Sociedades Secretas - Templários X de XX


ESTUDOS DAS SOCIEDADES SECRETAS

CABALA
(Alguns trechos extraídos do "A Chave dos Grandes Mistérios", por Eliphas Levi, de Acordo com Henoch, Hermes Trimegisto e Salomão. chave absoluta das ciências ocultas dadas por Guilherme Postel e completado por Eliphas Levi.

"Todo saber é o sonho do impossível, mas ai de quem não ousa aprender tudo e não sabe que para aprender alguma coisa, é preciso resignar-se e estudar sempre! Dizem que para bem aprender é preciso esquecer várias vezes..."

Existe um alfabeto oculto e sagrado que os hebreus atribuem a Henoch, os Egípcios a Tot ou a Trimegisto, os gregos, a Cadmo e a Palamédio. Esse alfabeto, conhecido pelos Pitagóricos, compõe-se de idéias absolutas ligadas a signos e a números e realiza, por suas combinações, as matemáticas do pensamento.

Salomão havia representado esse alfabeto por 72 nomes escritos
em trinta e dois talismãs e é o que os iniciados do Oriente
denominam ainda de "as pequenas chaves ou clavículas de
Salomão". Essas chaves são descritas e seu uso é explicado num
livro cujo dogma tradicional remonta ao patriarca Abraão, é o
Sopher Yétsinah que penetra o sentido oculto de Zohar, o
grande livro dogmático da Cabala dos hebreus.

A necessidade de crer liga-se estreitamente à necessidade de
amar. É por isso que as almas têm necessidade de comungar com
as mesmas esperanças e com o mesmo amor. As crenças isoladas
não passam de dúvidas.
A fé não se inventa, não se impõe, não se estabelece por
convicção política; manifesta-se, como a vida, com uma espécie
de fatalidade.

Tudo o que eleva o homem acima do animal, o amor moral, a
abnegação, a honra são sentimentos essencialmente religiosos.
As instituições como o lar, a pátria, se degradariam
completamente e não saberiam existir, uma crença em alguma
coisa maior do que a vida mortal, com todas as suas
vicissitudes, suas ignorâncias e suas misérias.

A essência do objeto religioso é o mistério, uma vez que a fé
começa no desconhecido e abandona todo o resto às
investigações da ciência.
Mas para que o ato de não seja um ato de loucura, a razão quer
que ele seja dirigido e regulado. Chega-se então a uma dupla
definição; a verdadeira religião natural é a religião revelada,
acima das discussões humanas pela comunhão da fé, da
esperança e da caridade. Não há religião sem mistérios e nem
mistérios sem símbolos.

Metáforas não deveriam ser confundidas com realidade nem fé
com história.
O símbolo é a forma de expressão do mistério, ele só exprime
sua profundidade desconhecida por imagens paradoxais
emprestadas do conhecido.

Crer e saber são dois termos que nunca se podem confundir.
Ousemos apenas confirmar que existe um fato imenso, igualmente
apreciável pela fé e pela ciência, um fato que torna Deus
visível de algum modo sobre a terra, um fato incontestável e
de alcance universal; esse fato é a manifestação no mundo, a
partir da época em que começa a revelação cristã, de um
espírito evidentemente divino, mais positivo que a ciência em
suas obras, mais magnificamente ideal em suas aspirações que a
mais elevada poesia, um espírito para o qual era preciso criar
um nome novo e que é, tanto para a ciência quanto para a fé, a
expressão do absoluto; a palavra é caridade e o espírito de
que falamos é o espírito da caridade.

Diante da caridade, a fé e a ciência inclinam-se vencidas.
Ela, por si só, leva à compreensão de Deus porque contém uma
revelação inteira.


Continua...

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