  DO  CORPO  CAUSAL  –  A  função  principal  do  Corpo  Causal  é  a  de assimilar  todas  as  experiências  positivas  recolhidas  pela  Personalidade.    Ele  é  o Observador Silencioso, o que assiste a tudo.  Embora não sendo gerador de causas, os aspectos dolorosos e menos  dignificantes  das  nossas  condutas  reflectem-se  nele,  que  sofre  em  silêncio  as  nossas desditas em virtude de estar crucificado em nós. 


  O Eu Superior é a causa de toda a actividade humana, é o responsável kármico das nossas acções.  A  Personalidade  extingue-se  no  final  de  cada  encarnação,  mas  a  Mónada  é  perene, caminha de vida em vida até esgotar todo o karma acumulado através das Idades e adquirir todas as experiências que o Mundo pode oferecer."


O exemplo dos Lobos - que lição


Porque andam todos a falar de uma foto de uma alcateia de lobos a caminhar sobre a neve?


Circula nas redes sociais uma imagem, no mínimo curiosa, sobre uma alcateia de mais de 2 dezenas de lobos em fila indiana a caminhar sobre a neve.


A fotografia foi tirada por um homem chamado Cesare Bra, e foi colocada a circular nas redes sociais pela srª Hermel Bach. 

Um site espanhol especializado em lobos afirma que a hierarquia entre os lobos é muito elevada, todos os membros obedecem às leis determinadas pelo colectivo. Pode parecer muito duro, mas são essas leis que garantem a sobrevivência da matilha.

Essa estrutura social promove a unidade, a ordem social do grupo, e reduz os conflitos e comportamentos agressivos entre os membros da alcateia.

Os lobos saem da "fábrica da natureza" com o instinto e sabedoria programada antes do nascimento, para agir nestes moldes comportamentais de ajuda mútua e preservação entre os membros da espécie. QUE LIÇÃO PARA A RAÇA HUMANA!

Afinal o que existe de tão especial nesta foto e no facto de a alcateia de lobos caminhar desta forma?
Porque é que o grupo assume esta forma e esta hierarquia?
Os lobos não escolheram estas posições ao acaso:

Os 3 primeiros lobos são os mais velhos ou os doentes e marcam o ritmo do grupo. Se fosse ao contrário, seriam deixados para trás e perderiam o contacto com a alcateia. Em caso de emboscada de outros animais, estes dão a vida em sacrifício pelos mais jovens.

Este grupo dos mais velhos e doentes são seguidos pelos 5 mais fortes da alcateia, que os defenderão em caso de ataque surpresa.

No centro da fila seguem os demais membros da alcateia, e no fim do grupo seguem outros 5 lobos dos mais fortes que protegerão o grupo.

Em último, sozinho, segue o lobo "alpha", o líder da alcateia. É nessa posição que ele consegue controlar e vigiar tudo em redor, decidir a direcção mais segura que o grupo deve seguir e antecipar os ataques dos predadores.


Em resumo, a alcateia segue ao ritmo dos anciãos e dos doentes, e sob o comando do líder que impõe o espírito de grupo, não deixando ninguém para trás.

"O verdadeiro sentido da vida, não é chegar primeiro, mas chegar todos juntos ao mesmo destino."

Reflexão e Meditação

" Trecho para meditar do Evangelho de João, dos capítulos XIV e XV: "Eu vos dou a minha Paz, vos dou a alegria, para que completa seja vossa Paz, repleta a vossa alegria."
Que paz e alegrias eram estas? Pois foram dadas por um 
homem que não possuía nada, não desfrutava de bens mundanos. E, mais, foram ditas antecedendo horas de muitas dores e tristezas, factos e dificuldades que Ele iria enfrentar.

A paz e a alegria que Jesus distribuía não estavam ligadas ao 
nosso modo de ver e viver. E, no entanto, eram vividas por um 
homem de carne, osso e espírito como nós.

Quando encarnados, a nossa alegria está ligada a sensações e prazeres dos sentidos, e até à satisfação de uma conquista mental, seja de força ou de erudição. A felicidade que buscamos no plano físico é sinónimo de ociosidade, prazer e ausência de dificuldades.
Não conseguimos compreender que as dificuldades, quando não criadas por nós mesmos, são por via de regra instrumentos da natureza que não nos deixa cair na inactividade, pois a monotonia é a própria morte. A natureza é vida que se renova incessantemente.
Como num acender de luzes, compreendi que a alegria perene 
não pode estar ligada a pessoas ou coisas. Não pode depender de estímulo nenhum para que aconteça. É um estado de ser em ventura, sem limites, por saber compreender. É viver a vida pela vida e não para ganhar alguma coisa ou atingir um fim. "

[ in - A casa do escritor ]

A IMPORTÂNCIA DA PRÁTICA INICIÁTICA

  "Todos os Avataras sempre induziram o Homem a redimir-se das suas quedas, a levantar- se e a andar para  a frente, a salvar-se pelos seus próprios esforços e a procurar conhecer a si mesmo.

  Aqueles  que  assim  procedem  são  os  que  se  antecipam  à  sua  época. À medida  que  o  homem  avança  no  Caminho  da  Iniciação  vai-se  harmonizando  com  as  Leis  da Natureza, a ponto das mesmas lhe serem dóceis e obedientes.  

  A  Fonte  das  Forças  Cósmicas  é  o  Sol.  Segundo  ensina  a  Ciência  Sagrada,  o  Sol  é  o coração do nosso Universo e como tal ele pulsa num movimento de expansão e retracção, como se fosse o movimento de sístole e diástole do coração. 
Ao expandir-se ou retrair-se, o Sol emite e recebe poderosas e variadas energias. Estas energias percorrem o espaço por vias bem definidas chamadas  Nadhis  Cósmicos.  As  mesmas  são  de  sete  espécies  diferentes  chamadas  pelos Iniciados hindus de Tatwas. 

  Existe  um  conjunto  de  práticas  usadas  desde  a  mais  remota  Antiguidade  que  visam preparar o Aspirante para captar essas energias a fim de promover a sua Iluminação Espiritual. Segundo a Filosofia de Patanjali, trata-se de um conjunto de preceitos considerados “inalterados pelo tempo, espaço, propósitos e regras de castas e constituem os grandes votos universais”". 

O Silêncio e o Lixo Mental

SILÊNCIO
Não são raras as vezes que encontramos este sinal, ou que alguém verbalmente ou por gesto, nos pede SILÊNCIO.
Há dois tipos de silêncio. Há o silêncio físico apenas: O da sala de cinema, da casa de fados, de uma sala de hospital, etc., em que precisamos manter o silêncio por respeito pela concentração e audição dos outros... para que assim possam desfrutar, escutar, assimilar o que estão a ouvir, a ver ou a fazer.
Mas, este silêncio de que vos falo hoje é o silêncio num templo, num velório (onde nos dias de hoje se faz mais ruído que num hipermercado), ou até de um simples exercício de meditação.
Este silêncio não se resume ao "fechar da matraca", este é um silêncio mais profundo, terapêutico, místico, espiritualista.
Posso dizer que o silenciar das palavras não é silêncio em absoluto, quantas vezes estão sem falar e de repente falam algo com a pessoa do lado? quantas vezes estão de boca fechada e na vossa mente é um ruído ensurdecedor?
Quando no silêncio apenas fechamos a boca é fácil falar sem pensar - sem dar conta, é fácil enervar-mo-nos porque alguém na sala disse algo - fez ruído. Porque acontece? - porque não estamos em silêncio dentro de nós, porque não sabemos silenciar a nossa mente!
Treine o silêncio. Muitas pessoas não criam o hábito da meditação porque a sua mente está povoada por "pensamentos", por "coisas", por "problemas", ou por simples dispersão mental.
Não pode haver silêncio exterior (ruído) se não houver silêncio interior. Esse silêncio interior consegue-se através de treino, insistência, persistência. Como em tudo na vida.
Quando está num local onde tenha que permanecer em silêncio (templo, etc.), procure fechar os olhos, manter-se numa posição confortável e depois deixe que fluam todos os pensamentos que surgirem, sejam eles quais forem. Conter pensamentos, forçar a canalização da mente para uma oração - a meio estará a pensar no jantar de amanhã ou numa conversa de ontem.
"Dois corpos não ocupam o mesmo espaço ao mesmo tempo".
" o vazio não existe".
Tendo por base estas duas máximas, estas duas leis da física, compreendemos que não existindo o vazio, temos que criar um vazio para o preencher com o pensamento que queremos ter nesse momento. Se dois corpos não ocupam o mesmo espaço ao mesmo tempo, temos que permitir saia um para colocar outro nesse lugar.
Para que isso aconteça, deixe fluir o que lhe vem à mente. Quanto mais forçar mais persistem esses pensamentos... deixe-os fluir e eles desaparecem... aos poucos "NOVOS ESPAÇOS" são criados na sua mente, novos pensamentos ocuparão esses espaços... os pensamentos que você quer ter... mas antes de o fazer desfrute do "MOMENTO VAZIO" (momento C). Nesse estado vibratório já nenhum barulho em redor incomodará, pois já não está em silêncio no estado "Alfa" ou "Beta".
Desta forma será fácil chegar ao estado "Delta", onde se permitirá encontrar vibrações de outra dimensão (4ª). Para isso? deixe que o "lixo mental", a "poluição mental" se removam por si mesmas. Não o force, e vá preenchendo esses espaços (momentos) com pensamentos nobres, orações, etc. e tudo será diferente.
Há escritores que para conseguirem escrever sobre o tema que escolheram, primeiro escrevem "sobre tudo" e "sobre nada". Escrevem sobre o que lhes cem à mente, para que esse "lixo mental" desapareça e deixe lugar ao tema sério, ao tema sobre o qual pretendem escrever. A técnica é a mesma!
Namastê, J C

O GRANDE VAZIO


VISÃO DIRECTA

Os Iniciados nos Grandes Mistérios são unânimes em afirmar que a Ciência Sagrada não pode ser alcançada pela mente do profano, por mais que ele se esforce em penetrar nos seus Arcanos profundos.
Para qualquer resultado prático no campo do Ocultismo, deve-se começar pelo desenvolvimento da nossa natureza espiritual.

À medida que vamos penetrando na Estreita Vereda, as nossas faculdades vão-se ampliando até poder chegar-se àquilo que os Sábios Iniciados denominam de Visão Directa.
A verdadeira Realidade está muito além dos objectivos procurados pelos filósofos no campo do intelecto, ou pelos religiosos nas suas buscas nos textos dos seus livros sagrados.
Segundo o testemunho dos "Adeptos Perfeitos", o desenvolvimento dos valores espirituais latentes em todos os homens leva o Ser Realizado a possuir o conhecimento abrangente de todos os segredos da Natureza, e a confirmar por experiência própria todos os factos preconizados pelo Ocultismo.
Têm sido disseminados por todo o mundo os elementos da autocultura que podem conduzir o estudante aplicado a uma certa realização interna e ao controle das suas forças mentais. Mas os conhecimentos mais profundos dos Mistérios da Natureza, aqueles que proporcionam poderes transcendentais, são conferidos somente aos discípulos avançados que mereçam a confiança dos Mestres de Sabedoria. Por isso se diz que “muitos são os chamados, porém, pouco os escolhidos”.
Para chegar ao ponto de merecer a confiança dos Mestres, os discípulos têm de percorrer um longo período que pode estender-se por várias encarnações, submetendo-se a provas severas e provando ser devotados ao nobre ideal de servir a Humanidade impessoalmente, banindo de si qualquer sentimento egoísta, por mais subtil que o mesmo se apresente, que vise usar as benesses iniciáticas em proveito próprio. Quem não age com o coração limpo não deve contar com o apoio dos Excelsos Senhores do Governo Oculto do Mundo.
Somente aqueles de coração puro transbordante de amor e vida limpa podem ser admitidos no Santuário Interno, por já sentirem vibrar em suas almas os valores monádicos. Tal facto somente se consegue através da prática constante da Meditação Iniciática, que consiste num esforço consciente e bem direcionado no sentido de se ouvir o chamado da Voz do Silêncio, que se fará cada vez mais audível à medida que se avança no Caminho da Auto-Realização.
À medida que o Adepto amplia a sua Hierarquia, ele se recolhe cada vez mais no mais recôndito do seu mundo interior que passa a ser a sua fortaleza inexpugnável. O mundo exterior não tem sentido para ele que de há muito está acima dos desejos e aspirações puramente humanos, como esse que levam o homem comum a procurar a popularidade, a fama, o poder efémero.
Esses Excelsos Seres, sendo conhecidos como Encapuzados por permanecem incógnitos evitando de todos os modos os olhares da vão curiosidade profana. Pelo contrário, os pseudo-ocultistas chamam a atenção do mundo para as suas insignificantes figuras de falsos profetas e messias falsos inteiramente carentes dos reais valores espirituais. A prudência e o silêncio são os mantos que encobrem o verdadeiro Adepto.
Falando sobre a existência misteriosa dos Adeptos Independentes, assim se expressou um Iniciado:
“Como todo o verdadeiro Adepto do Ocultismo esconde zelosamente da vista vulgar do público o seu Conhecimento e Poder, os homens indagam se há algo de verdadeiro no Ocultismo ou se toda essa conversa de Planos mais subtis e Seres sobre-humanos não é apenas uma fantasia...”

[teosofia]
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