Sociedades Secretas - Templários XIX de XX


REVOLUÇÃO FRANCESA E A MAÇONARIA

(trechos extraídos do Irm:. João Alves da Silva , Or:. De Maceió - Al)
Considera-se o 14 de julho de 1789 como a data da Revolução
Francesa, porque foi nesse dia que o povo francês assaltou a
célebre fortaleza da Bastilha, tomada após quatro horas de
combate; cuja vitória fez o rei capitular completamente:

Ironicamente, os cerca de 600 invasores da Bastilha foram
encontrar encarcerados apenas sete presos: 2 loucos, 4 vigaristas e 1 lorde tarado.

Essa Bastilha começou a ser construída em 1369 e foi concluída
em 1383. Seu construtor, Aubriot, foi o primeiro a ser nela
encarcerado. Voltaire também foi preso ali em 1717, e lá
concluiu sua primeira tragédia - Édipo - em 1718. Em 1726,
voltou a ser encarcerado na Bastilha; liberto, seguiu para a
Inglaterra retornando à França em 1729.

Luiz XVI (1754- 1793) era neto de Luiz XV (1715-1774) e
tetraneto de Luiz XIV (1643-1715), o rei sol.. soberanos
absolutos, donos de todo o poder, esses três homens governaram
a França durante 150 anos. A Bastilha, que era símbolo do
absolutismo, caiu em 14 de julho de 1789, mas Luiz XVI somente
deixou de reinar em 22 de setembro de 1792, quando foi
proclamada a República. Em 21 de janeiro de 1793, por decisão
da Convenção Nacional que o condenou à guilhotina, num
escrutínio em que 387 votaram a favor e 344 contra. Luiz XVI
foi decapitado na Place de la Revolucion, hoje Place de La
Concordia..

A Revolução Francesa de 1789 foi feita então pela burguesia em
virtude de gerar quase toda a renda da França e desejar
reformas (administrativas, jurídicas, fiscais). Nenhum
proeminente revolucionário era Maçon, embora quase todos
Maçons fossem burgueses, já que lordes eram poucos. Da plebe
não tinha ninguém. Não eram Maçons: Robespierre, Marat,
Carmot, Danton, Condorcet, Jean Luiz David, Saint-Just, nem
mesmo Antoine-François Marmoro, um dos principais editores de
imprensa do período revolucionário e que, em 1791, cunhou a
expressão LIBERTÉ, ÉGUALITÉ, FRATERNITÉ e a fez escrever nos
edifícios públicos. Também não eram Maçons o libertino
Mirabeau, preso várias vezes e eleito deputado do Terceiro
Estado para os Estados Gerais e que também era grande orador e
fundador dos primeiros jornais revolucionários.

Todavia era Maçon Orléans (Louis-Philipe Joseph), duque,
príncipe de sangue, Grão-Mestre da Maçonaria que, eleito para
a Constituinte e para a convenção, pertencente à bancada da
Montanha e votou pela morte do rei, seu primo. Terminou preso
e condenado por pertencer à família Bourbon; foi guilhotinado
a 6 de novembro de 1793.

Pode-se querer alegar que a Revolução Francesa foi inspirada
nos ideais de Voltaire, mas este iniciou-se na Maçonaria em 7
de abril de 1778, aos 84 anos de idade, e morreu a 30 de maio
do mesmo ano, lamentando tê-la conhecido tão tarde e afirmando
que os Maçons e os filósofos buscam o mesmo fim.

Treze anos depois de sua morte, a Revolução Francesa
transladou sua esquife para o Panteon, em homenagem àquele
considerado "o libertador do pensamento humano", talvez por
haver sido Voltaire o profeta de uma Revolução inevitável a
qual não estaria presente como testemunha do seu vaticínio..

Para com a Revolução, Voltaire contribuiu apenas com o
vocábulo que trouxe para a filosofia política. Entretanto,
Maçons desavisados proclamam que a revolução Francesa foi
feita pela Maçonaria, inspirada na sua divisa LIBERDADE,
IGUALDADE, FRATERNIDADE, criada por um profano e adotada
depois da Revolução.

O envolvimento da Maçonaria na Revolução Francesa, nasceu da
imaginação do jesuíta francês Agostinho Barruel que, em 1797,
publicou uma obra intitulada "Memória para servir à História
do Jacobinismo". Tal obra foi publicada na Alemanha sob o
título FEITOS NOTÁVEIS PARA SERVIR À HISTÓRIA DO JACOBINISMO E
AS PROVAS DE UMA CONSPIRAÇÃO CONTRA TODAS AS RELIGIÕES E TODOS
OS GOVERNOS DA EUROPA, QUE EXISTE NAS REUNIÕES SECRETAS DOS
FRANCO-MAÇONS, DOS ILUMINADOS E DAS SOCIEDADES DE LEITURA.

Nela Barruel afirma: "Nesta Revolução Francesa, tudo, até nos
seus crimes mais espantosos, tudo foi previsto, meditado,
constituído, resolvido, estatuído; tudo tem tido o efeito da
mais profunda perversidade, pois que foi preparado,
conduzido por homens que tinham,
sozinhos, o fio das conspirações há muito tempo tramadas
dentro das sociedades secretas".

Barruel atribuía a Diderot, d’Alembert, Voltaire e a outros
Maçons, a inspiração da Revolução, incluiu entre os cúmplices
d’Argenson, Choiseul, Malesherbes, Turgot, e sobretudo Necker.
Em sua obra afirma: A conjuração visa, antes de tudo, destruir
o Cristianismo".

Continua...

Sem comentários:

Ocorreu um erro neste dispositivo