AS CAUTELAS DO CAUTELEIRO

Olhemos o cauteleiro.


Ser pobre, humilde, que caminha kilómetros por dia para trás e para diante á procura de quem compre mais uma cautela. Com pregões únicos e singulares, este ser caminha em busca de mais uma cautela vendida.

Uma conversa aqui, uma chalaça acolá e lá vai convencendo mais um jogador.

"há horas de sorte" grita ele...
- Dê-me lá uma cautela, mas escolha você que eu não tenho sorte ao jogo.

E ele tem?
Se tivesse não as compraria ele mesmo todas?

Alguém terá sorte; quem faz o jogo, quem comprou a cautela premiada, mas o cauteleiro?

Onde está o cauteleiro que usufruiu do 1º premio de uma cautela?

Se houver será uma raridade.

Mas, ele continua; chova ou faça frio lá está ele e se não aparece alguém sempre pergunta:

- Viram o cauteleiro hoje?

Este Ser que "vende sonhos" e de vez em quando lá vende um prémio a um desconhecido; vive de uns troquinhos que este negócio lhe dá. um por cento? dois talvez? se fosse mais não seria um negócio de velhos reformados....

Na Vida por vezes quem nos ajuda tem menos que nós, se medissemos pela bitola do ter ninguém compraria cautelas ao cauteleiro.

JC

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