Sociedades Secretas - Templários XI de XX


A UNIDADE

Para os iniciados da cabala, Deus é a unidade absoluta. A unidade da inteligência humana, demonstra a unidade de Deus.

As matemáticas não poderiam demonstrar a fatalidade cega, uma vez que são a expressão da exatidão que é o caráter da mais suprema razão.

Na cabala, a unidade é , o princípio, a síntese dos números, é a idéia de Deus e do homem, é a aliança da razão e da fé. A fé não pode ser oposta à razão, é exigida pelo amor, é idêntica à esperança. Amar , acreditar e esperar, e esse triplo ímpeto da alma é chamado virtude, porque é preciso coragem para realiza-la.

A analogia era o dogma único dos antigos magos. Dogma
verdadeiramente mediador, pois é metade científico, metade
hipotético, metade razão e metade poesia.

O BINÁRIO
É o número feminino, o yin. Diz a parábola celeste: "A mulher
está antes dos homens, porque é mãe e tudo lhe é perdoado de
antemão porque dá a luz com dor"

O TERNÁRIO
É o número da criação.

O QUATERNÁRIO
É o número da força. É o ternário completado por seu produto,
o homem. E quando o homem compreender sua essência
quaternária, em união com a criação, terá a liberdade. O anjo
da liberdade nasceu antes da aurora do primeiro dia antes
mesmo de despertar a inteligência, e Deus o denomina estrela
da manhã. "Ó Lúcifer, tu te desligaste voluntária e
desdenhosamente do céu onde o sol te inundava com sua
claridade, para com sulcar teus próprios raios os campos
agrestes da noite. Brilhas quando o sol se põe e teu olhar
resplandecente precede o nascer do dia. Cais para de novo
levantar, experimentas a morte para melhor conhecer a vida.

És, para antigas do mundo, a estrela da noite; para a verdade
renascente, a bela estrela da manhã! A liberdade não é a
licença (libertinagem); a licença é a tirania. A liberdade é a
guardiã do dever, porque ela reivindica o direito. Lúcifer,
cujas idades das trevas fizeram o gênio do mal, será
verdadeiramente o anjo da luz (tradução da palavra Lúcifer)
quando, tendo conquistado a liberdade ao preço da reprovação
fizer uso dela para se submeter a ordem eterna, inaugurando
assim as glórias da obediência voluntária. O direito é apenas
a raiz do dever, é preciso possuir para dar".

Eis como uma elevada poesia explica a queda dos anjos.
"Deus tinha dado aos espíritos a luz e a vida, depois lhe
disse: Amai. - O que é amar?, responderam os espíritos. -Amar
é dar-se aos outros, respondeu Deus. -Os que amarem sofrerão,
mas serão amados.

-Temos o direito de não dar nada, e nada queremos sofrer,
disseram os espíritos inimigos do Amor. -Estais em vosso
direito, respondeu Deus -apartai! Os meus querem sofrer e
morrer, mesmo para amar. É o dever! "
O anjo caído é aquele que recusou amar; não ama, e é todo seu
suplício; não dá, e é toda sua miséria; não sofre, e é seu
nada; não morre, e é seu exílio. O anjo caído não é Lúcifer, a
estrela da manhã, o porta-luz, é satã, o caluniador do amor.

Ser rico é dar; não dar é ser pobre; viver é a harmonia dos
sentimentos gerais; o inferno é o conflito dos instintos
carnais. O dever é obrigação, o direito é egoísmo; O dever é
amor, o direito é o ódio; O dever é a vida infinita o direito
é a morte.
Essa alegoria semita indica a função quaternária.

O QUINÁRIO
È o número religioso. A fé não é a credulidade estúpida da
ignorância maravilhada. A fé é a consciência e a confiança do
amor.

A fé não consiste na confirmação deste com aquele símbolo, mas
na aspiração verdadeira e constante às verdades veladas por
todos os simbolismos.

Os perseguidores da Roma decaída também chamavam os primeiros
cristãos de ateus porque não adoravam os ídolos de Calígula ou
de Nero.

A fé é um sentimento comum a toda humanidade. O homem que se
isola de todo amor humano ao dizer: Eu servirei a Deus, este
se engana. Pois diz o apóstolo João: "Se ele não ama ao
próximo que vê, como amará a Deus que não vê?

O SENÁRIO
É o número da iniciação pela prova. É o número do equilíbrio.
É o código da ciência do bem e do mal.

O SETENÁRIO
É o grande número bíblico. É a chave da história de Moisés e o
símbolo de toda a religião. O Cristo é o dever real que
protesta contra o direito imaginário. É a emancipação do
espírito que quebra as algemas da carne. É a devoção revoltada
contra o egoísmo.

O OCTONÁRIO
É o número da reação e da justiça equilibrante. Toda ação
produz uma reação. É a lei universal. O cristianismo produz o
anticristianismo. O anticristo é a sombra , o contraste e a
prova de Cristo.

Os protestantes disseram: o anticristo é o Papa. O Papa
respondeu: Todo herege é anticristo. O anticristo é o espírito
oposto ao Cristo. Quem é então o anticristo?
"É a usurpação do direito, o orgulho da dominação e o
despotismo do pensamento. É o egoísmo pretensamente religioso
de alguns protestantes da mesma maneira que a ignorância
crédula e imperiosa dos maus católicos. É o que divide o homem
ao invés de os unir, o desejo ímpio de se apropriar da verdade
e dela excluir os outros, que condena e amaldiçoa ao invés de
salvar e abençoar. É o fanatismo odioso que desencoraja a boa
vontade.

O NÚMERO NOVE
É o eremita do tarot; eis o número dos iniciados e dos
profetas.

Os profetas são solitários pois o seu destino é, na maioria,
nunca serem ouvidos. Vêem muito mais do que os outros.
O Salvador disse à samaritana: "Mulher, em verdade vos digo
que virá o tempo em que os homens não adorarão mais a Deus,
nem em Jerusalém, nem sobre esta montanha, pois Deus é
espírito, e seus verdadeiros adoradores devem servi-lo em
espírito e em verdade.

O NÚMERO DEZ
O número absoluto da cabala. A chave dos sefirotes (Ver o
"Dogma e Ritual da Alta Magia)
Substância una que é céu e terra, conforma seus graus de
polarização, sutil ou fixa. Hermes Trimegisto chama de grande
Telesma. Quando produz o esplendor, ela demonstra-se luz. É
essa substância que Deus cria antes de todas as coisas, quando
diz: "Fiat Lux" (Faça-se a luz)

É simultaneamente substância e movimento, fluido e vibração
perpétua. A força que a põe em movimento denomina-se
magnetismo. No infinito, é a luz etérea (ou força
eletromagnética). Nos astros é a luz astral; nos seres é o
fluido magnético; no homem, forma o corpo astral ou mediador
plástico. A vontade dos seres inteligentes age diretamente
sobre essa luz e, por meio dela, sobre toda natureza submetida
às modificações da inteligência; é o meio pelo qual os magos
fazem a maioria dos trabalhos.

Essa luz é o espelho comum de todas as formas e pensamentos;
guarda as imagens de tudo que foi, os reflexos dos mundos
passados, e por analogia, os esboços dos mundos futuros. É o
instrumento da taumaturgia e da adivinhação.
Conhecida por Hermes e Pitágoras, Sinésio e Platão, escola da
Alexandria, Mesmer etc.

É essa substância primeira que se designa na narrativa
hierática do Gênesis, quando o verbo dos Eloim faz a luz
ordenando-lhe que seja. Eloim diz: "Que seja a luz, e a luz
foi". Essa luz, cujo nome hebreu é rut, or, é o ouro fluido e
vivo da filosofia hermética. Seu princípio positivo é o
enxofre; o negativo, o mercúrio e seu equilíbrio é denominado
seu sal.

Mesmer informa que nosso corpo astral ou mediador plástico é
um imã que atrai ou repele a luz astral astral sob a pressão
da vontade. É um corpo luminoso que reproduz com a maior
facilidade as formas correspondentes às idéias. Até sob o
exercício da vontade.
Nossos corpos fluidicos atraem-se ou repelem-se uns aos
outros, segundo leis consoantes à elasticidade. É o que produz
simpatias a as antipatias instintivas.

O NÚMERO ONZE
É o número da força; da luta e do martírio.
Todo homem que morre por uma idéia é um mártir, pois nele, as
aspirações do espírito triunfaram sobre os temores da carne.
Todo homem que morre na guerra é um mártir pois morre pelos
outros.

Os que morrem pelo direito são tão bons em seus sacrifícios
quanto às vítimas do dever e, nas lutas da revolução, os
mártires caem dos dois lados.
Sendo o direito a raiz do dever, nosso dever é defender nossos
direitos. O crime é o exagero de um direito. O assassínio e o
roubo são negações da sociedade; é o despotismo isolado de um
indivíduo que usurpa o governo e a sociedade e faz guerra por
sua conta e risco.

Quem não for irrepreensível é cúmplice do todo mal, e quem não
for absolutamente perverso pode participar de todo bem.

O NÚMERO DOZE
É o número cíclico; do símbolo universal.

O NÚMERO TREZE
É o número da morte e do renascimento, da propriedade, da
herança, sociedade, família, guerras e tratados.
As sociedades têm por base a troca do direito, do dever e da
fé mútua. O direito é a propriedade; a troca, a necessidade; a
boa fé, o dever.

O NÚMERO CATORZE
É o número da fusão, da associação e da unidade universal.

O NÚMERO QUINZE
É o número do antagonismo.
O cristianismo agora divide-se em Igrejas civilizadoras ou
bárbaras; progressistas ou estacionárias; ativas ou passivas ;
as que condenam e as que se submetem.

O NÚMERO DESESSEIS
É o número do templo

O NÚMERO DESSSETE
É o número da estrela, da inteligência e do amor.

O NÚMERO DEZOITO
É o do dogma religioso, que é todo poesia e todo mistério.
Jesus, que foi o último e o mais sublime dos arcanos, a última
palavra de todas as iniciações, sabia que não seria
compreendido a princípio e disse: " Não suportaríeis agora
toda a luz da minha doutrina; mas, quando se manifestar o
Espírito da Verdade, ele vos ensinará todas as coisas e
explicará o sentido do que eu vos disse."

O NÚMERO DEZENOVE
É o número da luz
É a existência de Deus provada pela própria idéia de Deus.
A afirmação do ateísmo é o dogma da noite eterna; a afirmação
de Deus é o dogma da luz.

OS NÚMEROS VINTE, VINTE E UM E VINTE DOIS
Embora o alfabeto sagrado tenha 22 letras; as dezenove
primeiras são a chave da teologia oculta. As outras são as
chaves da natureza. O grande agente mágico. Substâncias
propagada no infinito que é a décima chave do tarot.

Separar a religião da superstição e do fanatismo
A superstição, da palavra latina superstes, sobrevivente, é o
símbolo que sobreviveu à idéia, á a forma preferida à coisa, é
o ritual sem razão, é a fé tornada insensata, por que se
isola. E, por conseguinte, o cadáver da religião, a morte da
vida, é a inspiração substituída pelo embrutecimento. O
fanatismo é a superstição apaixonada, seu nome vem da palavra
fanum, que significa templo, é o templo colocado no lugar de
Deus, é a honra do sacerdote substituída pelo interesse humano
e temporal do padre, é a paixão miserável do homem explorando
a fé do crente.

Além da superstição e do fanatismo, há também a paixão; outro
exagero que denota desequilíbrio. Há dois amores, o do coração
e o da mente.
Apenas a sabedoria é livre, as paixões desordenadas são o
domínio da loucura, e a loucura é a fatalidade. O que dissemos
do amor pode-se dizer também da religião, que é o mais
poderoso e o mais inebriante dos amores. A paixão religiosa
também tem seus excessos e suas reações fatais. Pode-se Ter
êxtases e estigmas e sair, em seguida em abismos de devassidão
e impiedade.

A verdadeira magia
A verdadeira magia, isto é, a ciência tradicional dos magos, é
inimiga mortal dos encantadores; ela impede ou faz cessar os
falsos milagres, hostis a luz e fascinadores de um pequeno
número de testemunhas despreparadas ou crédulas. A desordem
aparente nas leis da natureza é uma mentira; não é, pois, uma
maravilha. A maravilha verdadeira, o verdadeiro prodígio
sempre resplandecente aos olhos de todos é a harmonia sempre
constante dos efeitos e das causas, são os esplendores da
ordem eterna!

Foi a alta magia que, apoiando o universo sobre as duas
colunas de Hermes e Salomão, dividiu o mundo metafísico em
duas zonas intelectuais, uma branca e luminosa encerrando as
idéias positivas, a outra negra e obscura contendo as idéias
negativas, e que deu à noção sintética da primeira o nome de
Deus, à síntese da outra, o nome de Satã.

O diabo é o uso abusivo de uma força natural; não é nenhuma
pessoa nem uma força; é um vício e, por conseguinte, uma
fraqueza. O inferno não é um lugar, é um estado.
Existe um poder gerador das formas, que cria segundo as leis
das matemáticas eternas, pelo equilíbrio universal. Os signos
primitivos do pensamento, delineiam-se por si só na luz, que é
o instrumento material do pensamento. Deus é a alma da luz. A
luz universal e infinita é para nós como o corpo de Deus. A
cabala ou a alta magia é a ciência da luz

Todos os mistérios por meio das chaves da magia cabalística,
são encontradas as idéias de antagonismo e harmonia
(antíteses) produzindo uma noção tributária na concepção
divina, depois a personificação mitológica dos quatro pontos
cardeais do céu, completa o setentrião sagrado, base de todos
os dogmas e rituais. A reforma religiosa de Moisés era
inteiramente cabalística, e que o cristianismo, no instituir
um dogma novo, simplesmente reaproximou-se das fontes
primitivas do mosaísmo, e que o Evangelho não é mais que um
véu transparente lançado sobre os mistérios universais e
naturais da iniciação oriental.

Na cabala hebraica, o verbo ou a palavra, segundo os iniciados
dessa ciência, é toda a revelação, os princípios da alta
cabala que devem se encontrar reunidos nos próprios sinais que
compõem o alfabeto primitivo.
Continua...

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