O Corpo Casual e o Sábio

A Venerável Alice Ann Bailey, teósofa inglesa que viveu na América do Norte nos idos anos 20 do nosso século, assim se expressou:
“O homem que contacta com o abstracto pouco se importa e se preocupa com a vida dos sentidos ou das observações externas. Os seus poderes estão recolhidos, já não corre para fora em busca de satisfação. Vive calmamente o seu interior, procurando compreender as causas ao invés de deixar-se perturbar pelos efeitos. Aproxima-se cada vez mais do reconhecimento do UM que está imanente na diversidade exterior. Na proporção em que a Mente Inferior se subordina, os poderes do Ego afirmam a sua predominância.
A Intuição desenvolve-se a partir do raciocínio. O homem comum aceita o fardo kármico porque não sabe alterá-lo. Tem pouca força de vontade. O sábio apodera-se do seu destino e modela-o. O vício pertence apenas aos veículos inferiores e não ao Homem Real no Corpo Causal. Nos veículos inferiores, a repetição dos vícios pode provocar impulsos de difícil domínio. Mas eles serão cortados pela raiz se o Ego criar virtudes opostas. O Eu não pode assimilar nada de mal, porque o mal não pode tocá-lo no seu nível de consciência. O Eu não é consciente do mal, nada sabe sobre o mal, não pode ser impressionado pelo mal.
“Tudo quanto é mal, por mais forte que possa parecer, traz consigo o germe da sua própria destruição. O segredo reside no facto do mal ser desarmonioso, portanto, é contra as Leis Universais. Todo o bem – estando em harmonia com as Leis Universais – é levado para diante. Faz parte da Corrente da Evolução, jamais será destruído. Só o bom passará, o mau será rejeitado.”

Sem comentários:

Gadget

Este conteúdo ainda não se encontra disponível em ligações encriptadas.