Vida

"A vida não dá nem empresta, não se comove nem se apieda. Tudo quanto ela faz é retribuir e transferir aquilo que nós lhe oferecemos."

"A vida é como lançar uma bola contra a parede. Se for lançada uma bola azul, ela voltará azul, se for lançada uma bola verde, ela voltará verde, se a bola for lançada fraca, ela voltará fraca, se a bola for lançada com força, ela voltará com força. Por isso, nunca atire uma bola na vida de forma que você não esteja pronto, preparado para a receber."

"O ser humano vivência a si mesmo, seus pensamentos, como algo separado do resto do universo - numa espécie de ilusão de óptica de sua consciência. E essa ilusão é uma forma de prisão que nos restringe aos nossos desejos pessoais, conceitos e ao afecto apenas pelas pessoas mais próximas.

A nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão e fraternidade, para que ele abranja todos os seres vivos e toda a natureza na sua beleza. Ninguém conseguirá atingir completamente este objectivo, mas lutar pela sua realização já é por si só parte de nossa libertação e o alicerce da nossa segurança interior."

Um holista, sem dúvida, mas nunca deixando de ser um cientista. Quando uma menina da escola dominical de NY escreveu a Einstein perguntando se os cientistas rezavam, a resposta foi: "A investigação científica baseia-se na ideia de que tudo o que ocorre está determinado pelas leis da natureza. Por esta razão, um investigador científico dificilmente se verá inclinado a crer que os acontecimentos possam ser influenciados pela oração, ou por um desejo dirigido a um ser sobrenatural".

Na última década da vida, Einstein não estava bem de saúde. Sentia dores muito fortes no abdómen. Após dores graves, em 1948, foi internado no Hospital Judaico de Brooklyn, em Nova Iorque, e foi-lhe diagnosticado um aneurisma na aorta abdominal (uma espécie de saco na parede externa da artéria que podia ser fatal). Einstein não ligou muito. "Que rebente", disse, segundo relata o livro Possessing Genius: The Bizzarre Odyssey of Einstein’s Brain, da jornalista canadiana Carolyn Abraham. Por volta de 1951, o aneurisma estava a crescer. "Todos os que o rodeávamos sabíamos que a espada de Dâmocles pendia sobre nós. Ele também o sabia, e esperava-a, calmo e sorridente", disse Helen Dukas, secretária de Einstein desde 1928, numa carta a Abraham Pais.

Claro que a sua opinião provavelmente mudaria se estivesse vivo hoje, em posse de dados científicos como o de Masaru Emoto e das várias experiências holísticas e espiritualistas.

A 13 de Abril de 1955, sofreu um colapso. Ainda recuperou um pouco, mas no dia 16 o seu estado agravou-se e foi internado. Resistiu a fazer uma operação: "Quero partir quando quiser. É de mau gosto prolongar a vida artificialmente; já dei o meu contributo, é tempo de partir. Fá-lo-ei elegantemente."

Depois disso tudo, só posso concordar com a charge de Herblock que foi publicada no Washington Post alguns dias após a morte de Einstein.

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