Nosso lar - capitulo - X / XXV (audio)

O "Nosso Lar" em voz
Este é o
décimo
capítulo de 25

Comparações e vida
numa cidade do astral e na terra...

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Carta aos meus filhos - (audio)





Carta a meus filhos, sobre os fuzilamentos de Goya

Não sei, meus filhos, que mundo será o vosso.
É possível, porque tudo é possível, que ele seja
aquele que eu desejo para vós. Um simples mundo,
onde tudo tenha apenas a dificuldade que advém
de nada haver que não seja simples e natural.
Um mundo em que tudo seja permitido,
conforme o vosso gosto, o vosso anseio, o vosso prazer,
o vosso respeito pelos outros, o respeito dos outros por vós.
E é possível que não seja isto, nem sequer seja isto
o que vos interessa para viver. Tudo é possível,
ainda quando lutemos, como devemos lutar,
por quanto nos pareça a liberdade e a justiça,
ou mais que qualquer delas uma fiel
dedicação à honra de estar vivo.
Um dia sabereis que mais que a humanidade
não tem conta o número dos que pensaram assim,
Amaram o seu semelhante no que ele tinha de único,
de insólito, delivre, de diferente,
e foram sacrificados, torturados, espancados,
e entregues hipocritamente à secular justiça,
para que os liquidasse com suma piedade e sem efusão de sangue.
Por serem fiéis a um Deus, a um pensamento,
a uma pátria, uma esperança, ou muito apenas
à fome irrespondível que lhes roía as entranhas,
foram estripados, esfolados, queimados, gaseados,
e os seus corpos amontoados tão anonimamente quanto haviam vivido,
ou as suas cinzas dispersas para que delas não restasse memória.
Às vezes por serem de uma raça, outras
por serem de uma classe, expiaram todos
os erros que não tinham cometido ou não tinham consciência
de haver cometido. Mas também aconteceu
e acontece que não foram mortos.
Houve sempre infinitas maneiras de prevalecer,
aniquilando mansamente, delicadamente
por ínvios caminhos quais se diz que são ínvios os de Deus.
Estes fuzilamentos, este heroísmo, este horror,
foi uma coisa, entre mil, acontecida em Espanha
há mais de um século e que por violenta e injusta
ofendeu o coração de um pintor chamado Goya
que tinha um coração muito grande, cheio de fúria
e de amor. Mas isto nada é, meus filhos.
Apenas um episódio, um episódio breve,
nesta cadeia de que sois um elo (ou não sereis)
de ferro e de suor e sangue e algum sémen
o caminho do mundo que vos sonho.
Acreditai que nenhum mundo, que nada nem ninguém,
vale mais que uma vida ou a alegria de tê-la.
É isto o que mais importa – essa alegria.
Acreditai que a dignidade em que hão-de falar-vos tanto
não é senão essa alegria que vem
de estar-se vivo e sabendo que nenhuma vez
alguém está menos vivo ou sofre ou morre
para que um só de vós resista um pouco mais
à morte que é de todos e virá.
Que tudo isto sabereis serenamente,
sem culpas a ninguém, sem terror, sem ambição,
e sobretudo sem desapego ou indiferença,
ardentemente espero. Tanto sangue,
tanta dor, tanta angústia, um dia
- mesmo que o tédio de um mundo feliz vos persiga –
não hão-de ser em vão. Confesso que
muitas vezes, pensando no horror de tantos séculos
de opressão e crueldade, hesito por momentos
e uma amargura me submerge inconsolável.
Será ou não em vão? Mas, mesmo que o não sejam,
quem ressuscita esses milhões, quem restitui
não só a vida, mas tudo o que lhes foi tirado?
Nenhum Juízo Final, meus filhos, pode dar-lhes
aquele instante que não viveram, aquele objecto
que não fruiram, aquele gesto
de amor, que fariam "amanhã".
E, por isso, o mesmo mundo que criemos
nos cumpre tê-lo com cuidado, como coisa
que não é só nossa, que nos é cedida
para a guardarmos respeitosamente
em memória do sangue que nos corre nas veias,
da nossa carne que foi outra, do amor que
outros não amaram porque lho roubaram.

Jorge de Sena – Metamorfoses, 1963




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Nosso lar - capitulo - IX / XXV (audio)

O "Nosso Lar" em voz
Este é o
nono
capítulo de 25

Não se acende Luz
em candeia sem óleo e pavio...

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Nosso lar - capit. - VIII / XXV (audio)


O "Nosso Lar" em voz
Este é o
oitavo
capítulo de 25

Reflexões
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Nosso lar - capitulo - VII / XXV (audio)

O "Nosso Lar" em voz
Este é o
sétimo
capítulo de 25

O que é o umbral?
Como funciona o umbral?

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Nosso lar - capitulo - VI / XXV (audio)


O "Nosso Lar" em voz
Este é o
sexto
capítulo de 25

Organização e comparação de uma cidade
no plano espiritual

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Nosso lar - capitulo - V / XXV (audio)


O "Nosso Lar" em voz
Este é o
quinto
capítulo de 25
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Oiça o relato em que se fala dos Portugueses no Brasil
E da sua importância no plano espiritual desse País

Nosso lar - capitulo - IV / XXV (audio)




O livro "Nosso Lar" em voz.
Este é o
quarto capítulo de 25

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Nosso lar - capitulo - III / XXV (audio)




O livro "Nosso Lar" em voz.
Este é o terceiro capítulo de 25

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Nosso lar - capitulo - II / XXV (audio)




O livro "Nosso Lar" em voz.
Este é o segundo capítulo de 25

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Nosso lar - capitulo - I / XXV (audio)





O livro "Nosso Lar" em voz.
Este é o primeiro capítulo de 25

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Feliz Natal - Jesus e a Obsessão

Reflecções...

JESUS E A OBSESSÃO
Emmanuel

Cristãos eminentes, em variadas escolas do Evangelho, asseveram na actualidade que o problema da obsessão teria nascido no culto da mediunidade, à luz da Doutrina Espírita, quando a Doutrina Espírita é o recurso para a supressão do flagelo.


Malham médiuns, fazem sarcasmo, condenam a psicoterapia em favor dos desencarnados sofredores e, por vezes, atinge o disparate de afirmar que a prática medianímica estabelece a loucura.
Esquecem-se, no entanto, de que a vida de Jesus, na Terra, foi uma batalha constante e silenciosa contra obsessões, obsidiados e obsessores.


O combate começa no alvorecer do apostolado divino.


Depois da resplendente consagração na manjedoura, o Mestre encontra o primeiro grande obsediado na pessoa de Herodes, que decreta a matança de pequeninos, com o objetivo de aniquilá-lo.


Mais tarde, João Batista, o companheiro de eleição que vem ao mundo secundar-lhe a obra sublime, sucumbe degolado, em plena conspiração de agentes da sombra.


Obsessores cruéis não vacilam em procurá-lo, nas orações do deserto, verificando-lhe os valores do sentimento.


A cada passo, surpreende Espíritos infelizes senhoreando médiuns desnorteados.


O testemunho dos apóstolos é sobejamente inequívoco.


Relata Mateus que os obsediados gerasenos chegavam a ser ferozes; refere-se Marcos ao obsediado de Cafarnaum, de quem desventurado obsessor se retira clamando contra o Senhor em grandes vozes; narra Lucas o episódio em que Jesus realiza a cura de um jovem lunático, do qual se afasta o perseguidor invisível, logo após arrojar o doente ao chão, em convulsões epileptóides; e reporta-se João a israelitas positivamente obsediados, que apedrejam o Cristo, sem motivo, na chamada Festa da Dedicação.


Entre os que lhe comungam a estrada, surgem obsessões e psicoses diversas.


Maria de Magdala, que se faria a mensageira da ressurreição, fora vitima de entidades perversas.


Pedro sofria de obsessão periódica.


Judas era enceguecido em obsessão fulminante.


Caifás mostrava-se paranóico.


Pilatos tinha crises de medo.


No dia da crucificação, vemos o Senhor rodeado por obsessões de todos os tipos, a ponto de ser considerado, pela multidão, inferior a Barrabás, malfeitor e obsesso vulgar.


E, por último, como se quisesse deliberadamente legar-nos preciosa lição de caridade para com os alienados mentais, declarados ou não, que enxameiam no mundo, o Divino Amigo prefere partir da Terra na intimidade de dois ladrões, que a ciência de hoje classificaria por cleptomaníacos pertinazes.


À vista disso, ante os escarnecedores de todos os tempos, eduquemos a mediunidade na Doutrina Espírita, porque só a Doutrina Espírita é luz bastante forte, em nome do Senhor, para clarear a razão, quando a mente se transvia, sob o fascínio das trevas.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

JC

A PIRÂMIDE DA VIDA E O ALPINISTA

Existem dois factores importantes na vida.

O ser pode parar de evoluir ou evoluir, a involução não existe.

a maioria das pessoas, Comunidades Espirituais incluídas, vive na vibração do "parar de evoluir". Vive em torno de um circulo em que quer ou deseja o material, o espiritual e demais vibrações que considera positivas e boas. Isso não poderá ser evolução.

Se imaginarmos uma pirâmide de três lados iguais, ela tem três faces, uma base que é ponto mais largo da pirâmide e um pico, o ponto mais estreito da pirâmide. Conforme se sobe esta pirâmide, assim o caminho é cada vez mais estreito e cada vez mais solitário.

As pessoas em geral não estão a subir a pirâmide, estão a andar em volta da mesma algures num ponto do caminho da base ao pico.

andando assim em circulos á volta da pirâmide. Se é num ponto mais alto ou mais baixo não importa, o que importa é que é assim e cada um é o que é da forma que é. Imaginar que estã a subir é uma ilusão que cria para si mesmo. Viva essa ilusão qual acto de ilusionismo fabricado por si e para si.

Ninguém pode subir na pirâmide e aliar crescimento espiritual a crescimento material. Para subir, temos de nos ligar qual alpinista a cordas invisiveis que nos suportam e que nos ligam a seres de mais Luz. Se nos ligamos a seres de cada vez mais luz, por falta de sintonia vamos deixando bagagens de menos luz pelo caminho.

A subida cada vez custa mais, cada vez á mais estreito o caminho.

Os despertos, antes de agarrarem a corda que os ajuda a subir, confirmam primeiro onde está a outra ponta da corda, ao pico da pirâmide? ou a qualquer outro ponto lançada por um menos incauto preso nas malhas da ilusão?

São muitas as cordas, umas ajudam a subir, outras servem para nos manter presos ao mesmo local da subida onde estamos.

Se pelo contrário, queremos aliar espiritualidade a bens materiais, eles são opostos, por isso, temos de optar não ligar a seres de mais luz, mas sim, ficar ligados aqueles que ainda sintonizam no material. De cada vez que se liga acima, assim perde as ligações correspondentes abaixo. Isto não é ser mau, não é ser melhor ou pior. Simplesmente é luz na mesma. Não é escuridão.

Existem muitas variáveis e variantes na Luz. Paramos algures na subida da pirâmide e comtemplamos o dinheiro, a casa, o carro etc etc etc.

Um dia acordamos, cansamos desta ilusão e retomamos a caminhada que um dia começámos.

Estas são as principais razões pelas quais tanta divergência acontece nas teorias da espiritualidade. todas estão certas e todas estão erradas.

Se algures no caminho o médico se deslumbra com uma ferida, fica enfermeiro. Está na mesma na medicina, aceite-se como enfermeiro, não se julgue um médico, e assim, será mais feliz pois viverá de acordo com o que é e não numa ilusão. Isto é a consciencialização, a base. A partir da consciencialização ele poderá retomar os estudos e evoluir para médico.

Não importa que todos aqui se achem médicos ao ler este artigo, importa sim que uns estarão iludidos nas malhas da vida e outros não.

A subida da pirâmide é um caminho cada vez mais estreito e cada vez mais solitário, solitário de matéria e de quem se liga a ela, pois ela pesa presa ao corpo e torna-nos mais pesados impossibilitando assim a subida.

Todos nós, quando nos propomos ajudar alguém, lançamos uma corda abaixo de nós. O outro segura a corda e trepa. por vezes, mais á frente, larga a nossa corda e segura outra que está ligada mais acima ultrapassando-nos na escalada. Muitos sentem desprezo, mágoa, eu estava a ajudá-lo... algures acima ele vai lançar a sua corda para nos ajudar.

Quando lançamos a corda a alguém com uma mão, devemos ver onde está ligada a corda que nos suporta na outra mão, pois a subida do outro depende aqui da nossa própria subida. Não tenhamos inveja de quem lançou a corda antes de nós, estaria certamente mais bem suportado antes de nós. Olhemos antes para baixo e procuremos outro a quem lançar a nossa corda.

Sejamos alpinistas. Tanto é alpinista aquele que continua a subida, como aquele que parou para descansar, sabe que se parar morre com o frio da serra, então, anda em volta da mesma encontrando assim um caminho plano para descansar os musculos das pernas.

Nesta caminhada em circulo, ele tem a mente na subida, poderá pensar, se fechar os olhos, que está a subir...

está?

JC

DIFERENÇA ENTRE AJUDAR E ESTAR AO SERVIÇO

gosto de todo o tipo de musica, mas, o fado tem um cantinho especial em meu coração.

Durante alguns anos organizei sessões de fado. Quis o destino, que fosse num autocarro onde ouviria um fado que me marcaria e que penso nele todos os dias da minha vida.

Um pequeno fadista de 12 anos cantou um fado num autocarro a troco de uns escudos que foi pedindo no final.

Ouvi uma única vez este fado cantado por uma criança.

Esta criança morreu cerca de 1 ano depois, apareceu morta numa qualquer valeta em Camarate, a mesma terra onde perdi a minha filha.

deixo aqui a letra tal como a lembro após 25 anos de a ter ouvido uma única vez:

Ao ver contente a correr
um garoto a oferecer
as cautelas com meiguice
eu dele me aproximei
uma cautela comprei
em seguida assim lhe disse:

ouve lá, tu ó garoto
porque andas descalço e rôto
dás-me impressão de um vadio
pois até me custa a crer
porque não estás a tremer
num dia de tanto frio

nem teu pai, nem tua mãe
se importam de ti, também
que te faças mariola
cautelas não vendas mais
não te importes de teus pais
deves ingressar na escola.

oiça cá, senhor, porém
eu não tenho pai nem mãe
e ao dizer isto chorou
meu pai saíu da terra
foi num batalhão prá guerra
e não mais regressou

minha mãe, sofreu, sofreu
de tanto sofrer morreu
e eu fiquei bem pequenino
mas se tenho algum pecado
creia senhor, não sou o culpado
a culpa foi do destino

*********

Neste poema singelo, estão implícitas várias situações que as podemos rever á nossa volta na realidade da vida.

Um sr. que repara num rapazola que vende cautelas para subsistir, com todo o seu amor dá um conselho ao rapaz, ao ponto de sugerir que não se importe com seus pais, seus pais não estariam a ser bons pais ao ter um filho nas ruas a vender cautelas em vez de estar na escola para um dia ser um ser "melhor"??

Uma criança que perdeu seus pais, que usa do que sabe fazer para sobreviver. Esta criança é a única que vive a realidade, a sua realidade.

Em toda a história há um lado escondido por falta de conhecimento dos intervenientes, as causas, os efeitos, os karmas e os dharmas...

Claro que se esta criança ficou sem pais, certamente karmicamente teria de passar por isso, claro que se os pais morreram cedo poderiam karmicamente ter de passar por isso.

È claro que ao usar do seu dharma, este senhor, num gesto de compra de uma cautela e no acto de um conselho, estaria ali por vontade do astral, o astral colocou aquele sujeito ali, onde devia estar, precisamente para que o karma desta criança seja atenuado ou até expiado...

Contudo, ao usar apenas dos seus olhos fisicos, julgou uma situação, julgou uma criança, julgou uns pais.... aumentou o seu karma quando o astral apenas o colocou onde devia estar para usar o seu dharma e poder ajudar um ser.

È preciso saber estar ao serviço.
Estar ao serviço não é ajudar, ao querer ajudar normalmente erramos.

Estar ao serviço é fazer o que temos de fazer, o que o astral ou o cosmo queira que façamos quando nos abordam com esta ou qualquer outra situação.

Ajudar é quando queremos, por exemplo, dar um donativo para a campanha dos bolos rei. Damos e acalmamos o nosso ego, mas é positivo pois partimos do negativo para o positivo.

Estar ao serviço, é quando simplesmente doamos o mesmo donativo em automático, sem pensar: coitadinhos dos sem abrigo. Estavamos posicionados ao serviço onde o cosmo nos quis colocar e na altura certa chegou a nós a situação. Nesta altura apenas actuámos.

Dirão, mas nas duas é igual? Não, não é. Na primeira houve um julgamento impresso, julgámos e actuámos na medida do nosso discernimento, das nossas sensações e sentimentos.

Na segunda, não quisemos ajudar, não quisemos nada para além de querer estar ao serviço. Aí, o astral colocou á nossa frente quem precisa ser servido.

Esta é a diferença entre ajudar o que quer ser ajudado e estar ao serviço para servir quem tem de ser servido. Nesta está implicito apenas o cosmo, a vida, o amor. Na primeira está implícito o querer ajudar, o que quer ser ajudado mesmo sem mérito.

Eu estou a usar do meu karma, não do meu dharma, ao analizar este poema. Todos os dias da minha vida tenho procurado os sentidos de um poema tão simples, em que nem o autor do mesmo pensou...

Quem escreveu este poema, estava apenas no lugar em que o cosmo o quis colocar, a partir daí fez a obra. Quem ouve este poema pode simplesmente sentir melancolia, extrapolizar os seus sentimentos.

Direi, axiomáticamente falando, que é precisamente a simplicidade da história que me faz pensar e meditar sobre os intervenientes, as acções, as reacções, transportando-as á minha realidade.

JC

Dos medos do Eu ao mergulho no Ser

(sobre os arquétipos femininos)

Maria

Falar sobre Maria é mais difícil. Com a samaritana, com Maria Madalena nós temos alguma facilidade porque somos sensíveis à humanidade destas personagens.

Nós podemos facilmente reconhecermo-nos nos arquétipos que elas representam. Os estados de consciência pelos quais elas passam não são desconhecidos para nós. A transformação e a evolução dos seus desejos, encontramo-las na nossa própria transformação, na nossa própria evolução.

Com Maria, entra-se numa dimensão mais transpessoal, isto é, uma pessoa humana que viveu no espaço e no tempo, mas que manifesta uma certa qualidade de transparência à presença do Ser que habita e que vai ser gerado nela.

Na civilização cristã a Virgem Maria assegura a continuidade da Deusa-Mãe. Para algumas pessoas há uma certa fascinação e, para outros, uma certa repulsa. O investimento efectivo na relação com Maria é, frequentemente muito forte.

Alguns fazem dela deusa, outros fazem dela uma pessoa que as impede de viver a sua feminilidade. Porque, na personagem de Maria, insiste-se sobretudo na sua virgindade e na sua maternidade. A sua dimensão propriamente feminina parece não ter existido. E algumas mulheres dirão que este facto foi o responsável pelo desprezo e, algumas vezes, desconfiança de tudo o que concerne à feminilidade, na sua dimensão sexual.

Também, em certos meios feministas - por exemplo, no Ocidente - é muito duro falar da Virgem Maria. Que interpretação davam sobre o assunto os antigos Terapeutas?
Há interpretações religiosas e interpretações que apelam para experiências anteriores. Não se trata de negar a devoção que se pode ter em relação a Maria como um ser exterior, como um ser do passado, mas é preciso descobrir a realidade do arquétipo em nós mesmos.

Da mesma maneira que perguntávamos: "O que é a samaritana em mim?" e descobríamos as diferentes etapas do nosso desejo. Da mesma maneira como perguntávamos: "O que é Maria Madalena em mim?" e descobríamos as etapas de uma longa e profunda iniciação. Agora podemos perguntar que realidade é a Virgem Maria em mim.

A Virgem Maria Inicialmente, o que quer dizer a palavra Virgem? O que é a virgindade, na tradição antiga e na interpretação dos Terapeutas? A virgindade é um estado de silêncio, é um estado de pureza e inocência. Não é simplesmente algo físico - esta é uma interpretação mais grosseira. Para os Antigos, o importante era a interpretação espiritual e é assim que Orígenes e depois o Mestre Eckart dirão que é preciso ser virgem para se tornar mãe.

O que quer dizer isto? Quer dizer que é preciso entrar num estado de silêncio, num estado de vacuidade, de total receptividade, para que o Logos possa ser gerado em nós. Quando se diz que Maria é virgem e mãe, quer-se dizer que é no silêncio do corpo, no silêncio do coração, no silêncio do Espírito que o Logos pode ser gerado.

É assim que se fala de uma Imaculada Conceição. O Verbo é concebido no que há de mais imaculado em nós, no que há de mais completamente silencioso. Este é um tema que encontramos noutras religiões. Na tradição do Islão fala-se da imaculada Conceição do Alcorão, dizendo que Maomé tinha o espírito virgem.

A tradição diz que ele era analfabeto e foi nesta virgindade da sua inteligência que o Alcorão foi escrito. Os muçulmanos falam da imaculada Conceição do Alcorão. O Logos torna-se um livro, mas não se torna um homem.

Encontramos este tema da imaculada Conceição no Budismo, quando os seus adeptos dizem que foi no silêncio e na vacuidade que foi gerado o espírito desperto. Podemos juntar, em nós este aspecto do imaculado? Há em nós um lugar totalmente silencioso? Isto suporia que houvesse no corpo humano um lugar onde não existisse memória.

De um ponto de vista genético esta questão é muito interessante, porque trata-se de ir a este lugar dentro de nós mesmos, de onde nasce a vida. Quando se diz que a vida nasce do nada, o que quer dizer este nada? Então nós aproximamo-nos da experiência do arquétipo de Maria em nós mesmos.

Mas vejam bem: não se pode aproximar esta realidade com palavras, com referências normais, porque aqui nós estamos numa transição entre o tempo e o não-tempo. Em tibetano é o que se chama Bardo, que é este estado entre duas consciências, entre o criado e o incriado.

É preciso encontrar, entre nós mesmos, este lugar por onde entra a vida, este lugar por onde entra a consciência, este lugar por onde entra o amor. É uma experiência de silêncio, uma experiência de vacuidade, alguma coisa de mais profundo, de mais profundo do que aquilo que se chama o pecado original.

Charles Peguy dizia que Maria é mais jovem que o pecado. O que quer dizer isto? Isto quer dizer que existe em nós alguma coisa de mais jovem e de mais profundo que a recusa do ser, que o esquecimento do ser.

O que chamamos de pecado original é a perda do Espírito Santo. É a perda da relação de intimidade com a fonte do nosso Ser e que Jesus chama Pai.

Eu creio que se falou demais sobre o pecado original e muito pouco sobre a bem-aventurança original. A bem-aventurança original vem antes do pecado original. Assim, os Antigos viam em Maria um arquétipo da bem-aventurança original, antes que ela fosse destruída no esquecimento do Ser ou na recusa do Ser. É este local de nós mesmos que está sempre na bem-aventurança. É este local de nós mesmos que está sempre na confiança.

A questão que temos que colocar é: Existe em nós uma realidade mais profunda que a nossa recusa, mais profunda que nossos medos? É preciso encontrar a confiança original.

Maria é o estado de confiança original Algumas vezes ocorreu em nós, conhecermos algo deste estado. Quando nós não projectamos mais sobre a realidade memória nenhuma; quando nós fazemos confiança Àquele que É.

Assim, para os Antigos, Maria é o sim original. E este sim é mais profundo que todos os nossos nãos. Trata-se de reencontrar em nós mesmos aquilo que diz sim à vida, quaisquer que sejam as formas que esta vida tomar. E vocês sabem bem que não é fácil reencontrar esta confiança. Não é fácil reencontrar este sim.

Na maior parte do tempo estamos na desconfiança, no temor, e nós temos boas razões para temer e para ter medo. Quer dizer que temos muitas memórias que nos fazem medo, que nos fazem temer aquilo que a vida nos vai dar para viver.

Temos então que passar por um estado de silêncio das nossas memórias, de silêncio da nossa mente, para encontrar esta confiança original. Esta atitude era o que Krishnamurti chamava de a inocência original. Trata-se agora de interrogar o Evangelho e de ver como este estado de sim, como este estado de confiança original, se encarna na vida concreta de Maria.

Antes disso, porém, pensaremos em Maria não somente como uma personagem exterior mas como uma realidade interior. Como um arquétipo desta vacuidade, desta abertura à presença do que vive é gerado nela minuto após minuto.

E o caminho da Maria na história pode, talvez, ajudar-nos a compreender o nosso próprio caminho. Pode ajudar-nos, sobretudo, a compreender a que pontos nós estamos atulhados de memórias.

A que ponto é difícil para nós dizer sim e ter confiança. Nós podemos rezar à Virgem Maria na história, para que possamos reencontrar esta qualidade de confiança.

Leloup, Jean-Yves - Caminhos da Realização - Dos medos do Eu ao mergulho no ser.Pags 159-163

Campanha de natal para os sem abrigo





Uma fatia de bolo rei
O Natal de um sem abrigo



Esta campanha tem por objectivo a compra de um mínimo de 200 bolos rei
para fatiar e distribuir pelos sem abrigo na quadra natalícia
Após a ultima campanha efectuada com o nome "cobertores para os sem abrigo"
surgiu a ideia de ajudar-mos os sem abrigo a ter um Natal melhor.
Neste espírito, nasceu a ideia de comprarmos um mínimo de 200 bolos
que serão fatiados e distribuida uma fatia de bolo por cada sem abrigo no Natal


Atempadamente precisamos recolher donativos e encomendar
o fabrico dos bolos a uma fábrica para que tudo funcione como previsto.
Temos uma fábrica que nos forneceu já preços para a quantidade pretendida.

Os donativos serão apenas em dinheiro,
não faria sentido recolher bolos que no mínimo estariam impróprios para consumo
na data a ser distribuidos.
Para isso, aqui fica o numero da conta bancária
onde poderão fazer o vosso donativo
através de transferência bancária ou depósito directo.


NIB: 001 800 031 350 948 402 009
IBAN: PT50 001 800 031 350 948 402 009

Santander Totta

Importante:
Após efectuar o seu depósito, avise-nos do mesmo através do mail:
netideia@hotmail.com




Olá a todos,Este planeta chama-se Terra, Vamos pousar os pés nesta terra onde ainda habitamos e que não sairemos dele sem os pés bem assentes, por muito que teime em andar na Lua.

Um auto intitulado sacerdote perguntou-me se achava bem esta campanha pois ele viu um dia um mendigo que dizia a outro estar como mendigo por opção. Pelos vistos todos os outros pagam por este aos olhos deste "sacerdote"???

Eu não sou sacerdote de nada, sou um simples ser que teima em olhar á sua volta. Para si Sr Sacerdote, aqui fica o Planeta Terra - O mundo de hoje e não do passado ou do futuro.

Quanto á questão das leis karmicas e casuais, sabe melhor que eu que a lei do Amor é a lei Mater, Primária, que se sobrepõe a todas as leis. Não quero ensinar a missa ao vigário (sacerdote), apenas respondo ao que perguntou.


Deixe terminar a musica se quer ouvir o documentário:

Amor de amigo

Durante um confronto bélico, um orfanato de missionários numa aldeia vietnamita, foi atingida por várias bombas.

Os missionários e duas crianças morreram no momento e muitas ficaram feridas, inclusive uma menina de 8 anos.

Através do rádio de uma aldeia vizinha, os habitantes procuraram o socorro dos americanos. Um médico da Marinha e uma enfermeira chegaram trazendo apenas maletas de primeiros socorros.

Perceberam logo que o caso mais grave era o da menina. Se não fossem tomadas providências imediatas, ela morreria por perda de sangue. Era urgente que se fizesse uma transfusão.

Saíram à procura de um dador com o mesmo tipo sanguíneo. Os americanos não tinham aquele tipo de sangue, mas muitos órfãos que não tinham sido feridos poderiam ser dadores.

O problema agora, era como pedir às crianças, já que o médico conhecia apenas algumas palavras em vietnamita e a enfermeira tinha poucas noções de francês.

Usando uma mistura das duas línguas e muita gesticulação, tentaram explicar aos assustados meninos que, se não recolocassem o sangue perdido, a menina morreria.

Então, perguntaram se alguém queria doar sangue. A resposta foi um silêncio de olhos arregalados.

Finalmente, uma mão levantou-se timidamente, deixou-se cair e levantou de novo.

Ah, obrigada - disse a enfermeira em francês. - Como é o seu nome?

O garoto respondeu em voz baixa: Heng.

Deitaram Heng rapidamente na maca, esfregaram álcool no seu braço e espetaram a agulha na veia.

Durante estes procedimentos, Heng ficou calado e imóvel.

Passado um momento, deixou escapar um soluço e cobriu depressa o rosto com a mão livre.

Está a doer Heng? - perguntou o médico.

Heng abanou a cabeça, mas daí a pouco escapou outro soluço e mais uma vez tentou disfarçar.

O médico voltou a perguntar se doía, e ele abanou a cabeça outra vez, significando que não.

Mas os soluços ocasionais acabaram por se transformar num choro declarado, silencioso, os olhos apertados, o punho na boca para estancar os soluços.

O médico e a enfermeira ficaram preocupados. Alguma coisa obviamente estava a acontecer.

Nesse instante, chegou uma enfermeira vietnamita, enviada para ajudar. Vendo a aflição do menino, falou com ele, ouviu a resposta, e tornou a falar com voz terna, acalmando-o.

Heng parou de chorar e olhou surpreso para a enfermeira vietnamita. Ela confirmou com a cabeça e uma expressão de alívio estampou-se no rosto do menino. Então ela disse aos americanos:

Ele achou que estava a morrer. Entendeu que vocês pediram para dar todo o sangue dele para a menina poder viver.

E porque concordou ele? Perguntou o médico.

A enfermeira vietnamita repetiu a pergunta, e Heng respondeu simplesmente:

Ela é minha amiga.

GOTAS DE ÁGUA

Você já parou, alguma vez, para observar uma gota d`água?

Sim, uma pequena gota d`água equilibrando-se na ponta de um frágil raminho...

Com graciosidade a gotícula desafia a lei da gravidade, balançando-se nas bordas das folhas ou nas pétalas de uma flor.

São gotas minúsculas, que enfeitam a natureza nas manhãs orvalhadas ou permanecem como pequenos diamantes líquidos, depois que a chuva se vai.

É por isso, que um bom observador dirá que a vida seria diferente se não existissem gotas de água para orvalhar a relva e amenizar a secura do solo.

Madre Tereza de Calcutá foi uma dessas almas sensíveis.

Um dia, um jornalista que a entrevistava disse-lhe que, embora admirasse o seu trabalho junto aos pobres e enfermos, considerava que o que ela fazia, diante da imensa necessidade, era como uma gota d`água no oceano.

E aquela pequena sábia-mulher, respondeu: “sim, meu filho, mas sem essa gota d`água o oceano seria menor.”

Sem dúvida uma resposta simples e extremamente profunda.

Pois sem os pequenos gestos que significam muito, a vida não seria tão bela...
Um aperto de mão, em meio à correria do dia-a-dia...

Um minuto de atenção a alguém que precisa de ouvidos atentos, para que não caia nas malhas do desespero...

Uma palavra de esperança a alguém que está à beira do abismo.

Um sorriso gentil a quem perdeu o sentido da vida.

Uma pequena gentileza diante de quem está preso nas armadilhas da ira.
O silêncio, frente à ignorância disfarçada de ciência...

A tolerância com quem perdeu o equilíbrio.

Um olhar de ternura para quem pena na amargura.

Pode-se dizer que tudo isso são apenas gotas d`água que se perdem no imenso oceano, mas são essas pequenas gotas que fazem a diferença para quem as recebe.

Sem as atitudes, aparentemente insignificantes, que dentro da nossa pequenez conseguimos realizar, a humanidade seria triste e a vida perderia o sentido.

Um abraço afectuoso, nos momentos em que a dor nos visita a alma...

Um olhar compassivo, quando nos extraviamos do caminho recto...

Um incentivo sincero de alguém que nos deseja ver feliz, quando pensamos que o fracasso seria inevitável...

São todas estas atitudes que embelezam a vida.

E, se um dia alguém lhe disser que esses pequenos gestos são como gotas d`água no oceano, responda, como madre Tereza de Calcutá, que sem essa gota o oceano de amor seria menor.

E tenha a certeza disso, pois as coisas grandiosas são compostas de minúsculas partículas.

Pense nisso!

Sem a sua quota de honestidade, o oceano da nobreza seria menor.

Sem as gotas de sua sinceridade, o mar das virtudes seria menor.

Sem o seu contributo de caridade, o universo do amor fraternal seria consideravelmente menor.

Pense nisso!

E jamais acredite naqueles que desconhecem a importância de um pequeno tijolo na construção de um edifício.

Lembre-se da minúscula gota d`água, que delicadamente se equilibra na ponta do raminho, só para tornar a natureza mais bela e mais romântica, à espera de alguém que a possa contemplar.

E, por fim, jamais esqueça que são essas mesmas pequenas e frágeis gotas d`água que, com insistência e perseverança conseguem esculpir a mais sólida rocha.

A CRUZ

No trato diário ocorre, muitas vezes, de reclamarmos das dores que nos chegam.

Vida dura! Cruz pesada! E, de uma forma muito particular, olhamos para as demais pessoas com olhos examinadores, concluindo que elas não sofrem tanto quanto nós.

Dia desses, ao comentarmos acerca do acidente que sofreu uma pessoa famosa, resultando em sérios danos físicos, ouvimos da boca de quem nos escutava:

- Ah, mas essa pessoa tem muito dinheiro. É rica. Não tem com que se preocupar. Tem quem lhe atenda. Médicos, enfermeiras, terapeutas.

Em nenhum momento, a pessoa a quem nos dirigíamos pensou que, mesmo com dinheiro e fama, o acidentado deveria estar a sofrer intensamente.

Sim, acreditamos sempre que a dificuldade dos outros é menor. As nossas é que são enormes.

Pelo facto de pensarmos dessa forma é que, no vocabulário popular, se fala da cruz para significar as dificuldades próprias.

Carregar a própria cruz. Cruz pesada.

Conta-se que, certa vez, um homem inconformado passou a clamar aos céus:


- Senhor Deus, a cruz que carrego é muito pesada. Não estou a suportar o peso das dificuldades e problemas que venho enfrentando.

Tanto reclamou que um dia, um espírito do Senhor apresentou-se e disse-lhe que as suas queixas tinham alcançado os céus.

Conduzido a um vasto campo, cheio de cruzes dos mais diversos e variados tamanhos, o amigo espiritual disse-lhe que poderia escolher, dentre todas elas, a que melhor se lhe ajustasse.

Animado, o homem examinou as cruzes. Finalmente, depois de muitas examinar, avaliar, testar, apanhou aquela que lhe pareceu ideal.

- Você tem certeza que é esta mesma a cruz que quer? Perguntou-lhe o mensageiro.

- Sim. Disse ele. Esta é a que melhor se ajusta aos meus ombros. Aquela cujo peso posso suportar.

Para seu espanto, o amigo pediu-lhe que olhasse mais atentamente e então, o homem descobriu que a cruz que escolhera era exactamente a sua, aquela de cujo peso reclamara tanto.

Deus é justo. Infinitamente bom e misericordioso. Jamais concede à criatura fardo maior do que possa suportar.

As nossas queixas simplesmente demonstram que não estamos a saber levar com dignidade a problemática.

Às vezes, por sermos muito rebeldes e não nos ajustarmos às disciplinas que nos são impostas, gostaríamos de outras porque gostaríamos muito de viver no amolentamento, na preguiça, não no trabalho e na luta.

A vida situa-nos exactamente onde devemos estar. Todas as condições necessárias ao nosso aprendizado são-nos apresentadas.

O que nos compete é colocar uma almofada entre a cruz e os ombros.

Uma almofada feita de virtudes cristãs.

Quando nos dispomos a servir, amar, perdoar, compreender, o peso das nossas dificuldades diminuirá tanto que até nos esquecemos que estamos sobre a terra carregando o fardo das dificuldades.

***
A dificuldade é teste de resistência. É oportunidade de combate.

Aprendamos a transformar as dificuldades que se acumulam nos nossos dias em oportunidades de trabalho e serviço.


Quando tudo estiver difícil e escuro, recordemos que além das nuvens pesadas, o sol está sempre a brilhar.

BOM SENSO E LIBERDADE

Conta-se que dois homens caminhavam lado a lado. Um era jovem, trazia consigo os sinais da inexperiência. Tinha olhos vivos e atentos a tudo, como quem quer aspirar a vida num só fôlego.
Desejava modificar o mundo, revolucionar a sua época, ensinar o muito que julgava saber.


O outro trazia no semblante as marcas do tempo e já não queria tomar o mundo, contentava-se em aprender um pouco, aqui e ali, analisando, sereno, as experiências que a vida lhe apresentava.


Tampouco desejava deixar as suas marcas nos homens e nas coisas que o rodeavam. Não queria discípulos, nem seguidores, e não pretendia modificar ninguém, a não ser a si próprio.
Era cego de nascença. Porém, apesar de ter os olhos do corpo fechados, possuía abertos os da alma.


Vinham em silêncio quando o jovem, surpreso, exclamou: um papagaio de papel! Um papagaio de papel no céu!
Por que está tão alegre ao ver Um papagaio de papel, ainda que distante? Perguntou o cego.
É que cada vez que vimos um papagaio de papel, uma só idéia nos assalta a alma: a idéia da liberdade e, qual de nós não valoriza a possibilidade de se sentir livre? Disse o jovem.
Liberdade? Questionou o homem. Estranho, para mim o papagaio de papel tem outro significado.


Outro significado? Como? Sabe o que é um papagaio de papel?
Sim, meu amigo, eu sei o que é um papagaio de papel, pipa, pandorga, como queira chamar.
Pois a imagem desse objecto traz-me à mente a idéia de responsabilidade e bom senso.
Não entendo... disse o jovem.


E o homem falou com sabedoria: o exercício da liberdade é complexo e fundamental nas nossas vidas.
Todavia, como você pode perceber, o papagaio de papel tem uma liberdade muito relativa, graças ao fio no qual está preso.
Por vezes, o desejo de liberdade faz-nos ver as coisas de um ponto de vista muito acanhado e perdemos a noção dos limites.
Muitas pessoas acreditam ter liberdade ilimitada, mas estão presas ao chão pelos fios invisíveis dos vícios de toda ordem.
Há aqueles que estão presos aos bens transitórios do mundo, como se fossem pássaros cativos em gaiolas de ouro.


Há os que não conseguem romper com os fios do orgulho e do egoísmo, que os impedem de alçar o vôo definitivo, rumo à liberdade.
Os que não conseguem desatar os nós prejudiciais do desejo de posse sobre familiares e amigos, amargando séculos de infelicidade.
Há aqueles que estão presos pelas correntes poderosas da prepotência, do preconceito, da ambição desmedida, dos desejos sexuais desenfreados.
Dessa maneira, meu jovem, muitas vezes os olhos nos enganam. Não basta enxergar, é preciso ver além.


É preciso perceber que sem romper com os vícios que nos prendem ao solo, a liberdade é impossível.
Foi por essa razão que Jesus, o grande Sábio da humanidade afirmou: “conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres”.


Conhecendo e reconhecendo a sua destinação divina, a sua condição de filhos da luz, os homens farão esforços para cortar as amarras que os retém em mundos inferiores, para alçar o vôo definitivo da liberdade sem limites.
Eis, meu filho, a minha maneira de ver o que significa realmente a liberdade.
O jovem deu o braço ao cego, calou-se, e, em silêncio, entregou-se a profundas reflexões.
Pense nisso!


O limite da liberdade encontra-se inscrito na consciência de cada pessoa, através das leis divinas.
Assim sendo, é dever de cada ser humano libertar-se do cárcere de sombra e dor, da prisão sem barras em que se mantém, e desenvolver as asas de luz das virtudes que lhe possibilitarão o vôo definitivo da liberdade sem limites.
Pensemos nisso!
(anónimo)

ASPECTOS DO SOFRIMENTO

Era um dia quente de verão naquela cidade alentejana. Mas apesar do calor a vida deveria seguir o seu curso, normalmente.

O jovem trabalhador acordou cedo, como de costume, e enfrentou a alta temperatura com bom ânimo e coragem.

Trabalhou o dia todo, atendeu pessoas, suou muito, e, ao final da tarde estava exausto.

Gostaria de ir para casa, tomar um banho, descansar, mas ainda teria que enfrentar uma sala de aula, sem ar condicionado.

“Sou um infeliz!”, pensou consigo mesmo. Mas o que fazer? Era preciso ir para a Universidade, pois era cumpridor de seus deveres e a responsabilidade chamava-o.

Passou rapidamente um pouco de água fresca pelo rosto, pegou na tradicional pasta com os materiais de estudo, e lá se foi...

Caminhava pelas ruas e sentia mais e mais o desconforto do calor, a roupa húmida de suor, e sentia-se ainda mais infeliz.

“Oh vida dura! Não ter tempo nem para tomar um banho para aliviar o cansaço, é demais”... Pensava.

“Ainda se pelo menos tivesse um carro para não ter que enfrentar este calor infernal do asfalto!”...

Subia uma ladeira, cabisbaixo, mergulhado nos próprios pensamentos, quando escutou, ao longe, uma melodia que alguém assobiava, com musicalidade e alegria.

Olhou para trás, mas não avistou ninguém. Intrigado com o assobio que se tornava mais próximo a cada passo, percebeu que á sua frente algo se movia lentamente.

Apressou o passo e foi-se aproximando de um homem que se arrastava, lentamente, ladeira acima, com o auxílio das mãos.

O homem não tinha pernas, e uma lona de borracha envolta no que restara das suas coxas eram os seus sapatos...

Como os seus passos eram demasiado lentos, ele podia assobiar, admirar a paisagem, agradecer a Deus pela vida...

O jovem, diante daquela cena, sentiu-se profundamente constrangido.

Como pudera ter-se deixado levar por tamanha ingratidão e infelicidade, por tão pouco?!...

Olhando a situação daquele homem que se movia com tanta dificuldade e expressava a sua alegria assobiando, ele ergueu a cabeça e seguiu com outra disposição e ânimo.

Agora ele já não se achava a mais infeliz das criaturas, só porque o suor e o cansaço o incomodavam no momento...


O sofrimento tem a dimensão que nós lhe damos.

Por vezes, mergulhamos de tal forma nos próprios problemas que não percebemos que eles são pequenos demais para nos tirar a disposição e a alegria de viver.

Há momentos em que as nossas lágrimas nos impedem de perceber o remédio, que está ao alcance de nossas mãos.

Às vezes é preciso que se apresente uma situação mais grave que a nossa, ou um problema maior, para que possamos avaliar as reais dimensões dos nossos sofrimentos.

Isso não quer dizer que devamos ignorar as dificuldades que surgem no caminho, mas que devemos estar atentos para não permitir que as nossas dores nos tornem egoístas e insensíveis.

É importante reflectir sobre o que leva uma pessoa sem pernas, que se arrasta pelas ruas, a fazer isto assobiando em vez de reclamar e se considerar o mais infeliz dos seres.

Talvez essa pessoa entenda que a reclamação não tornaria a sua situação melhor, mas a alegria faz o sofrimento desaparecer.

Assim, por uma questão de inteligência e bom senso, quando a situação estiver muito difícil, lembre-se daquele homem que em vez de subir a ladeira a chorar, sobe assobiando.

Afinal de contas, se a dor é inevitável, o sofrimento é opcional.

Pense nisso!

(anónimo)

Aquisição da Consciência

Allan Kardec, o grande responsável pela codificação do Espiritismo, perguntou aos Sábios do espaço onde estão escritas as leis de Deus.

E eles responderam: na consciência.

Dessa forma, todos os seres humanos trazem consigo, esculpidas na própria consciência, as leis divinas.

Todavia, embora estejam escritas, nem todos conseguem ler e interpretar essas leis e praticá-las. Para isso é necessário o desenvolvimento do senso moral.



Essa conquista é fruto do esforço pessoal, do estudo, da meditação, dos pensamentos nobres e de uma vigília constante.

O despertar da consciência é efeito natural do processo evolutivo, e essa conquista permitirá ao ser avaliar factores profundos como o bem e o mal, o certo e o errado, o dever e a irresponsabilidade, a honra e a desonra, o nobre e o vulgar, o lícito e o irregular, a liberdade e a libertinagem.

Essa consciência não é de natureza intelectual, actividade dos mecanismos cerebrais. É força que os impulsiona, porque nascida nas experiências evolutivas, a exteriorizar-se em forma de acções.

Encontramo-la em pessoas incultas intelectualmente, e ausente em outras, portadoras dos mais altos conhecimentos académicos.

Especialistas em problemas respiratórios, por exemplo, que conhecem os danos provocados pelo tabagismo, pelo alcoolismo e por outras drogas, e que, apesar disso, usam, eles próprios, qualquer um desses flagelos, demonstram que ainda não desenvolveram a consciência plena.

Os seus dados culturais são frágeis de tal forma, que não dispõem de valor para manter uma conduta saudável.

Por outro lado, há indivíduos que não têm conhecimento intelectual mas possuem lucidez para agir diante dos desafios da existência, elegendo um comportamento não agressivo e digno, mesmo que a custa de sacrifícios.

A consciência pode ser treinada mediante o exercício dos valores morais elevados, que objectivam o bem do próximo e, por consequência, o próprio bem.

Caso deseje iluminar a sua consciência, eis algumas breves regras que o vão ajudar a alcançar esse propósito:

Administre os seus conflitos. O conflito psicológico é inerente à natureza humana e todos o sofrem.

Evite eleger homens-modelo para seguir. Eles também são falíveis e, às vezes comprometem-se, o que, de maneira alguma deve constituir desestímulo.

Permita-se maior dose de confiança nos seus valores, esforçando-se para melhorar sempre e sem desânimo. Se errar, repita a acção, se acertar, siga adiante.

Não fuja ao enfrentamento de problemas usando desculpas falsas, comprometedoras, que o surpreenderão mais tarde com dependências infelizes.

Reaja à depressão, trabalhando sem auto-piedade nem acomodação preguiçosa.

Tenha em mente que os seus não são os piores problemas. Eles pesam o volume que você lhes dá.

Liberte-se da queixa pessimista e medite mais nas fórmulas para perseverar e produzir.

Nunca ceda espaço à hora vazia, que se preenche de tédio, mal-estar ou perturbação.

Lembre-se que você é humano e o processo de conscientização é lento. Você adquirirá segurança e lucidez através da acção contínua e firme.

Pense nisso!

A existência terrena é toda uma oportunidade para enriquecimento contínuo.

Cada instante é ensejo de nova acção propiciadora de crescimento, de conhecimento e de conquista.

Saber utilizá-la é desafio para a criatura que aspira por novas realizações.

Pense nisso, mas pense agora!

(anónimo)

Lições sobre a importância das pessoas

Primeira lição

Durante o meu segundo mês na escola de enfermagem, o nosso professor deu-nos um questionário.
Eu era um bom aluno e respondi rápidamente a todas as questões até chegar á última que era: "Qual o primeiro nome da mulher que faz a limpeza da escola?"

Sinceramente, isso parecia uma piada. Eu já tinha visto a tal mulher várias vezes. Ela era alta, cabelo escuro, lá pelos seus 50 anos, mas como ia eu saber o primeiro nome dela?

Entreguei o meu teste deixando essa questão em branco e um pouco antes da aula terminar, um aluno perguntou se a última pergunta do teste ia contar para nota.
"Absolutamente", respondeu o professor.
"Na sua carreira, você encontrará muitas pessoas. Todas têm o seu grau de importância. Elas merecem a sua atenção mesmo que seja com um simples sorriso ou um simples 'olá".

Eu nunca mais esqueci essa lição e também acabei por aprender que o primeiro nome dela era Manuela.

Segunda Lição

Numa noite, estava uma senhora negra, na berma de uma highway no estado americano do Alabama a enfrentar um tremendo temporal.

O carro dela tinha avariado e precisava desesperadamente de uma boleia.
Completamente molhada, começou a acenar aos carros que passavam.

Um jovem branco, parecendo que não tinha conhecimento dos acontecimentos e conflitos dos anos 60, parou para a ajudar. O rapaz deixou-a num lugar seguro, procurou ajuda mecânica e chamou um táxi para ela.
Ela parecia estar realmente com muita pressa mas conseguiu tomar nota do endereço dele e agradecer-lhe.

Sete dias se passaram quando bateram a porta da casa do rapaz.

Para surpresa dele, uma enorme TV colorida com acessórios e tudo estava a ser entregue na casa dele com um bilhete junto que dizia:

"Muito obrigada por me ter ajudado na highway naquela noite. A chuva não só tinha encharcado minhas roupas como também o meu espírito.

Então, você apareceu. Por sua causa eu consegui chegar ao leito de morte do meu marido antes que ele falecesse.
Deus o abençoe por me ter ajudado e de forma a ajudar os outros.

Sinceramente, Mrs. Nat King Cole".

Terceira lição

Numa época em que um gelado custava muito menos do que hoje, um menino de 10 anos entrou na gelataria e sentou-se a uma mesa.

Uma funcionária colocou um copo com água na frente dele.

"Quanto custa um sundae?" perguntou ele.

"50 centavos" - respondeu a empregada.

O menino tirou as moedas do bolso e começou a contá-las.

"Bem, quanto custa um gelado simples?" perguntou ele.

Por esta altura, mais pessoas estavam á espera de uma mesa e a empregada começava a perder a paciência.

"35 centavos" - respondeu ela, de maneira brusca.

O menino, mais uma vez, contou as moedas e disse:
"eu vou querer, então, o gelado simples".

A empregada trouxe o gelado simples e a conta que colocou na mesa e saiu.

O menino acabou de comer o gelado, pagou a conta na caixa e saiu.

Quando a empregada voltou começou a chorar, pois ali, ao lado do prato, haviam duas moedas de 5 centavos e cinco moedas de 1 centavo.

Ou seja: o menino não pôde pedir o "sundae" porque ele queria que sobrasse a gorjeta da empregada.

(anónimo)

AMOR AO PRÓXIMO



A orientação do Cristo para que amemos o próximo como a nós mesmos é fácil de ser repetida, mas ainda está um tanto distante de ser vivida.

Quando Jesus faz essa recomendação, não estabelece nenhuma condição, simplesmente recomenda que amemos.

Todavia, temos a tendência de consagrar a maior estima apenas àqueles que leiam a vida pela cartilha dos nossos pontos de vista.

Nosso devotamento costuma ser caloroso para com os que concordam com o nosso modo de ver, com nossos hábitos enraizados e princípios sociais.

Esquecemo-nos de que nem sempre nossas interpretações são as melhores, nossos costumes os mais nobres e nossas directrizes as mais elogiáveis.

É importante quebrar a concha do nosso egoísmo para dedicar amor ao próximo conforme o recomenda Jesus.

Não pela servidão afectiva com que se ligam ao nosso roteiro pessoal, mas pela fidelidade com que se dedicam em favor do bem comum.

Se amamos alguém tão-só pela beleza física, provável encontremos amanhã o objecto da nossa afeição a caminho do monturo.

Se estimamos em algum amigo apenas a oratória brilhante, é possível que ele esteja em aflitiva mudez, dentro em breve.

Se o móvel da nossa suposta afeição é os bens materiais, lembremos que estes são passageiros como as flores de um dia.

É preciso aperfeiçoar nosso modo de ver e de sentir, a fim de avançar no rumo da vida superior.

É bem verdade que existem pessoas com as quais não trocamos afectividades. Diríamos até que sua simples presença nos causa aversão.

Todavia, se não as conseguimos amar, é importante que não lhes desejemos o mal. Que quebremos de vez por todas as pesadas algemas do desafecto, não lhes enviando vibrações negativas.

Jesus recomenda que amemos os nossos inimigos, mas, dedicar amor aos inimigos ainda é muito difícil no actual estágio evolutivo da terra.

Todavia, não é impossível. Basta que comecemos a ver nossos supostos inimigos como irmãos que carecem do amor de Deus tanto quanto nós.

O primeiro passo é intensificar o afecto aos que nos são simpáticos. Depois, dedicar atenção aos que nos são indiferentes: porteiros, carteiros, lojistas, colegas, entre outros. Em seguida, tolerar os que nos causam aversão.

Assim, quando menos esperarmos, o amor ao próximo já será uma constante em nossos corações. É preciso dar o primeiro passo e continuar firmes. Eis aí um grande desafio!


***


”Busquemos as criaturas, acima de tudo, pelas obras com que beneficiam o tempo e o espaço em que nos movimentamos. Porque um dia compreenderemos que o melhor raramente é aquele que concorda connosco, mas é sempre aquele que concorda com o senhor, colaborando com ele na melhoria da vida, dentro e fora de nós.”

Pensemos nisso!

(texto enviado por um leitor do blog www.netideia.blogspot.com)

APRENDI...

APRENDI...

Um dia desses, enquanto aguardava a vez na sala de espera, percebi, solta entre as revistas, uma folha de papel.


A curiosidade fez com que a tomasse para ler o que estava escrito. Era uma bela mensagem que alguém havia escrito.


O título era interessante e curioso: aprendi...

Dizia o mais ou menos o seguinte:

Aprendi que eu não posso exigir o amor de ninguém, posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência, para que a vida faça o resto.

Aprendi que não importa o quanto certas coisas sejam importantes para mim, há pessoas que não dão a mínima e eu jamais as conseguirei convencer.

Aprendi que posso passar anos a construir uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos.

Aprendi que posso usar o meu charme por apenas 15 minutos, depois disso, preciso saber do que estou a falar.

Eu aprendi... Que posso fazer algo num minuto e ter que responder por isso o resto da vida.

Aprendi que por mais que se corte um pão em fatias, esse pão continua a ter duas faces, e o mesmo vale para tudo o que cortamos no nosso caminho.

Aprendi... Que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser, e devo ter paciência.

Mas, aprendi também, que posso ir além dos limites que eu próprio coloquei.

Aprendi que preciso escolher entre controlar os meus pensamentos ou ser controlado por eles.

Aprendi que os heróis são pessoas que fazem o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que sentem.

Aprendi que perdoar exige muita prática.

Aprendi que há muita gente que gosta de mim, mas não consegue expressar isso.

Aprendi... Que nos momentos mais difíceis a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar as coisas.

Aprendi que posso ficar furioso, tenho o direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel.

Aprendi que jamais posso dizer a uma criança que os seus sonhos são impossíveis, pois seria uma tragédia para o mundo se eu conseguisse convencê-la disso.

Eu aprendi que o meu melhor amigo me vai magoar de vez em quando, que eu tenho que me acostumar com isso.

Aprendi que não basta ser perdoado pelos outros, eu preciso me perdoar primeiro.

Aprendi que, não importa o quanto meu coração esteja a sofrer, o mundo não vai parar por causa disso.

Eu aprendi... Que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu sou, mas não pelas escolhas que eu faço quando adulto.

Aprendi que numa discussão preciso escolher de que lado estou, mesmo quando não me quero envolver.

Aprendi que, quando duas pessoas discutem, não significa que elas se odeiem; e quando duas pessoas não discutem não significa que elas se amem.

Aprendi que por mais que eu queira proteger os meus filhos, eles vão-se magoar e eu também. Isso faz parte da vida.

Aprendi que a minha existência pode mudar para sempre, em poucas horas, por causa de pessoas que eu nunca vi antes.

Aprendi também que diplomas na parede não me fazem mais respeitável ou mais sábio.

Aprendi que as palavras de amor perdem o sentido, quando usadas sem critério.

E que amigos não são apenas para guardar no fundo do peito, mas para mostrar que são amigos.

Aprendi que certas pessoas vão embora da nossa vida de qualquer maneira, mesmo que desejemos retê-las para sempre.

Aprendi, afinal, que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito.

A mensagem é significativa, e sua autoria é atribuída a William Shakespeare.

Nós poderíamos simplesmente ler e guardá-la na memória, mas preferimos dividi-la com a comunidade.

Porque uma coisa nós também aprendemos: o que é bom deve ser divulgado.


(Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em mensagem atribuída a William Shakespeare).

A Advocacia na Espiritualidade

Todos nós sabemos como funciona um tribunal.
Quando alguém é julgado, é presente a um juiz sendo acusado por um advogado e defendido por outro.

Justo?
não sei, sei apenas que a Lei é a base onde estes dois advogados se vão gladiar entre si com a finalidade de acusar ou defender a acção do outro.

O futuro do réu por sua vez, depende de qual destes dois advogados consegue "usando" os emaranhados e os confusos pontos de vista da mesma lei, convencendo assim um tal de juiz de que está certa esta teoria ou errada a do outro. E nesta senda ambos os advogados entram por caminhos cada vez menos reais e surrealistas, tentando assim descodificar argumentos que em nada têm a ver com a realidade. Quanto mais cresce esta teia, mais se sintoniza com o menos nobre e com a irrealidade chegando até a ser argumento para filmes. Só que os Filmes são terrenos e não de uma galáxia ou plano distante.

O réu?
Esse não importa nesta arena onde dois gladiadores se defrontam tentando agradar a um tal de César dos tempos modernos.Algumas vezes na vida encontrei este tipo de situação referente a vários assuntos. Normalmente não dou atenção precisamente por reconhecer os advogados e juizes nestas conversas informais, sendo aqui o juiz o próprio tema em si. Como dizia o Poeta "chega a sentir que é dor a dor que deveras sente". Entendam como quiserem.

Nas comunidades da vida encontra-se de tudo. Ouve-se, lê-se e opina-se sobre tudo. Uma coisa é certa, assim como na vida terrena um advogado de renome, de nome conceituado no meio a que pertence, "é meio caminho" para "ganhar" uma causa. Tanbém os advogados espirituais saiem caros a eles mesmos e aos outros.

Sai caro?
sim, mas que importa.
O mesmo acontece nos assuntos místicos ou espirituais. Se o que fala ou escreve tem nome na praça publica é Deus a falar, por muito que o advogadozito de coração esteja certo na sua acção. Estes advogados de renome, só a sua presença incomoda ao juiz, por isso a causa está ganha aos olhos do réu.Será assim aos olhos de Deus?

Muito se diz e escreve sobre as mais diversas e ou absurdas teorias (eu incluído), cientistas e fisicos de assuntos espirituais, super homens no meio dos homens, advogados de renome numa cidadezeca de interior... Sabedores de magias e conhecimentos acima do comum das pessoas.Tudo tem uma desculpa. È errado? trata-se já disso arranjando e aflorando com umas pétalas de cristais, umas pitadas de bom senso? uns vapores de palavras de 20 euros (tendo em conta a inflacção), tudo arrumado num vazilha-me de uma côr tida por nobre ou dourada mesmo e de uma matéria ainda mais nobre retirada das minas de um plano acima do 10º (até aí já não pega), e com referências a "esta ou aquela prostituta" vestida de Rainha do astral.

Temos aqui a receita para um banquete, onde os gladiadores se gladiam entre si, para convencer uns juizes pouco conhecedores (quem lê ou ouve), que aplaudirá e ou mudará de opinião consoante argumenta o advogado da esquerda ou o da direita.

O réu?
Esse réu que é o tema pelo qual se debatem, em nada muda, continuará como é, como sempre foi, por muitos e pomposos nomes que lhe ponham nos modernos dias de hoje...

Ups, esqueci, já tudo mudou, agora estamos noutra vibração, já não são tempos modernos mas sim VIBRAÇÕES E PLANOS SUPERIORES.Conheço muito mal esta minha realidade na horizontal e de mim para trás ou abaixo, quanto acima de mim?

Conhecerei quando lá chegar pois em nada muda o meu Eu de hoje nesta realidade que enfrento todos os dias da minha vida.Já no Tempo do Cristo, que com ele aprendi a olhar á minha volta e dar a mão "abaixo" de mim, Haviam destes ADVOGADOS DA ESPIRITUALIDADE que hoje só são lembrados pelo mal que fizeram, e hoje como antes teorizam e colocam na cruz não os cristos, mas a VERDADEIRA ESPIRITUALIDADE E SABEDORIA.

Desde que vi um jornal a dizer correio da manhã, acredito em tudo.

Até em dinheiro de cristal.

JC

Amor não é aceitação, aceitar é esforço

Amor é:
- Amor é ser parte do todo e ter o todo em nós. Ser inteiramente neutro na acção e na reacção não interferindo assim de forma consciente ou insconsciente. Esta é a verdadeira co criação com Deus.

- Amor é não referenciar nada nem ao próprio amor. Uma vez que se faça referência ao Amor já estamos num dos pratos da balança. Quer dizer que ainda precisamos da Balança. Amor é a isenção da balança.

- Amor é ser-se inteiro em tudo o que se faz ou pensa.Só assim somos parte integrante não diferenciada nem diferenciadora.

-Amor é levar consigo o cheiro da planta sem a colher.Não ir ao encontro sequer da planta pois quem Ama "cheira" o que se lhe apresenta enquanto caminha, e não o que procura "cheirar" desviando assim o caminho á procura de um cheiro.

-Amor é viver o desamor.O desamor e o Amor são uma e unica força. Atrativas ou repulsivas na essência e não em nós.

-Amor é não lutar contra nada muito menos consigo mesmo. Quem luta por isto ou aquilo está a forçar o que não é forçável, está a contrariar as forças e leis da natureza.

-Amor é ser o que é sem autocrítica ou desarmonia interior. Esta plenitude está fora da condição humana em vivênvia mas não em entendimento.



Amor não é:
-Amor não é desarmonia. Na medida em que se escolhemos Amar ou Odiar simplesmante já desarmonizámos.

-Amor não é crítica. Nem tão pouco Elogio. Qualquer uma delas já por si são desarmoniosas.

-Amor não é aceitação, aceitar é esforço, é ceder contrariado. Aceitação é por si uma escolha em nós de aceitar estando implícito o julgamento inconsciente. Julguei e decidi. Definitivamente não é Amor.

-Amor não é fugir do que não gostamos. Amar é estar e não estar. Amar é ser o que gostamos e o que não gostamos numa dualidade super - Etérea.

-Amor não é procurar entender o desamor. A procura só por si já não vibra na faixa do amor. Remete á resposta anterior.

-Amor não é amar. Amar é uma consequência do amor. Assim como o desamor o é. Assim como o tijolo não é a parede mas é o caminho e a matéria prima para a construção.

O Conhecimento do verdadeiro Amor é uma chave de Deus...
não fala, não cála, não interfere positiva ou negativamente.
Apenas está Ali.

Nem A Lua e o Sol são Amor Verdadeiro pois influeciam negativa e positivamente sobre nós.

Por ser assim, instintivamente queremos "correr" para Ele.

JC

Apocalipse - a subida de plano da terra

médium - Começaram por me mostrar o Apocalipse.
Vejo formar-se um ciclone muito grande que arrasta tudo á frente, vejo as pessoas a sucumbirem, a cairem, uma ficam enterradas porque se abrem valas, outras ficam mortas no chão.


Entre os que cá ficam, vão ficar muito separados. No entanto quando tudo começa a acalmar as pessoas têm a sensação de que muito mais pessoas estão vivas, não sabem porquê.


Fica muita gente que mesmo sem grande desenvolvimento espiritual, captam como que ondas sensoriais através das quais contactam com os outros. Há muita gente que nós conhecemos e pensamos que não sabem nada disto mas têm conhecimentos embora estejam adormecidos.


Vejo o nosso País, um bocado destruído junto ao mar, em Lisboa a ponte cai, a parte norte da Europa também fica muito destruída e há como que uma ligação na parte da Europa que fica. Só consigo ver um bocado da Alemanha, um bocado da França, a Espanha e a Itália. Esta parte consigo vê-la toda mas a parte mais acima não vejo, nem a Grã Bretanha, nem a Finlândia, aquela parte mais recostada que se vê no mapa.


A parte do Alasca e dos Estados Unidos fica também muito reduzida, vejo saltar Terra do mar, vejo vegetação, tudo muito bonito. Pergunto como vão viver as pessoas que cá ficam, respondem-me que as pessoas se vão agrupar formando conjuntos e começam a cultivar a Terra. Nem tudo fica destruído, mostram-me computadores e máquinas estranhas.


Certamente vão surgir doenças através dos corpos que ficam?
Mostram-me como que um gás ou uma nuvem por cima da Terra toda que faz mirrar os corpos não chegando estes a entrar em decomposição e não deixando haver pestes.

E o gás não atinge os vivos?
não consegui ver, o que vi e acho estranho é que depois os grupos reunem-se todos e na Terra fica uma comunidade só, em que todos falam a mesma língua. Isso é possível?


Sim é o Esperanto e vejo essa lingua a disseminar-se com uma rapidez incrível. Vejo todos a mecherem em máquinas, a limparem tudo e a edificarem, a construirem uma nova ponte com uma forma estranha, com uns tubos muito largos.


Uma grande parte da Africa fica destruída. Dizem-me que não nos preocupemos com o depois do apocalipse mas com o durante. Porque as coisas que fizemos anteriormente vão ser postas em prática. Por exemplo comida em comprimidos e alimentos condensados com todos os nutrientes necessários enquanto não houver culturas novas.


A energia vai ser Èolica e sobretudo Solar uma vez que vai ser difícil restabelecer a energia eléctrica. A água não vai faltar, a camada de Ozono vai ser reposta pelos gazes dos vulcões, a maioria da limpeza vai ser feita pelo próprio Apocalipse na abertura de valas onde as coisas cairão e que depois fecham. O que ficar vai ser incenerado em altos fornos.


O metal vira metal, o que for humus vira humus. As pessoas que cá ficam não são só as que têm conhecimentos desta área, pois aqueles que dizem não os ter mas que respeitam os outros também ficam pois já são graduados interiormente. Farão a aprendizagem posteriormente.


Máquinas que limpam tudo e novos edifícios diferentes do que são agora. Vamos aproveitar as próprias forças da Natureza para a reconstrução. No entanto vejo tudo ainda muito destruído.


No apocalipse vejo que a mão de Deus vai estar sobre nós, vi que isso significa que na altura sentiremos uma serenidade e uma tranquilidade que nos vai ajudar a ultrapassar tudo, e no meio das multidões bastará a nossa presença para os ajudar, no entanto isso é um apoio suplementar que teremos pois através da abertura compulsiva da 3ª Visão que vai acontecer e que já conhecemos em parte, vai-se criar grande desorientação e aí poderemos ajudar.


Entidade- (....) Uma tal calamidade unirá toda a humanidade e todos se escutarão e juntos buscarão uma verdade maior, (...) A modificação atmosférica provocada pela súbita verticalização do eixo Terrestre e consequentes convulsões do planeta ajudará no processo e provocará alterações geográficas e climáticas. (...)


(...)Serão transportados através dessa noite que será a mais longa noite do Planeta, envolvidos por feixes energéticos que os protegerão e seleccionarão para que nada falte na vida do Planeta. (...)

a existência de uma ou duas linhas evolutivas?

Salvé irmãos!


Não tenteis quantificar o que não quantificável, nem medir o que não é mensurável.
Onde é o início?
Onde é o Fim?
No início e no fim. No início de um ciclo, o fim de outro. E no seu fim o iniciar de novo cilco.


Todas as partículas cósmicas se unem e se afastam numa sistole e diástole de forma a passarem pelos vários estados enriquecendo-se dessa forma até formarem um todo, tanto em cima como em baixo, com capacidades limitadas e determinadas funções pré-programadas.


A energia que é molde á criação espiritual cósmica de indole superior, é utilizada aglotinamdo-se da sua forma dispersa, para construir algo que é sempre maravilhoso.
Os estados de vibração e propagação são tantos que vos é impossível vislumbrar.



A todas essas partículas, a todas as coisas e a todos os seres são dadas as mesmas oportunidades. Como poderia uma lei coerente e infinitamente amorosa de criação conceber dois procedimentos diferentes? Deveríeis saber já através de vários ecritos existentes na Terra, coisas que podem fazer-vos entender melhor o que vos digo.
Conhecei-vos a conhecei melhor.
As linhas gerais estão traçadas na forma de uma lei indelével e imutável, que funciona da mesma forma para todas as coisas, numa evolução tão amorosa que não tem príncipio nem fim, que vai do moldar da energia pela criação espiritual, até aos vários estados gasosos, sólidos, líquidos, plásmicos e bioplásmicos que conheceis e a tantos outros que haveis de descobrir.



Deixai por isso fluir os conhecimentos que muitos de vós possuís e que nós coadjuvamos, em direcção a um crescimento superior que vos fará cumprir importante papel nos tempos vindouros.Vos sereis os professores a ensinar os alunos teimosos que persistem em tresmalhar-se e ajudálos-eis a encontrar o caminho correcto e a entender a finalidade das coisas.
A lei cósmica as obrigará e as porá em posição de aprenderem aquilo que tereis para ensinar.



Por isso, aceitai-as a todas, com as suas limitações, e parti delas para ajudá-las, pois a vossa mensagem chegará na essência aos seus espíritos conturbados, na medida das suas capacidades e necessidades.
Este é um trabalho de amor para todos.Para vós e para os outros. Quer sejam cientistas ou analfabetos.
Por isso preparai-vos correctamente irmãos. Revei as vossas posições habituais em relação a credos, raças, religiões, atitudes e demais comportamentos alheios e aceitai a todos como vossos irmãos que na verdade são.


A vossa missão é de amor, e só com amor será cumprida, pois connosco está sempre o amor de Deus.

PALESTRA DE ANTÓNIO ROSA - Forte da Casa


Palestra do lançamento do livro "Signos para a Alma" de António Rosa

Dia 29 de setembro ás 15 horas irá realizar-se uma palestra onde o orador principal António Rosa falará da "Astrologia, carma e desenvolvimento espiritual".

O evento terá lugar no Forte da Casa em Lisboa, na rua Fernando Pessoa nº 39

No final poderá adquirir esta obra com uma dedicatória de António Rosa numa mini-sessão de autógrafos.

Não faltes a este "abraço fraternal".
faz a tua reserva pois o espaço é limitado.
O custo de participação tem o preço simbólico de 5 euros que serão doados na sua totalidade.
Mais informações através do mail: netideia@hotmail.com

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Este livro pretende ser uma viagem através dos doze Signos do Zodíaco com múltiplas leituras possíveis. Desde aqueles que querem saber um pouco do seu próprio signo, até aos estudantes desta matéria, havendo uma ênfase especial para quem acredita na evolução espiritual do ser.


Este livro é acessível a todos os leitores, mesmo aqueles que não possuem conhecimentos de astrologia. Sendo um livro de auto-conhecimento e desenvolvimento pessoal, também permite um melhor conhecimento das pessoas que nos rodeiam, ficando com uma melhor percepção dos seus relacionamentos cármicos. Sim, porque você também tem relacionamentos cármicos – pais, filhos, companheiros, amigos, colegas…


A matéria apresentada nesta obra não é apenas a habitual enumeração das características de cada signo, mas uma orientação pragmática e simples sobre os níveis evolutivos de cada ser humano através do seu signo solar. A nossa missão é evoluir.


Todos temos no nosso mapa natal os doze signos, mais ou menos enfatizados pelo posicionamento dos astros. No entanto, há uma tendência para ficarmos muito atentos apenas ao signo onde está o nosso Sol, aquilo a que habitualmente chamamos de "o meu signo".


Isto é apenas uma parte de si. Somos muito mais do que isso, somos uma alma num corpo físico, que vem fazer a experiência evolutiva que a astrologia tão bem sabe indicar.

AS APARÊNCIAS ENGANAM




Num orfanato, igual a tantos outros que enxameiam por toda parte, havia uma pobre órfã, de oito anos de idade.

Era uma criança lamentavelmente sem encantos, de maneiras desagradáveis, evitada pelas outras, e francamente malquista pelos professores.

Por essa razão, a pobrezinha vivia no maior isolamento. Ninguém para brincar, ninguém para conversar...

Sem carinho, sem afecto, sem esperança... Sua única companheira era a solidão.

O director do orfanato aguardava ansioso uma desculpa legítima para se livrar dela.

E um dia apresentou-se, aparentemente, uma boa desculpa. A companheira de quarto da menina informou que ela estava a manter correspondência com alguém de fora do orfanato, o que era terminantemente proibido.

Agora mesmo, relatou a informante, ela escondeu um papel numa árvore.

O director e o seu assistente mal puderam esconder a satisfação que a denúncia lhes causara.

Vamos tirar isso a limpo agora mesmo, disse o superior.

E, somando-se ao assistente, pediu para que a testemunha do delito os acompanhasse a fim de lhes mostrar a prova do crime.

Dirigiram-se os três, a passos rápidos, em direcção à árvore na qual estava colocada a mensagem.

De facto, lá estava um papel delicadamente colocado entre os ramos.

O director desdobrou, ansioso, o bilhete, esperando encontrar ali a prova de que necessitava para se livrar daquela criança tão desagradável aos seus olhos.

Todavia, para seu desapontamento e remorso, no pedaço de papel um tanto amassado, pôde ler a seguinte mensagem:

"A qualquer pessoa que encontrar este papel: eu gosto de SI."

Os três investigadores ficaram tão decepcionados quanto surpresos com o que leram.

Decepcionados porque perderam a oportunidade de se livrarem da menina indesejável, e surpresos porque perceberam que ela era menos má do que eles próprios.

***

Quantos de nós costumamos julgar as pessoas pelas aparências, embora saibamos que estas são enganadoras.

E o pior é que, se as aparências não nos agradam, marcamos a pessoa e prevenimo-nos contra ela e as suas atitudes.

Uma antiga e sábia oração dos índios Siuox, roga a Deus o auxílio para nunca julgar o próximo antes de ter andado sete dias com as suas sandálias.

Isto quer dizer que, antes de criticar, julgar e condenar uma pessoa, devemo-nos colocar no seu lugar e entender os seus sentimentos mais profundos. Aqueles que talvez ela queira esconder de si mesma, para se proteger dos sofrimentos que a sua lembrança lhe causaria.

Você sabia?

Que não há nenhuma pessoa essencialmente má?

Isso porque todos nós temos, na intimidade, a centelha divina que é o amor em gérmen.

Assim sendo, potencialmente todos somos bons, basta que nos esforcemos para fazer brilhar essa chama sagrada depositada em nós pelo Criador.

Jesus conhecia essa realidade, por isso afirmou: "vós sois deuses" e noutra oportunidade insistiu: brilhe a vossa luz".

AS CAUTELAS DO CAUTELEIRO

Olhemos o cauteleiro.


Ser pobre, humilde, que caminha kilómetros por dia para trás e para diante á procura de quem compre mais uma cautela. Com pregões únicos e singulares, este ser caminha em busca de mais uma cautela vendida.

Uma conversa aqui, uma chalaça acolá e lá vai convencendo mais um jogador.

"há horas de sorte" grita ele...
- Dê-me lá uma cautela, mas escolha você que eu não tenho sorte ao jogo.

E ele tem?
Se tivesse não as compraria ele mesmo todas?

Alguém terá sorte; quem faz o jogo, quem comprou a cautela premiada, mas o cauteleiro?

Onde está o cauteleiro que usufruiu do 1º premio de uma cautela?

Se houver será uma raridade.

Mas, ele continua; chova ou faça frio lá está ele e se não aparece alguém sempre pergunta:

- Viram o cauteleiro hoje?

Este Ser que "vende sonhos" e de vez em quando lá vende um prémio a um desconhecido; vive de uns troquinhos que este negócio lhe dá. um por cento? dois talvez? se fosse mais não seria um negócio de velhos reformados....

Na Vida por vezes quem nos ajuda tem menos que nós, se medissemos pela bitola do ter ninguém compraria cautelas ao cauteleiro.

JC

OS SÍMBOLOS, AS CRENÇAS E AS PESSOAS

Nos tempos de hoje, tanto como nos tempos idos, as pessoas apegam-se a símbolos, imagens, objectos e outros materiais físicos como sendo místicos, religiosos etc.

não há diferença nenhuma entre uma religiosa com o seu terço ou a fotografia do santinho pelo qual é devota e os místicos ou espiritualistas com os seus símbolos ou imagens de mestres.

Em ambos os casos os símbolos ou as imagens, são apenas uma ferramenta para que ao olhar a mesma possa elevar a sua vibração para a oração, meditação e demais trabalhos que se proponha fazer.

As imagens ou objectos, são a prova que o ser humano ainda precisa de muletas para se concentrar ou afirmar no seu trabalho espiritualista.

Este texto vem na sequência de uma irmã aqui da comunidade me ter perguntado porque eu JC usava imagens de lâmpadas, se as mesmas tinham algo de espiritual.

Para mim não, assim como não tem nenhuma imagem ou objecto, a espiritualidade tem que estar nas pessoas e não fora delas, enquanto forem precisos objectos sejam eles quais forem, essa pessoa ainda tem muito a aprender na medida em que se prende ainda ao seu Ego, precisando assim dos sentidos físicos como o olhar, o cheiro, ou a cor para “despertar” naquele instante os seus sentidos etéreos e sensoriais.

Não que esteja contra nenhum dos objectos, imagens, cheiros ou cores, antes pelo contrário, as muletas são todas bem vindas desde que úteis. Este texto vem no sentido de que quanto mais se fala em desapego, mais as pessoas tentam conseguir o desapego com apego a outras coisas.

O ego, o maior inimigo do ser humano; um templário por exemplo ao estar com uma imagem que nem é dele (ao menos que fosse), com vestes templárias por exemplo, está a emanar de si as vibrações do seu ego e da sua vaidade, a mesma vaidade que fez dele um dia templário, já que hoje o não é, o Templário de hoje é espiritual, karma e dharma, mas o seu ego continua como então a falar mais alto.

Místicos, misticistas, espíritas, espiritualistas, reikianos, e demais cognomes, são todos irmãos onde apenas uns aprenderam ou sintonizaram-se mais por aqui ou por ali, acreditem em Jesus quando dizia que somos todos iguais aos olhos de Deus, mais iguais do que pensamos e quando queremos tanto ser diferentes dos outros, ser melhores que os outros, ser mais poderosos que os outros, só mostramos que o não somos.

Critica-se a velhinha que não sabe o que faz coitadinha com o altarzinho dela e seus santinhos. Não saberá?

Não teremos já usufruído das vibrações das suas orações?

Pois é, qual a diferença da velhinha para com os outros?

as crendices dela estão ultrapassadas?

tanto como as novas crendices. Nada de novo aparece ou se cria, tudo se transforma; não é preciso ser místico para saber isto.

usemos as muletas que acharmos necessárias e deixemos nossos irmãos com as deles. Um dia ninguém precisará mais de muletas.

Não somos aquilo que pensamos ser, simplesmente somos aquilo que vibramos.

As minhas imagens de lâmpadas não passam de imagens decorativas do espaço do perfil, achei que eram giras, só isso…

Sou uma pessoa que tento livrar-me do materialismo enterrando-o e não o substituindo por outra matéria.

A sabedoria é de Deus a artimanha não. A 60ª lei universal diz isso mesmo.

Muita Luz
JC


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