Obsessão e Obsessores

Lia um artigo num blog espirita sobre obsessão e surgiu a ideia deste artigo, nunca é demais escrever sobre este tema, transcrevi 3 parágrafos desse artigo, que alterei de acordo com a minha forma de ver e querer transmitir a mensagem e acrescentei o tema Cobradores Espirituais.

Muito se fala e se escreve sobre obsessão e obsessores, analizamos aqui, duas classes diferentes de obsessores com exemplos reais, podendo assim perceber a diferença entre eles.

Sabe o que é a obsessão?
Sabe o que é um espírito cobrador?
Você é emocionalmente instável?
tem alterações de humor constantes sem um motivo que o justifique?
Sente dores de cabeça?
Sente peso ou dor nas pernas?
Sintomas de doenças e o médico não encontra nada?
Sente medos?
Sente uma insatisfação geral?
Tem vontade de chorar sem razão aparente?
Sente tristeza, vazio sem causa aparente?
Sente peso nos ombros e zona da nuca?
Sente um ardor no peito?
A sua vida não flui? Tem tudo para dar certo e não dá?
Tem bloqueios afectivos?
Problemas profissionais e de relacionamento, quando tem tudo para dar certo?
Apetece-lhe desaparecer, ficar no escuro ou dormir demais?

A lista estenderia por mais de 100 sintomas. Todos estes problemas podem ter a ver com mediunidade, terá de ter mais de 3 desses sintomas para que se identifique como problema do foro espiritual, pode doer-lhe a cabeça e ter simplesmente de ir ao médico.

Conheço casos que chegam até nós e que aconselhamos de imediato a ir ao médico, assim como chegam pessoas a nós, que foram "aconselhadas" pelos seus médicos a procurar "outro tipo de ajuda".

Em verdade, a mediunidade não é um problema, faz parte da natureza humana, todo o ser humano é médium, uns mais desenvolvidos, outros menos, uns mais conscientes e outros menos, tal como já referi noutros artigos.

Será o Martelo um problema para o carpinteiro?
Ou antes a ferramamenta sem a qual ele não pode exercer a profissão de carpinteiro?

Todo o ser humano tem chacras (válvulas) por onde recebe energias vitais (os chacras não emitem), sem os quais não sobreviveria. O que dá a condição medíunica ao ser humano são os chacras. Sem a mediunidade seríamos menos humanos do que o carpinteiro o seria sem o martelo.

O estranho, é que sendo uma condição natural do ser humano, a mediunidade ainda não é estudada e vista com seriedade pelas ciências oficiais. Contudo, provoca distúrbios psíquicos, psicossomáticos e orgânicos; cuja causa a medicina não encontra, e de relacionamento interpessoais: conflitos conjugais, familiares, sociais e no trabalho.

Quando o médium é assistido e orientado tudo muda.

Somos canais do mundo espiritual, somos seres espirituais a viver uma experiência física, somos influênciados por energias positivas ou negativas dos espíritos de mais ou menos luz, de acordo com os nossos padrões de pensamentos, sentimentos e atitudes.

Neste aspecto, os espíritos desencarnados (obsessores), influenciam as nossas vidas muito mais do que podemos imaginar. Bons ou maus pensamentos, sentimentos e atitudes que cultivamos no nosso dia a dia podem vir sob influencia de espíritos desencarnados amigos ou inimigos (obsessores de vidas passadas ou atraídos nesta vida).

Tenho escrito que as pessoas sofrem interferências espirituais obsessoras, sendo a causa de muitos dos seus problemas emocionais, amorosos, familiares, sociais, de saúde, profissionais e financeiros. Apesar da mediunidade fazer parte da natureza do homem e, portanto, não há nada de sobrenatural, este assunto ainda é tratado por muitos com preconceito, temor ou reserva: "Num centro espírita já me falaram que sou médium e preciso desenvolver a minha mediunidade, mas não quero".

É comum ouvir este comentário. No entanto, não querer desenvolver a mediunidade faz lembrar a criança que não quer crescer, ficar adulto, por não querer ter de trabalhar ou assumir responsabilidades.

Ora, crescer é um processo natural do homem, o mesmo ocorre com a mediunidade.

Mas, se o médium teima em não trabalhar a sua mediunidade, a vida tem os seus próprios meios para o fazer expandir a sua consciência, muitas vezes de forma mais drástica. Quanto maior for a sua resistência em não aceitar a mediunidade, maiores e mais difíceis serão as suas provas.

Vi uma vez um homem, que ao ser-lhe dito que era médium, perguntou de imediato: Se eu doar 2.500 ou 3.000 euros para este centro não posso deixar de ser médium?

Porque acontece que, quando começa a desenvolver e a educar a sua mediunidade, praticando-a para ajudar os seus semelhantes, passa a levar uma vida normal e equilibrada?

Mas, por que acontece isso?
Porque há médiuns que precisam dedicar-se em favor do próximo?

Escolheram isso antes de reencarnar (embora o véu do esquecimento de seu passado não os deixe lembrar) e comprometeram-se com determinados grupos de entidades espirituais por se sentirem culpados de erros cometidos em vidas passadas e, com isso, minimizar o remorso da consciência e repor o equilibrio energético nele mesmo e na natureza da qual faz parte.

Porém, se esse médium resiste à sua missão espiritual, a sua vida irá complicar-se.

Entretanto, é importante esclarecer neste artigo, que nem todos os médiuns se comprometeram antes de reencarnar à tarefa de incorporar entidades espirituais e ajudar os necessitados, pois há outras formas de auxilio sem precisar incorporar.

Vejamos dois exemplos que conheci no centro que frequento.

Caso Clínico 1:
Mulher de 33 anos, divorciada várias vezes, várias tentativas de relaccionamentos não conseguidos.

Veio até nós por querer entender o porquê de seus relacionamentos amorosos não darem certo. Saía desses relacionamentos sempre magoada, frustrada, pois entregava-se e, no final, não conseguia constituir família. Sentia-se inútil enquanto esposa e mulher.
Não conseguia envolver-se com ninguém por muito tempo, e o insucesso amoroso afectara-a negativamente a ponto de a deixar insegura e com baixa auto-estima.

Esta mulher está hoje a trabalhar como médium de incorporação, intuitiva e clariaudiente num centro espírita, onde desenvolveu as suas capacidades mediunicas.

Qual o problema que tinha?
Precisamos entender primeiro que: existe a obsessão - o acto de um espírito actuar de forma negativa sobre um humano, directa e indirectamente - causando mal ao próprio e a quem o rodeia. E existe a cobrança - o acto de um espírito cobrador actuar de forma negativa sobre um humano, directa ou indirectamente - cusando mal apenas ao obsediado e não prejudicando ou actuando de forma directa nos que rodeiam a pessoa.

A "linha" que separa um do outro é muito ténue, sendo que, muitos médiuns e orientadores espirituais desconhecem os cobradores espirituais, confundindo-os com os obsessores "normais".

Esta mulher sofria de uma cobrança espiritual, de um espírito, que numa vida passada tinha sido uma pessoa com a qual conviveu. Este espírito tinha sido um pretendente desta mulher e foi rejeitado, a mulher não gostava dele ao ponto de o namorar ou constituir família com ele.

Ele, o cobrador, nesta vida obsediava, cobrava dela isso mesmo: "se não fores minha, não serás de mais ninguém", não a deixando ser feliz com homem nenhum.

Ter este espírito obsessor ou cobrador, a consciência que, ser rejeitado num pedido de namoro é algo de muito normal, que acima de tudo, esta mulher não é a mesma "pessoa" da vida anterior, não é tarefa fácil.

Um espírito cobrador muito raramente se afasta da pessoa, ele tomará consciência do seu erro na mesma medida em que a pessoa cresce espiritualmente, as palavras não lhe importam, importa sim o que vê, por isso, ao tomar consciência que está errado, ele quer ficar com a pessoa para fazer o inverso do que fez até aqui: quer ajudar no trabalho espiritual desenvolvido pela pessoa, quer pagar já o seu erro, muda a sua polaridade.

Hoje, esta mulher está casada há 13 anos e tem um casamento estável, tornou-se uma pessoa segura, livrando-se de determinadas doenças e problemas que até então tinha como: depressões (tinha feito até curas de sono), auto-estima e estabilidade profissional e familiar.

Esta mulher sofria de um estado de obsessão na forma de cobrança espiritual.

Caso Clínico 2:
Homem cerca de 35 anos, casado, 2 filhos, formado em engenharia, empresário.

Veio até nós empurrado pela vida, crente com pouca convicção, procurou ajuda por não a conseguir obter na medicina ou no entendimento normal da vida. Este homem até há bem pouco tempo tinha uma vida feliz, organizada e abundante em que o dinheiro não era um problema e a vida material corria-lhe nas veias.

Claro que, o melhor alvo dos obsessores são as pessoas materialistas - não está associado á riqueza, ser materialista não quer dizer que se tem dinheiro - pois vivem obsecados por bens materiais e pelo lado material da vida, tornando-os alvos fáceis, pois regra geral não acreditam em nada para além da vida física.

Neste caso, o homem que até aqui era saudável e feliz, está a ser medicado para depressão, toma comprimidos ao acordar e ao deitar, a vida familiar é um caos com ameaças de divórcio, os filhos adoecem do nada constantemente, nada corre bem, e os negócios, que nunca precisou procurar, sentia-se um "eleito", continuam a procurá-lo para negócios, mas nenhum desses negócios é fechado há 2 anos.

Este homem após consulta espiritual, ficou num dilema: já me tinham dito que sou médium e que isso se reflete na minha vida física e material, que fazer? ainda por cima a minha mulher não acredita em nada disto e chama-me doido.

Os espíritos obsessores (são vários neste quadro), precisam de se alimentar de "baixo", uma vez que nunca subiram ao plano superior após o desencarne, não sabem nem conseguem alimentar-se de cima.

De que se alimentam os espíritos obsessores?
Alimenta-se do ectoplasma dos humanos, que é a essência que nos liga enquanto espíritos ao nosso corpo físico, alimentam-se de essências (velas acesas, vapor de alcool, etc), têm os mesmos vícios que tinham em vida (alcool, fumo, sexo, droga, etc).

Ao longo do tempo, o contacto com estes espíritos foi fazendo com que determinados sintomas de doenças surgissem, problemas apareceram do nada, e as consequências físicas são notórias ao ponto que se nota um estado geral pouco agradável, alguma incoerência no falar, instabilidade emocional, familiar, etc.

Ao desenvolver as suas capacidades medíunicas, a sua vibração muda, por consequência passa a entender muita coisa que até aí não entendia, mas, além de não precisar "ser mais empurrado" pela vida, passou a estar imune a determinadas vibrações (espíritos), pois não está mais nessa sintonia vibratória.

Conclusão:
A vida corre do lado espiritual para o material e não ao contrário, uma pessoa mais espiritualizada será uma pessoa mais esclarecida sobre si mesma e sobre o que a rodeia, por consequência, da mesma forma que o rio corre naturalmente para o oceano, a vida corre-lhe no o plano material de uma forma mais equilibrada.

Não adianta teimar que a vida pode correr do lado material para o espiritual, essa coisa de:
"Deus faz com que eu ganhe o euromilhões e eu ajudo muitas pessoas" não funciona, não se compra o astral com promessas falsas e vâs. O rio não corre do Oceano para fazer, criar, a fonte. É anti-Natural.

A moeda do astral não se chama euro ou dólar, a moeda do astral donomina-se mérito, o mérito adquire-se, nao se compra, não está conectada com a bolsa de valores de Nova York ou de qualquer outra cidade física. A moeda de troca Mérito conquista-se em actos, pensamentos e acções seja no dia a dia, seja num qualquer trabalho espiritual. Uma vez adquirida, será gerida pela vida e não por vontade própria, sob qualquer influência interna ou externa.

Tem uma vida boa e feliz hoje?
Esse mérito adquiriu numa vida anterior, responda a si mesmo: O que faz hoje com esse mérito? está a ganhar mérito para na próxima vida voltar de igual forma saudável e feliz?

Vale a pena pensar nisto.
JC

O Plagio e a Vida


No decorrer da vida, fui-me apercebendo, que em determinados momentos, certas frases ou certos pensamentos determinam que terei de escrever sobre eles, ou simplesmente farão com que eu entenda, a determinada altura, situações que surgem ligadas por "fios condutores" a essa mesma frase ou pensamento.


Estava a consultar uns foruns de internet na procura de uma solução para um problema ligado ao trabalho de webdesign, precisava de entender um erro no código de um script de um site que estava a construir para um cliente, quando me deparei com um texto sobre o plágio de textos em sites de internet. O sr web designer "queixava-se" que um outro colega de profissão copiou, plagiou, o seu texto e o usou no seu site.


Logo nesse instante percebi que teria de escrever sobre isso ou simplesmente refletir.


Sobre o plágio na internet, apenas me cabe dizer que: como webdesigner não me incomoda nada que copiem os meus textos e os usem nos vossos sites ou blogs pessoais como sendo vossos, agradeço até que o façam e os usem como sendo de vossa autoria, não precisam colocar sequer o meu nome ou link como sendo o autor do texto.


Se disponibilizei o texto num site seja ele qual for, esse texto passou a ser daquele que o leu, se passou a ser dele, pode usar o mesmo como muito bem entender e eu nada terei a ver com isso. Lembro que um dia, tinha eu 18 anos um senhor muito sábio me disse: "Só é meu aquilo que eu dei, esse bem, nem a vida mo pode tirar pois já não sou eu o fiel depositário desse mesmo bem".


De todos os textos ou imagens que são "roubadas?" plagiadas? todos os dias na internet, quem ganha com esse plágio é o autor inicial desse texto ou imagem. Nos Estados Unidos os webdesigners sabem isto há décadas e usam-no como forma promocional.


Copie um texto de um site, coloque no seu site e repare que o seu site aparecerá nas buscas sempre depois do site com o texto original. Ou seja, ao copiar um texto de um site, estará a dar destaque ao original e a promover,  publicitáriamente falando, esse mesmo site.


O que tem o Plágio a ver com a Vida Real e a espiritualidade?


A vida está cheia de situações semelhantes. Olhemos á nossa volta e vamos encontrar quem copie formas de vestir, de falar, andar e gesticular: Copiam-se coisas boas e coisas más, copiam-se ideias, pensamentos e até negócios. Existiria um banco apenas, um canal televisivo, um médico, um hospital, um prédio, uma marca de roupa, se não fosse o plágio que é benéfico e saudável.


Ao copiar as coisas más, as pessoas são apontadas pelo copiado como sendo pior, e, fará por mostrar que é ainda pior, não percebendo sequer que o outro o copiou, o teve como referência.


Ao copiar os bons exemplos, estamos a seguir directrizes explicadas até por Cristo e mencionadas em Biblias e outros locais. O ser só evolui ao copiar o seu semelhante, da mesma forma que um filho copia o pai ao querer ser como ele; é uma falta de respeito o filho copiar o que o seu pai tem de melhor? ou antes o seguimento?, o curso normal da vida? Em que sentido um pai é uma referência para um filho então?


Teremos nesta sociedade materialista e egoísta, muito em breve, pais a levar os seus filhos a tribunal por plágio da sua forma de ser e falta de respeito pelos direitos de autor. Sim, pois se somos indivíduos, somos seres únicos e diferentes uns dos outros, logo, um filho ao "plagiar" o que o seu pai lhe dá como referências e bons exemplos, estará a usar "o original" indevidamente: Senhor Dr Juiz, quero ser indemnizado pelo meu filho, pois ele plagiou o meu corte de cabelo, sempre usou o cabelo curto por eu usar, ele próprio mo confessou ontem ao jantar, quando lhe perguntei porque usava o cabelo curto, ele respondeu de imediato: Porque tu usas pai!


Também aqui, na vida, como na internet, quem tem a ganhar será o "autor original": Terá um filho referenciado como uma pessoa de bem, não lhe trará problemas nessa matéria, mas acima de tudo, quando é feita uma "perquisa" no motor de busca da VIDA, esse pai surgirá sempre antes do filho, como sendo um pai que deu boas referências e soube educar o seu filho. Dirão mais: Bom pai aquele!!!


Curioso de saber é que não há boa educação dada por pais, eles "copiam" os exemplos, quando muito, somos referências, mais ou menos boas. Quem se educa é o próprio, sim, o nosso filho. Prova disso? todos os pais com mais de um filho, teriam os filhos todos iguais, uma vez que a educação foi dada de igual forma a todos e pelos mesmos pais. Nunca acontece pois não?


Deixemo-nos de egoísmos, deixemo-nos de egocentrismos e partilhemos o que de melhor tivermos. O que tenho de melhor para partilhar é um texto num qualquer site criado para um cliente ou blog pessoal? Então usem-no, eu gosto de partilhar as coisas boas e mais positivas que tenho, no momento em que usarem esse meu texto, não se preocupem com os direitos de autor, o Astral conhece-os sem estarem "assinados". Usem-nos como vossos, para que outros os usem como deles e assim se construa uma corrente universal com esse mesmo texto.


O que ganho com isso?
Todos ganharemos, se o texto é bom, todos iremos ganhar mesmo aqueles que o não usam. Mais pessoas o irão ler, mais longe chegará e o retorno a mim virá. Deixemos de querer apenas enaltecer o nosso Ego com a importância? dos direitos de autor. Uma vez publicado, o autor será aquele que o usar em determinado instante, um texto é apenas um monte de palavras com sentido para uns e desprovido de sentido para outros. Porque terá esse sentido de ser apenas de quem o escreveu pela primeira vez?


Se eu quero ser um ser melhor, mais evoluído, etc, etc, não estarei a plagiar aqueles que já o são?


Onde começa e onde acaba o plágio?

Plagiemo-nos uns aos outros em tudo que for bom, positivo e benéfico para o Cosmo!!!

JC

A Evolução e as Incertezas


  Na vida de todos nós, que caminhamos em busca do nosso caminho, em busca da verdade e do equilibrio, esquecemos muitas vezes de viver o dia a dia de uma forma simples e natural.

Esta semana encontrei algumas pessoas através deste blog, com os seus problemas espirituais e materiais como todos nós.


Com base nesses encontros, e que, pelas razões óbvias não vou mencionar nomes, mas certamente se identificarão com o texto no momento de o ler.


Um jovem está para casar, tem um filho com a futura esposa, mas eis que de repente se vê rodeado por familiares e "amigos", uns que incorporam (não sabem o quê), outros que se acham muito sábios e sapientes o suficiente para alertar, incomodar e desequilibrar o noivo, que vai cometer um erro, colocando até em questão a paternidade.


Uma senhora, que frequenta um centro espírita, foi á sua cabeleireira habitual cortar o cabelo, e a cabeleireira muito mal disposta, avisa a cliente para ter cuidado onde anda, que não é para ela esses coisas, etc. etc.


Um senhor, procura tanto evoluir, conhecer mais e mais, que se de repente lhe perguntarem a côr das calças que trás vestidas não conseguirá dizer a côr das mesmas sem antes olhar para elas.


Que têm em comum estes 3 casos?
   As pessoas, na ansia, na procura desregrada de atingir um objectivo espiritual, induzidas por uma pressa de fim de tempos, etc, tornam-se obssessivas e obssediadas ao ponto de perder a noção da realidade que as rodeia.


   Todos nós, temos que, sem excepção, de evoluir, evoluir para Deus numa caminhada contínua e certa, a correr ninguém chega lá pois a distância é enorme e não se mede em metros. Comecemos por esclarecer que a evolução espiritual não é a soma dos conhecimentos mais ou menos poluentes que se adquire nesta ou naquela doutrina. A pressa é induzida para provocar o medo, através do medo muitas religiões cresceram e enriqueceram materialmente falando, espiritualmente? muito poucas no Mundo conseguem esse objectivo.


Evoluir espiritualmente, é simplesmente ser melhor a cada dia que passa, vivendo e aprendendo com as coisas boas e as coisas más desses mesmos dias. A Evolução está na forma como olhamos para nós próprios, para o nosso semelhante e para a natureza. jJamais estará nos livros que decoramos ou nas palestras que absorvemos. O medo é o maior inimigo do ser humano, o medo á a ferramenta que damos aos nossos inimigos.


Ao querer ser o que ainda não somos, ao entender o que ainda não entendemos, de uma forma obssessiva, é chamar a Natureza de estúpida e ignorante, é assumir que a Natureza não sabe o que é melhor para nós. Se estamos a absorver algo que ainda não entendemos, é porque não está na hora, vibratóriamente ainda não estamos aí, mas, olhando á nossa volta, está o que podemos entender nesse dia; teimamos em desvalorizar o que realmente tem valor, teimamos em olhar para lá do horizonte. Não é por imaginar o Porto que ao estar em Lisboa de repente me encontro no Porto, isso só vai despoletar desequilibrio.


Os falsos gurus e falsos profetas abundam, encontramo-los até quando apenas vamos cortar o cabelo ou simplesmente vamos casar; o pior guru somos nós próprios e a consciência que temos; tendemos a ser insconscientes e inconsequentes constantemente. Ideias, Pensamentos e Observações, criadas pela vibração de cada um, pelo egoísmo, pela prepotência, pelo materialismo ou simplesmente pela simples omissão.


Então... em que acreditar?
Acredite em si, não existe ser humano que não nasça com a certeza da diferença entre o bem e o mal, entre o certo e o errado. Infelizmente, há mais quem acredite num desconhecido que em si mesmo. O ser está poluído socialmente, o ser erra e reconhece inconscientemente que erra, então, acredita mais nos outros pois inconscientemente ele ERRA. Acredite em si, nos seus valores, reconheça em si conscientemente que é um ser normal e que é um potencial gerador de energia positiva em qualquer instante, a prova disso mesmo está mas chamadas curas espirituais, que não acontecem por nenhum dom de um médium, mas sim pelo próprio paciente, que estando na vibração certa se cura, ficando a pensar que foi o outro quem fez um milagre.


O espiritismo é uma ciência que estuda as leis e forças da natureza, não é um bando de gurus e feiticeiros, que muitos querem fazer crer, nem substitui a medicina, apenas se completam. Os acontecimentos espirituais têm explicação científica, prova-se e comprova-se, nem tudo se pode despejar como desculpa no saco do lixo do karma, ou, se corre bem, no saco do Ego, dos dons. Não existe nem uma coisa nem a outra, o karma não é nada disso e o dom simplesmente não existe, pode-se provar isto.


O reconhecimento dos nossos erros é muito positivo, o reconhecimento das nossas virtudes é positivo e o reconhecimento de que fomos ajudados, é altamente positivo, contudo, sejamos racionais e não idolatremos ou acreditemos em tudo o que ouvimos ou nos dizem, acima de tudo pensemos, não há seres, neste plano (terra), melhores ou mais evoluídos que outros, estamos todos dentro da mesma faixa vibratória e por isso somos iguais, apenas uns mais esclarecidos que outros, e esclarecimento ainda não é evolução, é sim o principio da vontade de evoluir.

Todos conhecemos casos de pessoas muito esclarecidas e que de repente caiem nos maiores erros contra as pessoas e contra a natureza. Uma vez dentro da faixa vibratória pode a qualquer instante mudar de polaridade. Polaridade não é sinónimo de evolução mas sim de vibração pessoal em determinado instante. Basta estar constipado e a sua polaridade já mudou, não por vontade própria mas sim pela condição que é imposta ao ser por viver neste plano. Tem como prova das alterações de vibrações a fotografia da aura, um minuto depois repete a foto e tudo mudou, está no mesmo local, com as mesmas pessoas, simplesmente passou um minuto e a sua vibração já é outra.



Conheço pessoas sem formação académica, que quase não sabem escrever o nome e que são excelentes pessoas, por consequência, melhores médiuns trabalhadores; e conheço conselheiros, advogados, médicos, engenheiros,e demais pessoas, formadas, com cursos superiores, que são médiuns trabalhadores com muitas limitações. Garanto que na conversa de café irão preferir ouvir estes, nos tratamentos ficariam espantados com a dona de casa inculta.


A evolução espiritual não é para pessoas cultas ou pessoas ignorantes, a evolução espiritual é para todos os seres e está ao alcance de todos. O que é preciso? Viver um dia de cada vez, ser um ser melhor em tudo o que dizemos, fazemos e pensamos; seja no emprego,em casa ou na rua. Ninguém pode dar o que não tem, seremos sempre no emprego e nas relações pessoais, a mesma pessoa que somos no seio familiar; podemos é esconder por mais tempo pois não convivemos tanto nem nos conhecem tão bem como em casa, no seio familiar.


Por isso, treine em casa e transporte para a rua e para o local de trabalho; não julgue para não ser julgado; não aponte para não ser apontado; não faça mal só porque acha que lhe fazem mal; somos ferramentas do astral e temos á nossa volta as pessoas certas para aprendermos o que tivermos de aprender. Resignação e Compreensão são as ferramentas dos humildes; agresão fisica ou mental são as ferramentas dos pobres de espirito e dos ignorantes.


No meio disto tudo?
Divirta-se e divirta quem o rodeia, sorria para a vida e para as pessoas, estará a sorrir para Deus.
Vale mais um sorriso para um desconhecido que 500 velas á Nossa Senhora de Fátima;
Nós precisamos da Luz da Nossa Senhora, Ela tem "electricidade em casa", não precisa da vela.



Respeite, Aceite, Ame a Si, ás Pessoas e á Natureza.
Namastê
JC





O Caminho da Evolução


Na vida de todos nós que caminhamos em busca do nosso Princípio Básico, havemos de pisar ou já pisámos no lamaçal que formamos para dele sairmos limpos e subtilizados.

Este caminho de que falo, é para mim o CAMINHO DA EVOLUÇÃO de todos nós, seja de forma consciente ou inconsciente, mas a verdade é que temos Chave e Argolas, Fios que nos sustentam e Reflexos para que todos tenhamos as mesmas oportunidades para um dia alcançarmos o Princípio Básico de onde viemos e para onde retornaremos.

O Pântano a que me refiro é o nosso corpo físico que é parte integrante do Grande Pantanal.
O Grande Pantanal é o Planeta Terra onde fatalmente teremos de estagiar para alcançar os nossos Fios, transmutar as Argolas, reconhecer os Reflexos positivos e negativos e activar a nossa Chave.

Esta alegoria em forma de um grande Pantanal cheio de Argolas, umas de brilho mais acentuado e outras de cor escurecida, umas presas nos nossos pés como que uma força de atracção daqueles que caminham na travessia naquele grande Lamaçal, com os Fios sobre as suas cabeças, como se fossem marionetes; alguns estão caídos, outros caminham em perfeito equilíbrio sobre o Lamaçal e as Argolas; á distância desse Lamaçal uma Luz brilhante como que a atrair aquelas criaturas que, como se fossem robôts, seguem embriagados por aquele HOLOFOTE de brilho maravilhoso a quem eu dei o nome de PRINCÍPIO BÁSICO.

É como um íman que atrai todas essas criaturas de cujos corações sai uma fagulha de Luz em correspondência com o HOLOFOTE á distância.

( texto adaptado da introdução do livro O Princípio de Artemízia de Nuan)

Sociedades Secretas - Templários I de XX


AS SOCIEDADES SECRETAS

OS TEMPLÁRIOS

Fundada em 12 de junho de 1118, em Jerusalém por Hugues de
Payens e Gogofredo de Saint Omer. Chamada de "Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão", a Ordem do Templo foi criada , supostamente, para defender Jerusalém dos infiéis, guardar o Santo Sepulcro e proteger os peregrinos a caminho da Terra Santa.

Após o término da construção do Templo de Jerusalém,Salomão levou a Arca para lá. O Templo era a casa do Senhor, edificado
por Salomão, para a eterna habitação do Senhor, com a presença da Arca e das Tábuas da Lei como testemunhas. Esses dois fatos
são mencionados na Bíblia pela última vez e com precisão em ( I Reis 8,9).

O grande interesse pela Arca não se prendia apenas ao valor
religioso que elas apresentavam, mas também, segundo
Charpentier, pelos capítulos mais importantes e essenciais
nelas escondidos cuidadosamente e fora do alcance do público.
Essa parte continha a sabedoria antiquíssima, a verdadeira Lei
Divina participada a Moisés, no Monte Sinai, ou escrita por
ele mesmo com os conhecimentos que adquirira através de sua
iniciação no Egipto.

Baldwuin II, rei de Jerusalém, nove
templários nos alojamentos das estrebarias do Templo de
Salomão onde permaneceram por nove anos e os seus trabalhos e
pesquisas permaneceram secretos. Eles voltaram à Europa
plenos de glória e mistérios.

Um núcleo, ultra secreto, dos Templários,
formado à liderança da Ordem (seria esse o pequeno grupo dos
cavaleiros do Graal), dispunha de um conhecimento ainda hoje
fora do alcance da
humanidade. Por exemplo, os Templários não
só racionalizaram como também revolucionaram a agricultura.
No tempo do florescimento da Ordem do Templo, surgiu também
A arquitetura gótica. Curiosamente

Além da arquitetura e agricultura, um outro facto é válido
também para o campo financeiro.
Os monarcas estavam constantemente sem dinheiro. As cidades
eram pequenas e o núcleo de habitantes também; a igreja
protegia cuidadosamente o seu tesouro. Os funcionários públicos
eram, salvo raras exceções, bastante pobres. Logicamente
podemos perguntar o que estaria atrás dessa mania de construir
que consumia somas astronómicas.


É muito provável que essas construções, que surgiram de uma hora
para outra, dentro de um curto espaço de tempo, dezenas ao
mesmo tempo, faziam parte de um gigantesco projeto ainda não
esclarecido para a humanidade.
De onde vieram esses operários especializados, do arquiteto ao
escultor, num mundo de relativamente poucos
habitantes? Seja como for, nasceu uma classe de operários de
construção, treinados numa técnica exemplar e fisicamente
livres para, em caso de necessidade, se locomoverem de uma
oficina para outra, sem problemas.

Não é sem razão que se considera essas oficinas de
construtores livres (chamadas loges, em francês) como
precursores das lojas franco-maçônicas.
Entre as invenções dos Templários, podemos acrescentar a idéia
original da criação dos bancos, com seus cheques e outros
métodos de créditos, projectados para ajudar as finanças e as suas
actividades na Terra Santa. Os peregrinos que eram constantemente assaltados, podiam assim depositar o seu dinheiro numa loja Templária, era-lhes passado um documento, com o qual noutra terra levantavam o seu dinheiro.

Continua...


Sociedades Secretas - Templários II de XX


CABALA

(trechos extraídos do livro "Dogma e Ritual da Alta Magia)
A Alquimia tomou emprestado da Cabala todos os seus signos, e
era na lei das analogias, resultantes da harmonia dos contrários, que baseava as suas operações.

A magia é a primeira das ciências e a mais caluniada de todas,
porque o vulgo obstina-se em confundir a magia com a bruxaria
supersticiosa cujas práticas abomináveis são denunciadas.

Os próprios historiadores religiosos reconhecem a existência e
o poder da magia que concorria abertamente com a de Moisés.
Saber, ousar, querer, calar, são os quatro verbos
cabalísticos do tetragrama e as quatro formas hieroglíficas da
esfinge. Saber é a cabeça humana; ousar são as garras do leão;
querer são as ilhargas laboriosas do touro; calar são as asas
místicas da águia. A magia é a cabala física.

OS MISTÉRIOS MÁGICOS

TEORIA DA VONTADE
A vida humana e suas dificuldades incontestáveis têm por
finalidade, na ordem da sabedoria eterna, a educação da
vontade do homem.

A dignidade do homem consiste em fazer o que quer e querer o
bem, em conformidade com a ciência do verdadeiro. O bem
conforme ao verdadeiro é o justo. A justiça é a prática da
razão. A razão é o verbo da realidade. A realidade é a ciência
da verdade. A verdade é a história idêntica do ser. O homem
chega à idéia absoluta do ser por duas vias; a experiência e a
hipótese. A hipótese é provável quando é solicitada pelos
ensinamentos da experiência; é improvável ou absurda quando é
rejeitada por esse ensinamento.

A experiência é a ciência e a hipótese é a fé. A verdadeira
ciência admite necessariamente a fé; a verdadeira fé conta
necessariamente com a ciência.

Este relato é, no mínimo, intrigante. Como nove membros da
nobreza conseguiriam proteger peregrinos, guardar o Santo
Sepulcro e, pior, defender Jerusalém? Além do mais, não se
admitia outros membros nessa época. Na verdade, esta Ordem foi
criada por uma outra Ordem e esses nobres permaneceram dentro
do Templo de Jerusalém para cumprir uma missão. Missão
definida e claramente apoiada pelo rei de Jerusalém, Baldwuin
II que era na verdade, um descendente da nobreza francesa, da
casa d’Anjou.

Os Templários juraram pobreza, castidade e obediência; não
aceitavam adeptos, porém a Ordem dos Templários foi uma das
mais ricas instituições posteriormente e contavam com milhares
de adeptos.

Por trás da Ordem do Templo, se ergueram figuras míticas de
personagem bem curiosos, que inspiraram o ideal Sinárquico
Templário do Oriente em conjunção com os Ismaelitas do Velho
da Montanha, os cabalistas, judeus da Espanha muçulmana, as
ordas do Khanat de Gengiskan , os cavaleiros árabes de
Saladino, as histórias do cálice, romances e lendas da Távola
Redonda, Parcival entre outros. Um ímpeto espiritual sem
precedentes na história medieval.

E Jerusalém foi tomada de assalto no século XII, o que também
descaracterizou a principal missão externa da Ordem do Templo.
São Bernardo de Clairvaux, fundador da Ordem Cistercense, foi
o patrono dos templários e recebeu de presente várias
propriedades pertencentes aos templários.
Bernardo de Clairvaux defendia os judeus e convidava
escriturólogos cabalistas para trabalhar na abadia de Clairvaux.

Ele pediu a cooperação da Ordem, através de Hugues de Payen,
para reabilitar os ladrões, sacrílegos, assassinos, perjuros e
adúlteros, porém os que estivessem dispostos a alistar-se nas
fileiras das cruzadas pela libertação da Terra Santa.
Em 1128, o Papa Honório II aprova a Ordem
Templária, dando-lhes uma vestimenta especial, um hábito e
um manto brancos. Em 1145 o Papa Eugênio III, concede-lhes
como distintivo, a cruz vermelha, que foi inicialmente usada
do lado esquerdo do manto e mais tarde, também no peito. Em
1163, o Papa Alexandre III outorgou a carta constitutiva da
Ordem, na verdade parecida com as regras da Ordem
Cistercense.

Devido ás doações altíssimas de jóias e terras, auferiram
poderes e, até chegaram a só render obediência ao grão-mestre
e ao Papa.
Uma informação deve ser acrescentada: O Vaticano, em Roma,
está por cima do cemitério onde supostamente Pedro, o Apóstolo
foi enterrado após ser crucificado de cabeça para baixo. A
autoridade Papal é baseada no fato de Jesus Ter chamado a Pedro
"rocha", e que ele daria continuidade a mensagem externa de Jesus.

Os templários, por sua vez, possuíam a missão de guardiães da
mensagem interna, ou seja, do continuísmo profético da arca da
aliança, tesouros espirituais e, dos segredos da genealogia de
Jesus que, descendendo da linhagem de Davi, via Salomão era,
além do Messias Prometido, um rei de facto. Eram mais afeitos a
João (NT) que , segundo relato bíblico, recebeu de Jesus a
incumbência da linhagem ou seguidores da linhagem, já que
Jesus solicitou a João que cuidasse de Maria, sua mãe e
vice-versa..

A Ordem do Templo era constituída de vários graus e a mais
importante foi a dos cavaleiros, descendentes de alta estirpe
na sua maioria. Tinham também clérigos ( bispos, padres e
diáconos) e outras duas classes de irmãos servidores, os
criados e artífices.

Chegaram a ser grandes financistas e banqueiros
internacionais, cuja riquezas chegaram a o seu apogeu no
século XIII. Seu papel na Igreja pode ser avaliado pelo facto
de haver representantes nos Concílios da Igreja católica
(Troyes, Latão, Lyon).
Devido ao extremo sigilo da sua missão e da sua iniciação, os
leigos atribuíam as mais horríveis práticas e histórias
infundadas.

Após a tomada de Jerusalém pelos sarracenos (muçulmanos que
negociavam, no período de trégua, com os templários, pois
acreditavam ser prudente Ter algum dinheiro investido com os
cristãos para o caso de que os avatares da guerra pudessem
terminar em alguma espécie de pacto com os europeus) em 1291,
adveio a queda do reino latino; o quartel general da Ordem foi
transferida da Cidade Santa para Chipre, e Paris passou à
categoria de seu principal centro na Europa.

Embora a Ordem tenha sido abalada em sua razão de ser quando o
túmulo de Cristo passou para os muçulmanos, ainda era
poderosamente rica e, a corte da França além do Papa deviam
dinheiro a eles e passaram a ser cobiçados pelo rei francês,
Felipe, o Belo. Esse rei confiscou os haveres dos lombardos e
judeus e os expulsou do país. Os templários corriam perigo
pois o imenso patrimônio (150.000 florins de ouro, 10.000 casas
ou solares, inúmeras fortalezas, pratarias, vasos de ouro,
entre outras preciosidades. Trinta mil simpatizantes em 9.000
comendadorias entre Palestina, Antióquia, Tripoli, França, Sicília,
Inglaterra, Escócia, Irlanda etc.

Isto era apenas o que o rei sabia , no seu território.
Felipe e o Papa fizeram uma perigosa cilada, ajudada por
opositores que, interessados na desmoralização da Ordem,
contra ela, levantou graves acusações.
Em 13 de outubro de 1307, numa Sexta feira, mandou prender
todos os templários e o seu grão-mestre, Jacques de Molay, os
quais, submetidos à inquisição, foram por estes, acusados de
hereges. Por meio de inomináveis torturas físicas, infligidas
a ferro e fogo, foram arrancados desses infelizes as mais
contraditórias confissões.

O Papa, desejoso de aniquilar a Ordem, mantendo a hegemonia da
Igreja de S. Pedro, e livrar-se da dívida, convocou o Concílio
de Viena em 1311, com esse fim mas não conseguiu. Convocou um
outro, porém privado em 22 de novembro de 1312 e aboliu a
Ordem, conquanto admitindo a falta de provas das acusações. As
riquezas da Ordem foram confiscadas em benefício da Ordem de
São João, mas é certo que uma grossa parcela foi parar nos
cofres franceses de Filipe, o Belo.

A tragédia atingiu seu ponto culminante em 14 de março de
1314, quando o grão-mestre do templo, Jacques De Molay e
Godofredo de Charney, preceptor da Normandia, foram
publicamente queimados no pelourinho diante da Catedral de
Notre Dame, ante o povo, como hereges impenitentes. Diz-se que
o grão-mestre, ao ser queimado lentamente, voltou a cabeça em
direção ao local onde se encontrava o rei e imprecou:
"Papa Clemente, Cavaleiro guilherme de Nogaret, rei
Felipe...Convoco-os ao tribunal dos céus antes que termine o
ano, para que recebam vosso justo castigo. Malditos, malditos,
malditos!...Sereis malditos até treze gerações..."

E de facto, antes de decorrido o prazo, todos estavam mortos.

Em Portugal, o rei D.Dinis não aceita as acusações, funda a
Ordem de Cristo para a qual passou alguns templários. Na
Inglaterra, o rei Eduardo II, que não concordara com as acções
do sogro. Felipe, ordena uma investigação cujo resultado
proclama a inocência da Ordem.

Na inglaterra, Escócia e Irlanda, os templários
distribuíram-se entre a Ordem dos Hospitalários, monastérios e
abadias. Na Espanha, o Concílio de Salamanca, declara
unanimemente que os acusados são inocentes e funda a Ordem de
Montesa. Na Alemanha e Itália a maioria dos Cavaleiros
permaneceram livres. Tambem os rozacruzes, Grande Fraternidade
Universal, OSTG (Ordem sagrada do Templo e do Graal.

A destruição da Ordem não suprimiu os ensinamentos mais
profundos. A maçonaria e a Ordem DeMolay mantêm a mística até
aos dias de hoje.

Continua...

Sociedades Secretas - Templários III de XX


A ORDEM ATRÁS DA ORDEM

A missão do priorado do Sion continuou intocável. Os seguidores da linhagem mantiveram-se atentos e, apesar do sofrimento do segmento da Ordem dos Templários, e o surgimento de outras denominações envolvendo os templários, os guardiães do Graal e dos tesouros hebraicos continuavam sob a égide do Priorado de Sion.

Mas quem foram realmente os templários e qual foi a verdadeira
finalidade da criação dessa Orem de Cavalaria? Se havia uma
Ordem que autorizou esta facção, o que ela realmente desejava?
Quem seriam? Quando foi fundada? E por que?

De acordo com os lendários conhecimentos ocultos e bem
guardados pelos templários antigos e modernos, os princípios
que serviram de ideal para a fundação oficial da Ordem do
Templo perante o mundo profano, são tão antigos quanto a
própria história da humanidade.

Existiram os cruzados e os templários, onde estes últimos
seguiram um objetivo bem diferente do que o da conquista de
Jerusalém...Ao se instalarem nas ruínas do templo de Salomão,
diz-se que eles encontraram os túneis secretos que levavam ao
tesouro da biblioteca oculta onde estava guardados os segredos
da antiga Ordem Hermética a qual pertenceu o rei Salomão,
contendo também os diversos segredos de construção e
arquitetura, segredos de navegação , as tábuas da lei
e a arca da aliança, ressurgindo assim, os sagrados ideais de
outrora, ocultado no interior de uma Ordem monástica com o
nome de "Ordem dos Pobres Companheiros de Cristo", ficando
conhecida mais tarde por "Ordem dos Pobres Cavaleiros do
Templo de Salomão, ou do Templo de Jerusalém", e , finalmente
"Ordem do Templo".

Vencidos os obstáculos, descobriram uma passagem oculta só
conhecida antes por iniciados nos mistérios, e no fim dessa
passagem, uma porta dourada onde estava escrito: "Se é a
curiosidade que aqui vos conduz, desisti e voltai. Se
persistirdes em conhecer os mistérios da existência, fazei
antes o vosso testamento e despedi-vos do mundo dos vivos".

Dessa forma, após muita hesitação, um dos cavaleiros bateu na
porta dizendo: "Abri em nome de Cristo" e a porta abriu-se. Ao
entrarem, encontraram entre figuras estranhas em forma de
estátuas e estatuetas, um trono coberto de seda e sobre ele,
um triângulo com a décima letra hebraica, YOD. Junto aos
degraus do trono, estava a Lei Sagrada.

A Ordem do Templo sempre possuiu duas hierarquias, uma Interna
e outra Externa. Faziam parte da Hierarquia Externa, os
militares que defendiam a Terra Santa e os peregrinos que a
ela se dirigiam. Já a Interna, era composta por homens e
algumas mulheres que se dedicavam principalmente aos estudos
herméticos e ocultos.

No início da Ordem, os Mestres do Templo eram sempre oriundos
da Hierarquia Interna, sendo portanto, grandes Iniciados nos
mistérios. Mas, a partir do mestrado de Bertrand de
Blanchefort (1156-1169), introduziu-se o costume de escolher
como Mestre do Templo, um profano da Hierarquia Externa que já
tivesse, inclusive, desempenhado altas funções no Reino de
Jerusalém, sendo Cavaleiros já amadurecidos na observância da
regra. Esse costume demonstra o possível desejo de garantir a
influência da Ordem perante aqueles que exerciam o poder na
época, influência aliás, que já era muito grande. Foi nessa
época também que houveram muitos desmandos, vícios,
prepotência e arrogância dos Mestres do Templo.

Isto talvez explique os erros lastimáveis que cometeram os
Mestres da Ordem, como por exemplo, a perda da batalha de
Hattin e a conseqüente perda de Jerusalém durante o mestrado
de Gerard de Ridefort (1184-1189). Por erros e traições
perpetradas por alguns Mestres, muitos se revoltaram dentro e
fora da Ordem, até que novamente conseguiram trazer para
Mestre, Jacques de Molay, que apesar de ser praticamente
iletrado, possuía o verdadeiro coração de um templário, sendo
um dos responsáveis pela perpetuação da Hierarquia Interna
através dos difíceis dias daquela época da Inquisição, bem
como pela passividade diante da destruição da Hierarquia
Externa, aceita pelos Mestres Ocultos do Templo como condição
para que a Sabedoria secreta pudesse ser salva.

Seria difícil crer que um exército disciplinado e treinado,
com milhares de homens, com influências em todas as áreas
e possuidores de imensas riquezas, não tivesse amigos e informantes.
Dessa forma, puderam os altos dignitários do Templo, dar a
seus membros, palavras de passe e sinais de reconhecimento,
para que se albergassem em outras confrarias onde seriam
acolhidos e protegidos, principalmente pelos franco-maçons.

Seus verdadeiros tesouros, isto é, seus conhecimentos, foram
resguardados de mãos profanas, os arquivos e pergaminhos
valiosos, foram colocados a salvo.
Portanto, a Hierarquia Externa do templo, seu lado profano e
militar, perdeu seu poderio.

Continua...

Sociedades Secretas - Templários IV de XX


A ORDEM DE CRISTO

Conforme foi dito em outro capítulo, Felipe, o Belo, rei da França, junto com o Papa Clemente, dizimaram a fogo todos os templários que puderam e confiscaram todos os seus bens; e que houve um êxodo de templários para Portugal, Inglaterra, Irlanda etc.

Com a chegada dos templários em Portugal em 1307, D.Diniz os
recebeu e funda a "Ordem de Cristo! Que recebeu em 1416 D. Infante de Sagres como grão-mestre. Os templários tinham os segredos da arquitetura e construíram prédios góticos. Também possuíam segredos de navegação e astronomia, não é por acaso que Portugal se torna tão grande em questões de navegação e descobrimentos, os templários eram detentores do conhecimento do norte magnético, esta ferramenta deu aos navegadores uma maior certeza na localização no mar.

Parecia loucura para os europeus circunavegar a África e
chegar às Índias, onde chegou via Coluna de Hércules às
Américas, terra de Ofir, as naus Fenícias entre outras,
séculos antes de Cristo.

Não havia conhecimento sobre navegar o hemisfério Sul, porque
só o céu do Norte havia sido mapeado. Acreditava-se também
que, no sul, os mares eram repletos de monstros terríveis.
De onde teria vindo a informação de que era possível encontrar
um novo caminho para o Oriente?

Possivelmente dos templários que, durante as cruzadas, além de
se especializarem no transporte marítimo de peregrinos para a
Terra Santa, mantiveram intenso contato com os viajantes de
toda a Ásia e segredos marítimos da Ordem do qual pertencia o
rei Salomão.

Alguns historiadores tradicionais informam que a América foi
visitada regularmente por Vikings e na época pré-cristã por
egípcios, gregos, fenícios, cartagineses e celtas. Todas essas
informações haviam sido catalogadas e guardadas por ocultistas
famosos desde a época de Salomão, e isto é o mais longe que
sabemos.

Fontes como a mitologia clássica, lendas indígenas e folclores
marítimos sugerem estas visitas. Antes de Colombo, informa-se
que o príncipe Henry Sinclair, cavaleiro do Templo de Salomão.
Esses mesmos cavaleiros templários serviram de base para a
Franco-Maçonaria Escocesa que herdaram seus segredos e
mistérios.

(Vide nosso site sobre os Fenícios na construção do Templo de
Salomão)
A proposta visionária recebeu o aval do Papa MartinhoV, em
1418, na bula Sane Charissimus.
As terras tomada dos "infiéis" passariam à Ordem de Cristo,
que teria sobre elas tanto o poder temporal, de administração
civil, quanto o espiritual, isto é, o controle religioso e a
cobrança de impostos eclesiásticos.
Em 1498, o cavaleiro Vasco da Gama conseguiria chegar às
Índias. D. Henrique morreu em 1460, não assistindo portanto o
seu triunfo.

E Portugal ia-se tornando a maior potência marítima da terra.
A Escola de Sagres foi uma lenda criada por poetas românticos
portugueses do século XIX. Na verdade, foi do porto de Lagos ,
no Sudoeste de Portugal que a Ordem de Cristo , liderada por
D. Henrique deflagrou a expansão marítima do século XV.

A Ordem de Cristo , sendo prosseguimento da Ordem dos
Templários tinham normas secretas e só conhecidas na
totalidade pelo grão-mestre, podendo assim Ter interesses
próprios. Ao entrar na companhia, o novato conhecia só uma
parte das regras que o guiavam e , a medida em que era
promovido , sempre em batalha, tinha acesso a mais
conhecimento, reservados aos graus hierárquicos superiores.

Rituais de iniciação marcavam as promoções. Foi essa estrutura
que permitiu , mais tarde, à Ordem de Cristo manter secreto os
conhecimentos de navegação do Atlântico.
Usavam a cruz vermelha em fundo branco nas naus portuguesas ;
a mesma que a Ordem dos Templários usavam.

O castelo de Tomar virou a caixa-forte dos segredos que a
inquisição não conseguiu arrancar. Até a metade do século XV,
os cavaleiros saíram na frente sem esperar pelo Estado
Português. Uma vez anunciada a colonização, eventualmente
doavam à família real o domínio material dos territórios ,
mantendo o controle espiritual. A corte, interessada em
promover o desenvolvimento da produção de riquezas e do
comércio , cabia então consolidar a posse do que havia sido
descoberto.

Em 1550, o rei D. João III fez o Papa Julio III fundir as duas
instituições. Com isso, o grão-mestre passa a ser sempre o rei
de Portugal, e o seu filho tem direito de sucedê-lo também no
comando das expedições.

Os templários tinham em suas mãos relatórios reservados de
navegadores que já haviam percorrido regiões desconhecidas e
ver preciosidades como as tábuas de declinação magnética, que
permitiam calcular a diferença entre o polo norte verdadeiro e
polo norte magnético que aparecia nas bússolas. E à medida que
as conquistas avançavam no Atlântico , eram feitos novos mapas
de navegação astronômica , que forneciam orientação pelas
estrelas do hemisfério sul, a que também unicamente os
iniciados tinham acesso.

Todos sabem que Cabral só esteve no comando da esquadra porque
era cavaleiro da Ordem de Cristo e como tal , tinha duas
missões: criar uma feitoria na Índia e , no caminho , tomar
posse de uma terra já conhecida Brasil. Sua presença era
indispensável pois só a Ordem de Cristo , herdeira da Ordem
dos Templários tinha autorização para ocupar os territórios
tomados dos infiéis.

Mas o sucesso atraía a competição. A Espanha , tradicional
adversária , também fazia política no Vaticano para minar os
monopólios da Ordem , em ação combinada com seu crescente
poderio militar.
Em 1480, depois de vencer Portugal numa guerra de dois anos
na fronteira, os reis Fernando e Isabel, começaram a
interessar-se pelas terras de além mar. Com a viagem vitoriosa
de Colombo à América, em 1492, o Papa Alexandre VI , um
espanhol de Valência, reconheceu em duas bulas, a Inter
Caetera, o direito de posse dos espanhóis sobre o que o
navegante genovês havia descoberto e rejeitou as reclamações
de D. João II de que as novas terras pertenciam a Portugal.

O rei não se conformou e ameaçou com outra guerra. A
controvérsia induziu os dois países a negociarem , frente a
frente, na Espanha, em 1494, um tratado para dividir o vasto
novo mundo que todos pressentiam: "O Tratado de Tordesilhas".
Na volta da viagem à América, em 1493, Cristóvão Colombo fez
uma escala em Lisboa para visitar o rei D. João II, um gesto
corajoso. O soberano estava dividido entre dois conselhos:
prender o Genovês ou reclamar direitos sobre as terras
descobertas.

Para a sorte de Colombo decidiu pela Segunda alternativa. Como
a reivindicação não foi atendida acabou sendo obrigado a
enviar os melhores cartógrafos e navegadores da Ordem de
Cristo, liderados pelo ex-presidente Duarte Pacheco Pereira, a
Tordesilhas , na Espanha, para tentar um tratado definitivo,
mediado pelo Vaticano, com os espanhóis. Apesar de toda a
contestação a seus atos , a santa Sé ainda era o único poder
transnacional na Europa do século XV. Só ela podia mediar e
legitimar negociações entre países.

O cronista espanhol das negociações, Frei Bartolomeu de Las
Casas, invejou a competência da missão portuguesa. No livro
"História de Las Índias" , escreveu:
"No que julguei, tinham os portugueses mais perícia e mais
experiência daquelas artes, ao menos das coisas do mar que as
nossas gentes". Sem a menor dúvida, era a vantagem dada pela
estrutura secreta da Ordem.

Portugal saiu-se bem no acordo. Pelas bulas Inter Caetera, os
espanhóis tinham direito às terras situadas mais de 100 léguas
a Oeste e Sul da Ilha dos Açores e Cabo Verde. Pelo acordo de
Tordesilhas, a linha divisória e imaginária , que ia do polo
norte ao polo sul, foi esticada para 370 léguas, reservando
tudo que estivesse a leste desse limite para os portugueses.
"trechos extraídos de Jorge Caldeira, da revista Super
Interessante, ano: 12 - n° 2 - fev 98."

Continua...

Sociedades Secretas - Templários V de XX


OS CAVALEIROS TEMPLÁRIOS
OS HOSPITALÁRIOS

Os cavaleiros hospitalares de São João, Jerusalém, Rodhes e Malta.

Formados depois da primeira cruzada. A ordem dos Hospitalários
dedicou-se originalmente à medicina, curando e provendo o repouso para os peregrinos.

Devido às contínuas invasões muçulmanas, os hospitalares
adotaram a filosofia guerreira dos Templários e rapidamente dedicaram-se à defesa militar da cristandade. Porém, os cavaleiros hospitalares nunca esqueceram as suas origens e sempre mantiveram hospitais para cuidar dos doentes e feridos.

Os hospitalares foram a única a sobreviver incólumes aos
turbulentos séculos (ainda hoje a Ordem Hospitalária é
atuante, com sede na ilha de Malta, no Mediterrâneo) em que
atuaram.

Durante os últimos séculos, eles agiram freqüentemente em
auxílio ao braço da espionagem do Vaticano.
A maioria das pessoas os vêem como dedicados à obras
beneficientes especialmente em auxílio pelo mundo inteiro em
serviço de ajuda a desastres.

Os membros desta ordem, aparecem em público normalmente muito
bem vestidos. Como a maioria dos médicos, eles acreditam em
padrões altos de limpeza e higiene. Seu uniforme cerimonial é
negro com uma cruz branca (a cruz maltesa).
Ocasionalmente, os guerreiros monges mais antigos, usam batas
vermelhas com a cruz maltesa branca. Desde que foram expulsos
de sua sede na ilha de Malta em 1700, por Napoleão, os
Hospitalários tiveram que contentar-se com uma propriedade
pequena perto do Vaticano em Roma. Porém, foi permitido
recentemente aos cavaleiros, reaverem seu castelo de Valletta;
entretanto, o Maltês já não os aceita como senhores.

Os membros dessa Ordem são geralmente escolhidos entre os
médicos, homens de ciência ou com tendência ao sacerdócio
conforme comentamos acima, um braço dos Hospitalários foi
fortemente envolvido na espionagem do Vaticano durante
séculos. O autor levanta a suspeita de que ainda hajam membros
da Ordem dedicados à esta tarefa. Esta é a Ordem mais
tradicional ( do ponto de vista de submissão ao Papa) e coloca
grande ênfase em religião e cerimônias religiosas. Como
resultado, só são permitidas para as mulheres servir dentro da
Ordem de uma maneira não combatente. Os Hospitalários têm um
forte senso de justiça. Eles não auxiliarão nenhuma pessoa ou
criatura que eles pensem que são más e isto põe-nos
frequentemente em conflito com os Templários e Teutônicos.

Continua...

Sociedades Secretas - Templários VI de XX


PRINCÍPIOS HISTÓRICOS

Os cavaleiros hospitalares pertencem à uma Ordem cuja poderosa documentação os torna oficiais, legais até aos dias de hoje.

Seus tradicionais rivais foram os Cavaleiros Templários.

Sua estrutura básica é bastante parecida com a dos Templários,
porém com maior enfoque na saúde e na medicina.

A Ordem de Saint John, originou-se com o hospital dedicado a
São João em Jerusalém, aproximadamente em 1070, trinta anos antes da primeira cruzada, por um grupo de comerciantes italianos que queriam cuidar dos peregrinos.

Foi constituída como uma Ordem aproximadamente em 1100, logo
após a primeira cruzada , quando assumiu seu primeiro
grão-mestre principal ( seu autor não cita o nome).

Por volta de 1126 porém, aproximadamente 8 anos depois dos
Templários, publicamente, apareceram como "Os Cavaleiros de
Saint John", começando a assumir um caráter crescentemente
militar, que ficaria, com o tempo, mais proeminente que o
próprio serviço de hospital para o qual tinham sido instituídos.

O autor cita aqui que em sua opinião, os Hospitalários podem
Ter sido obrigados a adotar o braço combatente, por que os
Templários não estavam fazendo o trabalho a eles destinados,
dedicando-se a percorrer a Terra Santa, em busca de relíquias
Santas, em vez de proteger os peregrinos.

Os Hospitalários, juntos com os Templários e Teutônicos,
tornaram-se o exército principal e o poder financeiro da Terra
Santa. Este poder expandiu-se ao longo do mediterrâneo.
Como os Templários, eles ficaram imensamente ricos. A Ordem
desenvolveu-se em um exército vasto, organização eclesiástica
e administrativa com centenas de cavaleiros, um exército
parado, numerosos serviços secundários, uma cadeia de
fortalezas e propriedades enormes de terras pelo mundo
Cristão.

A ordem permaneceu verdadeira às suas origens e mantém até os
dias atuais, hospitais atendidos por seus próprios cirurgiões
e demais funcionários.

Em 1307, quando os Templários foram acusados de uma série de
ofensas contra a ortodoxia católica, os Hospitalários conseguiram
ficar imunes de qualquer estigma. Eles retiveram o favor do papado.
Na Inglaterra e em outros lugares, ex-propriedades dos
Templários foram devolvidas - impulsionando ainda mais suas riquezas.

Depois de 1291, os Cavaleiros de São João retiraram-se para Chipre.
Em 1309 eles estabeleceram sua sede na Ilha de Rhodes que
governaram como o principado privado. Eles ali permaneceram
durante dois séculos e resistiram a dois ataques dos turcos.
Em 1522, um terceiro ataque os forçou a abandonar a ilha e em
1530 eles novamente estabeleceram-se em Malta.

Em 1565, Malta foi sitiada pelos turcos em uma tentativa
ambiciosa para conquistar o Mediterrâneo. Em uma defesa épica,
541 cavaleiros Hospitalários e sargentos junto com 1500
soldados a pé e mercenários repeliram os repetidos ataques de
30000 inimigos.

A derrota histórica infligida aos turcos, destruiu seus planos
de invasão. Seis anos depois, em 1571, a Frota da Ordem, junto
com navios de guerra da Áustria, Itália e Espanha, ganharam
batalha naval de Levanto e quebraram o poder marítimo turco.
A frota dos Hospitalários foi premiada com créditos pelos afundamentos.

No décimo sexto século eles eram ainda um exército supremo com
poderes navais considerável no mundo Cristão, contando com
força e recursos financeiros comparável à maioria das nações.
Mas a reforma protestante tinha começado a quebrar a força na
Europa Católica, e a própria Ordem viu-se fendida com novas
convicções.

A Europa passou para uma idade nova de tolerância religiosa e
mercantilismo. Os cavaleiros ainda estavam em Malta em 1798,
entretanto a Ordem havia transformado-se em apenas uma
sombra do que eles eram.
A Freemason tinha corroído as suas submissões católicas
e quando Napoleão invadiu a ilha a caminho do Egito, os
cavaleiros não ofereceram nenhuma resistência.

Quando Horatio Nelson recapturou as ilhas, os cavaleiros
puderam ali restabelecer uma presença não oficial.
Em 1834, uma base oficial era estabelecida em Roma.
Uma vez mais dedicados ao hospital e ao trabalho, junto à
saúde, os cavaleiros mantém sua fortaleza em Malta mas, não
têm nenhum poder de governo. De maneira muito interessante,
foi considerado seriamente a possibilidade de entregar Israel
para os Hospitalários depois da Segunda Guerra Mundial.

Do ponto de vista de direitos internacionais, os Cavaleiros de
Malta são encarados como um principado soberano independente,
com a opção de um assento nas Nações Unidas (o qual eles nunca ocuparam)
Podem ser identificadas embaixadas na África e países
americanos latinos com plenos privilégios diplomáticos.

Continua...

Sociedades Secretas - Templários VII de XX


OS TEUTÔNICOS

Nome completo: A Ordem Sagrada dos Cavaleiros Teutônicos.

A Ordem dos Cavaleiros Teutônicos foi fundada em 1900 por cruzados alemães na Palestina e foi reconhecida pelo Papa em 1199, instituída depois dos Cavaleiros Templários, e dos Hospitalários, restringiu a admissão à Ordem, apenas aos membros da Nobreza.

A nova Ordem, constituiu-se no principal grupo militar Alemão.

Em 1229, os Cavaleiros Teutônicos começaram uma cruzada para converter e pacificar eslavos pagãos da Prússia.

Esmagaram os eslavos nativos e adotaram para si próprios, um estado de semideuses.

A forma impiedosa de combater os inimigos, rendeu aos
Teutônicos a reputação de guerreiros malignos.
Os Cavaleiros Teutônicos tornaram-se cínicos, e acreditavam
que a eliminação total do inimigo era o único meio de
erradicar rapidamente o mal.

Para atingir seus objetivos, seu treinamento militar era
supremo.
Vestidos para batalha, são iguais a todos os demais
cavaleiros; em alguns casos um Teutônico pode Ter alguns
suplementos opcionais alinhavados em seu vestuário,
entretanto, normalmente, suas batas eram brancas e adornados
com uma cruz preta simples.

Após as batalhas da Idade Média, durante vários séculos, um
pequeno grupo de Teutônicos serviu em Viena como uma pequena
chama que mantinha viva a Ordem; porém, agora que a Ordem dos
Cavaleiros Teutônicos foi restabelecida, eles readquiriram sua
antiga sede no Castelo de Marienburg .

Os membros da Ordem são encarados pela população em geral,
como pessoas normais que pertencem à uma Ordem semi clerical,
dedicada ao trabalho de caridade; mas, segundo o autor, os
membros da Ordem têm força para dobrar barras de ferro, o que
os afasta da média da população.

Os Cavaleiros Teutônicos escolhem os seus sócios
cuidadosamente, geralmente provenientes de polícias especiais
os forças armadas de vários pontos ao redor do mundo. A
maioria dos Cavaleiros Teutônicos vêm destes exércitos ou
equipes da força policial. São muito reservados e raramente
revelam sua identidade em público. Esta é a única Ordem que
obriga os seus membros às antigas regras de não manter
contatos familiares.

Os fundos financeiros deles são quase impossíveis de serem
localizados, seus detalhes pessoais são protegidos até mesmo
de Teutônicos da mesma categoria e suas habilidades de luta
são cuidadosamente desenvolvidas.
Para pertencer à Ordem é necessário possuir muito bons
atributos físicos e ser um excelente lutador. Sua fama é de
possuírem um temperamento agressivo, e freqüentemente estão
ansiosos para entrar numa briga.

Este tipo de atitude é interpretado pelos Hospitalários e
Templários como puro instinto animal. As outras Ordens não
apreciam o ódio e a preocupação com que os Teutônicos agem com
os inimigos.
Os Teutônicos normalmente ficam frustrados com estratégias a
longo prazo. Eles gastam a maior parte de suas vidas treinando
para lutar e querem pôr todo o treinamento em prática
rapidamente.

Tendem a serem difíceis de se dar socialmente. Repugnam o
artifício ou as táticas sutis e acreditam na confrontação
frente-a-frente como melhor tática de aproximação. Isto os
conduziu freqüentemente, em desentendimentos com os
Hospitalários e Templários.
As vezes os Teutônicos quando fora da Ordem, ignoram as
instruções de seus próprios oficiais, se julgarem que a mesma
é imprópria ou incorreta.

Princípios Históricos:
Os Cavaleiros Teutônicos são um exército e Ordem Religiosa
Alemã, baseada nos Hospitalários e Templários. É a mais jovem
das 3 Ordens militares, foram fundadas em 1190 como uma
unidade de auxílio, por comerciantes alemães preocupados com
os compatriotas sujeitos às doenças.
Os membros do grupo estabeleceram-se entre os integrantes do
exército Cristão acampado fora do Acre.

Pouco depois, foi-lhes concedido terras para construir um
hospital, e também um Estado Monástico. Os Teutônicos foram
então, surpreendidos com a instrução do Papa Innocent III,
para se tornarem uma Ordem Militar. O braço militar era
baseado no modelo dos Cavaleiros Templários e o hospital nos
Cavaleiros Hospitalários.

A Ordem dos Teutônicos não restringiu então, aos seus membros,
a exigência de pertencer à nobreza alemã. Os únicos limites
eram ser um homem livre e não estar casado. A Ordem geralmente
usava um hábito branco com uma cruz preta.
Cada um dos doze Capítulos da Ordem , havia um líder conhecido
como Komtur, significando o oficial da diligências. Quando um
grão-mestre morria , todos os Komturs reuniam-se para eleger
treze membros que , em troca , elegeria um novo grão-mestre.

Os outros oficiais do comando (GrossKomtur) , eram: os
Ordensmarshall, o Tressler (o tesoureiro) , os Spittler
(hospitalários) e o Trapier (chefe de quartel). A Ordem nunca
se distinguiu na Terra Santa. Não lutou nenhuma batalha famosa
, nem desfrutou inicialmente a riqueza de apoio dada às outras
Ordens. É parcialmente por causa dessa falta de apoio que
permaneceu um movimento puramente germânico; fato este que
logo direcionou seus interesses para própria Pátria. Em 1216,
a Ordem perdeu a maioria dos seus cavaleiros e seu grão-mestre
em ação na defesa da Terra Santa. A Ordem ficou em Acre até a
queda do reino em finais do 13° século, quando os Teutônicos
aumentaram gradativamente sua força nos Balcãs.

A Ordem ajudou o rei Andrew da Hungria nos meados de 1210, a
desalojar os Kumans que estavam invadindo a Transilvânia.
Outro que pediu ajuda à Ordem foi o Duque polaco Conrad de
Masovia, que pediu para a Ordem proteção contra os pagãos que
invadiam suas terras. A ordem era inumana em sua briga contra
as tribos pagãs, até mesmo com pequenos contingentes de
cavalarias eram praticamente invencíveis em face a qualquer
inimigo. Os Teutônicos não tinham misericórdia. Qualquer homem
, mulher ou criança conquistado tinha que se converter ou
seriam executados. Os nativos tornaram-se servos da Ordem ,
controlados de uma série de fortalezas poderosas. Os domínios
Teutônicos estenderam-se pelos Bálcãs da Polônia, pela
Lituânia e Suécia.

Nos 100 anos seguintes eles estenderam seu domínio ao longo do
Báltico do Golfo da Finlândia para as margens do Pomeranian.
Os Teutônicos colonizaram a terra com alemãs e estabeleceram
um governo central forte e com sede em Mariengburg Prússia.
Rebeliões nos anos 1.260 forçaram a Ordem em seus limites.

Depois que vários castelos Balcãnicos e Acre caíram em finais
do 13° século, os cavaleiros migraram a sede deles para
Veneza. Os território perdido nos Bálcãs foi logo
recapiturado. Os cavaleiros Teutônicos governaram a nova terra
deles eficazmente. A maioria dos colonos achou estranho Ter
que responder a assuntos financeiros a monges que não foram
autorizados a possuir qualquer coisa, mas isto limitou a
corrupção e permitiu que os negócios fossem operados com
eficácia.

Durante princípios de 1.300, a Inquisição atacou os Templários
e Teutônicos com as acusações de crueldade e bruxaria ;
entretanto o teatro de operações dos Teutônicos (Prússia e
Costa do Báltico) , colocou-os em segurança , além do alcance
de qualquer autoridade que poderia agir contra eles.

As regras dos Teutônicos não era fácil. No 14° século
aconteceram uma série de batalhas contínuas contra Lituanos;
até 80 expedições ao todo com até sete em um ano. Os
Teutônicos alcançaram o Cume do seu poder e reputação durante
esse período, aparecendo então, algumas das melhores mentes
militares da era.
Muitos membros da SS auto nomearam-se como cavaleiros da Ordem
Militar.

A Ordem dos cavaleiros Teutônicos ainda existe na Áustria como
uma organização semi-clerical, dedicada ao trabalho de
caridade.

Continua...

Sociedades Secretas - Templários VIII de XX


OS LUGARES SANTOS

4.1 - VALLETA , MALTA (Hospitalares)
Entre suas características originais, possuía uma série de albergues (pousadas) , representando áreas da Europa , tais como Aragão, França, Alemanha, Provence, Castilha, Itália e Inglaterra.

Na costa norte da ilha está a Bahia onde São Paulo naufragou na sua tentativa de chegar em Roma.

A presença dos cavaleiros permanece, com várias estruturas e fortificações que comemoram locais com significado religioso; mas mais proeminente é a do castelo do mar de Sant’Angelo, o forte de St Elmo e o subúrbio cercado de vittoriosa , abrangendo dois promotórios que proveram um porto natural facilmente defendido. Todos esses pontos tornou-se a cidade de Valleta.

A cidade foi nomeada em homenagem ao grão-mestre Jean
de la Valette, veterano do ataque de Rhodes sendo considerado
como o defensor próspero de malta contra os Turcos Otomanos.
No chão de um quarto estão 375 tabletes (lajotas) de mármore ,
cada uma ricamente decorada e registrando as ações da Ordem.
Este quarto é conhecido o mausoléu de cavalheirismo.

O grande hospital - contendo um dos quartos maiores em toda a
Europa - é o ponto alto da construção médica hospitalária. O
pupilo principal mede 185 pés de comprimento por 35 pés de
largura, com 31pés de altura (pé direito). Construído por
volta de 1570 e está atualmente desativado.

Foram observados padrões rígidos de limpeza e higiene , pelos hospitalários,
que cuidaram dos pacientes usando utensílios de prata para
assegurar higiene, além de contarem com um corpo de cirurgiões
da Ordem, considerados como os melhores e mais bem treinados
de toda a Europa. A cidade foi tomada por Napoleão Bonaparte
em 1798 sem resistência. Reduzidos a alguma propriedade de
terra em edifício em Roma , os hospitalários buscaram consolo
nas origens de sua Ordem e devolveram suas regras.

Com o tempo, com o reaparecimento de seu poder e prestígio, foi
devolvida a sua propriedade dentro de Valleta.
CASTELO DE MARIENBURG, POLÔNIA (Teutônicos)
A sede dos cavaleiros Teutônicos na Prússia Oriental (agora
Polônia), castelo de Marienburg foi construído originalmente
em 1276 pelo grão mestre Von Winrich Kniprode como uma
fortaleza funcional e sua importância foi estratégica para o
comando e sede dos Teutônicos por volta de 1309.

Como os cavaleiros ampliaram seus territórios e trouxeram paz
para a área, o castelo tornou-se um magnífico hotel para os
nobres visitantes e cavaleiros que quiseram tomar parte nas
campanhas da Ordem.

Reformados completamente durante o 19 ° século, foi
bombardeado pelos aliados que o reduziram a ruínas durante a
Segunda guerra mundial.

O governo polonês devolveu o castelo aos Teutônicos como meio
de restabelecer a tradição e manter o local histórico.
CAPELA DE ROSSLYN, ESCÓCIA (Templários)
Três milhas sul de Edinburg e sete milhas da antiga sede dos
Templários, na Escócia, em Balantrodoch, está a aldeia chamada
Rosslyn.

Empoleirado na extremidade de um desfiladeiro sobre a cidade
encontramos a capela de Rosslyn - gotejando tão pesadamente
com esculturas góticas, nórdicas e Célticas que parecem ser
parte de algo maior. Esta era a intenção.

Pretendia-se originalmente que a capela de Rosslyn fosse a capela da
senhora , parte de uma estrutura maior que pretendeu ser a
maior Catedral na Europa. A falta de capital e a necessidade
de atenção em outro lugar (?) impediu a obra de ser completa.

O interior da capela que teve essas fundações iniciadas em
1446 , contém muitas imagens esculpidas além de padrões
geométricos e símbolos que são muito populares entre os
freemasons .

Continua...

Sociedades Secretas - Templários IX de XX


OS TEMPLÁRIOS NA ATUALIDADE

Os Templários actualmente são pessoas intelectuais e empresários de alto nível aquisitivo. O equipamento (atualmente apenas ritualístico) de combate é igual aos tradicionais cavaleiros, porém, não é admitido o uso de nenhuma marca, broche, símbolo ou emblema de identificação.

Suas batas monásticas e cerimoniais são distintivas, com uma cruz alargada vermelha ( a cruz patté ou de malta) fixada sobre um fundo branco.

Sua bandeira é um céu preto em um campo branco ou a tão conhecida bandeira quadriculada ( usada para designar os vencedores em competições).

Os atuais Templários pertencem a um grupo cauteloso e fechado,
que após a amarga experiência de princípios do século XIV,
costumam manter-se herméticos. São pessoas que dão muita
importância à investigação e pesquisa.
Dezenas de grupos que se denominam descendentes dos Templários
de Origem, na verdade não o são.

Quase todos os Templários são obcecados pelo conhecimento;
sendo este, considerados como primários para o desenvolvimento
da habilidade de pesquisa.

Eles têm conceitos profissionais altamente educados. Cultivam
o desenvolvimento intelectual, bem como o burocrático,
investigativo. Lingüístico, legislativo e habilidades financeiras.
Possuem também, fortes contatos, influências e recursos.

Continua...

Sociedades Secretas - Templários X de XX


ESTUDOS DAS SOCIEDADES SECRETAS

CABALA
(Alguns trechos extraídos do "A Chave dos Grandes Mistérios", por Eliphas Levi, de Acordo com Henoch, Hermes Trimegisto e Salomão. chave absoluta das ciências ocultas dadas por Guilherme Postel e completado por Eliphas Levi.

"Todo saber é o sonho do impossível, mas ai de quem não ousa aprender tudo e não sabe que para aprender alguma coisa, é preciso resignar-se e estudar sempre! Dizem que para bem aprender é preciso esquecer várias vezes..."

Existe um alfabeto oculto e sagrado que os hebreus atribuem a Henoch, os Egípcios a Tot ou a Trimegisto, os gregos, a Cadmo e a Palamédio. Esse alfabeto, conhecido pelos Pitagóricos, compõe-se de idéias absolutas ligadas a signos e a números e realiza, por suas combinações, as matemáticas do pensamento.

Salomão havia representado esse alfabeto por 72 nomes escritos
em trinta e dois talismãs e é o que os iniciados do Oriente
denominam ainda de "as pequenas chaves ou clavículas de
Salomão". Essas chaves são descritas e seu uso é explicado num
livro cujo dogma tradicional remonta ao patriarca Abraão, é o
Sopher Yétsinah que penetra o sentido oculto de Zohar, o
grande livro dogmático da Cabala dos hebreus.

A necessidade de crer liga-se estreitamente à necessidade de
amar. É por isso que as almas têm necessidade de comungar com
as mesmas esperanças e com o mesmo amor. As crenças isoladas
não passam de dúvidas.
A fé não se inventa, não se impõe, não se estabelece por
convicção política; manifesta-se, como a vida, com uma espécie
de fatalidade.

Tudo o que eleva o homem acima do animal, o amor moral, a
abnegação, a honra são sentimentos essencialmente religiosos.
As instituições como o lar, a pátria, se degradariam
completamente e não saberiam existir, uma crença em alguma
coisa maior do que a vida mortal, com todas as suas
vicissitudes, suas ignorâncias e suas misérias.

A essência do objeto religioso é o mistério, uma vez que a fé
começa no desconhecido e abandona todo o resto às
investigações da ciência.
Mas para que o ato de não seja um ato de loucura, a razão quer
que ele seja dirigido e regulado. Chega-se então a uma dupla
definição; a verdadeira religião natural é a religião revelada,
acima das discussões humanas pela comunhão da fé, da
esperança e da caridade. Não há religião sem mistérios e nem
mistérios sem símbolos.

Metáforas não deveriam ser confundidas com realidade nem fé
com história.
O símbolo é a forma de expressão do mistério, ele só exprime
sua profundidade desconhecida por imagens paradoxais
emprestadas do conhecido.

Crer e saber são dois termos que nunca se podem confundir.
Ousemos apenas confirmar que existe um fato imenso, igualmente
apreciável pela fé e pela ciência, um fato que torna Deus
visível de algum modo sobre a terra, um fato incontestável e
de alcance universal; esse fato é a manifestação no mundo, a
partir da época em que começa a revelação cristã, de um
espírito evidentemente divino, mais positivo que a ciência em
suas obras, mais magnificamente ideal em suas aspirações que a
mais elevada poesia, um espírito para o qual era preciso criar
um nome novo e que é, tanto para a ciência quanto para a fé, a
expressão do absoluto; a palavra é caridade e o espírito de
que falamos é o espírito da caridade.

Diante da caridade, a fé e a ciência inclinam-se vencidas.
Ela, por si só, leva à compreensão de Deus porque contém uma
revelação inteira.


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