Seremos mais inteligentes que um rato?

Um cientista fez uma experiência com ratos ao longo de umas décadas.

Este cientista pretendia estudar o comportamento dos ratos num espaço e condições restritas, então, colocou uma população de ratos numa ilha deserta, deixando os animais em plena natureza, para assim poder estudar a sua adaptação ao ambiente em que foram inseridos.

O que notou de início foi algo de normal, os ratos alimentavam-se do que a ilha lhes oferecia e procriavam "que nem ratos", elevando em pouco tempo a população, a um numero incalculável de animais.

Em poucos anos o alimento começou a ser escaço, começou a faltar alimento para a enorme quantidade populacional de ratos na ilha, os ratos existiam em numero superior ao que a natureza podia oferecer como recurso alimentar.

O que se notou seguidamente foi mais uma vez o que se podia esperar, os animais gladiavam-se entre si, servindo os mais fracos, de alimento aos mais fortes (onde já vi isto?). Esta situação durou durante um grande período de tempo, chegando os membros adultos das comunidades a comer os recém nascidos.

A partir daqui o que acontece surpreendeu toda a comunidade científica, anos passados, começou a ver-se ratos adultos e saltar das falésias e penhascos, em direcção ao mar, num acto suicida, sacrificando-se pela comunidade, reduzindo assim o numero de indivíduos na ilha de uma forma drástica, permitindo assim aos restantes, ter a condição e equilibrio de alimentação natural.

O que se seguiu foi ainda mais surpreendente, nunca visto, os ratos, que como todos sabemos, se reproduz de uma forma anormal, começou a sofrer alterações naturais, ou seja: As fêmeas, em vez das ninhadas habituais de uma dezena de crias ou mais, começaram a parir ninhadas de 2 e 3 animais apenas, adaptando de uma forma natural a população aos recursos naturais.

A conclusão desta experiência deixou de ser apenas o estudo do comportamento dos ratos num ambiente restrito, passando a ser um estudo da própria natureza. Nenhum rato ou rata poderia escolher ter menos filhos por ninhada, nem conhecem as famosas "camisinhas" a não ser dos esgotos, a Natureza encarregou-se de promover, criar o equilibrio, dando assim condição à população de subsistir sem se alimentarem uns dos outros.

Será a Natureza um ser inteligente?
Haverá algo, completamente fora do nosso entendimento que provoque tudo isso?
Estas perguntas irão acompanhar o homem, seja cientista ou não, ao longo da nossa existência.

JC

As correntes e os Elefantes

Todos nós caminhamos neste Pantanal (Planeta), presos a correntes invisíveis. Essas correntes foram criadas por nós, umas úteis por nos manter com "OS PÉS NA TERRA" mas outras ( a maioria), sem sentido e altamente prejudiciais.

Uns chamam-lhe karma, outros azar, coincidências, estar no lugar errado à hora errada, etc.

A maioria das chamadas doenças mentais são a prova da existência dessas correntes invisíveis, que nos mantêm presos a dogmas, desamores, valores negativos, crenças, e demais condicionadores e condicionantes.

Olhemos o Elefante, que está preso a uma corrente num qualquer circo.

Aquele elefante adulto, tem força para derrubar uma árvore pela raiz, voltar um jipe ao contrário, elevar um predador no ar como se de uma pena se tratássse, mas preso áquela corrente que apenas tem uma estaca de madeira espetada no chão, ele nada faz, nem tenta puxar a corrente e SER LIVRE.

Acontece que aquela corrente não foi colocada agora, a corrente é para o elefante o mesmo que uma pulseira no nosso pulso, já nem a sentimos por tão habituados.

Um dia, era o elefante pequeno, prenderam uma corrente à sua perna, a corrente era forte e ele muito jovem, sem força para a corrente. Ele tentou de todas as formas possíveis, com todas as suas forças, libertar-se daquela corrente, queria SER LIVRE, mas não conseguiu.

Foi crescendo com aquela corrente presa à perna, e agora que é adulto, nem tenta arrancar aquela corrente e ir embora, desistiu, deixou de acreditar, acha ainda hoje, que não consegue arrancar a estaca que o prende á corrente.

O que fica gravado na nossa mente, no nosso perespírito, é o que temos por certo e aceite, seja sofrimento ou alegria, dependendo das correntes invisíveis que nos amarram ao Pantanal, então, usamos do NÃO SOU CAPAZ, do TEM QUE SER ASSIM.

Só nós podemos libertarmo-nos das nossas correntes, para assim podermos viver uma vida harmoniosa na compreensão e no Amor, livres como homens e como espíritos, na busca de uma condição melhor.

JC

O Encantamento das Serpentes

As pessoas ao longo dos séculos, têm a tendência de seguir Gurus espirituais e outros.

Ele são os Papas, os Padres, os Pastores, os Dalai Lama, Oradores, Gurus da madeira, do ferro, do ar, dos sonhos, das ilusões...

E num ritmo desenfreado, num modelo material de consumismo, o "mercado" está sempre aberto a novos Gurus disto ou daquilo, mesmo que faltem ideias (ESTUDOS DÃO TRABALHO E DEMORAM A VIDA INTEIRA), todos são co-criadores de algo, enviados daqui e dali e até Marcianos.


Sim, Marcianos, leram bem. Conheço uma senhora que está convencida que está neste planeta por empréstimo (segundo ela), pois fazia aqui falta e enviaram-na para nos ajudar.


Mudam-se nomes ao que já existe, e pronto, nova espiritualidade... venham os curiosos e crentes em tudo, que colocamos mais uns pozinhos e funciona.


Que tem isto a ver com o ENCANTAMENTO DE SERPENTES?
Simples, imaginem um encantador de serpentes e a serpente dentro do cesto, o sr começa a tocar a sua flauta e a serpente começa a subir, elevando-se no ar, suportada pelo seu próprio corpo.


Nós, pensamos que aquela música horrivel é boa para a serpente, a sepente ouve a musica e reage à mesma.


Nenhum pensamento podia estar mais errado que este, a serpente não ouve música, nem sabe o que isso é, diria até que o tocador da flauta nem sabe o que é música, quanto mais a serpente.


O que faz a serpente reagir não é a musica, mas sim o movimento da flauta, quer isto dizer que, se o sr fulano utilizar um pau e o mexe rá frente da serpente, o resultado é o mesmo, mas assim todos o fariam, sabiam fazer e então ele não tinha publico, clientes.


Os encantadores de pessoas, com temas espirituais que parecem ser do conhecimento de poucos, mistificam tudo e usam da mesma ferramenta, porque as pessoas não sabem que: TODO O SER HUMANO É MÉDIUM e que todos, mas todos, podem desenvolver conhecimentos espirituais, bastando para isso frequentar uma escola mística iniciática (gratuita).


Apoiemos os encantadores de serpentes...


JC

Egos e sentimentos, a Perda de um filho

Quando perdemos um filho, é como se fossemos ar quente dentro de uma garrafa.

O caos interior é tão grande, que a sensação é para lá do vazio.

Nem a "grarrafa" vazia sentimos, não sentimos nada, apenas espanto, frustação, impotência, descordenação física e mental.

São momentos em que nem ouvimos o que nos dizem, não conseguimos sentir palavras ou acções, apenas queremos o silêncio, a solidão, para assim tentarmos "arrumar" o turbilhão que vai em nossa cabeça, procurar arrumar a cabeça, procurar raciocinar... acto impossível numa mente confusa.

O luto deve ser feito, tem que ser feito, mas o luto é feito interiormente, o luto é o arrumar, o aceitar, o libertar o ser que partiu.

O acto do luto é importante para ambos os lados, começa em nós e liberta o que partiu, dá-lhe paz, bem estar, harmonia, mesmo que nós não a tenhamos.

A morte, o desencarne, é tão natural quanto o nascer, sempre se nasceu e morreu, uns antes e outros depois, uns mais cedo e outros mais tarde, não posso ser egoísta ao ponto de, por ter saudades, por achar que a ordem natural não é essa (quem disse que há uma ordem natural?), não posso "prender" aquele que parte, se sou Pai, a minha responsabilidade de pai obriga-me a ser coerente, a ser frio e a continuar a dar o melhor a meu filho mesmo depois de partir.

Quando não aceito o que é "Natural", estou a impor preocupação e mal estar ao que parte, como homem, recuso-me a fazer tanto mal a meu filho, se o amei em vida, tenho de continuar a dar esse mesmo amor após a sua morte, como se tivesse apenas saído de casa para formar o seu próprio lar... apenas não o posso visitar por agora.

Esta é aminha forma de pensar sobre este assunto, (a morte de um filho). Aceitar a natureza, e continuar a aceitar o meu filho como ele é e onde ele está. Só assim poderei seguir o meu caminho sem o prejudicar, sem ser egoísta, sem pensar apenas em mim, pois, se pensar de outra forma, estarei apenas a alimentar o meu ego e a ser a pessoa mais egoista que existe.

A dor da perda é o que o nome indica, ninguem gosta de perder nada, todos ficam enervados e com raiva se nos roubam um carro, imaginem a imagem (errada) de a natureza nos roubar um filho.

Ser Pai não é ser dono, ser pai não é comprar um cãozinho, ser pai é uma responsabilidade, um cargo, que não acaba com o afastamento de uma das partes.

Esta é apenas a minha forma de pensar e sentir:
Grandes provas, só para grandes guerreiros.

("ganhei" uma filha quando ela nasceu, ganhei ainda mais quando ela morreu).

JC

O Ultimo acto não foi do actor, foi do homem

O Ultimo acto não foi do actor, foi do homem

Terminei de ler o livro APROVEITEM A VIDA, de ANTÓNIO FEIO.

Estas ultimas 6 horas, tempo que demorei a ler o livro APROVEITEM A VIDA, foram 6 horas de puro prazer, humor, interiorização e conhecimento da forma de estar e pensar que o António Feio tinha quando estava entre nós. Vi-me ao espelho.

"NÃO DEIXEM NADA POR FAZER, NEM NADA POR DIZER", é um lema que uso há muitos anos, este conselho do Feio veio "reforçar" esta minha forma de estar.

Identifico-me em muitas coisas com o pensar (valores, humor, etc) do António Feio, agradeço a possibilidade que Ele me deu de o conhecer melhor através deste livro.

Confesso que nunca pensei muito no António Feio enquanto homem, nunca pensei nada, para ser mais verdadeiro, limitei-me a "gostar" dele como actor.

Não sou muito de ler livros, ainda menos de os comprar, só compro livros por instinto, mas, quando soube que ía ser publicado este livro, quis de imediato lê-lo.

Desde os comentários de fãs do facebook, as suas respostas aos mesmos, à carta de despedida, a análise das redes sociais como o hi5, o gosto por alguns bens específicos, a família, os amigos, os relacionamentos, etc., todo o livro é um pouco de nós, é de certeza uito de mim, exposto de forma simples, entendível por todos e com muito humor à mistura.

Como escrevi antes, identifico-me, em muitos aspectos, com esta forma de pensar e de estar na vida que o António nos deu a conhecer através deste livro. Todos deviam ler o APROVEITEM A VIDA, pelo valor humano do mesmo.

São 231 páginas devoradas em 6 horas, poderiam ser 100 ou 150 pois o livro não tem conteúdo para mais, mas sabemos como as editoras fazem, esticam, meias páginas e paginas vazias, margens, enfim... as "ferramentas" usadas para "dar" mais páginas, mais livro. Teria comprado o mesmo se tivesse apenas 90 páginas, não o comprei a peso ou pelo numero de paginas, mas sim por quem escreveu ou ditou os textos e a quem se referem.

Admiro a família, os amigos e médicos, que não abandonaram o homem e souberam estar presentes quando foram precisos, admiro a "FAMÍLIA CIGANA" e "OS AMIGOS" que acompanharam, visitaram, conviveram e souberam separar o homem do "BICHO". Surpreendeu-me o homem que escreveu o POSFÁCIO, Dr Nuno Gil, qualidades raras num médico. O que escreveu o SR Nuno Gil homem, fez-me admirar mais o Dr nuno Gil médico.

Não podia deixar de escrever este comentário, este post, depois de ler este livro, sinto-me tentado, mas não vou transcrever os trechos do livro que mais senti, são dispersos, impares.

Ao ler este livro ri à gargalhada, na esplanada do café, ri muito interiormente, fiquei triste, lágrimas teimaram em correr a minha face e outras teimaram em permanecer quietas, nublando os meus olhos enquanto lia certos parágrafos do livro (não no hi5 Tony), foi uma mistura de emoções constante, em que ao começar a ler, não consegui mais tirar os olhos do livro, nem o pensamento do que lia.

Vou almoçar agora, são 18 horas, apenas quero transmitir que mais do que um livro de auto ajuda como dizem (comprei online nessa secção), é a história de vida, as incertezas, as certezas, as alegrias, as desilusões e os sonhos de um homem, que "conheci depois de partir" e lamento não o ter conhecido antes, teria de certeza ido à procura deste homem para "conversar" com Ele.

Quem me conhece sabe que este não é o meu género ( ir à procura de alguem que não conheço), mas teria feito isso, neste caso, pois revi-me neste livro, senti-me em cada parágrafo do que li e partilho de muitos dos que foram os SEUS SONHOS (excepto a marca do 450 cavalos).

Não penso como tu num ou dois aspectos, mas tenho a certeza que já mudas-te de opinião AMIGO.

"não vou parar nem desistir dos meus sonhos" António

Abraço
Joaquim Coelho
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