Tempo ou Falta de Educação/Referências?

Falta de Tempo ou Falta de Educação/Referências?

Pergunto-me o que é feito para terminar com este flagelo nas escolas. O que se faz para que isto possa ser uma miragem, uma lembrança do passado?

Estes e estas Jovens são apenas uma amostra dos jovens, um micro do macro que compõe a sociedade.
Li centenas de comentários feitos a este vídeo e a maioria apenas mostra violência para com os jovens, a maioria apenas mostra que é igual a qualquer pai ausente e que confrontado com um filme destes, solta "os bichos" nos professores, contínuos, polícia, governo, etc.. Pois a culpa reside sempre fora de nós! É tão mais fácil culpar os outros.

Tudo começa em casa, na educação, na atenção e no tempo que se dedica aos filhos.

Não é um problema de maus professores ou de mau policiamento, é um problema de pais, de família.
Não posso esquecer uma professora a chorar em reunião de "pais", pois quase lhe batiam e gritavam qual galinhas furiosas, que os seus filhos (com idades entre os 14 e os 16), não tinham educação e a culpa era dos professores.

O que vemos neste filme não são crianças de 6 ou 7 anos, são adolescentes muito cientes do mal e do bem, com a certeza do certo e do errado. Sabem o que estão a fazer e a quem o fazem, pois com outro rapaz não o fariam, podiam ter troco. 

Isto não é coragem, não é cobardia, nem o que lhe queiram chamar, isto é simplesmente falta de respeito, falta de educação e de princípios morais e sociais. Os pais onde estavam quando deviam dar - mostrar - ensinar esses princípios? 

Possivelmente a trabalhar 8 horas por dia, com 2 horas de trânsito de manhã, mais 2 no final do dia... e muito cansados para ter tempo para dedicar aos filhos... A ama ou os professores que o façam. "Preciso de ter tempo para mim, preciso descansar"!

As amas servem para limpar, alimentar, cuidar e ajudar num trabalho escolar, não para substituir os pais.
Os professores servem para transmitir alguns conhecimentos e valores, não para educar os filhos alheios.
Os Pais servem para educar e transmitir valores pessoais, sociais e familiares... e não apenas para comprar uns computadores, uns telemóveis e umas consolas para consolar e substituir os valores e ensinamentos que teimam em ter pouco tempo para o fazer, com desculpas esfarrapadas de cansaço. 

Cansaço era trabalhar 14 e 18 horas por dia ao sol, de enxada na mão, e ter tempo para educar, para ser uma referência, para ser um PAI ou uma MÃE!

As doenças sociais têm as suas consequências, estes são os filhos que usam e abusam dos colegas. mas não podem ser duas pessoas: o que são aqui, são em casa. Por isso, estes são os filhos que mais tarde maltratarão verbal e fisicamente os seus pais, e que um dia, não terão tempo para os pais e os "enterram" em lares sem sequer os visitar.

No fecho de um ciclo o início de um novo ciclo! e assim tudo continua igual; o que existe em cima existe em baixo, o que existo no micro existe no macro, pois o macro não é mais que a soma de vários micros!

Conclusão: A sociedade é feita de um conjunto de famílias e as famílias são compostas por um conjunto de pessoas. Por isso, o que somos maioritariamente  na individualidade, será o que haverá mais nos seios familiares, e consequentemente o que abundará na sociedade.

Não adianta dizer "eu não sou assim", "o meu filho não é assim"... alguém tem que ser assim para haver tanto disto, claro que o nosso filho é diferente, "eu quase nem conheço o meu filho", mas é diferente... é meu!


Curioso, não está nenhum pai neste filme... cheguem perto de um desses pais, e sem provas, contem ao pai de um destes jovens que o seu filho (a) fez isto a este jovem...
Dirá: IMPOSSÍVEL, é meu filho, sei que seria incapaz de um acto destes. O mesmo que você pensa hoje do seu filho em relação a este filme, pois o seu filho não está aqui representado.
Veja o VídeoJovem é vítima de bullying na Figueira da foz.
Isto aconteceu numa escola Portuguesa,
São 13 minutos a levar porrada!



Namastê,
Joaquim Coelho
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J. Coelho no facebook: 
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Ajuda e Amizade ou Amizade e Ajuda?

À primeira vista parece não haver diferença; será que não? Muitas são as pessoas que adoram ajudar o seu semelhante, adoram tanto, que chegam a ser parte do problema em vez da solução. Contudo para muitos, ajudar os amigos é muitas vezes mais difícil do que ajudar a quem não conhecem.
Ajudar um desconhecido é simples: escutamos ou vemos a necessidade e se pudermos ajudar… lá está na ponta da língua o conselho ou qualquer outra ajuda casual.
Quando se trata de um conhecido a coisa pia mais fino, é mais pessoal, pois conhecemos a pessoa e se com um desconhecido avaliamos a necessidade pelo que somos como pessoa, aqui já é diferente pois avaliamos o problema do amigo pelo grau de amizade e afinidade que sentimos por ele. Temos tabelas invisíveis de amizade e medimos pelo que sentimos pela pessoa ou pelo que achamos que a pessoa sente por nós (avaliado pelo que nos faz e diz).
E quando ajudamos um desconhecido e mais tarde vem a fazer parte do nosso ciclo de amigos, essa pessoa entra assim “nos mais difíceis de ajudar”. Porquê mais difíceis? Porque não sabemos ser imparciais como com um desconhecido, não queremos falhar com a pessoa amiga, ou até porque achamos que é culpada da situação em que está; esta é muito comum: “a culpa é dela e ainda quer que a ajude, Deus não dorme”.
Muitas vezes também alguém a quem ajudámos “prega-nos” alguma e depois: “eu fiz isto e aquilo e esta é a paga”… porque tem a pessoa que ser diferente do que é apenas porque a ajudámos? Estaríamos a querer vender a ajuda? Tipo: ajudo-te e nunca me magoarás ou já não serei teu amigo? não te ajudarei nunca mais?

Quando a ajuda é desinteressada não importa se é amigo, conhecido ou desconhecido, não importa quem a pessoa é mas sim quem nós somos, as nossas acções definem quem somos e as nossas acções, pensamentos e julgamentos após uma situação inversa, apenas confirma quem realmente somos. Os testes estão aí.

O tamanho do coração de um ser não se mede pela capacidade de ajuda, mas pela capacidade de não julgar, se não julgar nunca haverá nada a magoar ou a perdoar, haverá apenas amizade e solidariedade. 
Joaquim Coelho

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