Sociedades Secretas - Templários III de XX


A ORDEM ATRÁS DA ORDEM

A missão do priorado do Sion continuou intocável. Os seguidores da linhagem mantiveram-se atentos e, apesar do sofrimento do segmento da Ordem dos Templários, e o surgimento de outras denominações envolvendo os templários, os guardiães do Graal e dos tesouros hebraicos continuavam sob a égide do Priorado de Sion.

Mas quem foram realmente os templários e qual foi a verdadeira
finalidade da criação dessa Orem de Cavalaria? Se havia uma
Ordem que autorizou esta facção, o que ela realmente desejava?
Quem seriam? Quando foi fundada? E por que?

De acordo com os lendários conhecimentos ocultos e bem
guardados pelos templários antigos e modernos, os princípios
que serviram de ideal para a fundação oficial da Ordem do
Templo perante o mundo profano, são tão antigos quanto a
própria história da humanidade.

Existiram os cruzados e os templários, onde estes últimos
seguiram um objetivo bem diferente do que o da conquista de
Jerusalém...Ao se instalarem nas ruínas do templo de Salomão,
diz-se que eles encontraram os túneis secretos que levavam ao
tesouro da biblioteca oculta onde estava guardados os segredos
da antiga Ordem Hermética a qual pertenceu o rei Salomão,
contendo também os diversos segredos de construção e
arquitetura, segredos de navegação , as tábuas da lei
e a arca da aliança, ressurgindo assim, os sagrados ideais de
outrora, ocultado no interior de uma Ordem monástica com o
nome de "Ordem dos Pobres Companheiros de Cristo", ficando
conhecida mais tarde por "Ordem dos Pobres Cavaleiros do
Templo de Salomão, ou do Templo de Jerusalém", e , finalmente
"Ordem do Templo".

Vencidos os obstáculos, descobriram uma passagem oculta só
conhecida antes por iniciados nos mistérios, e no fim dessa
passagem, uma porta dourada onde estava escrito: "Se é a
curiosidade que aqui vos conduz, desisti e voltai. Se
persistirdes em conhecer os mistérios da existência, fazei
antes o vosso testamento e despedi-vos do mundo dos vivos".

Dessa forma, após muita hesitação, um dos cavaleiros bateu na
porta dizendo: "Abri em nome de Cristo" e a porta abriu-se. Ao
entrarem, encontraram entre figuras estranhas em forma de
estátuas e estatuetas, um trono coberto de seda e sobre ele,
um triângulo com a décima letra hebraica, YOD. Junto aos
degraus do trono, estava a Lei Sagrada.

A Ordem do Templo sempre possuiu duas hierarquias, uma Interna
e outra Externa. Faziam parte da Hierarquia Externa, os
militares que defendiam a Terra Santa e os peregrinos que a
ela se dirigiam. Já a Interna, era composta por homens e
algumas mulheres que se dedicavam principalmente aos estudos
herméticos e ocultos.

No início da Ordem, os Mestres do Templo eram sempre oriundos
da Hierarquia Interna, sendo portanto, grandes Iniciados nos
mistérios. Mas, a partir do mestrado de Bertrand de
Blanchefort (1156-1169), introduziu-se o costume de escolher
como Mestre do Templo, um profano da Hierarquia Externa que já
tivesse, inclusive, desempenhado altas funções no Reino de
Jerusalém, sendo Cavaleiros já amadurecidos na observância da
regra. Esse costume demonstra o possível desejo de garantir a
influência da Ordem perante aqueles que exerciam o poder na
época, influência aliás, que já era muito grande. Foi nessa
época também que houveram muitos desmandos, vícios,
prepotência e arrogância dos Mestres do Templo.

Isto talvez explique os erros lastimáveis que cometeram os
Mestres da Ordem, como por exemplo, a perda da batalha de
Hattin e a conseqüente perda de Jerusalém durante o mestrado
de Gerard de Ridefort (1184-1189). Por erros e traições
perpetradas por alguns Mestres, muitos se revoltaram dentro e
fora da Ordem, até que novamente conseguiram trazer para
Mestre, Jacques de Molay, que apesar de ser praticamente
iletrado, possuía o verdadeiro coração de um templário, sendo
um dos responsáveis pela perpetuação da Hierarquia Interna
através dos difíceis dias daquela época da Inquisição, bem
como pela passividade diante da destruição da Hierarquia
Externa, aceita pelos Mestres Ocultos do Templo como condição
para que a Sabedoria secreta pudesse ser salva.

Seria difícil crer que um exército disciplinado e treinado,
com milhares de homens, com influências em todas as áreas
e possuidores de imensas riquezas, não tivesse amigos e informantes.
Dessa forma, puderam os altos dignitários do Templo, dar a
seus membros, palavras de passe e sinais de reconhecimento,
para que se albergassem em outras confrarias onde seriam
acolhidos e protegidos, principalmente pelos franco-maçons.

Seus verdadeiros tesouros, isto é, seus conhecimentos, foram
resguardados de mãos profanas, os arquivos e pergaminhos
valiosos, foram colocados a salvo.
Portanto, a Hierarquia Externa do templo, seu lado profano e
militar, perdeu seu poderio.

Continua...

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