RECETIVIDADE - APRENDIZAGEM - CONDIÇÃO

Salvé irmãos,
normalmente, quando precisamos de ajuda socorremo-nos das fontes possíveis. Familiares, amigos, médicos, fé, crença e demais vibrações que nos circundam e escolhemos consoante a ajuda necessitada para o problema que os aflige.

Como não sabemos (nem conseguimos) resolver o problema, não só procuramos fora de nós a ajuda, como procuramos também quem nos resolva o problema, nós já não conseguimos!
...
É muitas vezes este o estado em que chegam até nós os pedidos de ajuda e na maioria das vezes chegam desiludidos consigo mesmo, com a vida e com as pessoas, o que faz com que a pessoa esteja pouco, muito pouco receptiva à ajuda. Está receptiva à resolução do problema, o que é outra coisa.
Muitos são os problemas mas, a receptividade é fundamental para a resolução dos mesmos, é como uma sopa, em que a pessoa tem todos os legumes, temperos e recipiente para a fazer, mas falta-lhe algo. De cada vez que tenta cozinhar a sopa não consegue, quando pergunta à sua volta, ninguém lhe sabe dizer mais a não ser "lamento, se precisares de ajuda diz". Ela já disse queprecisa de ajuda, vamos ajudar!

Quando chegam a nós, explicamos que o ingrediente que falta nós temos para oferecer. Muito já o não querem por ser oferecido, outros? bem, outros querem o ingrediente, mas nas suasprópras condições. Se fosse nas suas condições ela saberia fazer a sopa, saberia qual o ingrediente que falta.
todos os que falta o ingrediente, com maior receptividade ou menor, explicamos que falta a àgua na sopa, sem água não a pode cozinhar, sem água nunca terá sopa a não ser que lhe tragam a sopa já pronta, o que resolverá a refeição imediata, mas não as futuras.

Oferecemos a água necessária para a sopa, oferecemos a nossa "cozinha" para que treine a confeção da sopa, mas não cozinhamos por si,senão não aprenderia.
Aos que necessitam que lhes façam doem os ingredientes todos, panela, fogão, claro que cozinhamos para eles até o conseguirem fazer por si mesmo, mas algo não conseguimos nem podemos fazer: comer a sopa por ele, tem de estar receptivo, sem recetividade não há refeição.

Nunca confundam o que a pessoa pensa que precisa com o que realmente necessita, por isso e para isso temos as ajudas espirituais das entidades presentes.

por tudo isto somos uma escola mística iniciática, ensinamos cada um a ser o GRANDE CHEF da sua própria cozinha e um dia, oferecemos a possibilidade de ficar connosco a ensinar outros a cozinhar a sua própria sopa, pois o que mais precisa de aprender é aquele que ensina a outro como fazer.

A satisfação do fechar do circulo é uma realização pessoal, o fecho do circulo acontece depois de unificadas as 3 forças representadas: RECETIVIDADE - APRENDIZAGEM - CONDIÇÃO

Namastê,
JC

O GRANDE PANTANAL

(uma visão de Joaquim Coelho)
Vivenciamos uma experiência neste grande Pantanal, deparando-nos nós com as dificuldades inerentes a qualquer pântano. Atolamos de quando em quando ou simplesmente caminhamos sem direção, na maioria das vezes.
 
Por não sabermos que sentido tomar, ou sequer se há um sentido, criamos os nossos próprios destinos pois não sabemos fazer nada que não tenha um propósito, um objetivo a atingir. Criamos então os nossos objetivos materiais, físicos, mentais ou espirituais com base no nosso conhecimento e entendimento.
 
Isso não é condicionamento, é falta de conhecimento puro, e por isso, seguimos indicações de faroleiros que, tal como nós, possuem pouco conhecimento, mas que são portadores de um ego gigante que os leva a crer serem faroleiros e que podem ajudar a si e aos outros, ou simplesmente tirar partido do desconhecimento dos outros e serem vistos como faroleiros credíveis e sérios. É isso que procuram mostrar.
 
Na maioria dos PANTANAIS existentes neste GRANDE PANTANAL, existe pelo menos um FAROL para nos ajudar, para nos guiar por este caminho pantanoso: é manuseado por FAROLEIROS invisíveis que não pretendem mostrar-se acima dos caminhantes, mostram-se lado a lado, até na linguagem utilizada. Acima apenas está o FAROL, a LUZ acesa do FAROL, que varre toda a área contaminada e perigosa.
 
Estes verdadeiros faroleiros não favorecem ninguém em particular, favorecem o Todo. Não escolhem ninguém do grupo que caminha no Pantanal, não estão aqui para ajudar, mas sim para servir, por isso estão lá, sabemos onde estão, não precisamos procurar muito para os encontrar. Se estivessem para ajudar andariam atrás dos que, entenderiam eles, estivessem perdidos e fazendo com que, os que merecessem ser guiados os não encontrassem.
 
Um FAROL não existe para indicar um caminho, nenhum farol aponta o caminho a seguir, um FAROL existe para nos alertar, para nos indicar que caminho não seguir: quando o Faroleiro acende a Luz do Farol, está a indicar aos navegantes que não devem seguir por ali.
 
Se teimarmos em contrariar a indicação iremos embater nas ROCHAS, nos OBSTÁCULOS e afundar o navio que tanto devemos estimar, a escolha foi nossa, estávamos avisados.
 
O Farol não nos indica o caminho a seguir, podemos escolher qualquer caminho diferente daquele onde está o Farol, sem nos afundarmos. Claro que apenas um desses possíveis caminhos é o mais indicado, o mais fácil, mas, dependendo dos nossos objetivos, dos nossos critérios pessoais e sociais, das nossas vontades e do nosso discernimento, assim escolheremos o CAMINHO a seguir.
Todos são caminhos, menos aquele indicado pelo FAROL. Esta é a sua função, PROTEGER – ALERTAR para os perigos eminentes.
 
Neste Grande Pantanal, que conhecemos por PLANETA TERRA, tenho o merecimento de viver num Pântano (CIDADE) onde existe um FAROL a que chamam Escola Mística do Forte da Casa e onde tenho a referência de dezenas de FAROLEIROS (invisíveis) que me vão indicando o caminho que não devo seguir, mas com a certeza de que a escolha é sempre minha, sou eu quem decide.
 
E muitas vezes acontece que, não basta o farol estar aceso para me alertar dos perigos daquele percurso, teimo em ser CEGO, o Ego fala mais alto, a sua luz ofusca-me, substituindo assim o Farol nas minhas escolhas, iludindo-me.
 
Por vezes é necessário que o Faroleiro incida as LUZES do FAROL bem de frente aos meus olhos, outras vezes necessito que o Faroleiro VARRA de ponta a ponta, de um lado ao outro a escuridão que me envolve, “magoando” a “luz” do meu EGO, e assim eu possa desviar o percurso, SALVANDO-ME a mim, este espírito que vos escreve este pensamento, e ao meu NAVIO, este corpo onde habito, para esta viagem ilusória neste Plano, nesta caminhada, nesta jornada que faço na vossa companhia, lado a lado.
 
Joaquim Coelho
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