Olimpíadas do Amor


Olimpíadas do Amor

Há alguns anos, nas Olimpíadas Especiais na cidade de Seattle no estado americano de Washington, mais precisamente no ano de 1982, nove participantes, todos com comprometimento mental ou físico, alinharam-se para a largada da corrida dos cem metros.

Ao sinal, todos partiram, não exactamente em disparada, mas com vontade de dar o melhor de si e terminar a corrida.
Todos, com excepção de um garoto que tropeçou no asfalto, caiu e começou a chorar.
Os outros ouviram o choro, diminuíram o passo e olharam para trás. Então, viraram-se e voltaram, Todos eles.

Uma das meninas com Síndrome de Down, ajoelhou-se, deu um beijo ao garoto caído e disse: "Pronto, agora vai sarar".
E todos os nove competidores deram os braços e andaram juntos até a linha de chegada.
O estádio inteiro levantou-se e os aplausos duraram muitos minutos.

As pessoas que estiveram ali, naquele dia, continuam ainda hoje a repetir esta história.
Porquê? Porque lá no fundo nós sabemos, o mais importante nesta vida não é ganhar sozinho.
O que importa nesta vida é ajudar o outro a vencer, mesmo que isso signifique diminuir o passo e mudar o curso.

Depois deste relato, as emoções tocam-nos e parece iminente a necessidade de fazer algo parecido que realize os nossos sentimentos. E despertar esses sentimentos é muito bom, pois mostra-nos o caminho que temos a seguir, colocando em prática os nossos ideais. Então, a hora e o momento são nossos.

E compete a todos nós fazermos deste um mundo melhor, vivendo um milénio repleto de experiências iguais a esta.

Só depende de nós!
Muita luz e esperança e muito sal de ânimo!
Que a paz e amor de Jesus permaneçam em nosso coração por todo o milénio, renovando-nos sempre!
(Flo Johnasen do Wolf News)

"As palavras mais ouvidas são muitas vezes ditas em silêncio"

O Dirigente Espírita


O Dirigente...

Havia num Centro Espírita um dirigente, que todos os dias lá estava a fazer palestras.

Pessoa culta, inteligente, era admirada por todos pelas suas palavras e pelo entendimento da doutrina espírita.

O interessante é que, enquanto fazia as suas palestras, reparava num velhinho sentado no fundo da sala, nas últimas cadeiras.

O velhinho estava sempre lá, todas as vezes que ele fazia a sua palestra lá estava o velhinho, olhos miúdos, atento a tudo.

Pois bem, esse velhinho veio a desencarnar e por coincidência ou não o dirigente do centro espírita também.

Qual a surpresa, quando o dirigente do centro espírita ao chegar ao outro lado, se viu num ambiente nebuloso, sombrio e nefasto, estava no umbral…

Ficou por ali algum tempo, mas, conhecedor da doutrina, sabia que a salvação era a oração, começou então a orar e a pedir a Deus que o ajudasse… Estava aflito, desorientado, não entendia porque estava a acontecer aquilo.

Um dia, para seu espanto, vê uma luz, uma luz forte a aproximar-se dele… tão forte que o ofuscava.

Ao perceber a aproximação daquela luz, ficou radiante, alegre, feliz pois sabia que as suas preces tinham sido ouvidas.

Mais espantado ficou ao perceber que aquela luz era irradiada por aquele velhinho que ele tanta vez vira nas suas palestras, sentado ao fundo da sala.

Intrigado exclamou:

- É você?
- Você não era aquele velhinho que ficava lá no fundo do centro quieto, que não dizia nada, apenas escutava o que eu dizia…
- Como pode?
- Você está aí com toda essa exuberância divina, e eu que era até dirigente de um centro espírita, ajudei tantas pessoas, estou aqui neste estado. Porquê?

O velhinho olhou para ele, e com um sorriso que irradiava bênçãos, disse:

- Eu apenas fiz o que você dizia nas suas palestras, apenas fiz.
- E você fazia o que dizia?

Abra a Porta


Abra a Porta

A sala estava repleta de convidados, todos curiosos para ver a obra de arte, ainda oculta sob o pano branco.
Dizia-se que o quadro era lindo.

As autoridades locais estavam presentes, entre fotógrafos, jornalistas e outros convidados, porque o pintor era de facto muito famoso.
Á hora marcada, o pano que cobria a pintura foi retirado e houve calorosos aplausos. O quadro era realmente impressionante.

Tratava-se de uma figura exuberante de Jesus, a bater suavemente na porta de uma casa.
O Cristo parecia vivo. Com o ouvido junto à porta, Parecia desejar ouvir se lá dentro alguém respondia.
Houve discursos e elogios. Todos admiravam aquela obra de arte perfeita.

Contudo, um observador curioso achou uma falha grave no quadro: a porta não tinha fechadura.
Dirigiu-se ao artista e comentou com interesse: a porta que o senhor pintou não tem fechadura.
Como é que O Visitante poderá abrí-la?

É assim mesmo, respondeu o pintor calmamente.
A porta representa o coração humano, que só abre pelo lado de dentro.
Muitas vezes, mal interpretado, outras tantas, desprezado, grandemente ignorado pelos homens, o Cristo há mais de dois milênios que tenta entrar na nossa casa íntima.
Conhecedor do caminho que conduz à felicidade suprema, Jesus continua a ser a visita que permanece do lado de fora dos corações, na tentativa de ouvir se lá dentro alguém responde ao seu chamamento.

Todavia, somos muitos os que o chamamos de Mestre, mas não permitimos que Ele nos ensine as verdades da vida.
Grande quantidade de cristãos, dizem que Ele é o médico das almas, mas não seguem as prescrições Dele.
Tantos que dizem que Ele é o irmão maior, mas não permitem que coloque a mão nos seus ombros e os conduza por caminhos de luz...
Talvez seja por esse motivo que a humanidade se debate na procura de caminhos que conduzem a lugar nenhum.

Enquanto o Cristo espera que abramos a porta do nosso coração, nós saímos pelas janelas da ilusão e desperdiçamos as melhores oportunidades de receber esse Visitante ilustre, que possui a chave que abre as portas da felicidade que tanto desejamos.
Se você não sabe como abrir a porta do seu coração, comece por fazer pequenos exercícios físicos, estendendo os braços na direção daqueles que necessitam da sua ajuda.
Depois, faça uma pequena limpeza na sua casa íntima, deitando fora os detritos da mágoa, da incompreensão, do orgulho, do ódio...
Em seguida, procure conhecer a proposta de renovação moral do Homem de Nazaré.
Assim, quando você menos esperar, Ele já estará dentro do seu coração como convidado de honra, para guiar os seus passos na direcção da luz, da felicidade sem mescla que você tanto deseja.

O olhar de Jesus dulcificava as multidões. Os seus ouvidos atentos descobriam o pranto oculto e identificavam a aflição onde quer que se encontrasse. A sua boca, plena de misericórdia, apenas consolou, cantando a eterna sinfonia da Boa Nova em apelo insuperável junto dos ouvidos dos tempos, convocando o homem de todas as épocas, à conquista da felicidade.

Os Druídas


Os Druídas

O druidismo é uma designação da doutrina mistico-religiosa praticada pelos Druídas, sacerdotes celtas que habitavam as florestas da Gália (França), as brumosas ilhas britânicas e parte da região da Irlanda.

Estudavam as forças ocultas da natureza, como também os movimentos das estrelas.

Praticavam a cura pelas ervas, métodos de advinhação, entoavam cânticos e eram grandes poetas.
Cultuavam a natureza e faziam cerimónias religiosas sempre a céu aberto.
Não possuíam escrita e passavam a vida toda a decorar as suas leis e os seus épicos.

Elegiam dentro da família real o novo rei. Os futuros reis eram escolhidos entre os membros das classes superioras e possuíam 3 níveis ou graus de autoridade.

O druidismo foi um belo sistema religioso celta, que até hoje atrai os seus seguidores.

O Mundo dos Celtas


O Mundo dos Celtas

Segundo Robert de Baron, José de Arimatéia escondeu a taça que Jesus usou na última ceia, a mesma que ele próprio usou para recolher o sangue de Cristo antes de colocá-lo na tumba.

Depois, viajou para Inglaterra com um grupo de seguidores e funda a Segunda Mesa da Última Ceia, ao redor da qual sentam doze pessoas (como na Távola Redonda). No lugar de Jesus era colocado um peixe.

José de Arimatéia fundou a sua congregação em Glastonbury. No lugar onde teria edificado a sua igreja em barro e palha , há os restos de uma abadia muito posterior. A mesma onde se diz estarem enterrados o rei Arthur e Guinevere e onde estaria o Santo Graal.

Os Celtas
Povo Nórdico, de vida simples que utilizava as forças telúricas em todas as suas atividades, expressas basicamente através de rituais propiciatórios. Consideravam a natureza a expressão máxima da Deusa Mãe.

Os Celtas entendiam que a terra se comportava como um autêntico ser vivo, que nela a energia flui em benefício da vida e da mente.

Usavam pedras sob a forma de dolmens de menhires (construções megalíticas para canalizar energia) como drenadores, condensadores de energia telúrica direcionadas pela energia mental.

Os festivais Celtas tinham a ver com a época do ano, por isso ocorriam em datas precisas. Sabiam que as energias sofrem reflexões e refrações por isso praticavam os seus rituais completamente despidos.Os cerimoniais célticos tinham um conteúdo mágico bem mais intenso que os druídicos.

O catolicismo primitivo , tal como um furacão devastador apagou tudo o que lhe foi possível apagar no que diz respeito aos rituais célticos, catalogando-os de paganismo, de cultos imorais e tendo como objetivo a adoração da força negativa.
A Igreja Católica , derivada do hebráico ortodoxo, era machista pois considerava a mulher responsável pela queda do homem, não tolerando a admissão de uma Deusa Mãe, mesmo que esta simbolizasse a própria natureza.

Isto não foi ensinado nem praticado por Jesus.
Ele valorizou a mulher. Entre os primeiros séculos do Cristianismo , a participação feminina era bem intensa.
O elemento básico de Wicca não tinha como base primordial o homem e sim a mulher.

Merlin


Merlin

Os primeiros registros existentes onde consta Merlim, dizem que Merlim era um mago , profeta e conselheiro, activo em todas as fases da administração do reinado do rei Arthur da Távola Redonda.

Muito conhecido através da misteriosa vida druídica pela qual optou, é um dos seres mais enigmático e carismático, onde até hoje, ninguém sabe se ele realmente existiu, ou se é apenas uma lenda, apenas são conhecidos fragmentos, e histórias confusas , nas quais não se consegue definir a sua identidade.
Quando se fala em mago , vem á mente Merlim.

Os Gauleses


Os Gauleses

Foram considerados bárbaros por escritores romanos e cristãos, que os viam como sanguinários e violentos.
Encontraram nos seus cultos unicamente práticas grosseiras. Realmente, no princípio, usavam sacrifícios humanos.
Estes, todavia, na maior parte decorria de execuções judiciais.
Deve-se considerar portanto , que ninguém pior do que a Santa Inquisição, para julgar o procedimento de um povo , que como qualquer outro , tiveram as suas crenças e os seus dogmas.

Até hoje, muitos países civilizados adoptam ainda a pena de morte.
É desconhecido o fundador da religião druídica e o autor dos Livros Sagrados, As Tríades.
"Há três unidades primitivas: Deus , Luz e Liberdade.Há três unidades de Deus: Ser infinito em si mesmo; Ser finito para com o finito; e estar em relação com cada estado das existências no círculo dos mundos".

Acreditavam na reencarnação; "A alma reveste as três formas rudimentares da vida e só adquire consciência e alcança a liberdade depois de permanecer por muito tempo imersa nos seus instintos primários. "Reportam-se ao nascimento do espírito já no plano material.
Que a alma percorre três círculos em estados sucessivos:Nasce na matéria, período mais primitivo, onde sofre o jugo da animalidade; o círculo das migrações para experiência e sofrimento em muitas encarnações, depois completa o seu aprendizado em diversos mundos.
E finalmente o círculo do infinito, morada da essência divina.No druidismo , cada um prepara e edifica o próprio destino, não havendo favorecimentos.Eis aí a lei do Karma com todas as implicações e consequências.

Os gauleses consideravam os despojos dos guerreiros, simples invólucros gastos, e como tal, indignos de atenção.Por isso, abandonavam insepultos no campo de batalha, para grande surpresa de seus inimigos.
Emprestavam dinheiro para ser pago na encarnação futura.

A comemoração dos mortos no primeiro de novembro é iniciativa gaulesa onde evocavam os entes queridos.
Transmitiam os ensinamentos oralmente e usavam as faculdades paranormais (magia, mediunidade, oráculos).

Origens da Bruxaria Wicca


Bruxaria Wicca

Surgiu no período neolítico. Devido a analogia do parto, ver uma mulher a dar á luz a uma criança, parecia-lhes que todo o universo deveria Ter sido criado por uma Grande Mãe.

Teve origem em várias partes do mundo, mas Wicca iniciou na Irlanda, Inglaterra, Gales, Escócia , parte da Itália e a região da Britânia na França.

Quando os Celtas invadiram a Europa , quase mil anos antes de Cristo, trouxeram as suas crenças que deram origem á Wicca, que se expandiu por outras partes da Europa (Portugal, Espanha e Turquia). É claro que a bruxaria é anterior aos Celtas, mas eles mantiveram a tradição Wicca.

Na Sociedade Celta, nomes e bens da família eram passados de mães para filhas e eram respeitadas como sacerdotisas, mães, esposas e guerreiras que lutavam ao lado dos homens.

Na Inquisição, a Igreja matou milhões de pessoas, na sua maioria mulheres, doentes mentais, doentes físicos e por diversos motivos pessoais. Todos os tipos de bruxaria são derivados do Xamanismo primitivo.

Para a Wicca, existe um princípio criador, que não tem nome e está além de todas as definições. Deste princípio, surgiram as duas grandes polaridades, que deram origem ao universo e a todas as formas de vida.


A Grande Mãe representa a Energia Universal Geradora e é associada á lua, intuição, noite, escuridão, receptividade; é o inconsciente, o lado escuro e desconhecido da mente.
A contra parte, nasceu da Deusa pois achavam que toda a luz nasce da escuridão. Essa contra parte é o Deus, símbolo solar da energia masculina com atributos de coragem, fertilidade, saúde e alegria.

É preciso perceber o seu carácter simbólico e mítico, pois todas as coisas nascem do útero da Deusa Mãe e para ele tudo retornará.
Os rituais de Wicca tem a sua origem perdida no tempo e é o que hoje se pratica como bruxaria.

Sobre o Despertar


Sobre o Despertar

Espiritualidade significa despertar. A maioria das pessoas está a dormir, mas não sabe. Nasce a dormir, vive a dormir, casa a dormir, tem filhos a dormir, morre a dormir, sem nunca despertar.

Nunca compreenderão o encanto e a beleza daquilo a que chamamos de existência humana.

Todos os místicos, católicos, cristãos, não cristãos, qualquer que seja a sua teologia, independentemente de sua religião – afirmam uma coisa unânime:

está tudo bem. Ainda que tudo esteja um desastre, tudo está bem.

Isto é sem dúvida um estranho paradoxo, mas o trágico é que a maioria das pessoas nunca chega a dar-se conta de que tudo está bem, porque está a dormir.

Vivem um pesadelo.

Há uma história de um pai que chega à porta do quarto do seu filho e diz:
- Jaime, desperta!
O Jaime responde: - Não me quero levantar pai.
O pai grita: - Levanta-te, tens que ir à escola.
- Não quero ir à escola.
- Por que não?
- Por três motivos: O primeiro, porque é aborrecido; o segundo, porque os meninos gozam comigo; e, o terceiro, porque odeio a escola.
- Bem, vou dar-te três razões pelas quais DEVES ir à escola – replica o pai: a primeira é porque é o teu dever; a segunda, porque tens quarenta e cinco anos e a terceira, porque és o director.

Desperta, desperta! Já estás crescido. Estás demasiado grande para estares a dormir. Desperta! Deixa os teus brinquedos de lado.

A maioria das pessoas diz querer abandonar o jardim da infância, mas não os creia. Não os creia! A única coisa que querem é remendar os seus brinquedos rotos. “Devolva-me a minha esposa. Devolva-me o meu emprego. Devolva-me meu dinheiro. Devolva-me minha fama e êxito”. Isso é o que querem; querem mudar de brinquedos. Isso é tudo. Até o melhor psicólogo dirá que esta gente não se quer curar. O que querem é um alívio; a cura é dolorosa.

Despertar é desagradável, tu o sabes. Estás prazerosa e confortavelmente encostado. É irritante que te despertem. Essa é a razão porque um sábio não nos tentará despertar.

Vou ser sábio agora e de nenhuma maneira tentarei despertar-te, se estiveres a dormir. Realmente, não é assunto meu, ainda que às vezes diga: Desperta!

A mim é conveniente fazer a minha parte, dançar a minha própria dança. Se a aproveitas, magnífico! Senão, que lástima!

Como dizem os árabes:
“A natureza da chuva é a mesma, todavia faz com que cresçam espinhos nos pântanos e flores nos jardins”.

Incorporação Espiritual


Incorporação Espiritual, Mediuns e Mediunidade

Muito se fala, hoje mais que ontem, de Leis Naturais ou Leis da Natureza, ou como as queiram denominar.
já ouvi tanta "teoria filosófica" que por vezes penso:
tantas religiões com seus dogmas, tantas filosofias ditas por tão bem falantes senhores, tantos centros espíritas de tantas teosofias e com tanta forma de fazer chegar a informação a mais pessoas, porque teimam em divulgar informações propositadamente (?) erradas?

Dizia-me um amigo e irmão fraterno Papalus de Atenas:
"a informação é passada propositadamente errada por uns, para a não divulgar, mas mantendo o interesse; transmitida errada por outros, porque falam, falam, falam, mas sabem menos do que aqueles a quem querem ensinar".

Cultura não é sinónimo de inteligência; assim como a inteligência não está no cérebro, a dita cultura não está no tálamo.
"Mestre é aquele que desce ao patamar do aprendiz, pois sabe que o aprendiz não está ao seu nível".

Muitos dos ditos cultos, com "palavrões e chavões que poucos entendem, para que quem os ouve os tome por muito inteligentes, não passam de vendedores de teorias, sim, vendedores, pois são bem falantes que enriquecem á conta dos leigos e dos buscadores de informação.

O mundo está ávido:
De informação espírita e espiritualista, então, aparecem os oportunistas que tiram dividendos das necessidades alheias, que não fazem mais do que enriquecer com palestras onde ganham mais dinheiro em 2 horas, que um trabalhador num ano de trabalho árduo.

O trabalho espiritual não se vende:
O trabalho espiritual está ligado á lei de causa e efeito, á lei karmica e á lei do amor entre outras. Todo o ser humano é médium, se todo o ser humano é médium quer dizer que não é um dom de alguns, uns fingem saber,ver ou sentir; outros não querem saber; outros fazem negócio disso e outros ainda (poucos) respeitam.

Seria impossível escrever aqui tudo sobre tanto; vamos abordar ligeiramente, para algum esclarecimento, os temas: Mediuns e Mediunidade; Incorporação Espiritual e Leis da Natureza.

Como disse anteriormente:
médium é todo o ser humano, todo o espírito encarnado nasce e é médium, quando se diz a alguém que é médium, não se está a dizer que ele é diferente ou que tem um dom, acontece sim, que essa pessoa vem nesta vida com a missão e provação de ter que trabalhar espiritualmente em prol do seu semelhante; não se vende isso, ao fazer negócio com isso, a paga kármica será que numa próxima vida, virá com problemas espirituais, a precisar de muita ajuda, e só encontrará locais onde tem de pagar sem nunca encontrar a ajuda para o problema.

Porque tem de trabalhar como médium?
Porque o seu karma é tão grande, a "sua dívida" é tão grande, que para a saldar mais rápido nasce com essa "ferramenta" para assim diminuir o seu karma e não ter de pagar de outra forma, como por exemplo em doenças ou provações maiores, "cá se fazem cá se pagam". Interessante também salientar, que essa pessoa a trabalhar como médium num centro espirita, só chegará até ela, as pessoas a quem deve, a quem ele directamente no passado fez mal. Portanto, quando o médium diz que tem um dom, que faz o bem, que faz isto ou aquilo, verdade seja dita, faz o bem sim, mas é a ele próprio, pois o karma é seu, ele paga directamente a dívida àquele de quem a contraiu, "não adianta pedir o empréstimo ao millenium e pagar as mensalidades ao totta".

Quanto á sensibilidade:
Quando se diz que a mediunidade está mais ou menos desenvolvida, isso não é um dado adquirido, espiritualmente nada é um dado adquirido, pode mudar a qualquer instante para pior ou melhor, um médium pode mudar a sua vibração mais facilmente do que uma pessoa sem essas faculdades desenvolvidas, se pensarmos que um espírito obsessor, entra num bar, leva 20 segundos a colocar 8 homens á pancada e no final nenhum deles sabe porque ou como começou tudo aquilo, isso mostra que não passamos de marionetas, a diferença está em quem mexe os cordelinhos.

Incorporação espiritual:
Há uns meses, estava a ver televisão, quando uma médium de umbanda, explicava em frente ás câmaras de televisão, que a incorporação espiritual, é um espírito que entra dentro dela e que depois de desincorporar fica muito cansada e desvitalizada.
É verdade que fica desvitalizada, porque no umbanda assim como no kandumblé trabalham com espíritos ignorantes, esses espíritos não se sabem alimentar de cima, então, alimentam-se da vitalidade dos médiuns, daí a desvitalização, são espíritos que desencarnaram mas ficaram aqui, presos ao materialismo ou a vicíos, não subiram, daí não saberem sequer que podem alimentar-se de cima quanto mais fazê-lo.

Nunca vi um espírito ou uma entidade ter de fumar ou matar galos, fumam os viciados e isso é vicio terreno, não do astral, mata galos quem precisa da vitalidade do recém morto, neste caso o galo, o matar do animal, simboliza para esses espíritos desencarnados o matar de um ser humano, é um ritual de morte.

Assim como o ritual ou hábito de acender uma velinha a uma Nossa Senhora para a iluminar.
Quem precisa de Luz? a Nossa Senhora ou nós? já agora, Luz (espiritualmente falando) é conhecimento, equilibrio, paz, harmonia, amor. Uma vela dá essa Luz? não conheço ninguém mais equilibrado por acender uma vela, já experimentei, passo a ver melhor se estiver antes ás escuras, durante o dia nem isso.

Incorporação espiritual, ou seja, a incorporação de espíritos (lembrar que quem incorpora é o médium e não o espírito), tendo por certa a máxima "dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo", se o acto de incorporar, é um espírito que entra dentro de mim, de duas uma, ou eu sou ôco e vazio por dentro; ou a física estava errada quando provou a máxima.

Como médium trabalhador há uns anitos, já incorporei mais de 200 entidades e espiritos diferentes, sem nunca ter sentido que entrassem dentro de mim.

Como se processa afinal a incorporação espiritual?
O ser humano tem 49 chakras os mais falados são 7, os chakras são válvulas (só recebem energia, não emitem) de um sentido único, quando alguém diz que "mandou uma energia pelos chakras", não sabe do que fala, a energia emite-se, através de um comando mental, pelos olhos místicos, esses sim emitem e recebem, os chakras só recebem, os chakras estão alojados no duplo etéreo, segundo corpo, corpo sensor, ou como lhe queiram chamar, este segundo corpo (já provado pela fisica que existe e pesa entre 8 e 72 gramas), é o segundo corpo da escala dos 7 corpos, o ser humano é formado por 7 corpos, então, os chakras estão alojados no duplo etéreo, têm uma forma parecida á de um funil, estando a boca do chakra alojada no duplo etéreo e a ponta do "funil" no corpo físico ou corpo denso; a ponta do chakra está por sua vez ligada aos plexos (entroncamentos de nervos junto aos orgãos principais do corpo), os plexos são como um molho de vimes atados ao meio, um dos lados são ramificações nervosas que ligam ao orgão ao qual pertence, as ramificações do lado contrário ligam á medula espinal, a medula espinal é uma "auto estrada" directa ao cérebro.
Então, cabe dizer que:
Na incorporação espiritual, o espírito liga-se ao chakra como uma torradeira é ligada á tomada de corrente eléctrica, por esta via a sua energia chega ao cérebro do médium, comandando assim a mente e corpo do médium, nunca vi uma torradeira que em vez de ligada á tomada eléctrica, fosse colocada dentro do quadro eléctrico, ou pior, deitada á água da barragem onde a energia é gerada. É por isso que quando uma pessoa é obssediada por muito tempo, pode sofrer de doenças, principalmente doenças nos orgãos do corpo ao qual o chakra usado pelo espírito está ligado.

As leis da Natureza:
São 72, tantas quantos os génios do universo ou deuses como alguns lhes chamam, a lei karmica, a lei casual (ou causa e efeito) e a lei do Amor, são apenas 3 dessas leis.

A lei do Amor:
Diz que devemos ajudar (por amor, não por interesse monetário ou outro), todos os que nos peçam ajuda, impor a ajuda é interferir no karma do outro e aumentar o nosso, esta lei sobrepõe-se a todas as leis, é a lei das leis.

“As ostras que produzem pérolas, são aquelas que um dia foram incomodadas por um grão de areia".

A lei de Causa e Efeito diz que:
Toda a causa produz um efeito e todo o efeito tem uma causa, esta lei diz também que teremos que passar por tudo aquilo que fizermos passar ao nosso semelhante, quem aborta será abortado mas com vontade de nascer, ou virá numa outra vida, a desejar ter filhos, mas só conseguirão ter cãezinhos de estimação, esta lei é tão precisa, que se por um acaso, alguém teimar com outro que uma folha de papel é feita a partir de tijolos, mesmo detentor da verdade, pagará se o seu interlocutor se enervar, pois a lei diz que mesmo detentor da verdade, é a sua verdade, não a pode impor ao outro.

Quanto á lei kármica:
Está ligada directamente á lei do amor e á lei de causa e efeito.
O karma é adquirido e pago a cada instante da nossa vida, pelo que somos, pensamos e fazemos, a nós próprios, aos outros e á natureza.

Não adianta chorar sobre leite derramado, lamentar que isto ou aquilo, adianta sim, mudar a partir de hoje, deste instante, ser diferente, mas isso dá trabalho.
Então, choramos hoje e continuamos iguais amanhã, egoístas e materialistas.
A boa acção de hoje paga o karma negativo de ontem e cria o karma positivo de amanhã, esta dualidade é que confunde muita gente, o karma é a bagagem que trazemos á nascença, são "duas malas", uma com as provações (o karma negativo), aquele que temos de saldar por dívidas do passado, outra mala com missões, as coisas boas, ajudas que nos chegam ao longo da vida, espirituais ou fisicas, bem estar, etc.

Uma vez disseram-me:
Se Deus existisse, lá aconteceria isto? eu que não faço mal a ninguém, sou trabalhador, ajudo quem posso e nunca tenho dinheiro, ando sempre doente, há pessoas que são tão más e têm muito dinheiro.
Em primeiro lugar, se o outro tem dinheiro hoje, é porque no passado "criou karma positivo" nessa área, resta saber se com o uso de hoje na próxima vida o terá, quanto ás dificuldades desta pessoa, se não tem dinheiro, porque será?

Se é doente da maioria dos orgãos do corpo, será que no passado não fez mau uso dos mesmos? pode ter sido um cientista que usou orgãos de seres vivos, pode ter sido uma pessoa que poluíu, ou pode ser as duas coisas juntas, um empresário, que por falta de respeito e bom senso, não ligava á poluição, ao ambiente em que os funcionários trabalhavam, em prol do dinheiro, o certo, é que hoje não tem uma nem outra.

Muitas pessoas dizem que se acontece isto, é porque eras aquilo, sendo que a maioria nem sabe o que está a dizer. A lei karmica não é linear, tanto quanto a fazem parecer, nem sequer má como dizem e temem, o karma é amor, o ser, instintivamente paga as suas dívidas, instintivamente quer repor as energias que alterou.

A lei kármica não é castigo Divino, é a ajuda, a forma de fazermos o que queremos fazer instintivamente, livres da poluição social, num estado de consciência que normalmente só temos na hora do sono, muitas pessoas tomam a decisão de pagar o seu karma durante o sono, não estão sob a influência do ego, claro que, acordados não o lembram e então é Deus que é injusto.

A diferença entre o nosso estado de vigília e o estado consciente, eu diria que é semelhante a quando fazemos algo de errado e ao sofrer a paga da coisa no momento da dor, dizemos que nunca mais fazemos isto, este pensamento dura um instante e apenas foi provocado pelo medo, enquanto que, o primeiro não é provocado pelo medo, mas sim pelo senso de direito e pelo amor que emanamos fora deste corpo e livres de vícios materiais.
A prova que Não existe um Deus castigador, é a lei quarta, a lei do livre arbitrio, esta lei diz que somos livres de escolher o caminho que queremos, somos livres de fazer o que queremos, seja certo ou errado, mas a lei não diz que não temos de receber ou pagar na mesma moeda, quem semeia ventos, colhe tempestades.

É lamentável que não hajam mais escolas místicas em portugal, apenas conheço duas, contudo, acredito que um dia haverá muitas mais, até lá, sejamos nós mesmos a nossa escola, e a nossa consciência o nosso professor ou mentor, deixemos que o caração seja o guardião da mente.
Não aceitemos gurus, mestres e demais pessoas que se auto intitulam desta ou daquela forma.
O espiritismo, o espiritualismo, a mistica, o misticismo, são sérias o suficiente para não serem mal usadas, maltratadas ou mal explicadas, mal usadas podem causar danos, mal explicadas confundem e enganam.

Deixem-se de filosofias baratas, que só servem para enaltecer o ego e encher a carteira de alguns, o ego precisa de ser contrariado, educado e não enaltecido, as palavras caras e muito bem estudadas não curam doenças nem encaminham espíritos, até porque ,um espírito desencarnado não é mais inteligente porque morreu, ele é o mesmo que era em vida, o mesmo bêbado, o mesmo fumador, e tão leigo agora como antes com a sua 3ª classe.

O que mudou para estes espiritos?
desencarnaram, ou seja, despiram este corpo fisico, sabem que nos vêm e nós não os vemos, sabem que a morte não existe pois eles são estão vivos, e nós, só sabemos dizer que acreditamos na vida depois da morte quando um morto nos vier contar, ele não precisa vir, eles já estão aqui.

Neste momento, você não está sózinho ao ler este texto, a sua vibração já atraíu, se é bom ou mau espírito depende do seu campo de atracção, o certo é que eles vêm e contam, através da incorporação, através da psicografia, através da intuição, etc. etc. o certo é que quem pede provas, não as vê porque não quer.

O pior cego é aquele que não quer ver.

Quer provas?
Pense em si mesmo, na sua vida, nos quês e porquês dos seus problemas, as provas estão em nós.

Vida, Universo e Criação


Quem somos nós?

Primeiro temos que entender como se formam a Vida, o Universo, o Mundo e a Criação.

- De facto, de onde viemos? Quem somos? Para onde vamos? Somos apenas um mero aglomerado de átomos formado pelo acaso?
Ou somos um ente, um ser senciente(capacidade de experienciar o sofrimento,seja a nível físico, seja a nível psíquico), uma consciência, em torno da qual se reuniram partículas, átomos, moléculas e células a partir de um centro de vida existente numa dimensão superior?

Só os animais podem ser sencientes, na medida em que, são os únicos seres vivos dotados de um sistema nervoso capaz de permitir a experiência do sofrimento.
Por outro lado, a senciência pressupõe a consciência, num grau mais ou menos avançado, pelo que, quando falamos em seres sencientes, estamos também a falar em seres conscientes (e, eventualmente, em seres auto-conscientes).

As religiões modernas, com os seus dogmas filosóficos-intelectuais, estão a milhões de anos-luz
de poder dar as respostas porque se fecharam no dogmatismo e nos interesses do poder, do mando e do dinheiro.

A ciência está em pior estado ainda - porque fez uma péssima escolha quando optou pela via
positivista - uma escola de pensamento ateísta-materialista, originada na Europa nos começos do século XVIII, “enriquecida” depois com as contribuições de Engels, Darwin e outros.

Hoje, a esperança de muitos no ambiente académico repousa na física quântica; mas mesmo esta, em grande parte revestida dos vícios positivistas dos seus adeptos, também não responde às questões primeiras acerca do surgimento do universo, do homem e da vida.

O nosso objectivo, é apresentar uma visão espírita sobre o tema. Não desprezamos os esforços
da física quântica, mesmo sabendo que as fórmulas, conceitos e ideias de que se vale são viciadas, limitadas e limitantes. A linguagem científica não é apropriada para explicar estas questões, como também, para o mesmo fim não são apropriadas as ideias teológicas das actuais religiões confessionais. Além do mais, a razão e o intelecto não são o instrumento mais indicado para estudar e compreender os fenómenos do surgimento da vida e do universo.

O melhor instrumento para isso é a CONSCIÊNCIA. Mas ainda confundem ‘mente’ com ‘consciência’...
Num passado distante da humanidade havia um idioma e uma forma de pensar capazes de expressar adequadamente as ideias e as fórmulas sobre a vida, o universo, Deus, o mundo e o homem. Esse idioma e essa forma de pensar não se valiam da razão nem do intelecto, mas da ‘consciência’. Essa forma de pensar era muito parecida com a dos actuais mestres do zen budismo. Trata-se de um pensar sem uso da razão e de um expressar distinto do idioma do intelecto.

Hoje em dia entende-se a ‘consciência’ como um funcionamento secundário da mente ou da actividade cerebral, segundo os materialistas. Mas, de acordo com o físico quântico hindu Amit Goswami, “o problema desse ponto de vista é que se começa com partículas produzindo átomos,átomos produzindo moléculas, moléculas produzindo neurónios, neurónios produzindo o cérebro e o cérebro produzindo consciência.

Isso transforma a consciência num objecto, apesar de que os objectos fazem parte da experiência da nossa consciência, e não só eles, mas o todo.

O enfoque convencional não consegue incorporar essa duplicidade do sujeito e objecto. Na física quântica existe uma profunda descontinuidade, sendo que algumas partes do movimento quântico são previsíveis. Por exemplo: os objectos da física quântica são considerados ondas de possibilidades. Como essas possibilidades se vão espalhar pode ser previsto pela matemática quântica; mas como as possibilidades se transformam em realidade concreta não pode ser previsto.
A consciência faz o colapso dessas possibilidades para ser algo – isso é o que chamamos de salto quântico.
Então, a consciência é incorporada na física quântica como o escolhedor da realidade entre as possibilidades existentes”.

Quando se pergunta se a consciência dependia do cérebro, Amit foi taxativo: “Não somente a consciência não depende do cérebro como é o cérebro que depende da consciência. Isso vira o ponto de vista materialista (newtoniano) de cabeça para baixo. A vantagem é que você consegue começar a entender a divisão entre sujeito e objecto, e incorporá-los numa mesma realidade. Percebi, ao longo do tempo, que aprendi mais analisando ocorrências extraordinárias do que ordinárias”. [Extracto de uma entrevista à revista PLANETA].

Para colocar as complexas e multifacetadas realidades do surgimento da vida, do universo e do homem na forma dialéctica capaz de ser entendida pelas pessoas cultas em matérias transcendentais, vamos utilizar o vocabulário comum e conhecido nas distintas escolas teosóficas, budistas, rosacruzes, maçônicas e gnósticas, mesmo sabendo, de antemão, que cada qual, hoje, em maior ou menor grau, se vale de seus próprios filtros, sem desconsiderar que raros são os que dominam a linguagem dos símbolos e dos arquétipos das antigas culturas.

Para grande parte dos cientistas actuais a origem do universo deu-se através de uma explosão. Nesse caso, também nos vamos conceder a mesma simplicidade, e dizer que o universo não nasceu nem poderia ter nascido de uma explosão, porque tudo segue modelos e fórmulas anteriores ou pré-existentes na consciência do GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO [dizem os maçons], de DEUS [dizem os cristãos] ou do LOGOS DEMIURGO [dizem os gnósticos].

É universal e unânime a aceitação da ideia ou pressuposto que DEUS, o LOGOS, o DEMIURGO não teve começo nem terá fim... Portanto, aceitemos isso também, dessa forma.
Exemplos desses modelos e fórmulas pré-existentes na natureza são os desenhos naturais encontrados nas rochas e mármores e também em qualquer bloco de gelo, quando serrado e examinado por um microscópio atómico.
Esses mesmos desenhos repetem-se em tudo e em todas as coisas, do infinitamente pequeno ao infinitamente grande.

Conclusão: quem compreender adequadamente a origem, concepção, formação, nascimento, desenvolvimento e morte do homem, compreenderá, por analogia filosófica, como surgiu o universo.
A ideia do BIG BANG pode ser comparada ao nascimento de uma criança. Ambos se formam e se desenvolvem dentro de uma matriz, com a diferença que a matriz cósmica não tem exterior segundo o nosso ponto de observação [porque também estamos e vivemos no seu interior]. E se o nascimento humano se desse por meio de uma explosão
dentro da matriz, a nova criatura nunca sairia do ventre materno. Porém, como o bebé humano sai de sua matriz, é lógico também supor e admitir que um novo universo também sai de sua matriz [e nós aqui e agora somos parte desse novo universo]. Nesse caso, de onde surgiu o actual universo? Onde foi gerado? De onde veio?

Perguntas inquietantes, sem dúvida. Sem maiores detalhes diremos simplesmente que um novo universo surge das dimensões superiores do GRANDE VENTRE CÓSMICO [matriz de todos os incontáveis universos que tenham existido anteriormente].

Se no dizer de Hermes Trimegisto “o inferior é igual ao superior, e o superior é igual ao inferior”, então um MACROCOSMO renova-se e morre como se renovam e morrem as células de nosso corpo, num sistema de renovação permanente, porém que tem um limite, tal como a vida do MICROCOSMO. Terminado o tempo, vem a sua morte ou a sua dissolução.

Vale perguntar: - e depois da morte do homem, o que acontece? As religiões populares dizem que quando o ser humano morre, vai para o céu. As religiões esotéricas [não-populares, não-confessionais] dizem que “o espírito” renasce num novo corpo, trazendo consigo o “karma” da vida anterior. A ciência nem sequer leva isso em conta... Para um materialista-ateísta-positivista, a morte é o fim de tudo.

Em termos de MACROCOSMO, as religiões não dizem nada; desconhecem esse assunto. Quanto à ciência, essa está mais preocupada em desvendar como se deu o suposto BIG BANG...
Dizemos que os universos nascem e morrem na sua respectiva escala de tempo, cujo “espírito ou consciência cósmica” volta a renascer sucessivamente em novos e futuros mundos...

Falta explicar como se deu a concepção do universo e quem foram os seus geradores ou seus pais. Nisso, a maioria dos quânticos ainda não conseguiu conceber nada que vá além da matéria, da mente e da energia ou que não seja ‘matéria’, ‘mente’ ou ‘energia’. Nisso, o físico hindu Amit Goswami parece ser uma das poucas excepções; é um dos poucos que percebe que além de ‘matéria’, ‘mente’ e ‘energia’ existe algo chamado CONSCIÊNCIA.

Efectivamente, não se pode avançar muito em física quântica sem admitir a realidade ou a presença da CONSCIÊNCIA [que é diferente de MENTE] em tudo e em todas as coisas. Um grande salto será dado quando essa ideia puder ser inserida nos modelos matemáticos actualmente conhecidos, ou mesmo, na dialéctica quântica.

Para a quase totalidade dos físicos, ‘matéria’ é diferente de ‘mente’ e de ‘energia’. A matéria não passa de substância mental em estado físico; todo o universo é feito de matéria mental, energia e consciência.
Aos físicos, falta-lhes compreender que a criação é um fenómeno presente não só nesta dimensão que conhecemos e onde vivemos, mas que se trata de uma realidade multidimensional. A partir do momento em que se abrir o entendimento para a realidade da coexistência de várias dimensões, materialidades ou substancialidades, tudo e todas as coisas passam a ter também diferentes estados e propriedades físicas, químicas, mentais e de consciência.
A mente é apenas um dos vectores ou presenças neste fenómeno universal e pluridimensional
chamado vida. O mesmo se aplica à energia, se tomada isoladamente, e também à consciência. Podemos rotular de “energia” um sem número de estados distintos de matérias que se apresentam aos nossos olhos, matérias essas, diferentes do estado sólido, líquido ou gasoso como conhecemos.

Dizemos que a luz não é matéria nem energia; dizemos que electricidade é energia. Mas, por exemplo, o que sabemos hoje sobre a “natureza” da luz, do fogo e da electricidade? Nada! Apenas conhecemos os seus efeitos, mas sobre a sua natureza, nada sabemos.
Não seria um grande despropósito afirmar que a electricidade é uma das naturezas do “espírito puro” ou da “consciência cósmica”. O mesmo diria acerca do fogo.

Axiomáticamente podemos afirmar que a compreensão total e absoluta destes temas jamais será alcançada pela mente humana.
A mente não pode compreender a realidade e o funcionamento do “espírito puro” ou da CONSCIÊNCIA UNIVERSAL.
Seria o mesmo que desejar que a inteligência natural de uma célula humana pudesse entender o que é o ser humano em si mesmo em toda sua extensão e grandiosidade.

(Entre os filósofos gregos antigos, um axioma era uma reivindicação que poderia ser vista como verdadeira
sem nenhuma necessidade de prova. Na epistemologia, um axioma é uma verdade auto evidente, na qual outros conhecimentos se devem apoiar e a partir da qual outro conhecimento é construído).
No entanto, proporcionalmente na grandiosidade do universo, somos ainda menores que as nossas células em relação a nós mesmos. Essa percepção já deveria ser, de per si, suficiente para os materialistas se darem conta de quão escassa e limitada é a mente humana [intelecto], para desvendar os segredos e mistérios do universo.
Assim como uma célula no nosso corpo tem uma inteligência natural [consciência instintiva ou elementar] para elaborar, produzir e manter a vida dentro de seu estreito espaço da massa corporal humana, assim também a minúscula crisálida humana tem apenas uma limitada inteligência natural [mente racional] que lhe permite apenas participar da vida dentro do seu próprio espaço celular cósmico.

Os actuais homens de ciência partem do princípio que o ser humano actual, mesmo com todas as suas limitações racionais, já é uma obra acabada e perfeita dentro do universo - e aí está o principal e maior equívoco.
Essa inteligência natural e esses 5 sentidos funcionam mal; não são suficientes para aceder e compreender as realidades metafísicas e transfisiológicas.

Houve um tempo, num passado remoto da humanidade, que o ser humano era dotado de 12 sentidos em perfeito funcionamento:
5 sentidos físicos ligados à mente e 7 sentidos ocultos, relacionados à consciência. Mas, ao decidirmos dar prioridade às coisas e interesses da vida material ou externa, acabámos atrofiando e adormecendo os sentidos internos, da consciência, além de perder grandes capacidades dos cinco sentidos ordinários do corpo humano.

Por isso, tornámo-nos totalmente cegos e surdos a tudo o que está para além dos cinco sentidos
ordinários hoje conhecidos.
Somente os sentidos da consciência, os sentidos internos, nos permitem ver, conhecer, estudar e investigar as dimensões superiores do universo e da vida e perceber também outras naturezas materiais e substanciais.

Para (re)activar esses sentidos, é preciso que ‘despertemos’ a CONSCIÊNCIA [que se atrofiou por falta de uso, especialmente nos últimos quatro mil anos].
Se dessas coisas nada sabe a ciência, o que nos importa? Paciência! A realidade é que os cientistas [fanáticos] desprezam o divino e os crentes [fanáticos] das distintas religiões desprezam a matéria.
Uns dizem que não seria ciência caso aceitassem um factor divino a reger tudo; os outros dizem que não haveria salvação aceitando-se a ideia de um Deus que também se reveste de matéria – como se matéria e espírito não fossem meramente dois pólos de uma mesma e única realidade.

Não nos deixemos enredar na dualidade intelectual, nem nas crenças - sejam elas científicas ou religiosas.
Busquemos a compreensão directa pela vivência e pela experimentação. Isso só é possível através da CONSCIÊNCIA, não da mente.

Aranha Negra


Aranha Negra

No final do século XVIII, um grupo de peregrinos austríacos procedentes de Straubing espalhou uma notícia sensacional:
na Baviera estavam a ser contadas profecias escritas por um santo monge, morto por volta de 1656.

Eram mensagens que chegavam a prever o fim da família Wittelsbach, os príncipes da Baviera,
e da casa real dos Habsburgo, que reinava na Áustria e colocavam a Alemanha "no meio de uma floresta de sangue, de violência e de sofrimentos".

"Berlim”(continuavam essas profecias); "será cortada em dois como um bocado de pão".

E ainda: "(...) Quando uma nova ordem estiver para fixar as suas raízes na terra, chegará a Berlim o Santo Pastor de Roma".
Mas, antes de chegar a essa situação, o mundo inteiro verá desencadeada a ira do Anticristo.

A fama desse personagem obscuro e fascinante chegou em pouco tempo também a outras partes da Europa, como a Escócia, onde o vidente foi batizado com o nome Foreteller Monk, o "monge profeta".
Na mesma época, tanto na Baviera como na Áustria, começava uma espécie de "combate iconoclasta" às imagens proféticas deste santo monge, que tinha a coragem de prever a destruição dos poderosos.
Mas é preciso chegar até o início do século XIX para se obter dados mais precisos em torno da figura do vidente.

Hoje, graças ao trabalho do pesquisador alemão S. Klinder, é possível traçar, embora em linhas gerais, a figura pouco conhecida desse monge da Baviera, cognominado de Aranha Negra (Schwarze Spinne), porque costumava autenticar as suas mensagens proféticas com uma rubrica que lembra a figura de uma aranha.
Esse monge vidente - de acordo com as pesquisas de S. Klinder - teria nascido em 1588 na Baviera (região da Alemanha Ocidental), nas proximidades da fronteira com o Alto Palatinado.

O pai parece ter sido um comerciante que procurou encaminhar o filho, ainda jovem, para as artes do comércio.
Por volta de 1605, o jovem deixou todas as suas atividades para se retirar num convento.
Ainda segundo o estudioso, permaneceu por cerca de vinte anos "entre as paredes de uma casa austera, com outros irmãos, educando o espírito na prece e na meditação".
Depois – por volta de 1627 – abandona novamente tudo e todos, retirando-se para as montanhas, onde passou a viver numa gruta, alimentando-se de ervas e raízes.
Parece ter sido nessa época que o monge teve as suas premonições sobre o futuro do mundo, indo até ao momento em que a Terra "vier a ser dilacerada por um dilúvio de estrelas".

Segundo essas pesquisas, portanto, o vidente viveu aproximadamente entre 1588 e 1656: 68 anos, dos quais um terço foi dedicado à oração e à meditação e outro terço à vida de eremita numa caverna, em contacto directo e contínuo com a natureza e "com a grande força vital que tudo move, tudo regula e tudo vê".

O eco das suas mensagens proféticas "apagou-se" por um longo período de tempo. Ou melhor: os pontos mais interessantes foram assumidos pela tradição popular, tanto que, algumas previsões relacionadas com o final do século XIX e o início do século XX, podem ainda hoje ser encontradas no conjunto de ditos e expressões que, por alguns, são chamados de "crendices populares" ou "folclore".

Foi outro estudioso, L. Birzer, que durante a década de 30 recompôs na sua originalidade a mensagem profética do Aranha Negra, seguindo instruções directas de Adolf Hitler.
Isto porque havia a crença - provavelmente alimentada pelos próprios órgãos de propaganda política do partido nazista - de que o Aranha Negra previra para a Alemanha "a chegada de um grande líder, capaz de dar ao país um império". E, para os seguidores de Hitler, o seu chefe era a própria encarnação desse líder.

Birzer - que fazia parte do grupo de pesquisas esotéricas da secretaria pessoal de Hitler ­ conseguiu recompor toda a obra do vidente. Mas os vaticínios obtidos sobre o nazismo indicavam exatamente o contrário do que os seguidores de Hitler comentavam. E não apenas isso: o vidente transmitia mesmo uma mensagem para a "grande Alemanha".
Se ela viesse a provocar uma guerra mundial antes de 1945, Berlim e outras importantes cidades alemãs, viriam a transformar-se em montanhas de escombros.

Hitler - relata-se - ouviu as conclusões do pesquisador, abriu os braços e exclamou:
"Em 1945, a Alemanha já terá dominado o mundo..."

Talvez tenha sido essa a primeira vez, comentam os historiadores, que Hitler tenha voltado desdenhosamente as costas para uma mensagem profética. Como ficaria depois claramente confirmado pelos factos, essa sua atitude seria fatal para a Alemanha.

É preciso não esquecer que a profecia não tem apenas o objetivo de prever acontecimentos, mas também, e especialmente, de preparar os homens para superar determinadas dificuldades. Hoje não restam dúvidas, quanto ao facto que a Alemanha não estava preparada para enfrentar os problemas que o futuro reservava.

Foi por interesse de Hitler, que se estudou mais a fundo a obra deste vidente excepcional, que "viu a história do homem até ao dia em que um dilúvio de estrelas virá encerrar o caminho de toda a humanidade".

A época do Aranha Negra

A vida do Aranha Negra transcorreu numa época que não foi o que se poderia chamar de tranquila sob o aspecto histórico.
Nesse período houve doze papas sucessivos (Gregório XIII, Sisto V Urbano VII, Gregório XIV, Inocêncio IX, Clemente VIII, Leão XI, Paulo V, Gregório XV, Urbano VII, Inocêncio X e Alexandre VII), alguns dos quais marcaram momentos importantes da história da Igreja Católica e dos povos em geral.

Paulo V (secularmente Camilo Borghese) puniu a cidade italiana de Pisa com um interdito, enquanto UrbanoVlll (Maffeo Barberini) tomou o partido da França na Guerra dos Trinta Anos e assinou a condenação de Galileu Galilei.

Na primeira metade do século XVII,toda a Europa é atingida por uma violenta crise econômica e por tensões sociais que, com frequência, levaram a revoluções.

Em 1606, regista-se a revolta camponesa de Bolotnikov, na Rússia.

Quatro anos depois, Henrique IV, rei da França, é assassinado.

Em 1618, começa a Guerra dos Trinta Anos (conflito que teve como causas principais o antagonismo entre católicos e protestantes e as inquietações decorrentes das ambições da casa de Habsburgo, da Áustria, envolvendo quase toda a Europa na luta e destruindo a Alemanha) e ocorre um levante na Boêmia.

Em 1647, há o levante contra os espanhóis no sul da Itália. Com este cenário turbulento como fundo, a Inquisição continua a distribuir "lágrimas, sangue e raiva".

A revolução científica completa a efervescência do momento:

em 1610, Galileu Galilei aperfeiçoa o telescópio, e 23 anos depois é processado pelo Santo Ofício.

Em 1615, o médico inglês William Harvey descobre o mecanismo e os efeitos da circulação sanguínea.

Em 1644, o físico italiano Evangelista Torricelli inventa o barômetro. E não faltam "os espíritos animados pelo fogo sagrado da colonização", como os peregrinos que desembarcam na América do Norte em 1620, nem os místicos, como Santa Teresa de Ávila e São João da Cruz.

Este é o tempo em que viveu o Aranha Negra: uma época cheia de tensões espirituais e de desequilíbrios sociais que, entretanto, só chegam marginalmente ao ducado da Baviera.

O vidente passou a sua existência sob o governo do Duque Maximiliano (1597/1651), que os historiadores apresentam como "estadista valente, protector das ciências e amante das artes, admirador do pintor e gravador alemão Albrecht Dürer".

O duque era um partidário vigoroso dos católicos, e o fascínio pelo poder, levou-o a participar em várias guerras.

Em 1620, a Baviera vence a Liga Protestante na batalha da Montanha Branca (perto de Praga, na Boêmia) e com isso obtém a anexação do Alto Palatinado, enquanto o Duque Maximiliano é elevado à dignidade de príncipe (1623), título que lhe seria confirmado no acordo de paz da Vestfália.

O vidente, porém, não se deixou ofuscar pelo "faiscar de glória dos Wittelsbach".
Os seus olhos "viram" além de Maximiliano - como mostra uma mensagem profética muito significativa a respeito dessa família:

"(...) o primeiro construirá o castelo, o segundo o habitará, o terceiro o abandonará (...),
o filho irá encontrar-se com outros filhos e não será mais filho; e assim, até quando Luís deixar cair a coroa numa bacia de sangue".

É uma profecia impressionante pela sua exactidão. Maximiliano I reforçou o prestígio da família e do Estado; Maximiliano II combateu os turcos junto aos muros de Viena e de Belgrado; com Maximiliano III, porém, a dinastia extinguiu-se.

À sua morte, seguiu-se a formação do Estado do Palatinado-Baviera, tendo Munique como capital. Depois, eis as tropas prussianas entrando na Baviera e ela é anexada à Alemanha.

Mais impressionante ainda é a conclusão da história do Estado da Baviera.
Depois de ter participado na Primeira Guerra Mundial, o Rei Luís (nas profecias é usado o nome latino Aloisius) é obrigado a abdicar em 1918.

A Baviera é proclamada Estado livre e torna-se uma república socialista.

O simbolismo da "bacia de sangue" pode ter aqui um sentido duplo:

O massacre horripilante da Primeira Guerra e a cor-símbolo (o vermelho) do regime que dominaria em seguida na Baviera, embora por pouco tempo.

Física Quântica


Pequeno e Despretensioso Olhar sobre a Física Quântica.

Foi entrevistado num programa da TV, o indiano Amit Goswami, PHD em física quântica e professor titular de física da Universidade de Oregon.

Decepcione-se quem achar que o assunto girou em torno de ciências exactas e seus números. Muito pelo contrário, o assunto foi a ligação entre a ciência e a espiritualidade.

Autor do livro “O Universo Auto consciente”, no qual ele procura demonstrar que o Universo é matematicamente inconsistente sem a existência de uma consciência superior (mais conhecida entre os mortais como Deus), acrescenta que, se tais estudos se desenvolverem mais um pouco, Deus será objecto de interesse da ciência e não mais da religião.

Ao defender as suas ideias na busca da construção de uma ponte entre física quântica e Deus, o professor desagradou somente a um dos entrevistadores, inconformado com os “dados vagos” e altamente teóricos citados no programa. Este senhor não quantificou, apenas teorizou a sua inconformação.

Em termos bastante simples, a física quântica trabalha com possibilidades. Nada mais vago do que a possibilidade. Tudo é possível ou não. O que torna a possibilidade uma afirmação, uma certeza, é a consciência, o pensamento que a anima.

Pensemos na palavra Universo:
Uni = 1
verso = oposto
Assim, o oposto do Um é a Multiplicidade.
Logo:
Uno = Deus ou Consciência ou Criação
verso = a sua Multiplicidade.

Deus faz-se presente através da infinidade de mundos, de sistemas, de galáxias, e, mais voltados à nossa realidade, através de todas as formas vivas, perfeitas e exuberantes da Natureza, incluindo aí o próprio homem. Viemos todos da mesma Essência.

Várias são as teorias sobre a Cosmogênese.
Talvez a mais conhecida delas seja a teoria de Humble sobre o Big-Bang que aconteceu há milhões de anos.

Pitágoras também tem a sua. Segundo ele, o Universo foi criado como consequência de movimentos contráteis de expansão e retracção.

As duas, no fundo, são similares e complementam-se. E as duas sugerem o Universo como um grande e fértil útero, cheio de infinitas possibilidades, cheio de substância, à mercê da projecção da Consciência, do olhar amoroso do Criador. E eis que Ele projecta e o Universo vibra. Projecção e vibração, num crescendo até ao seu ápice, até ao nascimento dos mundos finitos, temporais e visíveis, filhos da Consciência Infinita, Eterna e Invisível.

Experiências comprovadas mostram que dois cientistas, a trabalhar separados com o mesmo ensaio científico obtiveram diferentes respostas. Tudo o que tem em cima, tem em baixo. O olhar, a consciência alterou o produto e o resultado.

O nosso cérebro como consciência é poderoso.
Assim como o Universo é (também ele) infinito nas suas possibilidades de se transformar a si mesmo, vibrando sempre positivamente; assim como o Universo, é (também ele) o verso, e a multiplicidade da Consciência Maior que tudo criou e a tudo anima.

E, quanto maior o entendimento de que somos a imagem e a semelhança desta Consciência chamada Deus tão maior deverá ser a nossa responsabilidade em relação ao planeta, ao continente, ao país, ao distrito, à cidade, ao bairro, à rua, à casa, ao corpo que habitamos e a todos aqueles que estão à nossa volta.

A Borboleta


A Borboleta


Um dia, uma pequena abertura apareceu num casulo. Um homem sentou-se e observou por várias horas a borboleta que de lá saía, o quanto ela se esforçava para fazer com que o seu pequeno corpo passasse através daquela fenda.

Num determinado momento, pareceu ao homem que ela tinha parado de fazer qualquer progresso. Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia e não conseguiria fazer mais nada para sair do casulo.

Então, o homem decidiu ajudar a borboleta. Pegou numa tesoura e cortou o resto do casulo. A borboleta saiu facilmente, mas o seu corpo estava murcho, era pequeno e tinha as asas defeituosas. O homem continuou a observar a borboleta, esperava que, a qualquer momento, as suas asas abrissem e que esticariam para alçar vôo, suportando o peso do seu próprio corpo.

Nada aconteceu! Na verdade, a borboleta passou o resto da sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar.

O que o homem, com a sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia, é que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura eram o modo de Deus fazer com que o fluído vital fosse para as suas asas, de modo que, ela estaria pronta para voar tão logo estivesse livre do casulo.

Por vezes, o esforço é justamente o que precisamos na nossa vida. Se Deus nos permitisse passar através das nossas vidas sem quaisquer obstáculos, ele deixar-nos-ia aleijados. Nós não iríamos ser tão fortes quanto poderíamos ter sido.

E nunca, nunca poderíamos voar.

Não sejamos como o homem bem-intencionado do conto: na maioria das vezes, interferimos no karma, quando não no livre-arbítrio, daqueles que, de coração, pretendemos ajudar e longe de fazer-lhes bem, agravamos a sua situação – para não dizer o quanto pioramos a nossa própria.

O inferno não é o lugar onde todos os bem-intencionados se encontram?
Aprendamos a ler nas entrelinhas da escritura divina. Nada é de graça – nem para o bem, nem para o (suposto) mal – nas nossas vidas. É claro que pais querem minorar o sofrimento dos filhos e vice-versa, o mesmo ocorre com os amigos, parentes e até estranhos, por uma questão de compaixão.

Mas tomemos cuidados. Façamos o que está no limite de nosso alcance. Caso não tenha sido o suficiente, rezemos.

Acima disso está a Providência Divida com a sua Sabedoria.

Olhemos as ostras.
“As ostras que produzem pérolas, são aquelas que foram incomodadas por um grão de areia.”

Sabedoria Infantil



A sabedoria infantil...


Um cientista vivia preocupado com os problemas do mundo e estava determinado a encontrar meios para minorá-los. Passava dias no seu laboratório á procura de respostas para as suas dúvidas.

Certo dia, o seu filho de sete anos invadiu o seu santuário decidido a ajudá-lo no trabalho. O cientista, nervoso pela interrupção, tentou fazer com que o filho fosse brincar para outro lugar. Vendo que era impossível removê-lo, o pai procurou algo que pudesse entreter o filho com o objectivo de o distrair e prender a sua atenção. De repente, deparou-se com o mapa do mundo, era mesmo o que procurava! Com o auxílio de uma tesoura, recortou o mapa em vários pedaços e, juntamente com um rolo de fita adesiva, entregou-o ao filho dizendo:
- Gostas de quebra-cabeças? Então vou-te dar o mundo para consertares. Aqui está o mundo todo cortado. Vê se 0 consegues consertar e deixar tudo direitinho! Faz tudo sozinho.

Calculou que a criança levaria dias para colar o mapa. Algumas horas depois, ouviu a voz do filho que o chamava calmamente:
Pai, pai, já fiz tudo. Consegui terminar tudinho!
A princípio o pai não deu crédito às palavras do filho. Seria impossível na sua idade ter conseguido recompor um mapa que jamais havia visto. Relutante, o cientista levantou os olhos das suas anotações, certo de que veria um trabalho digno de uma criança. Para sua surpresa o mapa estava completo. Todos os pedaços estavam colocados nos devidos lugares. Como seria possível? Como teria a criança sido capaz?
- Tu não sabias como era o mundo, meu filho, como conseguiste?
- Pai, eu não sabia como era o mundo, mas quando você tirou o papel da revista para recortar, eu vi que do outro lado estava a figura de um homem. Quando você me deu o mundo para consertar, eu tentei mas não consegui. Foi ai que me lembrei do homem, virei os recortes e comecei a consertar o homem que eu sabia como era. Quando consegui consertar o homem, virei a folha e vi que tinha consertado o Mundo.

Bioenergia


BIOENERGIA
Também designada energia vital ou energia da vida.
(BIO = VIDA)

ENERGIA CÓSMICA OU IMANENTE
É o princípio vital que interpenetra e nutre todas as coisas do Universo Interdimensional.
É aparentemente omnipresente e impessoal, permeando praticamente todos os planos de manifestação. Podemos, então, dizer que existe uma energia densa (etérica), astral (etérea) e mental.
Einstein, na verdade, parece que partiu deste princípio quando demonstrou a substancial identidade entre a energia e a matéria, e a possibilidade de transformar uma na outra: a matéria é energia em estado de condensação; a energia é matéria em estado radiante.
A nomenclatura sobre a energia é bastante diversificada, variando de filosofia para filosofia. Ex.: Luz Astral (Cabala), Prana (Yoga), Mana (Kahunas), Força Ódica (Barão Von Reichenbach), Energia Orgónica (Wilhelm Reich), Telesma (Hermes Trismegisto). A palavra Energia é derivada do grego “Energes” (activo) que, por sua vez, deriva de “Ergon” (obra). Logo, etimologicamente significa “Actividade”; “Movimento”. A palavra Prana, como a energia é mais conhecida na Índia, pátria original do Yoga, é derivada do sânscrito “Pra” e de “An” (respirar, viver). Logo, etimologicamente significa “Sopro Vital”. No Japão, a energia é conhecida como “Ki”. Na China, é conhecida como “Chi”.
As energias que os seres vivos absorvem e metabolizam são oriundas de fontes variadas: o sol, o espaço infinito, o próprio planeta...

1. Fohat (electricidade): energia conversível em calor, luz, som, movimento, etc;

2. Prana (vitalidade): energia integrante que coordena as moléculas e células físicas e reúne- as num organismo defenido;

3. Kundalini (fogo serpentino): energia primária, violenta, estruturadora das formas.

ENERGIA CONSCIENCIAL OU PESSOAL

É a energia cósmica que a consciência absorve e emprega nas suas manifestações gerais. Esta energia consciencial é chamada em geral de energia anímica ou magnetismo pessoal. Ao ser metabolizada pela consciência, a energia cósmica deixa de ser impessoal e assume as características pessoais da criatura.

A ENERGIA SEGUNDO MAXWELL
(Extraído do livro: “Medicina Magnética”; 1678.)
A alma não está apenas no corpo, mas também fora dele e não é circunscrita pelo organismo;

A alma opera fora de seu próprio corpo;

De todo o corpo escapam raios corporais, nos quais a alma opera por sua presença e aos quais dá energia e força para agir;

Esses raios, que são emitidos pelos corpos de todos os animais, têm afinidade com o espírito vital, pelo qual se efectuam as operações da alma;

Descendo do céu puro, claro e sem manchas, o espírito vital universal é o pai do espírito vital particular, existente em cada coisa; é ele que o procria e o multiplica no corpo; é dele que os corpos recebem o poder de se propagar;

Esse espírito desce perpetuamente do céu e a ele volta, e nesse fluxo perpétuo, fica sem manchas. É por isso que pode, por um hábil artifício, e em maneiras admiráveis, ser unido a uma coisa qualquer para lhe aumentar a virtude;

Essa matéria subtil escapa-se sucessiva e continuamente do todo “misto”, sob a forma de um eflúvio ou raios projectados, e uma outra substância semelhante, mas nova, chega a tocar esses mesmos mistos; daí resultam, necessariamente, por esse fluxo e refluxo, regenerações e destruições;

As excreções dos corpos dos animais retêm uma porção do espírito vital;

Entre o corpo e as excreções, há um certo laço de espíritos e raios, mesmo quando elas estão afastadas do corpo. Essa vitalidade só dura enquanto as excreções não forem transformadas noutra coisa;

Basta que uma parte do corpo seja afectada, isto é, que o seu espírito seja lesado, para que as outras partes fiquem doentes;

Se o espírito vital for fortificado em qualquer parte, será fortificado pela mesma acção em todo o corpo;

Onde o espírito estiver mais a nu, aí será mais depressa afectado;

A mistura dos espíritos produz a simpatia e desta nasce o amor;

Se queres produzir grandes efeitos, tira das coisas o máximo possível da matéria, ou junta espírito à matéria, ou excita o espírito entorpecido. A menos que não faças algumas destas coisas ou não saibas unir a imaginação da alma do mundo a uma imaginação que já se esforça por se transformar, jamais farás nada de grande;

Posto que o espírito vital, considerado em si mesmo, não tenha partes heterogéneas e seja um todo inteiriço e por toda parte como a luz, muito semelhante a si mesmo, quando unido a um corpo, varia segundo as partes do corpo, por causa de certas junções...Eis porque os raios provindos de uma cabeça doente contém um espírito modificado como o da cabeça por essa disposição;

Esse espírito acha-se algures, ou antes, por toda parte, quase livre de corpo, e aquele que sabe uni-lo com o corpo conveniente possui um tesouro que deve ser preferido a todas as riquezas do mundo;

Esse espírito separa-se do corpo tanto quanto possível, por meio da fermentação ou ainda pela atracção de um irmão livre.
Nota: as energias vitais são 5, conhecidas por energia primária, secundária, terciária, quaternária e quintenária.
este tema é mais desenvolvido nos cursos de pré-chela sobre energias e efluvioterapia no centro espírita onde trabalho.
brevemente apresentarei aqui mais desenvolvimentos.

Monte da Fantasia


O Amor;

Nasce no monte da fantasia,

É um rio com um caudal,

De água pura, medicinal;

Que cura quase todo o mal,

Excepto o de sonhar.

Contudo;

Não se deve beber em excesso;

Todo o bem que se usa,

Torna-se mal, Quando se abusa...

The Secret


O SEGREDO (THE SECRET)

Existe por aí um filme chamado O Segredo, que tem atraído a atenção de muitas pessoas. Muitos consideram este filme uma chave maravilhosa para melhorar ou mudar a sua vida.

Fomos pesquisar sobre este filme e, não encontrámos nada que pudesse traduzir ou configurar-se como um segredo para nós. Mas, no mundo de hoje, tudo que possa aumentar as possibilidades de ganhar dinheiro, atrair mulheres ou namorados, boa sorte ou fortuna, acaba por se tornar muito importante e muito valorizado. O segredo para nós é outro.

Começamos por uma frase axiomática, “o nosso nível de ser é o segredo”, não é o que pensamos, nem o que a mente diz, não é o que desejamos, mas sim o nosso nível de ser, esse é o segredo. Devemos focar e ficar atentos ao nível de ser, temos de fazer uma avaliação criteriosa e profunda agora mesmo. Qual é o nosso nível de ser?

Por exemplo, deixando no ar a pergunta para que cada um responda. Qual é o nível de ser do bêbado? Onde se sente o bêbado feliz e à vontade? Qual é o paraíso do bêbado ou do viciado? Onde é que o viciado se sente bem? Qual é o paraíso do devasso e do luxurioso? E assim sucessivamente.
O nível de ser de um cientista, seguramente, é diferente do nível de ser de um religioso, de um pastor, de um padre... E qual é o nível de ser de um místico? Se nos concentrarmos encontraremos muitos níveis de ser e é por isso também, que encontramos muitas linhas e escolas. Cada uma representa um nível de ser e cada um sente-se bem na escola com que se harmoniza, que corresponde ao seu grau, ao seu entendimento, á sua compreensão, á sua inteligência ou á sua formação geral.

Se quisermos levar por diante uma evolução pura, certamente espantaremos a todos. Por enquanto, o nível de ser da humanidade é baixíssimo e gravita em torno de dinheiro, prazer, conta bancária, consumismo, então aí temos um choque, um conflito.
Seja como for, o tema que propomos desenvolver aqui, sobre essa expressão O Segredo gravita em torno do nível do ser. Devemos examinar em que nível de Ser estamos. O nosso nível de Ser praticamente revela o nosso traço psicológico, porque pode ser que o nosso nível de ser seja a ira, o orgulho, a vaidade ou a ambição. Temos de tomar consciência disso, porque atrairemos para nós, segundo as vibrações correspondentes do nosso nível de ser. É o nosso nível de ser que determina as cores e o brilho da nossa aura, revela o peso do nosso coração e mostra se os nossos rins (balança do karma) estão em perfeito equilíbrio [ou desequilíbrio]. Tudo gravita em torno do nosso nível de ser.

Portanto, amigos e interessados, o segredo é o nível de ser. Qual é o degrau que ocupamos especificamente na escalada do ser? Não falo do nível de ter. Confundem o ser com o ter; em muitos países do mundo você é aquilo que tem; se você não tem nada, você não é nada. Mas, para o astral, o ser é mais importante que o ter.
O ser é tudo e o ter é nada, são coisas emprestadas pela vida para usarmos enquanto aqui estivermos a fazer o nosso trabalho, a aprender, a cumprir a nossa função ou missão. O fundamento do trabalho espiritual repousa no nosso nível de ser, pois é ele que atrairá para nós isso que chamam sorte ou azar, só que sorte ou azar não existem, é uma lei de imantação universal, do magnetismo, atrair aquilo que está em sintonia com a nossa vibração. Lobo anda com lobo, ovelha com ovelha, leão com leão, se o nosso nível de ser é baixíssimo como podemos atrair seres, pessoas ou oportunidades de um nível mais elevado? Não há forma; pobre casa com pobre, rico com rico. Porque pobre só conhece pobre e rico só conhece e convive com rico; de vez em quando surge uma excepção e o resultado prático costuma ser quase sempre um desastre.

Meditemos sobre tudo isto, porque são exemplos práticos de vida, observados e retirados do cenário da existência; não está nos livros; vemos, olhando com olhos de ver, á nossa volta no convívio social. Investiguemos através da técnica da meditação, da introspecção, da auto-análise, qual é nosso nível de ser. Como reconhecer o nosso nível de ser? Há muitas maneiras de se reconhecer e investigar: se somos pessoas que falamos palavrões a toda a hora, certamente o nosso nível de ser é baixo, dos mais básicos e primitivos. Se a nossa vida se caracteriza por um modo de viver instintivo, brutal, é claro que nosso nível de ser é baixíssimo, instintivo, primata, animal ou bestial; nisso não há ser; falta consciência, porque somos puro instinto.

Se a nossa mente se ocupa apenas com fantasias, devaneios, ganhar na lotaria ou chegar a alcançar riquezas, prestemos atenção a este tipo de fantasia, sonho e projecção, este sonhar acordado. Porque o queremos? e o que faríamos com a fortuna nas nossas mãos? Uma grande parte das pessoas torraria essa fortuna toda em prazeres, em gratificações sensoriais, não teria um milímetro de acréscimo ao seu nível de ser, isso configura-se como um mau uso da fortuna.

Muitas pessoas hoje nascem com karma positivo e não sabem viver adequadamente. Fazem desse dharma uma fonte de infortúnio em vez de alegria e felicidade porque o seu nível de ser é baixo, não conseguem harmonizar a circunstância interna com o ambiente externo, falta aprender a relacionar-se com o ambiente, com o mundo, assim, em infinitos desdobramentos. Creio estes exemplos suficientes para chamar a atenção neste sentido, que o segredo está no nível de ser de cada um.

Os solteiros perguntam como proceder para encontrar alguém que “me compreenda”, “me complemente”, “me siga pelo caminho”. É evidente que, se não mudarmos o nível de ser, não atrairemos um complemento adequado, porque pela Lei da Imantação Universal atrairemos para nós aquilo em que vibramos. Se vibrarmos num nível de ser baixíssimo, é claro que atrairemos outro(a) troglodita. Devemos sair do estado primata para o estado humano, não podemos sonhar com anjos e Deuses, príncipes maravilhosos ou princesas de reinos desconhecidos como nossos companheiros ou companheiras de jornada, não há harmonia nisso, pois o nosso nível de ser é muito baixo.
Primeiramente, temos de construir ou elevar o nosso nível de ser, assim podemos esperar que surja alguém do mesmo nível, pois esse é o princípio da imantação ou magnetismo universal.

A sabedoria popular diz o seguinte: “dinheiro chama dinheiro”, às vezes vale a pena meditar sobre isso. É claro que a sabedoria popular se refere ao dinheiro material, mas se mudarmos isso para a moeda cósmica, perceberemos claramente que o capital cósmico nos permite negociar com o Tribunal da Lei e a sairmo-nos bem nos negócios com a Justiça Divina mas se não tivermos dinheiro cósmico, o que atrairemos para nós, já que não temos com o que pagar as nossas dividas? Todos sabem que, quem não tem com o que pagar, paga com dor, sofrimento, amargura.

Se quisermos ser bem recebidos, tratados, honrados, celebrados, reconhecidos, tanto neste mundo como no outro precisamos de ter dinheiro. Aqui manda a conta bancária, lá mandam os tesouros que a traça não corrói. São os tesouros do espírito, que nada mais é do que um elevado nível de ser, este é o segredo, investir na edificação de nível de ser superior a este que temos hoje.

Como fazer isso? Aí começamos com menos teoria e mais prática, viver a vida nos factos, não nas abstracções intelectuais, não nas tertúlias com os colegas, é muito bonito, muito agradável para a personalidade reunirmo-nos na sala, nos cafés e conversarmos sobre os nossos anelos, trocarmos ideias, não há mal algum. Entretanto, se nos limitarmos somente a isso, a vida passa e um dia descobriremos que os dias passaram e só falámos acerca do caminho ou do crescimento espiritual e pouco realizámos. A evolução é feita no dia-a-dia e é nos factos que ela se concretiza.

Perguntaram a um Mestre do TAO: “o que é o TAO?”. E ele respondeu: “a vida comum”; “mas então o que se deve fazer para viver de acordo com ela?”. E o Mestre respondeu: “se você viver de acordo com ela, fugirá de si”. Não se trata aqui de cantar essa mesma canção, mas deixar que ela toque sozinha, deixemos que a música flue e nós devemos adequar os nossos passos e movimentos de acordo com as notas e os compassos da música que flúi, este é o segredo de viver. Agora, o que temos é uma atitude equivocada, queremos criticar o maestro e o reportório.

A dualidade mental faz com que fujamos muitas vezes da música, ataquemos ou rejeitemos, fazemos tudo, menos compreender porque naquele momento é aquela música que está a ser executada. O que devemos fazer é voltarmo-nos para nós mesmos e perguntar: qual é a relação desta música com minha vida? E tratar, então, de dançá-la segundo o seu ritmo e de acordo com as melodias que fluem, porque não podemos mudar a vida, mudar o universo, a vida é, a realidade é, nós estamos aqui. Então, somos nós que temos de acompanhar a música, pois a música já aqui estava antes, o reportório é este. Quando aqui chegámos, tudo isto já existia, podemos mudar isto, mas primeiro devemos tornarmo-nos donos dos processos da construção da música existencial. Antes disso, não adianta criticar, precisamos compreender e aceitar.

Mencionámos numa ocasião anterior que a compreensão é o vazio existente entre os dois extremos, do sim e do não ou da dualidade mental. Este é o nosso problema, somos atirados para os dois extremos como o pêndulo de um relógio e o que devemos fazer é repousar no centro, compreender, a compreensão é a luz, é o vazio.

O segredo está em viver os factos e não em fazer dos factos diários um problema. É facto que temos de comer, vestir, cuidar da nossa saúde, higiene, é facto que também temos que cuidar um pouco da nossa apresentação, não por vaidade, mas por respeito aos nossos semelhantes, porque senão estaríamos a agredir os nossos semelhantes.

Não há como fugir dos factos, mas o segredo está em não fazer dos factos um problema, e como resolvemos isso? Comemos quando precisamos de comer, se não tiver o que comer, não coma, viva o facto e a realidade, mas nós reagimos diante do facto ou da evidência de, eventualmente, durante um dia ou alguns dias, não termos o que comer.

Aprendamos a deixar que a música toque por si mesma e movamos os nossos passos segundo os acordes e os ritmos, porque fazer disto problema tem sido um drama e um desastre nas fileiras humanas, pois justamente falta ao estudante a compreensão do mais básico e elementar de tudo. Ele ignora o segredo de bem viver, viver com inteligência, rectamente, viver a vida como ela é, este é o segredo da felicidade. Não confundamos aqui felicidade com prazer, porque há diferença, muitos confundem prazer com felicidade. A felicidade é do coração, o prazer é dos cincos sentidos.

Se alguém, por um processo qualquer, fosse desligado por um momento dos seus cincos sentidos, ele coisificava-se instantaneamente e tudo aquilo que para ele era tão importante, como os prazeres sensoriais, desaparecia, nem saberia de si mesmo, não teria mais lembranças do que é o prazer, aniquilar-se –ia completamente. Um ateísta materialista poderia dizer que essa criatura simplesmente se transformou numa pedra, num pedaço de árvore cortada ou num tronco podre inerte sem nenhum meio de sensibilidade. Para a percepção ateísta materialista isto está correcto, porém aquele que sabe que a única realidade é a consciência cósmica, que tudo em realidade é consciência e que todas as formas são um invólucro de expressão dessa mesma Consciência Universal, grande oceano da vida, ou como queiram denominar.

Se a palavra Deus está desgastada, troquem, usem como Consciência Universal, ou Grande Oceano da Vida que se expressa em todas as formas de vida, desde uma gigante galáxia até um micróbio desprezível numa poça de água suja, tudo é consciência e forma, a não-forma é forma.

Então, o que é o TAO? O TAO é o vazio e a plenitude, a forma e a não-forma. Porque fazer disso tudo um problema e motivo para conflitos?, porque nos desgastarmos nos extremos das engrenagens mecânicas da mente, como se fôssemos um relógio que depende de um pêndulo?

Quando se diz que devemos tratar de despertar a consciência, na realidade diz-se para deixarmos de sonhar. E o que é deixar de sonhar? Um gigantesco passo será dado se mediante uma disciplina no sentido de conter a mente como se fosse um cavalo selvagem, aplicássemos a nossa vontade deixando de fazer projecções e de fantasiar aqui e agora enquanto estamos neste mal chamado estado de consciência de vigília. Se conseguirmos conter a mente rebelde, amedrontada, aí começa o nosso despertar, porque a mente não sabe nada da vida e nem pode saber, pois da forma que age e que se encontra hoje, perdeu o seu verdadeiro papel, local, lugar.

A mente é receptora, não é projectora. Isto é uma invenção em que nós, por desconhecimento e ignorância, acabamos por educar mal a nossa mente e, por acréscimo, amargamos as consequências de tudo isto. Se a nossa vida é triste e infeliz, se estamos em conflito fora é porque temos o conflito dentro e não conseguimos parar esta guerra interior e esta luta de opostos, de extremos, de viver os factos presentes e a projecção desses mesmos factos segundo o entendimento viciado e torto da nossa mente. Condicionamos a mente a agir desta maneira, então a nossa tarefa agora é fazer o contrário, domá-la, tirar os seus maus hábitos, retirar os vícios. Criar hábitos positivos, um deles é, em vez de raciocinar, passar a contemplar, este é o segredo.

Os conflitos e a guerra interior revelam uma grande falta de respeito para connosco mesmos. Se tivéssemos compreensão acerca da nossa realidade, da verdadeira natureza, certamente devotaríamos muito mais respeito a nós mesmos. Se não nos respeitamos, isso projecta-se para fora e também faltaremos com o respeito aos demais, se não sabemos conviver connosco mesmos, internamente falando, isso projecta-se para a convivência exterior.

Temos de aprender a respeitar a nós mesmos e o segredo disso é conhecermo-nos, investigarmo-nos, levar a atenção para dentro de nós, saber o que ocorre e acontece, perceber, tomar ciência e consciência dos fenómenos psicológicos acontecidos no nosso interior. Para isso, possuímos uma faculdade chamada atenção. Hoje, a nossa atenção está dispersa, espalhada, ela vagueia pelo mundo, precisamos trazê-la e centrá-la em nós, orientá-la e voltá-la para dentro de nós mesmos de maneira concentrada. Isso por si só faz com que a nossa mente pare de projectar, divagar, sonhar, fantasiar.

O homem sonha, identifica-se e sonha, se algo nos chama a atenção a seguir, pois estamos inconscientes de nós mesmos ou com a atenção dispersa, passamos a projectar em cima daquilo que nos chamou a atenção, isso é sonhar. Despertar é trazer a atenção para nós, concentrar essa atenção numa direcção e uma direcção única, o farol que a princípio temos que apontar, olhar ou voltar é apenas o nosso Ser, esse é o segredo.
A nossa desgraça é que olhamos para tudo menos para o nosso Ser, não temos capacidade de concentração, desenvolvemos em nós uma enorme capacidade de distracção, agora toca-nos disciplinar o foco da atenção rumo ao nosso Ser, á realidade, a essa consciência interior, essa luz interior e não às projecções que a nossa mente faz dessa luz ou de qualquer outra realidade, seja ela interna ou externa. Isso são as abstracções, não podemos viver o espiritismo nem fazer o espiritualismo aqui no concreto se estamos a viver em abstracções, isso não é a vida real, não é o TAO.

Quando passamos a investir na edificação de um novo nível de Ser, mais elevado, muitas coisas vão morrendo ou passam a tornar-se secundárias e terciárias e, consequentemente, morrem, pois vamos estudando, analisando e compreendendo naturalmente no tempo devido e isso torna-se então dispensável, porque indispensável é o Ser, a nossa realidade, a vida em si que palpita dentro de nós. É disso que temos de nos dar conta e não focar nas abstracções, projecções e fantasias que a mente faz a partir desses mesmos fenómenos. É difícil traduzir isto em simples palavras, gostaria que realmente houvesse o poder mágico de fazer com que cada um visse isso directamente, mas não é possível tal coisa, cada um terá que descobrir por si.

A nossa situação interior é tão calamitosa que, por uma mera questão de sobrevivência psicológica, acabamos por desenvolver de forma imperceptível ao longo não só desta vida, mas como em todas as vidas anteriores também, isso que podemos denominar como um processo de mentir a si mesmo. E o que vem a ser este mentir para si mesmo?

Se estivermos a andar por uma rua e encontramos um amigo e ele nos cumprimenta, geralmente pergunta-nos “como está? Como tem passado?”. E respondemos sempre que estamos bem, formalmente respondemos isso, mas, na realidade, ao dizer isso temos consciência que estamos bem, se é que estamos bem mesmo, ou é apenas um formalismo social? um verniz social de convivência que criamos? Não quero dizer que neste aspecto formal do relacionamento está contida uma mentira, mas não deixa de estar presente ali o principio da mentira, porque a mentira realmente ganha dimensões terríveis quando passamos a acreditar que estamos cada vez melhor, que o nosso nível de Ser está cada vez mais elevado e perdemos a capacidade e as referências para nos podermos avaliar adequadamente.


Como podemos dar conta destes processos de mentira para connosco mesmo? Hoje em dia é bem difícil, é parte do trabalho de Avatar, Profeta ou Mensageiro trazer sempre um novo esquadro, uma nova régua e um novo compasso. É sempre uma nova doutrina que nos vai servir de espelho. Se, neste preciso momento, o próprio Cristo se materializasse na nossa vida, sala, ou casa e dissesse: “meu amigo, você está a ir cada vez pior, está mal da forma que está hoje...”? Estou bastante seguro que rejeitaríamos de imediato e de forma mecânica tal revelação, porque vivemos uma mentira, uma fantasia, acreditamos que estamos a ir cada vez melhor, quando estamos com um pé no abismo, se somos ricos em defeitos é evidente que somos pobres em virtudes, não há como ter as duas riquezas e aqueles que as têm certamente vivem uma situação anómala na qual são conhecidos como abortos da natureza.

Para acabar com o processo da mentira, devemos voltar a atenção para dentro de nós mesmos, olhar sempre para dentro de nós mesmos, não projectar, não fantasiar. É preciso estudar uma nova ciência, uma nova doutrina, seja ela qual for. Em diferentes épocas da humanidade, diferentes doutrinas foram trazidas ao mundo, mas todas delas têm em comum terem sido rejeitadas maciçamente e apenas aceites por alguns.

Romper com o processo de mentir é uma das coisas mais difíceis, porque a mentira é um recurso que o amor-próprio, que a auto-consideração utiliza para continuar a existir, um processo que o orgulho lança mão para continuar a existir, enfim, a mentira que todos os egos e defeitos utilizam para continuar a existir, fazendo das suas dentro de nós.

Se queremos, realmente, mudar de nível de ser, este é o segredo, acabar com a farsa, com a fantasia e projecção, acabar com o processo da mentira, construir uma capacidade de verdade, vermo-nos, avaliarmo-nos, percebermos como somos, não como imaginamos ser.

Todos nós carregamos uma auto-imagem, imaginamos sempre que somos lindos e maravilhosos, bonitos, perfeitos, caridosos, amorosos. Porém, quando alguém ou alguma circunstância da vida, nos desnuda, seja diante de nós mesmos, seja diante de outro, dizemos: "que vergonha! Que vergonha!". O que está escondido atrás disso? Qual é o segredo de todos esses processos?

A auto-imagem é algo terrível, se estamos muito preocupados com a nossa questão de imagem pessoal, ou de projectar uma imagem de bonzinho ou positiva, mas toda ela baseada em artifícios. Certamente, nem uma nem duas vezes seremos desnudados pela realidade dos factos e isso torna-se um obstáculo enorme para a mudança de nível de ser ou para ascender a níveis elevados de ser.

Observemos a natureza, qualquer pássaro, animal ou árvore, nenhum deles está preocupado em projectar algo a mais do que o que são. Uma árvore é uma árvore, não quer ser mais do que uma árvore, não usa artifícios, enfeites, ela é o que é, assim é a vida toda, sem artifícios, um pássaro, um animal, ele é o que é, é só observarmos o comportamento que sempre os veremos a agir livremente, livres de artifícios. E não nos esqueçamos que qualquer artifício é isso a que chamamos ego, artificial, agregado, não é a realidade, a realidade é o Ser. este é o segredo.

Se nos esquecermos do nosso Ser, daquilo que somos, passamos a viver artificialmente, porque estaremos a querer projectar para os outros aquilo que não somos, se observarmos uma ninhada de gatos no seu desenvolvimento, notamos que eles são o que são, não têm necessidade, preocupação ou insegurança para ocultar o que quer que seja e nem de projectar, são o que são. Esta é uma grande lição que precisamos aprender, despojarmo-nos dos artifícios, ser exactamente aquilo que somos. E podemos descobrir isso em nós com muita auto-observação, auto-exploração, se não desenvolvermos o hábito positivo e saudável de explorarmos, analisarmos, de nos observarmos é evidente que jamais nos auto-descobriremos.

Tudo isto, esta auto-descoberta, e consequentemente, a compreensão de nós mesmos, ou uma auto-revelação, dá-se como desenrolar natural de um trabalho aplicado nesse sentido dentro de nós, sem almejar um resultado, mas apenas pela acção desinteressada, sem artifícios, este é o segredo.

Em poucas palavras, tudo se resume a fazer algo, “pôr a mão na massa”, realizar, trabalhar, ter uma atitude pró-ativa em relação a nós mesmos, darmo-nos conta de que não somos uma coisa, darmo-nos conta do artificialismo da mente, ou seja, ainda temos cinco sentidos, tínhamos mais, hoje restam cinco sentidos, esses cinco sentidos jogam de forma ininterrupta para a nossa mente impressões, essas impressões movem-nos, levam-nos para uma acção ou para uma reacção, depende da nossa atitude, podemos agir e reagir ou seguir reagindo.

O processo de despertar a consciência implica necessariamente uma ascensão do nível do Ser e vai além da mente, da reacção, projecção, artificialismo. Para isso, a técnica da meditação introspectiva, auto-exploração diária, gradativamente retirará as sucessivas camadas artificiais que acumulamos em nós e também nos dará a remoção dos distintos véus que encobrem a luz verdadeira, por isso hoje temos por escassa a luz. Porque criamos ou colocamos muitos véus, temos de remover esses véus da subjectividade. O que vêm a ser esses véus? É o que falámos há pouco, se em vez de ver, contemplarmos a realidade, projectamos ideias acerca dessa realidade isso é um véu que distorce essa mesma realidade.

Se pensarmos de uma forma não – livre, segundo condicionamentos de uma educação universalmente ou socialmente aceite, isso é um véu que impede a luz de brilhar, se seguimos imitando velhos procedimentos, comportamentos, atitudes ou reacções, tudo isso é subjectivismo, só a auto-exploração vê directamente todo este conjunto de artifícios ou coisas que nós mesmos inventamos, alimentamos, conservarmos, tudo isto no fundo, em resumo, nada mais é do que uma ferramenta, um recurso que o nosso egoísmo lança mão para continuar a existir e o egoísmo é formado por amor-próprio, auto-consideração, auto-importância, a mentira é feita para proteger isso.

Tudo isso, no fundo, apenas forma a maquinaria que defende e protege, consequentemente, fortalece o nosso próprio egoísmo. O segredo de romper com tudo isto é começar a, aqui e agora mesmo, atrelar o foco da atenção e projectá-lo para dentro de nós, para auto-explorar, não perder o foco da atenção, não nos esquecermos de nós mesmos, não deixarmos de meditar, não deixarmos de nos explorar mais e mais profundamente a cada dia, a cada hora. Aos poucos, iremos nos conhecendo, porque nos iremos descobrindo, fazendo consciência gradativa de tudo aquilo que está dentro de nós, consequentemente, poderemos fazer um balanço, uma análise daquilo que está a sobrar, que são os artifícios e daquilo que está a faltar, atrofiado, oculto ou o que é preciso ser construído, que são as nossas virtudes.
Este é o Segredo.
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