Sociedades Secretas - Templários II de XX


CABALA

(trechos extraídos do livro "Dogma e Ritual da Alta Magia)
A Alquimia tomou emprestado da Cabala todos os seus signos, e
era na lei das analogias, resultantes da harmonia dos contrários, que baseava as suas operações.

A magia é a primeira das ciências e a mais caluniada de todas,
porque o vulgo obstina-se em confundir a magia com a bruxaria
supersticiosa cujas práticas abomináveis são denunciadas.

Os próprios historiadores religiosos reconhecem a existência e
o poder da magia que concorria abertamente com a de Moisés.
Saber, ousar, querer, calar, são os quatro verbos
cabalísticos do tetragrama e as quatro formas hieroglíficas da
esfinge. Saber é a cabeça humana; ousar são as garras do leão;
querer são as ilhargas laboriosas do touro; calar são as asas
místicas da águia. A magia é a cabala física.

OS MISTÉRIOS MÁGICOS

TEORIA DA VONTADE
A vida humana e suas dificuldades incontestáveis têm por
finalidade, na ordem da sabedoria eterna, a educação da
vontade do homem.

A dignidade do homem consiste em fazer o que quer e querer o
bem, em conformidade com a ciência do verdadeiro. O bem
conforme ao verdadeiro é o justo. A justiça é a prática da
razão. A razão é o verbo da realidade. A realidade é a ciência
da verdade. A verdade é a história idêntica do ser. O homem
chega à idéia absoluta do ser por duas vias; a experiência e a
hipótese. A hipótese é provável quando é solicitada pelos
ensinamentos da experiência; é improvável ou absurda quando é
rejeitada por esse ensinamento.

A experiência é a ciência e a hipótese é a fé. A verdadeira
ciência admite necessariamente a fé; a verdadeira fé conta
necessariamente com a ciência.

Este relato é, no mínimo, intrigante. Como nove membros da
nobreza conseguiriam proteger peregrinos, guardar o Santo
Sepulcro e, pior, defender Jerusalém? Além do mais, não se
admitia outros membros nessa época. Na verdade, esta Ordem foi
criada por uma outra Ordem e esses nobres permaneceram dentro
do Templo de Jerusalém para cumprir uma missão. Missão
definida e claramente apoiada pelo rei de Jerusalém, Baldwuin
II que era na verdade, um descendente da nobreza francesa, da
casa d’Anjou.

Os Templários juraram pobreza, castidade e obediência; não
aceitavam adeptos, porém a Ordem dos Templários foi uma das
mais ricas instituições posteriormente e contavam com milhares
de adeptos.

Por trás da Ordem do Templo, se ergueram figuras míticas de
personagem bem curiosos, que inspiraram o ideal Sinárquico
Templário do Oriente em conjunção com os Ismaelitas do Velho
da Montanha, os cabalistas, judeus da Espanha muçulmana, as
ordas do Khanat de Gengiskan , os cavaleiros árabes de
Saladino, as histórias do cálice, romances e lendas da Távola
Redonda, Parcival entre outros. Um ímpeto espiritual sem
precedentes na história medieval.

E Jerusalém foi tomada de assalto no século XII, o que também
descaracterizou a principal missão externa da Ordem do Templo.
São Bernardo de Clairvaux, fundador da Ordem Cistercense, foi
o patrono dos templários e recebeu de presente várias
propriedades pertencentes aos templários.
Bernardo de Clairvaux defendia os judeus e convidava
escriturólogos cabalistas para trabalhar na abadia de Clairvaux.

Ele pediu a cooperação da Ordem, através de Hugues de Payen,
para reabilitar os ladrões, sacrílegos, assassinos, perjuros e
adúlteros, porém os que estivessem dispostos a alistar-se nas
fileiras das cruzadas pela libertação da Terra Santa.
Em 1128, o Papa Honório II aprova a Ordem
Templária, dando-lhes uma vestimenta especial, um hábito e
um manto brancos. Em 1145 o Papa Eugênio III, concede-lhes
como distintivo, a cruz vermelha, que foi inicialmente usada
do lado esquerdo do manto e mais tarde, também no peito. Em
1163, o Papa Alexandre III outorgou a carta constitutiva da
Ordem, na verdade parecida com as regras da Ordem
Cistercense.

Devido ás doações altíssimas de jóias e terras, auferiram
poderes e, até chegaram a só render obediência ao grão-mestre
e ao Papa.
Uma informação deve ser acrescentada: O Vaticano, em Roma,
está por cima do cemitério onde supostamente Pedro, o Apóstolo
foi enterrado após ser crucificado de cabeça para baixo. A
autoridade Papal é baseada no fato de Jesus Ter chamado a Pedro
"rocha", e que ele daria continuidade a mensagem externa de Jesus.

Os templários, por sua vez, possuíam a missão de guardiães da
mensagem interna, ou seja, do continuísmo profético da arca da
aliança, tesouros espirituais e, dos segredos da genealogia de
Jesus que, descendendo da linhagem de Davi, via Salomão era,
além do Messias Prometido, um rei de facto. Eram mais afeitos a
João (NT) que , segundo relato bíblico, recebeu de Jesus a
incumbência da linhagem ou seguidores da linhagem, já que
Jesus solicitou a João que cuidasse de Maria, sua mãe e
vice-versa..

A Ordem do Templo era constituída de vários graus e a mais
importante foi a dos cavaleiros, descendentes de alta estirpe
na sua maioria. Tinham também clérigos ( bispos, padres e
diáconos) e outras duas classes de irmãos servidores, os
criados e artífices.

Chegaram a ser grandes financistas e banqueiros
internacionais, cuja riquezas chegaram a o seu apogeu no
século XIII. Seu papel na Igreja pode ser avaliado pelo facto
de haver representantes nos Concílios da Igreja católica
(Troyes, Latão, Lyon).
Devido ao extremo sigilo da sua missão e da sua iniciação, os
leigos atribuíam as mais horríveis práticas e histórias
infundadas.

Após a tomada de Jerusalém pelos sarracenos (muçulmanos que
negociavam, no período de trégua, com os templários, pois
acreditavam ser prudente Ter algum dinheiro investido com os
cristãos para o caso de que os avatares da guerra pudessem
terminar em alguma espécie de pacto com os europeus) em 1291,
adveio a queda do reino latino; o quartel general da Ordem foi
transferida da Cidade Santa para Chipre, e Paris passou à
categoria de seu principal centro na Europa.

Embora a Ordem tenha sido abalada em sua razão de ser quando o
túmulo de Cristo passou para os muçulmanos, ainda era
poderosamente rica e, a corte da França além do Papa deviam
dinheiro a eles e passaram a ser cobiçados pelo rei francês,
Felipe, o Belo. Esse rei confiscou os haveres dos lombardos e
judeus e os expulsou do país. Os templários corriam perigo
pois o imenso patrimônio (150.000 florins de ouro, 10.000 casas
ou solares, inúmeras fortalezas, pratarias, vasos de ouro,
entre outras preciosidades. Trinta mil simpatizantes em 9.000
comendadorias entre Palestina, Antióquia, Tripoli, França, Sicília,
Inglaterra, Escócia, Irlanda etc.

Isto era apenas o que o rei sabia , no seu território.
Felipe e o Papa fizeram uma perigosa cilada, ajudada por
opositores que, interessados na desmoralização da Ordem,
contra ela, levantou graves acusações.
Em 13 de outubro de 1307, numa Sexta feira, mandou prender
todos os templários e o seu grão-mestre, Jacques de Molay, os
quais, submetidos à inquisição, foram por estes, acusados de
hereges. Por meio de inomináveis torturas físicas, infligidas
a ferro e fogo, foram arrancados desses infelizes as mais
contraditórias confissões.

O Papa, desejoso de aniquilar a Ordem, mantendo a hegemonia da
Igreja de S. Pedro, e livrar-se da dívida, convocou o Concílio
de Viena em 1311, com esse fim mas não conseguiu. Convocou um
outro, porém privado em 22 de novembro de 1312 e aboliu a
Ordem, conquanto admitindo a falta de provas das acusações. As
riquezas da Ordem foram confiscadas em benefício da Ordem de
São João, mas é certo que uma grossa parcela foi parar nos
cofres franceses de Filipe, o Belo.

A tragédia atingiu seu ponto culminante em 14 de março de
1314, quando o grão-mestre do templo, Jacques De Molay e
Godofredo de Charney, preceptor da Normandia, foram
publicamente queimados no pelourinho diante da Catedral de
Notre Dame, ante o povo, como hereges impenitentes. Diz-se que
o grão-mestre, ao ser queimado lentamente, voltou a cabeça em
direção ao local onde se encontrava o rei e imprecou:
"Papa Clemente, Cavaleiro guilherme de Nogaret, rei
Felipe...Convoco-os ao tribunal dos céus antes que termine o
ano, para que recebam vosso justo castigo. Malditos, malditos,
malditos!...Sereis malditos até treze gerações..."

E de facto, antes de decorrido o prazo, todos estavam mortos.

Em Portugal, o rei D.Dinis não aceita as acusações, funda a
Ordem de Cristo para a qual passou alguns templários. Na
Inglaterra, o rei Eduardo II, que não concordara com as acções
do sogro. Felipe, ordena uma investigação cujo resultado
proclama a inocência da Ordem.

Na inglaterra, Escócia e Irlanda, os templários
distribuíram-se entre a Ordem dos Hospitalários, monastérios e
abadias. Na Espanha, o Concílio de Salamanca, declara
unanimemente que os acusados são inocentes e funda a Ordem de
Montesa. Na Alemanha e Itália a maioria dos Cavaleiros
permaneceram livres. Tambem os rozacruzes, Grande Fraternidade
Universal, OSTG (Ordem sagrada do Templo e do Graal.

A destruição da Ordem não suprimiu os ensinamentos mais
profundos. A maçonaria e a Ordem DeMolay mantêm a mística até
aos dias de hoje.

Continua...

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