Ir à escola ou fugir da guerra?


   "27 milhões de crianças vivem em zonas de conflito e não frequentam a escola". Li esta notícia no Público (online). Número alarmante, condição desumana.

   "As zonas onde há escolas não devem ser zonas de guerra". "Hoje, ter de se esconder não devia fazer parte dos trabalhos de casa". "Evitar as minas terrestres não devia ser uma actividade extracurricular". São frases de membros da UNICEF, para os 27 milhões de crianças que vivem nestas zonas de conflito e que não frequentam a escola.

   Poderia aqui expor as leis causa-e-efeito, kármica, etc. e que estas crianças vivem o seu karma, seja ele qual for... Não, não! Quero apenas expor o melhor e o pior dos dois lados (negativo e positivo): Pelo lado negativo porque ao ver os posts e comentários nas redes sociais sobre futilidades e egos - ECOS de pessoas - sobre pessoas, bens e animais, ocupando o tempo e a mente com lixo pessoal e alheio, e até sentimentos menos nobres, quando ali ao lado, num País qualquer (são já tantos), crianças "vão a caminho da escola saltitando entre minas terrestres, como numa coreografia ensaiada" .

   Pelo lado positivo, porque agora só me lembro de uma Lei: "AMOR". 
Todos sentem algo, mas o que fazem? quantos oram por estas crianças? pelos pais destas crianças? Onde basta um passo mal dado, "nesta dança coreografada", para morrerem ou ficarem mutilados física e mentalmente. Se podemos fazer algo, esse algo não começa na pena, mas sim na compaixão e no amor. Não começa amanhã, o amanhã é hoje. Começa no amor pelo nosso semelhante. Olhem para fora de vós, Orem por aqueles que mais precisam e que nada podem fazer para mudar a sua condição... mas nós podemos... na solidariedade, numa corrente universal de amor. Não por serem crianças, mas por serem iguais aos nossos filhos, iguais a nós e filhos do mesmo Deus. Quando não fazemos nada mais do que lamentar, algo está errado em nós, não nos outros.

namastê,

Os vidros da minha janela

A nossa mente é como os vidros da janela.

  Se estivermos centrados, focados no nosso Ego, jamais conseguiremos ter uma visão clara, objectiva e verdadeira. Uma boa visão,  para fora de nós. Estamos tão centrados em nós: nos nossos desejos, nas nossas doenças, nas invejas que sentimos, nos ciúmes que alimentamos, na falta disto e daquilo; que nada - fora de nós - nos importa ver com clareza. Tudo veremos de forma turva, suja, desfocada e sem brilho.

  O mesmo acontece com os vidros da nossa janela. Se estiver sujo, tudo o que vemos através desse vidro irá perecer-nos  sujo, deprimente, baço e turvo. Todos os que estejam connosco a ver através dessa janela, verão o mesmo que nós. Os cegos, esses simplesmente acreditarão em nós, ficando com uma imagem distorcida da realidade.

  Se usarmos de limpeza regular dos vidros da janela, quando quisermos ver através desses vidros, veremos toda a beleza que está no exterior, para lá da janela, tal como ela é... esquecendo até o vidro da janela, pois a visão é clara, bela tranquilizadora... porque estamos a ver através de uma janela com um vidro limpo, translúcido.

  Da mesma forma precisamos manter limpo o  nosso coração. O coração está para a nossa mente como o vidro está para a janela. A janela abre e fecha... também a nossa mente. Por isso conseguimos ver e analisar "sem o filtro", sem "o coração", conseguimos ver sem ser através do vidro da janela. Mas, de janela aberta estaremos expostos às tempestades da vida, às amarguras da natureza, permiti-mo-nos ser incorrectos, sem filtro.

  Para ser correcto devemos deixar que "o coração seja o guardião, o filtro, dos nossos pensamentos". Permitirmos que o coração seja esse "vidro protector", é o uso da sabedoria, da sapiência. É o que a via espiritual nos ensina.

  Devemos por isso, limpar regularmente o nosso coração, recorrendo ao uso da oração, usando da meditação, da prática dos bons costumes - e do trabalho espiritual. Assim, quando precisamos repousar, quando necessitamos "procurar o conforto da paisagem que está para lá da nossa janela", teremos uma mente filtrada por um coração limpo, desengordurado e translúcido. Por onde passará toda a Luz, toda a Paz, todo o Conforto, Beleza e Cores... até nós, atingindo-nos onde mais necessitarmos!

Joaquim Coelho

Vida

"A vida não dá nem empresta, não se comove nem se apieda. Tudo quanto ela faz é retribuir e transferir aquilo que nós lhe oferecemos."

"A vida é como lançar uma bola contra a parede. Se for lançada uma bola azul, ela voltará azul, se for lançada uma bola verde, ela voltará verde, se a bola for lançada fraca, ela voltará fraca, se a bola for lançada com força, ela voltará com força. Por isso, nunca atire uma bola na vida de forma que você não esteja pronto, preparado para a receber."

"O ser humano vivência a si mesmo, seus pensamentos, como algo separado do resto do universo - numa espécie de ilusão de óptica de sua consciência. E essa ilusão é uma forma de prisão que nos restringe aos nossos desejos pessoais, conceitos e ao afecto apenas pelas pessoas mais próximas.

A nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão e fraternidade, para que ele abranja todos os seres vivos e toda a natureza na sua beleza. Ninguém conseguirá atingir completamente este objectivo, mas lutar pela sua realização já é por si só parte de nossa libertação e o alicerce da nossa segurança interior."

Um holista, sem dúvida, mas nunca deixando de ser um cientista. Quando uma menina da escola dominical de NY escreveu a Einstein perguntando se os cientistas rezavam, a resposta foi: "A investigação científica baseia-se na ideia de que tudo o que ocorre está determinado pelas leis da natureza. Por esta razão, um investigador científico dificilmente se verá inclinado a crer que os acontecimentos possam ser influenciados pela oração, ou por um desejo dirigido a um ser sobrenatural".

Na última década da vida, Einstein não estava bem de saúde. Sentia dores muito fortes no abdómen. Após dores graves, em 1948, foi internado no Hospital Judaico de Brooklyn, em Nova Iorque, e foi-lhe diagnosticado um aneurisma na aorta abdominal (uma espécie de saco na parede externa da artéria que podia ser fatal). Einstein não ligou muito. "Que rebente", disse, segundo relata o livro Possessing Genius: The Bizzarre Odyssey of Einstein’s Brain, da jornalista canadiana Carolyn Abraham. Por volta de 1951, o aneurisma estava a crescer. "Todos os que o rodeávamos sabíamos que a espada de Dâmocles pendia sobre nós. Ele também o sabia, e esperava-a, calmo e sorridente", disse Helen Dukas, secretária de Einstein desde 1928, numa carta a Abraham Pais.

Claro que a sua opinião provavelmente mudaria se estivesse vivo hoje, em posse de dados científicos como o de Masaru Emoto e das várias experiências holísticas e espiritualistas.

A 13 de Abril de 1955, sofreu um colapso. Ainda recuperou um pouco, mas no dia 16 o seu estado agravou-se e foi internado. Resistiu a fazer uma operação: "Quero partir quando quiser. É de mau gosto prolongar a vida artificialmente; já dei o meu contributo, é tempo de partir. Fá-lo-ei elegantemente."

Depois disso tudo, só posso concordar com a charge de Herblock que foi publicada no Washington Post alguns dias após a morte de Einstein.

significado espiritual do aniversário


aniversário, do latim anniversarius, ou ano do retorno, dia em que vim à luz, é a data em que se comemora espiritualmente mais um ano da sua vinda à matéria, para cumprimento kármico. Tudo no Cosmo funciona por ciclos, neste planeta azul também assim é... seja no micro ou no macro, os ciclos estão em tudo. O aniversário é também o fecho de um ciclo e o início de um novo ciclo.


Na sua comemoração está associada a simbologia da luz e do fogo (através das velas), representando o renascimento. Em diferentes culturas o dia do aniversário de uma pessoa é comemorado de modo diferente. No ocidente, por exemplo, é muito comum o costume de se apagar velas. A chama da vela representa a vida, ao apagar a vela de aniversário apaga-se simbolicamente o ano que passou, marcando o recomeço da vida.
Muito comum também nas comemorações de aniversário, o bolo teve origem na Grécia antiga e era oferecido a Artemis, deusa da fertilidade. O bolo de aniversário simboliza ainda o que o aniversariante construiu na sua vida, e dividir o bolo entre os presente é a representação da partilha da sua vida com as outras pessoas.
Nalgumas culturas não se comemora o aniversário das pessoas individualmente - no dia em que elas nasceram - mas sim colectivamente no dia de ano novo.

Há religiões em que é proibida a comemoração do aniversário, do Natal, etc.

O presente de aniversário no ocidente é uma tradição que surgiu a partir da mitologia cristã do nascimento de Jesus Cristo e da visita que recebe dos três Reis Magos, cada um oferecendo-lhe um presente.

Espiritualidade - Egoísmo e Férias


  Todos nós gostamos muito das férias. O descanso ao fim de um ano de trabalho, a quebra da rotina diária, o repouso, a praia e o afastar das pessoas com quem convivemos durante o resto do ano, são apenas algumas das razões.

  O que tem o Egoísmo a ver com as Férias? 
"As férias mais memoráveis que tenho são aquelas em que levei comigo pessoas que de outra forma não teriam férias fora de casa."

  Quando vamos de férias, queremos lembrar tudo o que nos possa fazer falta e tornar mais feliz - hotel, bens pessoais, locais a visitar, roupa, culturas, etc. etc.. Contudo, da mesma forma que procuramos esquecer o trabalho, rotina, patrões e colegas, esquecemos também todos os que conhecemos e que possivelmente gostariam de "ter férias", lembra-mo-nos deles na hora de colocarem o famoso like nas fotos do facebook, ficamos até magoados se somos ignorados nesses posts que tanto nos alimentam o Ego.

  A espiritualidade não é nada disso, a espiritualidade não se alimenta de ego, de vaidades ou de publicações sem sentido; uma vez que o ego elimina a espiritualidade no ser (dois corpos não ocupam o mesmo espaço ao mesmo tempo).

  É admirável quando o ser mantém os níveis espirituais e de solidariedade acima do egoísmo e da prepotência pessoal. Quando a pessoa que tem X de  euros para umas merecidas férias de 10 dias, se faz acompanhar de um conhecido, sem as mesmas posses, e em vez de 10 dias goza apenas 5 dias de férias, mas, na companhia de um amigo, essas férias deixam de ser pequenas, passam a gigantes... na companhia do amigo e de Deus!

  A partilha é o bem mais benéfico, inesquecível por ambos ( o que partilha e o que recebe), é a vibração espiritual mais elevada que se conhece, é o Amor, é o teste passado com distinção. Sempre fiz férias partilhando-as - as férias e a companhia - com outras pessoas (crianças e adultos) que não tinham a mesma possibilidade. Essas crianças são homens hoje, e quando nos reencontramos comentam: "as melhores férias que tive até hoje, jamais as esquecerei...". Isso perdura no tempo porque está no coração de alguém, afinal, "só é meu aquilo que um dia dei a alguém".

Boas férias!
Namastê,




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