Reflexão e Meditação

" Trecho para meditar do Evangelho de João, dos capítulos XIV e XV: "Eu vos dou a minha Paz, vos dou a alegria, para que completa seja vossa Paz, repleta a vossa alegria."
Que paz e alegrias eram estas? Pois foram dadas por um 
homem que não possuía nada, não desfrutava de bens mundanos. E, mais, foram ditas antecedendo horas de muitas dores e tristezas, factos e dificuldades que Ele iria enfrentar.

A paz e a alegria que Jesus distribuía não estavam ligadas ao 
nosso modo de ver e viver. E, no entanto, eram vividas por um 
homem de carne, osso e espírito como nós.

Quando encarnados, a nossa alegria está ligada a sensações e prazeres dos sentidos, e até à satisfação de uma conquista mental, seja de força ou de erudição. A felicidade que buscamos no plano físico é sinónimo de ociosidade, prazer e ausência de dificuldades.
Não conseguimos compreender que as dificuldades, quando não criadas por nós mesmos, são por via de regra instrumentos da natureza que não nos deixa cair na inactividade, pois a monotonia é a própria morte. A natureza é vida que se renova incessantemente.
Como num acender de luzes, compreendi que a alegria perene 
não pode estar ligada a pessoas ou coisas. Não pode depender de estímulo nenhum para que aconteça. É um estado de ser em ventura, sem limites, por saber compreender. É viver a vida pela vida e não para ganhar alguma coisa ou atingir um fim. "

[ in - A casa do escritor ]

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