As Três Peneiras


Mário foi transferido de Departamento.
Logo no primeiro dia, para cair nas graças do novo chefe,
Saiu-se com esta:
- Chefe, o senhor nem imagina o que me contaram
A respeito do Silva. Disseram que ele...
Nem chegou a terminar a frase, Jorge, o chefe, apartou:
- Espere um pouco, Mário.
O que me vai contar já passou pelo crivo das três peneiras?
- Peneiras? Que peneiras, Chefe?
- A primeira, Mário, é a da VERDADE.
Você tem certeza de que esse facto
É absolutamente verdadeiro?
- Não. Não tenho. Como posso saber?
O que sei foi o que me contaram. Mas eu acho que...
E, novamente, Mário é interrompido pelo chefe:
- Então a sua história já não passou na primeira peneira.
Vamos então para á segunda peneira que é a da BONDADE.
O que você me vai contar,
Gostaria que os outros também dissessem a seu respeito?
- Claro que não! Deus me livre, Chefe! - Diz Mário, assustado
- Então, - continua o chefe -
A sua história não passou na segunda peneira.
- Vamos ver a terceira peneira, que é a da NECESSIDADE.
Você acha que é mesmo necessário contar-me
Esse facto ou mesmo passá-lo adiante?
- Não chefe. Passando pelo crivo dessas peneiras,
Vi que não sobrou nada do que eu iria contar...
- Diz Mário, surpreendido.
- Pois é Mário.
Já pensou como as pessoas seriam mais felizes
Se todos usassem estas peneiras?
Diz o chefe sorrindo e continua:
- Da próxima vez que surgir um boato por ai,
Submeta-o ao crivo destas três peneiras:
Verdade – Bondade – Necessidade,
Antes de obedecer ao impulso de passá-lo adiante, porque:

PESSOAS INTELIGENTES FALAM SOBRE IDEIAS,
PESSOAS COMUNS FALAM SOBRE COISAS,
PESSOAS MEDÍOCRES FALAM SOBRE PESSOAS.

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