Campanha de natal para os sem abrigo





Uma fatia de bolo rei
O Natal de um sem abrigo



Esta campanha tem por objectivo a compra de um mínimo de 200 bolos rei
para fatiar e distribuir pelos sem abrigo na quadra natalícia
Após a ultima campanha efectuada com o nome "cobertores para os sem abrigo"
surgiu a ideia de ajudar-mos os sem abrigo a ter um Natal melhor.
Neste espírito, nasceu a ideia de comprarmos um mínimo de 200 bolos
que serão fatiados e distribuida uma fatia de bolo por cada sem abrigo no Natal


Atempadamente precisamos recolher donativos e encomendar
o fabrico dos bolos a uma fábrica para que tudo funcione como previsto.
Temos uma fábrica que nos forneceu já preços para a quantidade pretendida.

Os donativos serão apenas em dinheiro,
não faria sentido recolher bolos que no mínimo estariam impróprios para consumo
na data a ser distribuidos.
Para isso, aqui fica o numero da conta bancária
onde poderão fazer o vosso donativo
através de transferência bancária ou depósito directo.


NIB: 001 800 031 350 948 402 009
IBAN: PT50 001 800 031 350 948 402 009

Santander Totta

Importante:
Após efectuar o seu depósito, avise-nos do mesmo através do mail:
netideia@hotmail.com




Olá a todos,Este planeta chama-se Terra, Vamos pousar os pés nesta terra onde ainda habitamos e que não sairemos dele sem os pés bem assentes, por muito que teime em andar na Lua.

Um auto intitulado sacerdote perguntou-me se achava bem esta campanha pois ele viu um dia um mendigo que dizia a outro estar como mendigo por opção. Pelos vistos todos os outros pagam por este aos olhos deste "sacerdote"???

Eu não sou sacerdote de nada, sou um simples ser que teima em olhar á sua volta. Para si Sr Sacerdote, aqui fica o Planeta Terra - O mundo de hoje e não do passado ou do futuro.

Quanto á questão das leis karmicas e casuais, sabe melhor que eu que a lei do Amor é a lei Mater, Primária, que se sobrepõe a todas as leis. Não quero ensinar a missa ao vigário (sacerdote), apenas respondo ao que perguntou.


Deixe terminar a musica se quer ouvir o documentário:

Amor de amigo

Durante um confronto bélico, um orfanato de missionários numa aldeia vietnamita, foi atingida por várias bombas.

Os missionários e duas crianças morreram no momento e muitas ficaram feridas, inclusive uma menina de 8 anos.

Através do rádio de uma aldeia vizinha, os habitantes procuraram o socorro dos americanos. Um médico da Marinha e uma enfermeira chegaram trazendo apenas maletas de primeiros socorros.

Perceberam logo que o caso mais grave era o da menina. Se não fossem tomadas providências imediatas, ela morreria por perda de sangue. Era urgente que se fizesse uma transfusão.

Saíram à procura de um dador com o mesmo tipo sanguíneo. Os americanos não tinham aquele tipo de sangue, mas muitos órfãos que não tinham sido feridos poderiam ser dadores.

O problema agora, era como pedir às crianças, já que o médico conhecia apenas algumas palavras em vietnamita e a enfermeira tinha poucas noções de francês.

Usando uma mistura das duas línguas e muita gesticulação, tentaram explicar aos assustados meninos que, se não recolocassem o sangue perdido, a menina morreria.

Então, perguntaram se alguém queria doar sangue. A resposta foi um silêncio de olhos arregalados.

Finalmente, uma mão levantou-se timidamente, deixou-se cair e levantou de novo.

Ah, obrigada - disse a enfermeira em francês. - Como é o seu nome?

O garoto respondeu em voz baixa: Heng.

Deitaram Heng rapidamente na maca, esfregaram álcool no seu braço e espetaram a agulha na veia.

Durante estes procedimentos, Heng ficou calado e imóvel.

Passado um momento, deixou escapar um soluço e cobriu depressa o rosto com a mão livre.

Está a doer Heng? - perguntou o médico.

Heng abanou a cabeça, mas daí a pouco escapou outro soluço e mais uma vez tentou disfarçar.

O médico voltou a perguntar se doía, e ele abanou a cabeça outra vez, significando que não.

Mas os soluços ocasionais acabaram por se transformar num choro declarado, silencioso, os olhos apertados, o punho na boca para estancar os soluços.

O médico e a enfermeira ficaram preocupados. Alguma coisa obviamente estava a acontecer.

Nesse instante, chegou uma enfermeira vietnamita, enviada para ajudar. Vendo a aflição do menino, falou com ele, ouviu a resposta, e tornou a falar com voz terna, acalmando-o.

Heng parou de chorar e olhou surpreso para a enfermeira vietnamita. Ela confirmou com a cabeça e uma expressão de alívio estampou-se no rosto do menino. Então ela disse aos americanos:

Ele achou que estava a morrer. Entendeu que vocês pediram para dar todo o sangue dele para a menina poder viver.

E porque concordou ele? Perguntou o médico.

A enfermeira vietnamita repetiu a pergunta, e Heng respondeu simplesmente:

Ela é minha amiga.

GOTAS DE ÁGUA

Você já parou, alguma vez, para observar uma gota d`água?

Sim, uma pequena gota d`água equilibrando-se na ponta de um frágil raminho...

Com graciosidade a gotícula desafia a lei da gravidade, balançando-se nas bordas das folhas ou nas pétalas de uma flor.

São gotas minúsculas, que enfeitam a natureza nas manhãs orvalhadas ou permanecem como pequenos diamantes líquidos, depois que a chuva se vai.

É por isso, que um bom observador dirá que a vida seria diferente se não existissem gotas de água para orvalhar a relva e amenizar a secura do solo.

Madre Tereza de Calcutá foi uma dessas almas sensíveis.

Um dia, um jornalista que a entrevistava disse-lhe que, embora admirasse o seu trabalho junto aos pobres e enfermos, considerava que o que ela fazia, diante da imensa necessidade, era como uma gota d`água no oceano.

E aquela pequena sábia-mulher, respondeu: “sim, meu filho, mas sem essa gota d`água o oceano seria menor.”

Sem dúvida uma resposta simples e extremamente profunda.

Pois sem os pequenos gestos que significam muito, a vida não seria tão bela...
Um aperto de mão, em meio à correria do dia-a-dia...

Um minuto de atenção a alguém que precisa de ouvidos atentos, para que não caia nas malhas do desespero...

Uma palavra de esperança a alguém que está à beira do abismo.

Um sorriso gentil a quem perdeu o sentido da vida.

Uma pequena gentileza diante de quem está preso nas armadilhas da ira.
O silêncio, frente à ignorância disfarçada de ciência...

A tolerância com quem perdeu o equilíbrio.

Um olhar de ternura para quem pena na amargura.

Pode-se dizer que tudo isso são apenas gotas d`água que se perdem no imenso oceano, mas são essas pequenas gotas que fazem a diferença para quem as recebe.

Sem as atitudes, aparentemente insignificantes, que dentro da nossa pequenez conseguimos realizar, a humanidade seria triste e a vida perderia o sentido.

Um abraço afectuoso, nos momentos em que a dor nos visita a alma...

Um olhar compassivo, quando nos extraviamos do caminho recto...

Um incentivo sincero de alguém que nos deseja ver feliz, quando pensamos que o fracasso seria inevitável...

São todas estas atitudes que embelezam a vida.

E, se um dia alguém lhe disser que esses pequenos gestos são como gotas d`água no oceano, responda, como madre Tereza de Calcutá, que sem essa gota o oceano de amor seria menor.

E tenha a certeza disso, pois as coisas grandiosas são compostas de minúsculas partículas.

Pense nisso!

Sem a sua quota de honestidade, o oceano da nobreza seria menor.

Sem as gotas de sua sinceridade, o mar das virtudes seria menor.

Sem o seu contributo de caridade, o universo do amor fraternal seria consideravelmente menor.

Pense nisso!

E jamais acredite naqueles que desconhecem a importância de um pequeno tijolo na construção de um edifício.

Lembre-se da minúscula gota d`água, que delicadamente se equilibra na ponta do raminho, só para tornar a natureza mais bela e mais romântica, à espera de alguém que a possa contemplar.

E, por fim, jamais esqueça que são essas mesmas pequenas e frágeis gotas d`água que, com insistência e perseverança conseguem esculpir a mais sólida rocha.

A CRUZ

No trato diário ocorre, muitas vezes, de reclamarmos das dores que nos chegam.

Vida dura! Cruz pesada! E, de uma forma muito particular, olhamos para as demais pessoas com olhos examinadores, concluindo que elas não sofrem tanto quanto nós.

Dia desses, ao comentarmos acerca do acidente que sofreu uma pessoa famosa, resultando em sérios danos físicos, ouvimos da boca de quem nos escutava:

- Ah, mas essa pessoa tem muito dinheiro. É rica. Não tem com que se preocupar. Tem quem lhe atenda. Médicos, enfermeiras, terapeutas.

Em nenhum momento, a pessoa a quem nos dirigíamos pensou que, mesmo com dinheiro e fama, o acidentado deveria estar a sofrer intensamente.

Sim, acreditamos sempre que a dificuldade dos outros é menor. As nossas é que são enormes.

Pelo facto de pensarmos dessa forma é que, no vocabulário popular, se fala da cruz para significar as dificuldades próprias.

Carregar a própria cruz. Cruz pesada.

Conta-se que, certa vez, um homem inconformado passou a clamar aos céus:


- Senhor Deus, a cruz que carrego é muito pesada. Não estou a suportar o peso das dificuldades e problemas que venho enfrentando.

Tanto reclamou que um dia, um espírito do Senhor apresentou-se e disse-lhe que as suas queixas tinham alcançado os céus.

Conduzido a um vasto campo, cheio de cruzes dos mais diversos e variados tamanhos, o amigo espiritual disse-lhe que poderia escolher, dentre todas elas, a que melhor se lhe ajustasse.

Animado, o homem examinou as cruzes. Finalmente, depois de muitas examinar, avaliar, testar, apanhou aquela que lhe pareceu ideal.

- Você tem certeza que é esta mesma a cruz que quer? Perguntou-lhe o mensageiro.

- Sim. Disse ele. Esta é a que melhor se ajusta aos meus ombros. Aquela cujo peso posso suportar.

Para seu espanto, o amigo pediu-lhe que olhasse mais atentamente e então, o homem descobriu que a cruz que escolhera era exactamente a sua, aquela de cujo peso reclamara tanto.

Deus é justo. Infinitamente bom e misericordioso. Jamais concede à criatura fardo maior do que possa suportar.

As nossas queixas simplesmente demonstram que não estamos a saber levar com dignidade a problemática.

Às vezes, por sermos muito rebeldes e não nos ajustarmos às disciplinas que nos são impostas, gostaríamos de outras porque gostaríamos muito de viver no amolentamento, na preguiça, não no trabalho e na luta.

A vida situa-nos exactamente onde devemos estar. Todas as condições necessárias ao nosso aprendizado são-nos apresentadas.

O que nos compete é colocar uma almofada entre a cruz e os ombros.

Uma almofada feita de virtudes cristãs.

Quando nos dispomos a servir, amar, perdoar, compreender, o peso das nossas dificuldades diminuirá tanto que até nos esquecemos que estamos sobre a terra carregando o fardo das dificuldades.

***
A dificuldade é teste de resistência. É oportunidade de combate.

Aprendamos a transformar as dificuldades que se acumulam nos nossos dias em oportunidades de trabalho e serviço.


Quando tudo estiver difícil e escuro, recordemos que além das nuvens pesadas, o sol está sempre a brilhar.

BOM SENSO E LIBERDADE

Conta-se que dois homens caminhavam lado a lado. Um era jovem, trazia consigo os sinais da inexperiência. Tinha olhos vivos e atentos a tudo, como quem quer aspirar a vida num só fôlego.
Desejava modificar o mundo, revolucionar a sua época, ensinar o muito que julgava saber.


O outro trazia no semblante as marcas do tempo e já não queria tomar o mundo, contentava-se em aprender um pouco, aqui e ali, analisando, sereno, as experiências que a vida lhe apresentava.


Tampouco desejava deixar as suas marcas nos homens e nas coisas que o rodeavam. Não queria discípulos, nem seguidores, e não pretendia modificar ninguém, a não ser a si próprio.
Era cego de nascença. Porém, apesar de ter os olhos do corpo fechados, possuía abertos os da alma.


Vinham em silêncio quando o jovem, surpreso, exclamou: um papagaio de papel! Um papagaio de papel no céu!
Por que está tão alegre ao ver Um papagaio de papel, ainda que distante? Perguntou o cego.
É que cada vez que vimos um papagaio de papel, uma só idéia nos assalta a alma: a idéia da liberdade e, qual de nós não valoriza a possibilidade de se sentir livre? Disse o jovem.
Liberdade? Questionou o homem. Estranho, para mim o papagaio de papel tem outro significado.


Outro significado? Como? Sabe o que é um papagaio de papel?
Sim, meu amigo, eu sei o que é um papagaio de papel, pipa, pandorga, como queira chamar.
Pois a imagem desse objecto traz-me à mente a idéia de responsabilidade e bom senso.
Não entendo... disse o jovem.


E o homem falou com sabedoria: o exercício da liberdade é complexo e fundamental nas nossas vidas.
Todavia, como você pode perceber, o papagaio de papel tem uma liberdade muito relativa, graças ao fio no qual está preso.
Por vezes, o desejo de liberdade faz-nos ver as coisas de um ponto de vista muito acanhado e perdemos a noção dos limites.
Muitas pessoas acreditam ter liberdade ilimitada, mas estão presas ao chão pelos fios invisíveis dos vícios de toda ordem.
Há aqueles que estão presos aos bens transitórios do mundo, como se fossem pássaros cativos em gaiolas de ouro.


Há os que não conseguem romper com os fios do orgulho e do egoísmo, que os impedem de alçar o vôo definitivo, rumo à liberdade.
Os que não conseguem desatar os nós prejudiciais do desejo de posse sobre familiares e amigos, amargando séculos de infelicidade.
Há aqueles que estão presos pelas correntes poderosas da prepotência, do preconceito, da ambição desmedida, dos desejos sexuais desenfreados.
Dessa maneira, meu jovem, muitas vezes os olhos nos enganam. Não basta enxergar, é preciso ver além.


É preciso perceber que sem romper com os vícios que nos prendem ao solo, a liberdade é impossível.
Foi por essa razão que Jesus, o grande Sábio da humanidade afirmou: “conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres”.


Conhecendo e reconhecendo a sua destinação divina, a sua condição de filhos da luz, os homens farão esforços para cortar as amarras que os retém em mundos inferiores, para alçar o vôo definitivo da liberdade sem limites.
Eis, meu filho, a minha maneira de ver o que significa realmente a liberdade.
O jovem deu o braço ao cego, calou-se, e, em silêncio, entregou-se a profundas reflexões.
Pense nisso!


O limite da liberdade encontra-se inscrito na consciência de cada pessoa, através das leis divinas.
Assim sendo, é dever de cada ser humano libertar-se do cárcere de sombra e dor, da prisão sem barras em que se mantém, e desenvolver as asas de luz das virtudes que lhe possibilitarão o vôo definitivo da liberdade sem limites.
Pensemos nisso!
(anónimo)

ASPECTOS DO SOFRIMENTO

Era um dia quente de verão naquela cidade alentejana. Mas apesar do calor a vida deveria seguir o seu curso, normalmente.

O jovem trabalhador acordou cedo, como de costume, e enfrentou a alta temperatura com bom ânimo e coragem.

Trabalhou o dia todo, atendeu pessoas, suou muito, e, ao final da tarde estava exausto.

Gostaria de ir para casa, tomar um banho, descansar, mas ainda teria que enfrentar uma sala de aula, sem ar condicionado.

“Sou um infeliz!”, pensou consigo mesmo. Mas o que fazer? Era preciso ir para a Universidade, pois era cumpridor de seus deveres e a responsabilidade chamava-o.

Passou rapidamente um pouco de água fresca pelo rosto, pegou na tradicional pasta com os materiais de estudo, e lá se foi...

Caminhava pelas ruas e sentia mais e mais o desconforto do calor, a roupa húmida de suor, e sentia-se ainda mais infeliz.

“Oh vida dura! Não ter tempo nem para tomar um banho para aliviar o cansaço, é demais”... Pensava.

“Ainda se pelo menos tivesse um carro para não ter que enfrentar este calor infernal do asfalto!”...

Subia uma ladeira, cabisbaixo, mergulhado nos próprios pensamentos, quando escutou, ao longe, uma melodia que alguém assobiava, com musicalidade e alegria.

Olhou para trás, mas não avistou ninguém. Intrigado com o assobio que se tornava mais próximo a cada passo, percebeu que á sua frente algo se movia lentamente.

Apressou o passo e foi-se aproximando de um homem que se arrastava, lentamente, ladeira acima, com o auxílio das mãos.

O homem não tinha pernas, e uma lona de borracha envolta no que restara das suas coxas eram os seus sapatos...

Como os seus passos eram demasiado lentos, ele podia assobiar, admirar a paisagem, agradecer a Deus pela vida...

O jovem, diante daquela cena, sentiu-se profundamente constrangido.

Como pudera ter-se deixado levar por tamanha ingratidão e infelicidade, por tão pouco?!...

Olhando a situação daquele homem que se movia com tanta dificuldade e expressava a sua alegria assobiando, ele ergueu a cabeça e seguiu com outra disposição e ânimo.

Agora ele já não se achava a mais infeliz das criaturas, só porque o suor e o cansaço o incomodavam no momento...


O sofrimento tem a dimensão que nós lhe damos.

Por vezes, mergulhamos de tal forma nos próprios problemas que não percebemos que eles são pequenos demais para nos tirar a disposição e a alegria de viver.

Há momentos em que as nossas lágrimas nos impedem de perceber o remédio, que está ao alcance de nossas mãos.

Às vezes é preciso que se apresente uma situação mais grave que a nossa, ou um problema maior, para que possamos avaliar as reais dimensões dos nossos sofrimentos.

Isso não quer dizer que devamos ignorar as dificuldades que surgem no caminho, mas que devemos estar atentos para não permitir que as nossas dores nos tornem egoístas e insensíveis.

É importante reflectir sobre o que leva uma pessoa sem pernas, que se arrasta pelas ruas, a fazer isto assobiando em vez de reclamar e se considerar o mais infeliz dos seres.

Talvez essa pessoa entenda que a reclamação não tornaria a sua situação melhor, mas a alegria faz o sofrimento desaparecer.

Assim, por uma questão de inteligência e bom senso, quando a situação estiver muito difícil, lembre-se daquele homem que em vez de subir a ladeira a chorar, sobe assobiando.

Afinal de contas, se a dor é inevitável, o sofrimento é opcional.

Pense nisso!

(anónimo)

Aquisição da Consciência

Allan Kardec, o grande responsável pela codificação do Espiritismo, perguntou aos Sábios do espaço onde estão escritas as leis de Deus.

E eles responderam: na consciência.

Dessa forma, todos os seres humanos trazem consigo, esculpidas na própria consciência, as leis divinas.

Todavia, embora estejam escritas, nem todos conseguem ler e interpretar essas leis e praticá-las. Para isso é necessário o desenvolvimento do senso moral.



Essa conquista é fruto do esforço pessoal, do estudo, da meditação, dos pensamentos nobres e de uma vigília constante.

O despertar da consciência é efeito natural do processo evolutivo, e essa conquista permitirá ao ser avaliar factores profundos como o bem e o mal, o certo e o errado, o dever e a irresponsabilidade, a honra e a desonra, o nobre e o vulgar, o lícito e o irregular, a liberdade e a libertinagem.

Essa consciência não é de natureza intelectual, actividade dos mecanismos cerebrais. É força que os impulsiona, porque nascida nas experiências evolutivas, a exteriorizar-se em forma de acções.

Encontramo-la em pessoas incultas intelectualmente, e ausente em outras, portadoras dos mais altos conhecimentos académicos.

Especialistas em problemas respiratórios, por exemplo, que conhecem os danos provocados pelo tabagismo, pelo alcoolismo e por outras drogas, e que, apesar disso, usam, eles próprios, qualquer um desses flagelos, demonstram que ainda não desenvolveram a consciência plena.

Os seus dados culturais são frágeis de tal forma, que não dispõem de valor para manter uma conduta saudável.

Por outro lado, há indivíduos que não têm conhecimento intelectual mas possuem lucidez para agir diante dos desafios da existência, elegendo um comportamento não agressivo e digno, mesmo que a custa de sacrifícios.

A consciência pode ser treinada mediante o exercício dos valores morais elevados, que objectivam o bem do próximo e, por consequência, o próprio bem.

Caso deseje iluminar a sua consciência, eis algumas breves regras que o vão ajudar a alcançar esse propósito:

Administre os seus conflitos. O conflito psicológico é inerente à natureza humana e todos o sofrem.

Evite eleger homens-modelo para seguir. Eles também são falíveis e, às vezes comprometem-se, o que, de maneira alguma deve constituir desestímulo.

Permita-se maior dose de confiança nos seus valores, esforçando-se para melhorar sempre e sem desânimo. Se errar, repita a acção, se acertar, siga adiante.

Não fuja ao enfrentamento de problemas usando desculpas falsas, comprometedoras, que o surpreenderão mais tarde com dependências infelizes.

Reaja à depressão, trabalhando sem auto-piedade nem acomodação preguiçosa.

Tenha em mente que os seus não são os piores problemas. Eles pesam o volume que você lhes dá.

Liberte-se da queixa pessimista e medite mais nas fórmulas para perseverar e produzir.

Nunca ceda espaço à hora vazia, que se preenche de tédio, mal-estar ou perturbação.

Lembre-se que você é humano e o processo de conscientização é lento. Você adquirirá segurança e lucidez através da acção contínua e firme.

Pense nisso!

A existência terrena é toda uma oportunidade para enriquecimento contínuo.

Cada instante é ensejo de nova acção propiciadora de crescimento, de conhecimento e de conquista.

Saber utilizá-la é desafio para a criatura que aspira por novas realizações.

Pense nisso, mas pense agora!

(anónimo)

Lições sobre a importância das pessoas

Primeira lição

Durante o meu segundo mês na escola de enfermagem, o nosso professor deu-nos um questionário.
Eu era um bom aluno e respondi rápidamente a todas as questões até chegar á última que era: "Qual o primeiro nome da mulher que faz a limpeza da escola?"

Sinceramente, isso parecia uma piada. Eu já tinha visto a tal mulher várias vezes. Ela era alta, cabelo escuro, lá pelos seus 50 anos, mas como ia eu saber o primeiro nome dela?

Entreguei o meu teste deixando essa questão em branco e um pouco antes da aula terminar, um aluno perguntou se a última pergunta do teste ia contar para nota.
"Absolutamente", respondeu o professor.
"Na sua carreira, você encontrará muitas pessoas. Todas têm o seu grau de importância. Elas merecem a sua atenção mesmo que seja com um simples sorriso ou um simples 'olá".

Eu nunca mais esqueci essa lição e também acabei por aprender que o primeiro nome dela era Manuela.

Segunda Lição

Numa noite, estava uma senhora negra, na berma de uma highway no estado americano do Alabama a enfrentar um tremendo temporal.

O carro dela tinha avariado e precisava desesperadamente de uma boleia.
Completamente molhada, começou a acenar aos carros que passavam.

Um jovem branco, parecendo que não tinha conhecimento dos acontecimentos e conflitos dos anos 60, parou para a ajudar. O rapaz deixou-a num lugar seguro, procurou ajuda mecânica e chamou um táxi para ela.
Ela parecia estar realmente com muita pressa mas conseguiu tomar nota do endereço dele e agradecer-lhe.

Sete dias se passaram quando bateram a porta da casa do rapaz.

Para surpresa dele, uma enorme TV colorida com acessórios e tudo estava a ser entregue na casa dele com um bilhete junto que dizia:

"Muito obrigada por me ter ajudado na highway naquela noite. A chuva não só tinha encharcado minhas roupas como também o meu espírito.

Então, você apareceu. Por sua causa eu consegui chegar ao leito de morte do meu marido antes que ele falecesse.
Deus o abençoe por me ter ajudado e de forma a ajudar os outros.

Sinceramente, Mrs. Nat King Cole".

Terceira lição

Numa época em que um gelado custava muito menos do que hoje, um menino de 10 anos entrou na gelataria e sentou-se a uma mesa.

Uma funcionária colocou um copo com água na frente dele.

"Quanto custa um sundae?" perguntou ele.

"50 centavos" - respondeu a empregada.

O menino tirou as moedas do bolso e começou a contá-las.

"Bem, quanto custa um gelado simples?" perguntou ele.

Por esta altura, mais pessoas estavam á espera de uma mesa e a empregada começava a perder a paciência.

"35 centavos" - respondeu ela, de maneira brusca.

O menino, mais uma vez, contou as moedas e disse:
"eu vou querer, então, o gelado simples".

A empregada trouxe o gelado simples e a conta que colocou na mesa e saiu.

O menino acabou de comer o gelado, pagou a conta na caixa e saiu.

Quando a empregada voltou começou a chorar, pois ali, ao lado do prato, haviam duas moedas de 5 centavos e cinco moedas de 1 centavo.

Ou seja: o menino não pôde pedir o "sundae" porque ele queria que sobrasse a gorjeta da empregada.

(anónimo)

AMOR AO PRÓXIMO



A orientação do Cristo para que amemos o próximo como a nós mesmos é fácil de ser repetida, mas ainda está um tanto distante de ser vivida.

Quando Jesus faz essa recomendação, não estabelece nenhuma condição, simplesmente recomenda que amemos.

Todavia, temos a tendência de consagrar a maior estima apenas àqueles que leiam a vida pela cartilha dos nossos pontos de vista.

Nosso devotamento costuma ser caloroso para com os que concordam com o nosso modo de ver, com nossos hábitos enraizados e princípios sociais.

Esquecemo-nos de que nem sempre nossas interpretações são as melhores, nossos costumes os mais nobres e nossas directrizes as mais elogiáveis.

É importante quebrar a concha do nosso egoísmo para dedicar amor ao próximo conforme o recomenda Jesus.

Não pela servidão afectiva com que se ligam ao nosso roteiro pessoal, mas pela fidelidade com que se dedicam em favor do bem comum.

Se amamos alguém tão-só pela beleza física, provável encontremos amanhã o objecto da nossa afeição a caminho do monturo.

Se estimamos em algum amigo apenas a oratória brilhante, é possível que ele esteja em aflitiva mudez, dentro em breve.

Se o móvel da nossa suposta afeição é os bens materiais, lembremos que estes são passageiros como as flores de um dia.

É preciso aperfeiçoar nosso modo de ver e de sentir, a fim de avançar no rumo da vida superior.

É bem verdade que existem pessoas com as quais não trocamos afectividades. Diríamos até que sua simples presença nos causa aversão.

Todavia, se não as conseguimos amar, é importante que não lhes desejemos o mal. Que quebremos de vez por todas as pesadas algemas do desafecto, não lhes enviando vibrações negativas.

Jesus recomenda que amemos os nossos inimigos, mas, dedicar amor aos inimigos ainda é muito difícil no actual estágio evolutivo da terra.

Todavia, não é impossível. Basta que comecemos a ver nossos supostos inimigos como irmãos que carecem do amor de Deus tanto quanto nós.

O primeiro passo é intensificar o afecto aos que nos são simpáticos. Depois, dedicar atenção aos que nos são indiferentes: porteiros, carteiros, lojistas, colegas, entre outros. Em seguida, tolerar os que nos causam aversão.

Assim, quando menos esperarmos, o amor ao próximo já será uma constante em nossos corações. É preciso dar o primeiro passo e continuar firmes. Eis aí um grande desafio!


***


”Busquemos as criaturas, acima de tudo, pelas obras com que beneficiam o tempo e o espaço em que nos movimentamos. Porque um dia compreenderemos que o melhor raramente é aquele que concorda connosco, mas é sempre aquele que concorda com o senhor, colaborando com ele na melhoria da vida, dentro e fora de nós.”

Pensemos nisso!

(texto enviado por um leitor do blog www.netideia.blogspot.com)

APRENDI...

APRENDI...

Um dia desses, enquanto aguardava a vez na sala de espera, percebi, solta entre as revistas, uma folha de papel.


A curiosidade fez com que a tomasse para ler o que estava escrito. Era uma bela mensagem que alguém havia escrito.


O título era interessante e curioso: aprendi...

Dizia o mais ou menos o seguinte:

Aprendi que eu não posso exigir o amor de ninguém, posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência, para que a vida faça o resto.

Aprendi que não importa o quanto certas coisas sejam importantes para mim, há pessoas que não dão a mínima e eu jamais as conseguirei convencer.

Aprendi que posso passar anos a construir uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos.

Aprendi que posso usar o meu charme por apenas 15 minutos, depois disso, preciso saber do que estou a falar.

Eu aprendi... Que posso fazer algo num minuto e ter que responder por isso o resto da vida.

Aprendi que por mais que se corte um pão em fatias, esse pão continua a ter duas faces, e o mesmo vale para tudo o que cortamos no nosso caminho.

Aprendi... Que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser, e devo ter paciência.

Mas, aprendi também, que posso ir além dos limites que eu próprio coloquei.

Aprendi que preciso escolher entre controlar os meus pensamentos ou ser controlado por eles.

Aprendi que os heróis são pessoas que fazem o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que sentem.

Aprendi que perdoar exige muita prática.

Aprendi que há muita gente que gosta de mim, mas não consegue expressar isso.

Aprendi... Que nos momentos mais difíceis a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar as coisas.

Aprendi que posso ficar furioso, tenho o direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel.

Aprendi que jamais posso dizer a uma criança que os seus sonhos são impossíveis, pois seria uma tragédia para o mundo se eu conseguisse convencê-la disso.

Eu aprendi que o meu melhor amigo me vai magoar de vez em quando, que eu tenho que me acostumar com isso.

Aprendi que não basta ser perdoado pelos outros, eu preciso me perdoar primeiro.

Aprendi que, não importa o quanto meu coração esteja a sofrer, o mundo não vai parar por causa disso.

Eu aprendi... Que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu sou, mas não pelas escolhas que eu faço quando adulto.

Aprendi que numa discussão preciso escolher de que lado estou, mesmo quando não me quero envolver.

Aprendi que, quando duas pessoas discutem, não significa que elas se odeiem; e quando duas pessoas não discutem não significa que elas se amem.

Aprendi que por mais que eu queira proteger os meus filhos, eles vão-se magoar e eu também. Isso faz parte da vida.

Aprendi que a minha existência pode mudar para sempre, em poucas horas, por causa de pessoas que eu nunca vi antes.

Aprendi também que diplomas na parede não me fazem mais respeitável ou mais sábio.

Aprendi que as palavras de amor perdem o sentido, quando usadas sem critério.

E que amigos não são apenas para guardar no fundo do peito, mas para mostrar que são amigos.

Aprendi que certas pessoas vão embora da nossa vida de qualquer maneira, mesmo que desejemos retê-las para sempre.

Aprendi, afinal, que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito.

A mensagem é significativa, e sua autoria é atribuída a William Shakespeare.

Nós poderíamos simplesmente ler e guardá-la na memória, mas preferimos dividi-la com a comunidade.

Porque uma coisa nós também aprendemos: o que é bom deve ser divulgado.


(Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em mensagem atribuída a William Shakespeare).
Ocorreu um erro neste dispositivo