Obsessão e Obsessores

Lia um artigo num blog espirita sobre obsessão e surgiu a ideia deste artigo, nunca é demais escrever sobre este tema, transcrevi 3 parágrafos desse artigo, que alterei de acordo com a minha forma de ver e querer transmitir a mensagem e acrescentei o tema Cobradores Espirituais.

Muito se fala e se escreve sobre obsessão e obsessores, analizamos aqui, duas classes diferentes de obsessores com exemplos reais, podendo assim perceber a diferença entre eles.

Sabe o que é a obsessão?
Sabe o que é um espírito cobrador?
Você é emocionalmente instável?
tem alterações de humor constantes sem um motivo que o justifique?
Sente dores de cabeça?
Sente peso ou dor nas pernas?
Sintomas de doenças e o médico não encontra nada?
Sente medos?
Sente uma insatisfação geral?
Tem vontade de chorar sem razão aparente?
Sente tristeza, vazio sem causa aparente?
Sente peso nos ombros e zona da nuca?
Sente um ardor no peito?
A sua vida não flui? Tem tudo para dar certo e não dá?
Tem bloqueios afectivos?
Problemas profissionais e de relacionamento, quando tem tudo para dar certo?
Apetece-lhe desaparecer, ficar no escuro ou dormir demais?

A lista estenderia por mais de 100 sintomas. Todos estes problemas podem ter a ver com mediunidade, terá de ter mais de 3 desses sintomas para que se identifique como problema do foro espiritual, pode doer-lhe a cabeça e ter simplesmente de ir ao médico.

Conheço casos que chegam até nós e que aconselhamos de imediato a ir ao médico, assim como chegam pessoas a nós, que foram "aconselhadas" pelos seus médicos a procurar "outro tipo de ajuda".

Em verdade, a mediunidade não é um problema, faz parte da natureza humana, todo o ser humano é médium, uns mais desenvolvidos, outros menos, uns mais conscientes e outros menos, tal como já referi noutros artigos.

Será o Martelo um problema para o carpinteiro?
Ou antes a ferramamenta sem a qual ele não pode exercer a profissão de carpinteiro?

Todo o ser humano tem chacras (válvulas) por onde recebe energias vitais (os chacras não emitem), sem os quais não sobreviveria. O que dá a condição medíunica ao ser humano são os chacras. Sem a mediunidade seríamos menos humanos do que o carpinteiro o seria sem o martelo.

O estranho, é que sendo uma condição natural do ser humano, a mediunidade ainda não é estudada e vista com seriedade pelas ciências oficiais. Contudo, provoca distúrbios psíquicos, psicossomáticos e orgânicos; cuja causa a medicina não encontra, e de relacionamento interpessoais: conflitos conjugais, familiares, sociais e no trabalho.

Quando o médium é assistido e orientado tudo muda.

Somos canais do mundo espiritual, somos seres espirituais a viver uma experiência física, somos influênciados por energias positivas ou negativas dos espíritos de mais ou menos luz, de acordo com os nossos padrões de pensamentos, sentimentos e atitudes.

Neste aspecto, os espíritos desencarnados (obsessores), influenciam as nossas vidas muito mais do que podemos imaginar. Bons ou maus pensamentos, sentimentos e atitudes que cultivamos no nosso dia a dia podem vir sob influencia de espíritos desencarnados amigos ou inimigos (obsessores de vidas passadas ou atraídos nesta vida).

Tenho escrito que as pessoas sofrem interferências espirituais obsessoras, sendo a causa de muitos dos seus problemas emocionais, amorosos, familiares, sociais, de saúde, profissionais e financeiros. Apesar da mediunidade fazer parte da natureza do homem e, portanto, não há nada de sobrenatural, este assunto ainda é tratado por muitos com preconceito, temor ou reserva: "Num centro espírita já me falaram que sou médium e preciso desenvolver a minha mediunidade, mas não quero".

É comum ouvir este comentário. No entanto, não querer desenvolver a mediunidade faz lembrar a criança que não quer crescer, ficar adulto, por não querer ter de trabalhar ou assumir responsabilidades.

Ora, crescer é um processo natural do homem, o mesmo ocorre com a mediunidade.

Mas, se o médium teima em não trabalhar a sua mediunidade, a vida tem os seus próprios meios para o fazer expandir a sua consciência, muitas vezes de forma mais drástica. Quanto maior for a sua resistência em não aceitar a mediunidade, maiores e mais difíceis serão as suas provas.

Vi uma vez um homem, que ao ser-lhe dito que era médium, perguntou de imediato: Se eu doar 2.500 ou 3.000 euros para este centro não posso deixar de ser médium?

Porque acontece que, quando começa a desenvolver e a educar a sua mediunidade, praticando-a para ajudar os seus semelhantes, passa a levar uma vida normal e equilibrada?

Mas, por que acontece isso?
Porque há médiuns que precisam dedicar-se em favor do próximo?

Escolheram isso antes de reencarnar (embora o véu do esquecimento de seu passado não os deixe lembrar) e comprometeram-se com determinados grupos de entidades espirituais por se sentirem culpados de erros cometidos em vidas passadas e, com isso, minimizar o remorso da consciência e repor o equilibrio energético nele mesmo e na natureza da qual faz parte.

Porém, se esse médium resiste à sua missão espiritual, a sua vida irá complicar-se.

Entretanto, é importante esclarecer neste artigo, que nem todos os médiuns se comprometeram antes de reencarnar à tarefa de incorporar entidades espirituais e ajudar os necessitados, pois há outras formas de auxilio sem precisar incorporar.

Vejamos dois exemplos que conheci no centro que frequento.

Caso Clínico 1:
Mulher de 33 anos, divorciada várias vezes, várias tentativas de relaccionamentos não conseguidos.

Veio até nós por querer entender o porquê de seus relacionamentos amorosos não darem certo. Saía desses relacionamentos sempre magoada, frustrada, pois entregava-se e, no final, não conseguia constituir família. Sentia-se inútil enquanto esposa e mulher.
Não conseguia envolver-se com ninguém por muito tempo, e o insucesso amoroso afectara-a negativamente a ponto de a deixar insegura e com baixa auto-estima.

Esta mulher está hoje a trabalhar como médium de incorporação, intuitiva e clariaudiente num centro espírita, onde desenvolveu as suas capacidades mediunicas.

Qual o problema que tinha?
Precisamos entender primeiro que: existe a obsessão - o acto de um espírito actuar de forma negativa sobre um humano, directa e indirectamente - causando mal ao próprio e a quem o rodeia. E existe a cobrança - o acto de um espírito cobrador actuar de forma negativa sobre um humano, directa ou indirectamente - cusando mal apenas ao obsediado e não prejudicando ou actuando de forma directa nos que rodeiam a pessoa.

A "linha" que separa um do outro é muito ténue, sendo que, muitos médiuns e orientadores espirituais desconhecem os cobradores espirituais, confundindo-os com os obsessores "normais".

Esta mulher sofria de uma cobrança espiritual, de um espírito, que numa vida passada tinha sido uma pessoa com a qual conviveu. Este espírito tinha sido um pretendente desta mulher e foi rejeitado, a mulher não gostava dele ao ponto de o namorar ou constituir família com ele.

Ele, o cobrador, nesta vida obsediava, cobrava dela isso mesmo: "se não fores minha, não serás de mais ninguém", não a deixando ser feliz com homem nenhum.

Ter este espírito obsessor ou cobrador, a consciência que, ser rejeitado num pedido de namoro é algo de muito normal, que acima de tudo, esta mulher não é a mesma "pessoa" da vida anterior, não é tarefa fácil.

Um espírito cobrador muito raramente se afasta da pessoa, ele tomará consciência do seu erro na mesma medida em que a pessoa cresce espiritualmente, as palavras não lhe importam, importa sim o que vê, por isso, ao tomar consciência que está errado, ele quer ficar com a pessoa para fazer o inverso do que fez até aqui: quer ajudar no trabalho espiritual desenvolvido pela pessoa, quer pagar já o seu erro, muda a sua polaridade.

Hoje, esta mulher está casada há 13 anos e tem um casamento estável, tornou-se uma pessoa segura, livrando-se de determinadas doenças e problemas que até então tinha como: depressões (tinha feito até curas de sono), auto-estima e estabilidade profissional e familiar.

Esta mulher sofria de um estado de obsessão na forma de cobrança espiritual.

Caso Clínico 2:
Homem cerca de 35 anos, casado, 2 filhos, formado em engenharia, empresário.

Veio até nós empurrado pela vida, crente com pouca convicção, procurou ajuda por não a conseguir obter na medicina ou no entendimento normal da vida. Este homem até há bem pouco tempo tinha uma vida feliz, organizada e abundante em que o dinheiro não era um problema e a vida material corria-lhe nas veias.

Claro que, o melhor alvo dos obsessores são as pessoas materialistas - não está associado á riqueza, ser materialista não quer dizer que se tem dinheiro - pois vivem obsecados por bens materiais e pelo lado material da vida, tornando-os alvos fáceis, pois regra geral não acreditam em nada para além da vida física.

Neste caso, o homem que até aqui era saudável e feliz, está a ser medicado para depressão, toma comprimidos ao acordar e ao deitar, a vida familiar é um caos com ameaças de divórcio, os filhos adoecem do nada constantemente, nada corre bem, e os negócios, que nunca precisou procurar, sentia-se um "eleito", continuam a procurá-lo para negócios, mas nenhum desses negócios é fechado há 2 anos.

Este homem após consulta espiritual, ficou num dilema: já me tinham dito que sou médium e que isso se reflete na minha vida física e material, que fazer? ainda por cima a minha mulher não acredita em nada disto e chama-me doido.

Os espíritos obsessores (são vários neste quadro), precisam de se alimentar de "baixo", uma vez que nunca subiram ao plano superior após o desencarne, não sabem nem conseguem alimentar-se de cima.

De que se alimentam os espíritos obsessores?
Alimenta-se do ectoplasma dos humanos, que é a essência que nos liga enquanto espíritos ao nosso corpo físico, alimentam-se de essências (velas acesas, vapor de alcool, etc), têm os mesmos vícios que tinham em vida (alcool, fumo, sexo, droga, etc).

Ao longo do tempo, o contacto com estes espíritos foi fazendo com que determinados sintomas de doenças surgissem, problemas apareceram do nada, e as consequências físicas são notórias ao ponto que se nota um estado geral pouco agradável, alguma incoerência no falar, instabilidade emocional, familiar, etc.

Ao desenvolver as suas capacidades medíunicas, a sua vibração muda, por consequência passa a entender muita coisa que até aí não entendia, mas, além de não precisar "ser mais empurrado" pela vida, passou a estar imune a determinadas vibrações (espíritos), pois não está mais nessa sintonia vibratória.

Conclusão:
A vida corre do lado espiritual para o material e não ao contrário, uma pessoa mais espiritualizada será uma pessoa mais esclarecida sobre si mesma e sobre o que a rodeia, por consequência, da mesma forma que o rio corre naturalmente para o oceano, a vida corre-lhe no o plano material de uma forma mais equilibrada.

Não adianta teimar que a vida pode correr do lado material para o espiritual, essa coisa de:
"Deus faz com que eu ganhe o euromilhões e eu ajudo muitas pessoas" não funciona, não se compra o astral com promessas falsas e vâs. O rio não corre do Oceano para fazer, criar, a fonte. É anti-Natural.

A moeda do astral não se chama euro ou dólar, a moeda do astral donomina-se mérito, o mérito adquire-se, nao se compra, não está conectada com a bolsa de valores de Nova York ou de qualquer outra cidade física. A moeda de troca Mérito conquista-se em actos, pensamentos e acções seja no dia a dia, seja num qualquer trabalho espiritual. Uma vez adquirida, será gerida pela vida e não por vontade própria, sob qualquer influência interna ou externa.

Tem uma vida boa e feliz hoje?
Esse mérito adquiriu numa vida anterior, responda a si mesmo: O que faz hoje com esse mérito? está a ganhar mérito para na próxima vida voltar de igual forma saudável e feliz?

Vale a pena pensar nisto.
JC

14 comentários:

Maria José disse...

JC. Obrigada por sua visita ao meu blog. Vim retribuí-la e dizer-lhe que também gostei muito do seu blog. Vou segui-lo mais de perto. Também sou espírita e agora vou iniciar meu primeiro trabalho mediúnico. Amei o seu post sobre obsessores. Está com leitura fácil e accessível às demais pessoas que não são espíritas e não estão acostumadas com estes termos tão complicados que usamos.
O meu blog, embora não fale da teoria da Doutrina, procura mostrar a forma ideal de comportamento, visando a reforma íntima e evolução moral e espiritual. Vamos ver se consigo ajudar algumas pessoas, porque no fundo, ao postar estas mensagens, estou ajudando primeiro, a mim mesma. Gostei de te conhecer. Vamos estreitar esta relação, já que pensamos de forma bem parecido. Grande abraço e fique com Deus.

Maria José disse...

Estou de volta. Tem um selo de presente para você em SELO: BLOG INSTIGANTE, dado com muito carinho. Beijos.

Kelly disse...

JC muito obrigada pelos esclarecimentos, acho que até fiquei vermelha de vergonha aqui, pois vivi a mesma cena que vc me descreveu, quando conheci o espiritismo, me disseram que era médium, e eu na mesma hora pensei que nunca iria desenvolver essa mediunidade, não queria ser médium.
Fiquei envergonhada agora, pois hoje tenho o privilégio de ter um pouco mais de conhecimento, e reconheço o quanto esse pensamento foi infantil.
Estarei sempre por aqui, gostei muito do seu blog.
Grande abraço

JC disse...

Kelly, grato pelo comentário e benvinda ao blog.
Namastê

Maria José disse...

JC. Estou passando aqui para dar um olá, regar nossa amizade e divulgar um blog bem interessante (http://cinemaespirita.blogspot.com/). Passe por lá. Você vai gostar. Obrigada e um grande beijo.

Eduardo disse...

Saudações,

Um daqueles bons "acasos" me trouxeram ao seu blog.

Gostei muito do post. Em linguagem muito clara, nos traz conhecimento ao mesmo tempo que nos inspira a aplicar este conhecimento em prol de nossa evolução e no auxílio aos nossos Irmãos.

Parabéns pelo blog em geral, estarei sempre por aqui.

Abraço Fraterno.

E.I.R

Non Nobis Domine, Non Nobis, Sed Nomini Tuo da Gloriam.

Maria José disse...

As mensagens positivas, as belas poesias, os textos de elevação espiritual, enviados ou recebidos, fazem bem a todos, pois irradiam luz, calor e muita vida! Aqui encontramos este tipo de ressonância. Bom final de semana. Beijos.

Maria José disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Maria José disse...

JC. Passou o Natal, e com ele, aquela sensação de acomodar num só dia o atraso de bondade e humanidade do ano inteiro.
Façamos diferente. Que possamos destilar um pouco desse espírito natalino em doses diárias no ano que se inicia.
Obrigada pela convivência maravilhosa em 2009. Que esta amizade seja renovada em 2010. Beijos.

Maria José disse...

JC. O Arca está fazendo um ano de aniversário.
Obrigada pela companhia durante o ano de 2009. Que possamos continuar juntos por muito mais tempo, trocando experiências, amizade, sentimentos. Que possamos nos ajudar mutuamente; que possamos crescer como seres humanos e, quem sabe, escalarmos mais um degrau na escala evolutiva. E que Deus nos proteja a todos.
Beijo especial.

JC disse...

A todos os que acompanham este blog, os meus desejos de um feliz 2010 com muito amor e saúde.
Que cada momento de todos os momentos, sejam momentos de paz e harmonia.
Brevemente escreverei novos textos, desculpem ainda o não ter feito.

Bem Hajam
Joaquim Coelho

Maria José disse...

Este espaço é sempre maravilhoso. Estar aqui é sempre um enorme prazer. Beijos e um ótimo final de semana.

Maria disse...

Ao ler o primeiro caso clínico, é como olhar para o espelho... da lista de "sintomas" identifico alguns... Quero poder encontrar também o meu caminho, saber o que se passa e poder lidar com isso, estar e ser em PAZ.
Tenho algumas noções relativas a espiritualidade,mediunidade, mas tenho "fome" em saber mais. Investigo, leio, estudo, pesquiso, quero desenvolver... mas nunca chego realmente a lugar algum, não me sinto realizada com o que sei, nem tão pouco me identifico... Acabo por me sentir, desamparada...
Por onde começar!!??

pechinelas disse...

De 100 sintomas possivelmente tenho os 100... Sou seguida em psiquiatria e basta reduzir a medicação para simplesmente voltar ao mesmo... Uma sensação de desespero, de insignificância, de inferioridade, desapego,de nao querer estar aqui e no entanto sentir que estou destinada a algo mais... É horrivel

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