Cobiça e Ressurreição


Cobiça

Há dois géneros de cobiça. A cobiça pelo dinheiro e a cobiça pelos poderes ocultos. Existe cobiça pelo dinheiro, sempre que o desejamos com propósitos psicológicos e não para atender correctamente ás nossas necessidades físicas. Muitos querem dinheiro para com ele ganhar prestígio social, fama, altas posições, etc.

Não há cobiça quando conseguimos dinheiro com o propósito único de atender ás nossas necessidades físicas.Torna-se necessário descobrir onde termina a necessidade e onde começa a cobiça.

Existe a cobiça de poderes ocultos quando queremos resultados.
Aqueles que só querem resultados são cobiçosos. Aqueles que andam por aí acumulando teorias, procurando poderes, hoje numa escola, amanhã noutra, estão de facto engarrafados na garrafa da cobiça.

A mente engarrafada na cobiça é instável. Vai de Loja em Loja, de Escola em Escola, de Seita em Seita, sempre a sofrer, sempre a desejar poderes, luz, sabedoria, iluminação...
sem jamais conseguir nada porque o instável não poderá nunca compreender o estável, o permanente, o divino. Apenas Deus compreende a si mesmo.
A mente presa na garrafa da cobiça é incapaz de compreender as coisas que estão fora da garrafa. Os cobiçosos querem engarrafar Deus e por isso andam de escola em escola, sempre á procura e sempre a desejar inutilmente, porque a Deus ninguém pode engarrafar.

Quem quiser trabalhar na Grande Obra deve primeiro abandonar a cobiça. O pedreiro cobiçoso abandona a Obra, quando no seu caminho encontra outra obra, ainda que esta última seja realmente das trevas. As pessoas cobiçosas retiram-se da Grande Obra.

TRÊS TIPOS DE RESSURREIÇÃO

Assim como há três tipos básicos de energia: masculina, feminina e neutra, também há três tipos de Ressurreição:
1. Ressurreição Espiritual e Iniciática.
2. Ressurreição com o corpo da Libertação.
3. Ressurreição com o corpo físico.

Ninguém pode passar pelo segundo ou pelo terceiro tipo de Ressurreição sem antes ter passado pela Ressurreição Espiritual.
Consegue-se a Ressurreição Espiritual com a Iniciação e meditação. Ressuscitamos espiritualmente primeiro no fogo e depois na luz.

A CONVIVÊNCIA

Não é isolando-nos dos nossos semelhantes que podemos descobrir os nossos defeitos. Apenas com a convivência nos auto-descobrimos. Na convivência, podemos surpreender os nossos defeitos porque nesses instantes eles saltam fora e afloram na nossa personalidade humana.

Na convivência social existe auto-descobrimento e auto-realização. Quando descobrimos um defeito, em primeiro lugar devemos analisá-lo intelectualmente e depois compreendê-lo nos distintos departamentos da mente com a técnica da meditação. É preciso que nos concentremos no defeito descoberto e meditemos nele com o ânimo de compreendê-lo profundamente. A meditação deve ser combinada com o sono.

Assim, em visão profunda, tornamo-nos conscientes daquele defeito que estamos a tratar e compreender. Uma vez dissolvido o defeito, surge em nós algo novo.

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