O Discernimento e a Evolução Espiritual

O discernimento é a capacidade correcta e efectiva, no seu aspecto positivo, de escolher perante as opções que se apresentam; seja uma acção, palavra ou pensamento.

Claro que na maioria das nossas acções está já o discernimento, é uma consequência deste, uma vez que todos nascemos com a noção do certo e do errado, facilitando assim a escolha da maioria das situações que vivenciamos ao longo da vida.

Torna-se igual ao respirar; o oxigérnio está à nossa volta, apenas precisamos respirar... mas inspirar e expirar é um acto, uma acção, um trabalho nosso, que executamos de forma instintiva. Por isso, Discernimento é instinto, é natureza pura e positiva.

Muito se fala de Discernimento, mas sem explicar de forma entendível o que isso é; parecendo que se baseia em escolhas de momento, ou simplesmente do conhecimento de alguns; na realidade, quantos de nós escolhem um pensamento? Ao pensarmos em algo, já está pensado, não houve escolha, o que há é arrependimento ou prazer após o pensamento.


Isso prova que Discernir é antes do acto, ou seja, o Discernimento vem da aprendizagem e do hábito de avaliarmos os nossos actos, pensamentos e palavras; quando avaliamos um acto e nos arrependemos dele por ser errado ou menos nobre, na próxima situação semelhante escolheremos o contrário, nesta acção contrária é que está implícito o discernimento.

O que tem o Discernimento a ver com a Evolução Espiritual?

Na realidade, a verdadeira Evolução Espiritual vem com a aplicação e desenvolvimento do discernimento, é o seu motor, o seu combustível e o seu caminho.

Esta trindade: Movimento, Combustão e Acção, são a causa que provoca o efeito; ou seja, é através destes elementos naturais que o ser Evolui.
Ninguém é mais Evoluído Espiritualmente, por ter dezenas de cursos místico, ou outros; esses cursos servem como veículo de informação e não como alimento da acção.

“O caminho é estreito”, “poucos serão os escolhidos”, são frases que nos acompanham desde a infância, mas, este efeito e esta acção estão ao alcance de todos em todas as circunstâncias, e não ao alcance dos SONHADORES, DOS VENDEDORES DE SONHOS E DOS MATERIALISTAS.

Com a subida vibratória do Planeta, que se avizinha a passos largos, acompanharão essa subida vibratória as pessoas que mais DISCERNIMENTO e EVOLUÇÃO ESPIRITUAL atingirem até lá, seja em que lugar for e em que profissão for; por isso mesmo: CHEGOU A HORA, CHEGOU A HORA JÁ!


Por isso mesmo, Discernimento e Evolução Espiritual são uma causa e um efeito, que fazem parte da vida e acessíveis a todos os seres vivos; e não uma condição ou uma plataforma de acesso a “ALGUNS ESCOLHIDOS”.

O alimento da acção são as “BOAS ESCOLHAS DO DIA A DIA”. Está provado que existem mais seres evoluídos nos meios profanos que em Templos e em Cursos Energéticos e de Elevação; existem mais pessoas evoluídas espiritualmente, atrás de balcões, em hospitais, a lavar escadas, etc... que em centros espíritas ou em gabinetes de terapias.

Retire 10 minutos ao final do dia e reflita sobre o dia que findou, reflita em que circunstâncias ajudou, em que circunstâncias não ajudou e em que circunstâncias foi ajudado; isso eleva o espírito e é a escada que leva ao DISCERNIMENTO, no final desta escada? ENTRA NO PATAMAR DA EVOLUÇÃO ESPIRITUAL.

JC
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O famoso poema "Pegadas na Areia" fez 40 anos, já se conhece a sua origem


Quase todos literalmente - já leram, ao menos uma vez, o poema Pegadas na Areia. Em versos singelos, ele é uma mensagem que tem confortado e inspirado milhões de pessoas há 40 anos.
 
O relato é simples. Uma pessoa observa a trajectória da sua vida na forma de pegadas deixadas na areia. Ao lado das suas, há outro par de pegadas deixadas por Jesus Cristo, numa metáfora de que o Senhor caminha sempre ao lado daqueles que n´Ele confiam.
 
A dado momento o peregrino percebe que há apenas um par de pegadas marcadas no solo - justamente nos momentos mais difíceis da sua vida. Então, indaga ao Mestre porque o deixara sozinho nas horas de aflição. Jesus, então, responde ao seu interlocutor que só havia um rasto porque ele estava a carregá-lo nos Seus próprios braços.
 
Um dos poemas mais conhecidos de todos os tempos, Pegadas na Areia é particularmente querido pelos crentes, que encontram ali uma síntese do Evangelho. Ele já foi reproduzido de todas as formas, em quadros, cartões, marcadores de livros, ornamentos, T-shirts e uma infinidade de produtos; Inúmeras residências, escolas, escritórios e hospitais ostentam, na parede, flâmulas com o texto impresso.
 
Normalmente considerado anónimo, o que poucos sabem é que o autor, ou melhor, a autora de Pegadas na Areia tem nome e sobrenome. Trata-se da Canadiana Margaret Fishback Powers, que, além de ser uma crente convicta, mantém um ministério internacional voltado para a evangelização de crianças.
 
"Muita gente pensa que Pegadas na Areia é fruto apenas da minha criatividade. Porém, para mim, o poema foi uma experiência bem real, composto num momento de grandes expectativas e poucas certezas na minha vida", diz a autora.
 
A sua proximidade com a fé e as letras vem de longe. Desde a adolescência, quando era missionária e dava aulas a crianças no Quebec, no Canadá, ela demonstrava talento especial para a escrita.
 
A história do poema começou quando Margaret foi para um retiro de jovens da igreja, auxiliando o então namorado Paul, um dos responsáveis pelo evento.
 
"Era o dia de Acção de Graças de 1964 e, ao chegarmos, fui dar uma volta na praia com ele", recorda.
O compromisso era recente - estavam juntos havia apenas seis semanas - e Paul acabara de pedi-la em casamento. Entretanto, o jovem casal tinha poucas esperanças de futuro.

"Éramos muito diferentes um do outro. Paul tinha um passado marcado pela violência e drogas. Não tínhamos perspectivas profissionais ou financeiras pela frente e nem mesmo sabíamos se as nossas famílias e a igreja iriam apoiar-nos", conta Margaret.

De volta do passeio, notaram que as ondas apagaram algumas pegadas, deixando apenas um par visível.
"Talvez isso seja um prenúncio de que os nossos sonhos serão levados água abaixo", sugeriu ela.
"Não!", protestou Paul, para, então, tomá-la nos seus braços e concluir:
"Teremos turbulências, mas seremos um só na caminhada. E o Senhor tomar-nos-á assim, em Seus braços, se confiarmos e tivermos fé n'Ele".

Aquelas palavras românticas ficaram marcadas no íntimo da jovem. Naquela noite, ela não conseguiu dormir e orou bastante. No dia seguinte, apresentou ao namorado não apenas a sua certeza em Deus, do casamento e futuro dos dois, mas o poema que, anos depois, tanto sucesso faria, ainda com o título “Eu tive um sonho”.

Paul fez questão de declamá-lo a todos no encerramento do retiro. Margaret não podia ter a menor noção da proporção que tomariam os versos simples que acabara de escrever. Anos depois, já casada, ela reencontraria a sua obra de forma completamente inesperada. O seu marido sofreu um acidente e recuperava no hospital.

"Eu estava na UCI, e uma enfermeira, querendo consolar-me, segurou na minha mão e começou a recitar o poema", conta Paul Powers, hoje um respeitado pastor baptista em Vancouver, no Canadá. E as surpresas não pararam. Tempos depois, qual não foi o espanto de Margaret ao deparar-se na rua com um imenso outdoor que estampava os versos?
"Voltei para casa a correr, toda eufórica", lembra.

A partir dali, a luta foi provar que o poema, já então conhecido como Pegadas na Areia, não era anónimo.
"Tínhamos mais de 200 testemunhas que o ouviram e receberam uma cópia naquele retiro. Além disso, ainda o havia escrito na abertura do nosso álbum de casamento, em 1965", explica Margaret. A sua autoria foi finalmente reconhecida.

Margaret não arrisca dizer como Pegadas na Areia se espalhou pelo mundo, nem a quantos lugares já chegou. Mas certamente são muitos. Apenas o livro que conta a sua história, e que foi agora lançado em Português no Brasil, já foi publicado em mais de 20 países. "É o agir de Deus", simplifica a autora, uma simpática senhora que prefere não revelar a idade.

Ela já escreveu dez livros e compôs outros 16 mil poemas, a maioria com temática cristã. Alguns também são bastante conhecidos pelo público, como Carta de um Amigo, que muitas igrejas utilizam como material evangelístico.

O talento literário da poetisa também é instrumento de acção social. O casal criou e dirige a Little People Ministry Association, ministério interdenominacional que promove assistência a crianças de todo o mundo.
"Agora estamos a treinar jovens que trabalharão na evangelização infantil em países como Tailândia, Costa Rica, Japão e no Caribe", diz Paul Powers.

Uma boa parte dos recursos do ministério vem dos direitos de autor da obra de Margaret. Além disso, os seus textos são alguns dos principais recursos didáticos do Little People, usados nas aulas para crianças em milhares de escolas, hospitais e orfanatos.

Naturalmente, a autora tem recebido, ao longo destes anos, inúmeros relatos de gente que associa Pegadas na Areia a alguma situação de suas vidas. Geralmente, são pessoas que encontraram no poema alento em situações de dor, doença ou morte.

Um dos casos que mais a emocionou foi o de um soldado americano na primeira Guerra do Golfo, entre 1990 e 1991. "Li num jornal que um fuzileiro sobreviveu inexplicavelmente ao atravessar um campo minado".

O curioso é que o recruta passou pelo terreno sem saber das minas enterradas, que só foram descobertas pelos peritos em desminagem depois. Algumas minas estavam exactamente ao lado das suas pegadas.
"Muita gente disse que foi pura sorte, mas o rapaz fez questão de mencionar o poema e dizer que foi Cristo que o carregou nos braços ali"; comenta Margaret.

Palavras que inspiram e consolam

Uma noite eu tive um sonho.
Sonhei que estava andando na praia com o Senhor e,
através do céu,
passavam-se cenas da minha vida.
Para cada cena que se passava,
percebi que eram deixados dois pares de pegadas na areia;
um era meu e o outro, do Senhor.
Quando a última cena da minha vida passou diante de nós,
olhei para trás, para as pegadas na areia,
e notei que muitas vezes, no caminho da minha vida,
havia apenas um par de pegadas na areia.
Notei também que isso aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiosos do meu viver.
Isso entristeceu-me deveras, e perguntei, então, ao Senhor:
"Senhor, Tu disseste-me que, uma vez que eu resolvera te seguir,
tu andarias sempre comigo em todo o caminho,
mas notei que, durante as maiores tribulações do meu viver,
havia na areia dos caminhos da vida apenas um par de pegadas.
Não compreendo porque,
nas horas em que mais necessitava de ti,
Tu me deixaste".
O Senhor respondeu-me:
"Meu precioso filho.
Eu amo-te e jamais te deixaria nas horas da tua prova e do teu sofrimento:
Quando viste na areia apenas um par de pegadas,
foi exactamente aí que Eu te carreguei nos braços"

(enviado por anonimo)

natureza humana não está preparada para viver em sociedade

A natureza humana não está preparada para viver em sociedade, está vocacionada para a vivência tribal, está no nosso ADN, na nossa matriz; conseguimos manter umas vivências mais ou menos sociais, desde que isso não interfira com o nosso ego, com as nossas vaidades e quereres, socialmente somos artigos numa montra, na esperança que alguem compre ou copie de nós, para assim nos sentirmos mais importantes, mais influentes.

Na realidade, no que toca a convivência, partilha e aprendizagem, somos simples tribais, em que procuramos as fragilidades nos outros, permitindo assim que nos sintamos acima, melhores que aquele; conhecer as fragilidades e atacar por aí é o que melhor sabemos fazer, é o que melhor faz sentir o ser; podemos ver isso constantemente à nossa volta, nós incluídos.

Todos adoram dar um prato de sopa a um necessitado, desta forma sentem-se bem, superiores, pois o outro tem menos que nós; será que tem?

Da mesma forma atacamos quem tem uma vida melhor, uma vida regular e acima da média, simplesmente porque nos sentimos inferiores. Normalmente o mesmo que adora ajudar um mendigo com uma sandes e um caldo verde, adora da mesma forma rebaixar e dizer mal daquele que não precisa de ajuda para comer e até tem um carro melhor que ele; apenas muda o sentimento, num há raiva incluída; espectros do Ego.

Chega-se ao cumulo da andar á procura de necessitados, bastando muitas vezes olhar para o lado.

Acontece até que adoramos ajudar o mendigo, mas se o rico precisar um dia de ajuda, logo o apontamos como pagador de algo... bem-feito!

Os olhos humanos são toscos, tão toscos que apenas percebem 10 movimentos por segundo, tão toscos que não conseguimos ver a lâmpada do nosso candeeiro a acender e a apagar 50 vezes por segundo (50 HRTZ); é essa visão tosca e trimidensional que nos ajuda a sermos menos humanos, menos sociais e mais tribais; o "desgraçado" materialmente pode ser mais rico que nós, assim como o mais rico materialmente pode ser mais evoluido que nós... o mérito explica isso.

Ao entrar numa sala de espera de um qualquer hospital, se estiver uma criança sem pernas numa cadeira de rodas e um idoso na mesma situação, a maioria pensará ou dirá: coitada da criança, se Deus existisse lá havia casos destes?

Ao olhar o idoso os mesmos pensam: Se Deus te marcou é porque algum erro achou!

Nem se apercebem que num caso incluem Deus na equação e na outra repelem essa ideia.

Incrível como dois seres, um no principio da vida e outro que passou uma vida de sofrimento, os olhos vejam apenas o que queremos que vejam, mesmo que ambos tenham sido colegas de armas numa qualquer guerra, numa qualquer vida anterior.

Da mesma forma é comum um pai viuvo dizer ao filho que a mãe foi para o céu, foi ter com Deus, aos adultos o mesmo pai ou mãe dirá: Se Deus existisse porque me aconteceria isto?

Quando reparamos que os ditos mais espiritualizados sobem ao seu pedestral e se julgam mais evoluidos que os outros, lembrem que cristo era um mendigo e simples carpinteiro, eram os menos evoluidos que muitas vezes matavam a fome ao Mestre.

Se ajudamos é porque só nos lembramos de ajudar no Natal, é porque está a ajudar porque é Sábado e o resto da semana? Existe sempre a critica, na maioria dos casos até pensamentos como "devia ter-me lembrado deste evento", agora é este ou aquele que o faz; e quando muitas vezes se fazem algumas boas acções, logo de imediato teimamos em as estragar, trazendo fotos dos ajudados como se uma montra tivesse de ser enfeitada, ou desatamos a escrever que fizémos isto e aquilo de bom ao nosso semelhante, usamos a miséria alheia para nos auto-promovermos samaritanamente, como se precisássemos desse estandarte constante aos olhos dos outros. Quem verdadeiramente ajuda fica calado, interioriza a ajuda.

Não somos hoje diferentes do que éramos há 3500 anos atrás, essa é a realidade espiritual dos dias de hoje; muita informação tecnologica e espiritual, mas adaptada aos Desejos e Egos pessoais; não Universais!

Uma simples manada no reino animal é mais sábia que o ser humano; os predadores caçam em conjunto, defendem-se em conjunto, alimentam-se e deslocam-se em conjunto, vivem em sociedade.


Quando uma manada é atacada, toda a manada foge, defende-se; defende os mais pequenos e os mais adultos de igual forma e medida adequada, defende os fortes e os fracos, são uma sociedade; desistem do ferido não por oportunidade de fuga, mas por saberem que nada mais há a fazer, até ali não desistem.

JC

O Amor da Pitinha

A pitinha a que me refiro neste texto, nada tem a ver com as "pitinhas da net", refiro-me a uma ave muito comum, pouco maior que um pardal e que não sobrevive em cativeiro, uma vez numa gaiola sobrevive apenas uns dias; é uma ave que normalmente é apanhada com costelos, que é uma ratoeira para aves, sendo depois usada na alimentação humana.

Quando era jovem, acompanhava o meu pai na "caça" destas e outras aves, que serviam depois como petisco, mas o que mais me lembro destas aves e que me faz escrever este artigo, era a beleza desta ave, a suavidade e a entrega à família, ao bando.

Lá ía eu acompanhando meu pai na armação e colocação das formigas de asa nos costelos; e ainda estávamos nós a colocar outro costelo uns metros à frente do anterior e já uma pitinha estava presa, a maioria das vezes morta; era a chamada ave estúpida pela facilidade com que se apanhavam.

Não precisávamos sequer de olhar para ver se alguma pitinha tinha caído na nossa armadilha, bastava ouvir o chilrear do bando que mesmo connosco ali tão perto, sobrevoava em circulos o elemento preso e moribundo, roçando o ente perdido, era a ultima despedida, apenas se afastando quando a ave ficava inerte; eram segundos, por vezes minutos de uma entrega e beleza rara.

Lembro a aflição do bando que contrastava com a quietude do elemento preso, o chilrear que mais parecia um lamento ou uma despedida.

Ainda hoje, passados 30 anos, quando por vezes me cruzo com um acidentado ou alguem caído com um ataque de epilepsia e vejo as pessoas que apenas movidas por uma curiosidade mórbida se aproximam disputando até os lugares de melhor visibilidade, me lembro das pitinhas e penso: "Que aves tão estúpidas, Temos tanto a aprender!"


JC
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