Unus Pro Omnibus, Omnes Pro Uno

"O lema  na parte central do domo do palazzo federale  (palácio federal) da Suiça."
Unus pro omnibus, omnes pro uno é uma frase em latim que significa em português: "Um por todos, todos por um". 

É uma frase conhecida por ser o lema dos Três Mosqueteiros no romance de Alexandre Dumas. A 30 de novembro de 2002, seis Guardas Republicanos Franceses carregaram o caixão de Dumas do seu jazigo original no Cimetière de Villers-Cotterêts em Aisne para o Panthéon, numa elaborada mas solene procissão. O caixão estava coberto por veludo azul com a inscrição do lema.


É também o lema tradicional da Suíça. A Suíça não tem um lema oficial definido na sua constituição ou documentos legislativos. A frase, nos idiomas alemão (Einer für alle, alle für einen), francês (un pour tous, tous pour un), italiano (Uno per tutti, tutti per uno) e romanche (In per tuts, tuts per in), teve o seu uso popularizado no século XIX.


Após as tempestades de outono causarem inundações por todos os Alpes suíços no final de setembro e início de outubro de 1868, oficiais lançaram uma campanha de apoio sob este slogan, usando-o para evocar um sentimento de dever, solidariedade e unidade nacional no povo da jovem nação — a Suíça tornara-se uma confederação apenas 20 anos antes, e a última guerra civil entre os cantões, a Guerra de Sonderbund, acontecera em 1847. 


Anúncios em jornais circularam por todo o país usando o lema.  A frase associava-se crescentemente com os mitos da fundação da Suíça, que frequentemente também tinham a solidariedade como tema central, a tal ponto que "Unus pro omnibus, omnes pro uno" foi escrito na cúpula do Palácio Federal da Suíça em 1902. Desde então é considerado o lema do país. Políticos de todos os partidos e regiões reconhecem-no como lema da Suíça.


O IPE define num artigo

Comportamento: Um por todos e todos por um

Representa a união de todos num só objectivo, porém o significado dela é ainda mais profundo, porque na realidade representa a união não apenas de um por todos e todos por um, mas a defesa da união de ideais que representam acima de tudo a liberdade de um povo, cujos valores, através desses sentimentos deverão ser defendidos...


Helena Blavatsky escreveu no século 19 que “mesmo que pequeno, um grupo ou uma fraternidade só poderá ser teosófico se todos os seus membros estiverem magneticamente ligados entre si, pelo mesmo modo de, pelo menos, olhar na mesma direcção”.


Portanto “um por todos e todos por um” significa também que um grupo que queira obter algum proveito espiritual, deve estar sempre em perfeita harmonia e unidade de pensamento, pois cada um individual e colectivamente, deve ser no mínimo totalmente altruísta, gentil e pleno de boa vontade em relação a um dos outros, para não falar da humanidade, por isso não deve haver espírito de facção no seio do grupo, nem maledicência, má vontade, inveja, ou ciúmes, desprezo ou cólera; o que fere um deve ferir o outro, aquilo que alegra “A” deve encher “B” de prazer.


Dessa forma há muito tempo atrás a Helena Blavatsky, ja definia muito bem o grande significado desta frase e o que ela de facto insere em seu bojo, porque ela é a representação da verdadeira união entre pessoas e entre nações, porque se esse espírito não estiver contido nas pessoas, os verdadeiros motivos que representam a luta por um ideal maior ficam sem expressão. Em resumo ela diz textualmente:  

“ trabalhando sozinho ninguém pode conseguir isso, mas quando há vários é comparativamente fácil.”

Actualmente esta famosa frase está um pouco em desuso, até pelo facto da globalização estar presente em tudo e faz com que cada um corra mais do que outro, e que cada um se defenda da melhor forma possível, passando como um rolo compressor sobre o seu semelhante, sem se importar se está a magoar o outro ou não, esta frase hoje, para a maioria das pessoas infelizmente poderia ser escrita da seguinte maneira: “um por todos e eu por ninguém”, ou ”cada um por si e Deus por todos”, o que exprime de facto o sentimento de desunião e a incompreensão entre as pessoas, fazendo delas simples robôs, correndo atrás da própria consciência que nessa altura já se deteriorou.


Infelizmente é bastante comum, nos dias actuais verificar que o significado dessa frase realmente não tem a mínima importância, muito menos qualquer significado, ou seja, o seu significado foi totalmente distorcido, pela falta de respeito e da união entre as pessoas, basta lembrar o que  Cortella disse no seu livro “Sobre a Esperança”, que em determinado momento numa crise de táxis na cidade de São Paulo, onde se formavam enormes filas, para que as pessoas pudessem servir-se desse modo de transporte, em nenhum momento, enquanto permaneceu na fila, houve o mínimo de respeito ao próximo, pois cada um procurava furar a fila para se favorecer da situação, desrespeitando todas as normas e todos os bons costumes, tirando proveito para si em detrimento do outro.


Então, que a frase “ um por todos e todos por um” represente para todos na actual conjuntura uma verdadeira revolução para que o significado dela seja axiomaticamente respeitado e concretizado na sua essência.


namastê,

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