Ajuda e Amizade ou Amizade e Ajuda?

À primeira vista parece não haver diferença; será que não? Muitas são as pessoas que adoram ajudar o seu semelhante, adoram tanto, que chegam a ser parte do problema em vez da solução. Contudo para muitos, ajudar os amigos é muitas vezes mais difícil do que ajudar a quem não conhecem.
Ajudar um desconhecido é simples: escutamos ou vemos a necessidade e se pudermos ajudar… lá está na ponta da língua o conselho ou qualquer outra ajuda casual.
Quando se trata de um conhecido a coisa pia mais fino, é mais pessoal, pois conhecemos a pessoa e se com um desconhecido avaliamos a necessidade pelo que somos como pessoa, aqui já é diferente pois avaliamos o problema do amigo pelo grau de amizade e afinidade que sentimos por ele. Temos tabelas invisíveis de amizade e medimos pelo que sentimos pela pessoa ou pelo que achamos que a pessoa sente por nós (avaliado pelo que nos faz e diz).
E quando ajudamos um desconhecido e mais tarde vem a fazer parte do nosso ciclo de amigos, essa pessoa entra assim “nos mais difíceis de ajudar”. Porquê mais difíceis? Porque não sabemos ser imparciais como com um desconhecido, não queremos falhar com a pessoa amiga, ou até porque achamos que é culpada da situação em que está; esta é muito comum: “a culpa é dela e ainda quer que a ajude, Deus não dorme”.
Muitas vezes também alguém a quem ajudámos “prega-nos” alguma e depois: “eu fiz isto e aquilo e esta é a paga”… porque tem a pessoa que ser diferente do que é apenas porque a ajudámos? Estaríamos a querer vender a ajuda? Tipo: ajudo-te e nunca me magoarás ou já não serei teu amigo? não te ajudarei nunca mais?

Quando a ajuda é desinteressada não importa se é amigo, conhecido ou desconhecido, não importa quem a pessoa é mas sim quem nós somos, as nossas acções definem quem somos e as nossas acções, pensamentos e julgamentos após uma situação inversa, apenas confirma quem realmente somos. Os testes estão aí.

O tamanho do coração de um ser não se mede pela capacidade de ajuda, mas pela capacidade de não julgar, se não julgar nunca haverá nada a magoar ou a perdoar, haverá apenas amizade e solidariedade. 
Joaquim Coelho

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